A Prisão do Rei

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Bom, talvez tenham percebido pelo Goodreads ali do lado ou mesmo pela quantidade de postagens de livros que voltei à leitura. Mesmo com faculdade, jogos e seriados, voltei a ler.

Não sei se isso acontece só comigo, mas quanto mais ansiosa estou, mais leio. É algo mais do que natural para mim. É a minha válvula de escape. O que significa que cheguei ao nível de ler 4 livros simultaneamente essa semana. Basicamente estou engatando uma leitura na outra porque minha formatura se aproxima e eu estou devidamente apavorada em relação ao futuro.

E tudo isso só para introduzir o motivo de ler esse livro. Sem or… Eu falo demais. Outro sinal claro da minha ansiedade.

Comecei a ler esse livro com o intuito de trocar um livro que estou travada em uma das categorias do DDL. Como sou daquelas doidas que define tudo antes de começar o desafio, me ferrei, de certa forma, com o livro da categoria de 500 páginas.

Estava desanimada para começar, porque Espada de Vidro deixou muito a desejar e eu estava muito cansada da Mare. Só que na pilha de me soterrar de livros, acabei pegando A Prisão do Rei e fiquei dividida se devia ou não fazer uma das minhas três trocas por direito.

E EIS QUE DESCUBRO NÃO UMA, MAS DUAS PERSONAGENS LGBT NO LIVRO!

Foi mais forte do que eu. E é por isso que este livro se enquadra na categoria 19. Um livro com personagens LGBT.

E são essas pequenas revelações que me fazem ter uma relação de amor e ódio por essa saga…

Encontramos uma outra situação que me deixou, em um primeiro momento, ansiosa. Como o primeiro capítulo tinha o nome de Mare, ficou claro que haveria vários narradores e meu maior medo foi que em algum momento Maven fosse narrar e que a autora iria nos fazer engolir uma saga de redenção para um dos maiores filhos da puta que já tive o desprazer de encontrar.

Só que isso não acontece! Palmas para a senhorita Victoria Aveyard por não se enveredar por esse caminho sem volta.

A narrativa é dividida entre Mare, presa nas garras de Maven e sua corte prateada, Cameron, “presa” nas garras da Guarda Escarlate, e Evangeline, completamente soterrada por todas as maquinações prateadas de sua família.

E nada mais do que isso.

Claro que, enquanto Mare e Maven interagiam, houve uma luz sobre a personalidade do monstrinho rapaz, só que não retira as decisões, a responsabilidade dos atos dele. Então não é bem uma tentativa de redenção, mas sim uma des-demonização(?) do personagem. Não que realmente faça algum efeito, tendo em vista que ele ainda termina o livro como o pior dos piores.

Ah, sim… Os personagens LGBT. Bom, em consideração aos queridos e queridas que ainda não leram o livro e que talvez tenham vontade de ler, vou deixar em branco. Aí lê quem ficar com vontade.

Maven era apaixonado pelo rapaz que morreu e que ele usa a imagem para entrar na Guarda Escarlate como espião. E A EVANGELINE TEM UMA NAMORADA! Me chocou muito mais do que descobrir a possível bissexualidade de Maven. De todos os personagens, Evangeline tem sido a que mais me surpreendeu durante todo o livro, se pá de toda a série.

Ok… Não tanto quanto o Maven me surpreendeu no primeiro livro. MAS QUASE.

De qualquer forma, foi um livro divertido e rápido de ler. Finalmente teve uma batalha real e com tanta repercussão. E eu me senti tão representada pela Cameron no começo desse livro… Foi lindo!

Recebe 4/5 estrelas com muita facilidade. Se não apostasse tanto no romance entre a Mare e o Cal, talvez chegasse a 5 estrelas.

Morte dos Reis

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Ah! Tio Bernard, só você mesmo pra ser o coringa na categoria de número 18. Um livro baseado em fatos reais ou uma biografia. Como amo poder colocar seus livros mais do que maravilhosos no Desafio de Leitura e, devo dizer, quão grande é a surpresa de relembrar o quanto amo seus livros. ❤

Morte dos Reis continua com a história de Uhtred de Bebbanburg, um guerreiro saxão criado por dinamarqueses e que acredita nos deuses antigos, que luta a favor do reino de Alfredo e do seu sonho de unir todas as terras que falam inglês sob uma única bandeira.

Acontece que, por ser pagão, Uhtred nunca está nas boas graças do reino de Alfredo, muitas vezes tendo que mendigar – de certa forma – para poder cuidar de suas terras – arrendadas – e do pequeno exército particular que possui. É inegável que a coroa menospreza Uhtred nos períodos de paz, mas depende demais de sua espada nos tempos de guerra.

E há, também, a questão da proximidade de Alfredo com a morte. Cheio de doenças, Alfredo está a cada dia mais próximo da morte, os dinamarqueses apenas a aguardam para poder pilhar e matar todos os saxões. E mesmo assim, mesmo após a morte de Alfredo, nada acontece.

Por muitas vezes o livro é confuso frente o que está acontecendo – não porque a narrativa torna-se lenta ou porque não sabe como seguir adiante -, simplesmente porque Uhtred, o narrador, não sabe o que pensar das atitudes de seu rei e dos dinamarqueses. E essa inquietação perpassa todas as páginas do livro.

Não que o livro seja parado, veja bem, estamos falando de Uhtred de Bebbanburg, o escudo dos saxões. Ele não consegue simplesmente aguardar o destino alcançá-lo. Não senhor. Uhtred, mesmo seguindo seu lema de que o destino é inexorável, não fica contando suas cabeças de gado – ou ovelha – e descansando à espera do que quer que venha na sua direção. Ele é um guerreiro nato e por assim ser, sempre espera pela guerra, por problemas.

O que se mostra acertado time and time again.

Ler esse livro, reencontrar Uhtred, foi mágico demais. Havia me esquecido do quanto Uhtred pode ser apaixonante e do quanto a criação da Inglaterra é mágica. E, a quem quero enganar?, sou completa e absolutamente apaixonada pela narrativa do Tio Cornwell. ❤

Valeu a pena ler loucamente esse livro e espero que não vá aguardar um ano inteiro para ler o próximo.

5/5 estrelas.

City of Ashes

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Não, eu não esqueci do Desafio de Leitura 2017, acreditem, não esqueci mesmo. Só que como alguém já ganhou o primeiro lugar, estou tomando meu tempo.

Fora que o World of Warcraft tem tomado todo o meu tempo livre, como ele costuma fazer sempre… #CulpaDaNath

Li para o item 10. Um livro de autoria feminina o livro City of Ashes, de Cassandra Clare, o segundo livro de sua saga Instrumentos Mortais. E devo dizer… que me arrependo um pouco.

Sinopse: No mundo dos Caçadores de Sombras, ninguém está seguro. E agora que Clary descobriu fazer parte do perigoso Submundo, sua vida nunca mais será a mesma. Jace, seu recém-descoberto irmão, está cada vez mais impossível, e não parece medir esforços para enfurecer a todos. E sua atitude de bad boy não ajuda em nada quando, após o roubo do segundo dos Instrumentos Mortais, a Inquisidora aparece no Instituto para interrogá-lo… Agora Jace é suspeito de ajudar o pai, o perverso Valentim, num plano que vai colocar em risco não só Idris ou o Submundo, mas toda a cidade de Nova York. E Clary não pode deixar de se perguntar: será que as ironias de Jace são só uma forma de chamar atenção, ou também pode haver uma traição por trás de tanto mistério?

Conheci essa saga através do meu pai, quando ele encontrou o filme no Netflix e disse que eu iria gostar. Foi um filme razoável, mas já tomei raivinha da Clary e do Jace ali. Por insistência de uma amiga comecei a ler o primeiro livro da série – coincidentemente para o mesmo item do DDL 2016 – e tive certeza de não gostar mesmo dos dois. E aí veio o seriado e eu resolvi dar mais uma chance para adaptações sobre a série e me arrependi amargamente. Principalmente porque ele deu um nó na minha cabeça.

Tive muitos spoilers sobre os livros no seriado – afinal a primeira temporada não foi só o primeiro livro, trazendo muitas coisas dos outros livros e inventando muitas outras coisas – mas, SEM OR, como pegaram atores ruins. A Clary é ainda mais chata no seriado e o Jace é feio. E sem graça. E nem um pouco parecido com a descrição dele no livro.

De qualquer forma, essa resenha é sobre o segundo livro da série, e não sobre o filme ou o seriado. Vamos lá. Só quis deixar bem claro que embarquei nessa história muito confusa sobre o que estava acontecendo e a culpa é do seriado.

Acompanhamos o grupinho do mal bem, todo cagado. Ninguém quer confiar no Jace porque o Valentine é o pai dele, mas tudo bem confiarem na Clary porque a Jocelyn é a mãe dela, mesmo o Valentine sendo o pai dela. Vêem como já começa meio confuso o livro.

A Clary continua com sua luta pessoal para não amar o irmão – falha miseravelmente – e tenta dar uma chance para o Simon. – Devo dizer que a única coisa que me dá forças para continuar com a saga é o Simon e o Magnus… Melhores personagens!

Fora os problemas amorosos dessa história – que são muitos – ainda há o problema do aparecimento de mais uma personagem. A Inquisidora.

A Inquisidora tem certeza que Jace é um espião do pai – e, convenhamos, ele passa mais tempo fazendo escolhas merda que REALMENTE parece estar do lado do Valentine do que é saudável para alguém – e o prende.

Basicamente a história se divide em 3 partes mais ou menos iguais: triângulo amoroso para Clary; provar sua inocência para Jace; e tentar vencer o Valentine pra todo mundo.

Esse livro foi chato, talvez exatamente porque focou tanto no triângulo amoroso, ou na Clary, ou no Jace. Não consigo mesmo gostar deles… E deixou a desejar na parte da batalha contra o Valentine. Fora que muito do que acontece na batalha é muito conveniente para a história em si, não pareceu nada além de um golpe de sorte, algo que deveria acontecer sem muitas explicações.

Devo dizer que a Clary divide o posto de personagem principal que eu não gosto junto com a Mare, mas, tudo bem. Eu supero. Estou caminhando lentamente através dessa saga, mas ainda cumprirei minha promessa de lê-la, viu Jade?

3 estrelas.

Sense and Sensibility

02. Sense and Sensibility

Li, para o item 02. Um clássico com mais de 100 anos, o livro Sense and Sensibility de Jane Austen. Foi o primeiro dos romances de Austen a ser publicados, em 1811.

Sinopse: Entre a fortuna e o amor

Após a repentina morte do marido, a sra. Dashwood se vê sozinha com três jovens filhas, Elinor, Marianne e Margaret. Como se a tristeza já não fosse o bastante, elas precisam encontrar um lugar para morar, pois a propriedade da família fora herdada pelo meio-irmão delas. Em meio a este turbilhão, Elinor e Marianne, as irmãs mais velhas, estão às voltas com aquilo que poderia lhes assegurar um futuro melhor: um bom casamento. Elinor, sensatamente, estima e gosta de um homem que só cresce aos seus olhos quando descobre por que ele não pode se casar com ela. Já Marianne, seguindo seu coração, se apaixona perdidamente por um homem de caráter duvidoso.

Razão e sentimento (1811) é o primeiro grande romance de Jane Austen e também seu primeiro livro publicado. Com a obra, a autora rompeu definitivamente com as histórias sentimentais de amor idealizado, revelando um mundo imperfeito, de personagens humanos em seus defeitos, porém não menos apaixonados e encantadores.

Quando digo que li Sense and Sensibility, eu literalmente quero dizer que li o livro em inglês. Ou mais precisamente, o primeiro dos 4 livros reunidos no volume da Canterbury Classics que tenho.

Jane Austen

Já devo ter dito aqui em algum momento a paixão que tenho por livros em capa dura e, ainda mais, quando eles vêm com esse detalhe da lombada colorida, dando um tom mais clássico ao livro. Que o livro está em inglês, é apenas um detalhe e, de certa forma, um ótimo incentivo para continuar treinando o meu inglês.

Isso, é claro, até eu me lembrar de que é um inglês clássico e rebuscado e que tem horas que eu simplesmente tenho que me forçar a continuar a ler. O fato de que as letras são pequenas e o espaçamento é mínimo também não ajuda a leitura. E eu nem preciso dizer que a faculdade não tem permitido tanto tempo livre assim, não é…

De qualquer forma, uma das coisas que me impressiona na narrativa da Austen é a caracterização dos seus personagens. É claro que há muito de impor uma personalidade imutável a eles, de forma que não temos muita escolha a não ser criarmos um preconceito (pun intended) em relação àquele personagem em si, que geralmente é quebrado até o final da história.

Com uma narrativa não tão fixa e linear, conseguimos acompanhar o crescimento das irmãs Dashwood, a forma como a Sra. Jennings, o Coronel Brandon, Willoughby, Edward e todos os outros são mudados no decorrer da história.

Uma das coisas que eu nunca havia pensado sobre Austen e que a introdução desse livro colocou em perspectiva, é a forma irônica como ela trata de um período em que a mulher não tem um futuro que não seja casando-se, em que o auge da vida de uma família é conseguir uma renda com o casamento das filhas. O próprio meio-irmão, John Dashwood, é o perfeito exemplar do período, preocupado apenas em ter contatos com a alta sociedade, renegando pessoas que não podem manter um status quo com ele e, até mesmo, não se preocupando com pessoas, mas sim com suas posses. Claro que tomei alguns spoilers com a introdução – esse é o segundo livro da Austen que leio -, mas tudo bem. Gostei bastante de ter meus olhos abertos para um outro lado dela.

Tirando a dificuldade em conseguir me habituar ao período em que o livro se passa e em como o inglês é um tanto mais complexo para ler, foi um livro que eu gostei. Agora posso dizer que já li algo além de Orgulho e Preconceito e zumbis.

3/5 estrelas.

Winter

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Sinopse: Bestseller do The New York Times, a série Crônicas Lunares conquistou os leitores com sua releitura high-tech de contos de fadas tradicionais. Depois de Cinder, Scarlet e Cress, inspirados, respectivamente, nas histórias de Cinderela, Chapeuzinho Vermelho e Rapunzel, Marissa Meyer entrega a eles o último capítulo da série, em que reconta a história de Branca de Neve com tintas distópicas. Na trama, a princesa Winter vive subjugada por sua madrasta, Levana, que inveja sua beleza e não aprova os sentimentos da jovem pelo amigo de infância e belo guarda real Jacin. Mas Winter não é tão frágil quanto parece, e, junto com a ciborgue Cinder e seus aliados, a jovem princesa é capaz de iniciar uma revolução e vencer uma guerra que já está em andamento há muito tempo. Será que Cinder, Scarlet, Cress e Winter podem derrotar Levana e encontrar seus finais felizes?

Winter foi o livro escolhido para o item 28. Um livro com mais de um ponto de vista. Para quem não conhece a saga das Crônicas Lunares da Marissa Meyer, em todos os livros os capítulos vão se alternando de narradores – no estilo de Game of Thrones (Crônicas de Gelo e Fogo, para quem não conhece o nome original da saga de livros) com muito menos mortes.

O livro foi… OMG, foi.

Demorei um bom tempo lendo, pelo simples motivo de estar lendo no meu computador e que de vez em quando eu ter preguiça de ler aqui. A história, em compensação, tirou toda a minha preguiça e, mesmo com todos os filmes que assisti nesse carnaval terminei de ler o livro na quarta feira de cinzas, consegui alcançar minha meta que era ler esse livro.

Muita coisa acontece nesse livro. Cinder começa uma revolução, Kai está a um passo de se casar com Levana, Cress continua o mesmo animalzinho assustadiço de sempre, Thorne volta a enxergar, Scarlet se torna amiga de Winter e Winter é a coisa mais fofa do mundo. São tantos problemas, tantas reviravoltas que não achei que teria um final tão interessante quanto teve. Não achei que Marissa Meyer conseguiria terminar sua saga de uma forma tão primorosa.

Isso é… Até a última página. Caramba, molier! Sério que precisava ter aquela frasezinha que eu odeio tanto encontrar nas coisas que eu leio/assisto!?

E eles viveram felizes para sempre!?

Porfa, né?

Enfim… Tirando que, mesmo com essa frase aí, o final foi de certa forma em aberto, foi um livro divertido. Devorei suas sei lá quantas páginas com prazer, sempre querendo saber o que aconteceria na próxima página, no próximo parágrafo, na próxima linha. Muitas vezes precisei me forçar a fechar o programa e ir dormir, pois sabia que acabaria emendando dias e mais dias se não fizesse isso.

Foi um bom final, um bom livro e fiquei curiosa para ler os spin-offs, aparentemente ela vai lançar/lançou um sobre a Rainha Levana. Já quero.

4/5 estrelas e a certeza de que preciso dessa coleção na minha estante.

Espada de Vidro

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Se eu tenho uma relação dicotômica com esse livro? Com certeza! Como é possível a história ser boa, mas você odiar completamente a personagem principal? Pois saibam que é exatamente o que acontece comigo com essa saga.

Sinopse: Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.

O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.

Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.

Espada de Vidro, de Victoria Aveyard, foi o livro escolhido para o item 23. Um livro com viagem e, considerando-se que neste livro a Mare e seus companheiros viajam por toda Norta atrás de sanguenovos, foi muito bem escolhido. Perdi as contas de quantas viagens acontecem, pra dizer a verdade.

Preciso dizer que a Mare se mostrava ser meio idiota desde o primeiro livro, mas a incapacidade dela de lidar com todas as pessoas que a rodeiam nesse livro se torna muito presente e ela toma só TODAS as decisões erradas que uma pessoa poderia tomar. Além do que, ela sempre sofre com seu quadrado amoroso e quer se convencer de que não precisa das pessoas, mas chora a todo instante porque se encontra sozinha: POR ESCOLHA PRÓPRIA.

Ela é manipulada por tudo e por todos, mostrando-se a mais inocente das criaturas vivas e, mesmo assim, quer tomar para si o papel de líder martirizada, de que sabe o que está fazendo.

News flash: ela não sabe.

Cal se tornou mais suportável e devo dizer que tenho mais pena dele do que de Mare, e Kilorn se tornou mais tratável, então, ok. O romance Farley-Shade foi muito bonito de se perceber, mostrando o lado mais humano da guerra. E eu não superei uma morte que aconteceu no livro. Chorei muito com ela.

E, o pior, é que nem foi culpa da Mare.

O final foi surpreendente, mas ainda preferi as reviravoltas do primeiro livro. E agora é esperar pelo terceiro que deve chegar em algum ponto de março.

4/5 estrelas.

J.R.R. Tolkien, o Senhor da Fantasia

E, mesmo dizendo que tento ao máximo limpar a lista de livros pra ler – preferencialmente sem comprar livros novos -, devo admitir a minha felicidade quando a Taki leu a biografia do Tolkien para o item de livro baseado em fatos reais. Assim, pude acrescentar esse livro para o item 29. Um livro que conheceu por causa do desafioJ.R.R. Tolkien, o Senhor da Fantasia por Michael White.

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Fazia tanto tempo que queria ler essa biografia. E ela é simplesmente maravilhosa! Mais uma vez a Editora Darkside fez um ótimo trabalho em lançar um livro edição especial dessa vez de verdade, foi um parto encontrar esse livro à venda, comemorando os 125 anos do Tolkien – com direito a pôster dupla face! O mapa da Terra Média de um lado e uma foto clássica do Tolkien do outro. ❤ Um amorzinho.

Sinopse: Para comemorar os 125 anos de nascimento de Tolkien, a DarkSide® Books publica esta edição comemorativa de J.R.R. Tolkien, o Senhor da Fantasia, com nova capa e um mapa pôster exclusivo da Terra Média. A biografia reconta a vida do autor de clássicos como a trilogia O Senhor dos Anéis e O Hobbit, e considerado um dos maiores autores de fantasia de todos os tempos, que em breve vai ganhar uma adaptação para o cinema.

A obra de Michael White acompanha a vida e a trajetória do escritor, começando por sua infância na África do Sul, seguida do retorno da família para a Inglaterra, onde os Tolkien estabeleceram-se em Birmingham, cidade que passava por uma rápida industrialização nos anos 1890, mas ainda era cercada por uma paisagem de tirar o fôlego. Este cenário que reunia e mesclava o coração industrial do Império britânico próximo a bosques e montanhas idílicas e selvagens foi determinante para as ideias e a escrita de Tolkien.

Já é clássico o momento inspirador quando era professor em Oxford e um dia, corrigindo exames, ao se deparar com uma página em branco que um aluno havia deixado no caderno de exercícios, Tolkien escreve de repente: “Em uma toca no chão vivia um Hobbit”. Bem à sua maneira, ele fica intrigado com aquilo e decide descobrir mais a respeito dos hobbits. Escrito para os seus filhos, O Hobbit tornou-se um sucesso imediato quando foi publicado em 1937. Vendeu milhões de exemplares mundo afora desde então e estabeleceu-se como “um dos livros mais influentes de nossa geração”. Influência e paixão que só aumentaram com as adaptações para o cinema da trilogia de O Senhor dos Anéis, por Peter Jackson, e que voltam a atrair a atenção de todos novamente com o começo da nova trilogia de O Hobbit.

Assumo que, mesmo com toda a vontade louca de ler esse livro, tive receio. Senti muito medo de saber mais sobre a vida de Tolkien. Meu amor pelos escritos dele vem de muito tempo e, sim, eu o idolatro. A saga da Terra Média é minha saga favorita, O Senhor dos Anéis é meu livro favorito e eu o leio ao menos uma vez por ano.

Então, sim… Tive medo de ler sobre Tolkien e destruir um pouco da imagem que tinha dele em minha mente, de me decepcionar e de acabar quebrando o encanto que tenho pelo seu trabalho.

E é com um imenso alívio que digo que não. Isso não aconteceu. Ufa.

De certo modo, fiquei ainda mais apaixonada por seu trabalho. E me reconheci muito na forma como ele criava, ou melhor, subcriava. Seu modo perfeccionista de ser, seu alto nível de exigência e, porque não, sua forma “superior” de ser – talvez beirando a mesquinhez(?) – acertou em cheio no meu processo criativo. Então… é.

Não estou dizendo que meus trabalhos – poucos, falhos e ínfimos – sejam equiparáveis aos do mestre, mas que passo pelo mesmo caminho no processo criativo. Vocês não fazem ideia de quantas vezes eu escrevi, reescrevi e acabei por deletar contos que postaria aqui…

Suspiro.

De qualquer forma, essa resenha obviamente não é sobre mim, então que voltemos ao assunto principal.

A biografia me mostrou um lado humano de Tolkien, a forma como ele se relacionava com sua esposa, seus filhos, seus amigos e seu trabalho. Como ele sofria para pagar as contas, como se esforçava para ser um bom pai e um bom marido, e como ele realmente se importava com o seu épico.

Descobrir a face humana, frágil, quebradiça e cheia de defeitos do mestre só serviu para me inspirar e para dar um ar mais palpável sobre ele. Posso reafirmar com toda a certeza, adoraria ter o conhecido – mesmo que ele não conseguisse compreender a necessidade dos fãs de sua obra de conhecê-lo.

4/5 estrelas.