O Rei Amarelo

Sinopse: A redescoberta da obra de Robert W. Chambers, autor dos contos sobre a peça de teatro maldita O Rei Amarelo, inspirou essa coletânea com oito histórias em quadrinhos cheias do mais doentio horror em preto, branco e amarelo.
São 164 páginas macabras inspiradas pela leitura do livro amaldiçoado, visões amareladas que forçaram os artistas a realizar histórias originais que destruíssem tudo à sua volta, até eles mesmos.
A organização do álbum enlouqueceu Raphael Fernandes, que aprisionou um time de quadrinistas formado por Pedro Pedrada, Tiago P. Zanetic, LuCAS Chewie, Mauricio R. B. Campos, Péricles Ianuch, Airton Marinho, Marcos Caldas, Erik Avilez, André Freitas, Tiago Rech, Victor Freundt, Rafael Levi, Samuel Bono e Raphael Salimena. Todos enclausurados por uma sinistra capa de João Pirolla.
O Rei Amarelo em Quadrinhos é o terror na sua forma mais bruta, trazendo imagens cativantes e perturbadoras interpretações para a busca por Carcosa. Mas, acima de tudo, é um mergulho em um poço ocre onde a esperança de emergir para a realidade não passa de um sonho em duas cores.

Terceira leitura para a Creepytober 2018 e realizada com auxílio do Flávio que me emprestou a HQ para ler. Gosto de amizades assim, que a gente compartilha as coisas que gosta. ❤

Como uma ávida leitora de Sandman adoro ver diferentes traços em uma mesma HQ, afinal, cada arco de Sandman é desenhado por um artista diferente. Achei bem interessante que cada história foi baseada e desenhada de forma diferente, isso traz um novo olhar para aquele mesmo tema.

Infelizmente, porém, foi uma HQ que não funcionou de todo para mim. Mesmo cada história sendo uma nova roupagem da loucura incitada pela história de “O Rei de Amarelo”, todas elas tratam sobre o mesmo assunto. Então achei muito repetitiva a HQ.

Talvez ela seja para ser lida em doses homeopáticas e não de uma sentada – que é a minha maneira default de ler praticamente qualquer coisa…

3/5 estrelas. 596/2072 páginas.

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A Bruxa de Near

Sinopse: Na cidade de Near não existem estranhos e a velha história da Bruxa é contada apenas para assustar as crianças. Estas são as verdades que Lexi Harris ouviu durante toda a vida.
Mas quando um estranho, um garoto que parece desaparecer como fumaça, surge em uma noite do lado de fora de sua casa, ela sabe que algo não está correto.
Na noite seguinte, crianças começam a desaparecer de suas camas sem deixar qualquer vestígio e o estranho é o principal suspeito. Mas quando o garoto se oferece para ajudar na busca, algo no coração de Lexi diz que ele esconde outros segredos e não é o culpado.
Ela estaria imaginando ou o vento parecia sussurrar através das paredes? Quando a busca pelas crianças se intensifica, o mesmo acontece com a necessidade de Lexi de saber sobre a Bruxa que talvez não seja só uma história para dormir…

Segundo livro escolhido para a Creepytober 2018.

Acho que já deu pra perceber que eu tenho uma tendência a ler tudo o que eu encontrar dos autores que eu gosto, não é mesmo? E, tendo me descoberto louca pela tia Vic, não poderia deixar de me enveredar pela interwebs procurando o que ela escreveu. #VictoriaSchwabRainhaDaMinhaVida

E foi assim que encontrei A Bruxa de Near disponível no Kindle Unlimited.

Resolvi colocá-lo na maratona para poder matar dois coelhos com uma cajadada só, afinal, eu estou enrolando a vida para ler os livros que comprei no Kindle…

É claro que eu não imaginava uma história tão… dark assim.

Geralmente, quando pensamos em bruxas em histórias, acabamos imaginando algo mais puxado para a fantasia, não é mesmo? Pelo menos comigo é assim.

Ledo engano…

A Bruxa de Near, mesmo com seus traços de fantasia e uma pitada de romance sobrenatural, entrega uma história recheada de suspense e com toques de terror. A lenda da Bruxa que vivia em Near e foi morta pelos conselheiros depois de causar a morte de uma criança, as brincadeiras de roda que as crianças de Near cantavam, até mesmo a atitude da família de Lexi, cria uma atmosfera tensa e que acompanha o leitor durante todo o livro.

Não podia esperar menos da minha diva, não é mesmo?

Se existe algo que eu não tenha verdadeiramente gostado nesse livro foi a parte do romance. Achei forçado, clichê e tão desnecessário para a construção da personagem e do enredo… Uma das únicas coisas que realmente deixou a desejar.

4/5 estrelas, favoritado e desejado. Preciso desse livro físico!

432/2072 páginas.

Mau Começo

Sinopse: Mau começo é o primeiro volume de uma série em que Lemony Snicket conta as desventuras dos irmãos Baudelaire. Violet, Klaus e Sunny são encantadores e inteligentes, mas ocupam o primeiro lugar na classificação das pessoas mais infelizes do mundo. De fato, a infelicidade segue os seus passos desde a primeira página, quando eles estão na praia e recebem uma trágica notícia. Esses ímãs que atraem desgraças terão de enfrentar, por exemplo, roupas que pinicam o corpo, um gosmento vilão dominado pela cobiça, um incêndio calamitoso e mingau frio no café da manhã. É por isso que, logo na quarta capa, Snicket avisa ao leitor: “Não há nada que o impeça de fechar o livro imediatamente e sair para uma outra leitura sobre coisas felizes, se é isso que você prefere”.

Livro lido para o desafio da primeira quinzena de outubro da maratona Diários dos Leitores: Um livro com protagonista criança (<15 anos).

Comprei o box completo de Desventuras em Série na Bienal de São Paulo desse ano e resolvi que precisava começar a ler logo. Ainda bem que calhou de ter o desafio da maratona pra eu ter uma desculpa pra ler algo leve no meio da Creepytober

Devo dizer que, mesmo tendo gostado da leitura desse livro, eu fiquei levemente decepcionada com ele. Tenho certeza que esperava algo muito diferente do que o que estava lendo, principalmente porque todos os meus amigos que já leram sempre disseram que era muito bom e que eu ia gostar muito.

Bem, eu gostei, mas expectativa é uma merda, meus caros.

O fato de que eu estou “crescendo” também deve estar influenciando um pouco a minha impressão desse livro, porque estou mais exigente com as coisas que eu leio e a forma como o Lemony Snicket está narrando está me deixando irritada. Ajuda que o livro é mais infantil? Não, não ajuda. Existem momentos que eu fico tão irritada com a narrativa do Lemony – mais especificamente com os comentários dele – que eu preciso conscientemente me lembrar que o livro é infanto-juvenil para continuar a leitura.

E isso significa que eu fico um pouco mais desconectada da história do que eu gostaria…

No mais, a história do livro é bem interessante. As personagens são muito bem construídas e o tom do livro é diferente do esperado de um livro infanto-juvenil, afinal, ele trata prontamente sobre morte, ganância e tramas diabólicas – e que em certos momentos me lembraram os planos infalíveis do Cebolinha.

Agora é dar continuidade na leitura para poder finalmente assistir o seriado da Netflix.

4/5 estrelas.

 

Wytches

Sinopse: Bruxas são criaturas muito mais perversas e diabólicas do que você poderia pensar — e, portanto, muito mais assustadoras. Ver uma é coisa rara; sobreviver a elas é mais raro ainda. É por isso que quando a família Rook se muda para Litchfield, uma remota cidadezinha de New Hampshire, tentando escapar de uma experiência horrível ao recomeçar do zero, eles não entendem que algo sinistro vive nas florestas ao redor da cidade. Algo que os observa, esperando apenas por uma oportunidade. Algo muito antigo… e voraz. Você até pode conseguir feitiços e milagres delas, mas, para isso, vai precisar pagar o preço. Pai e filha vão descobrir que recomeçar pode ser bem mais difícil quando há uma conspiração secular que envolve a sua família em curso.
Com reviravoltas chocantes e uma arte de arregalar os olhos, capaz de combinar medo e beleza, WYTCHES é uma obra sobre bruxas que deve ser levada a sério. Scott Snyder já provou suas habilidades como roteirista durante seu tempo escrevendo as HQs do Batman, uma das fases do herói mais aclamadas pela crítica e pelo público nos últimos tempos.

E adivinhem quem está participando de yet another maratona! Eu mesma! Porque curto floppar na vida. Wait, what?

No mês de outubro está rolando a primeira Creepytober, organizada por umas pessoinhas maravilhosas – e macabras – e que está fazendo o meu mês. ❤ Não entrarei em detalhes sobre a quantidade de desafios, acreditem que são muitos, então vou dizer apenas que estou participando do nível Hard e que ele consiste em ler no mínimo 1600 páginas em um mês.

E damos início à Creepytober 2018 com Wytches, um quadrinho publicado pela Darkside e que me deixou muito feliz com a leitura.

Acompanhamos a história da Sailor e sua família em paralelo com a lenda das bruxas. Sailor sofria bullying na cidade antiga em que morava e quando sua agressora foi levada por seres estranhos na floresta, ela foi considerada suspeita. Para poupar a filha, seus pais resolvem se mudar para uma cidadezinha e recomeçar.

As bruxas nessa história não são mulheres com pacto com o demônio ou chapéu pontudo e que voam em vassouras. São seres meio mutantes, com o poder de realizar qualquer desejo desde que haja um pagamento de sangue, um sacrifício.

Não fica exatamente claro o que levou as bruxas a pegarem a agressora de Sailor, mas não é algo que atrapalhe a história, muito pelo contrário, a torna mais intensa.

As ilustrações são muito bem feitas e abusam de cores vivas e mudanças bruscas de pontos de vista, já que o pai de Sailor é um dos narradores, o que torna algumas cenas um pouco confusas. Só que são exatamente essas técnicas que tornaram a história tão única.

A história em si é carregada de plot twists e cada página traz novos elementos que destróem qualquer noção de realidade que conseguiu criar lendo a HQ.

No geral gostei muito da HQ, como sempre a Darkside consegue entregar um trabalho impecável. Confie na caveira. ❤

4/5 estrelas. 192/2072 páginas.

 

Sky in the Deep

Sinopse: AN INSTANT NEW YORK TIMES BESTSELLER!
A 2018 Most Anticipated Young Adult book that is part Wonder Woman, part Vikings―and all heart.
OND ELDR. BREATHE FIRE.
Raised to be a warrior, seventeen-year-old Eelyn fights alongside her Aska clansmen in an ancient, rivalry against the Riki clan. Her life is brutal but simple: fight and survive. Until the day she sees the impossible on the battlefield―her brother, fighting with the enemy―the brother she watched die five years ago.
Faced with her brother’s betrayal, she must survive the winter in the mountains with the Riki, in a village where every neighbor is an enemy, every battle scar possibly one she delivered. But when the Riki village is raided by a ruthless clan thought to be a legend, Eelyn is even more desperate to get back to her beloved family.
She is given no choice but to trust Fiske, her brother’s friend, who sees her as a threat. They must do the impossible: unite the clans to fight together, or risk being slaughtered one by one. Driven by a love for her clan and her growing love for Fiske, Eelyn must confront her own definition of loyalty and family while daring to put her faith in the people she’s spent her life hating.

Este foi o segundo livro que li para a Maratona Lunática e foi o livro recebido na OwlCrate de julho..? Já me perdi nas caixas porque, pra variar, estou com as leituras atrasadas… :/

Sky in the Deep foi um livro complicado, não que ele seja ruim, só… precisei me esforçar para conseguir me conectar com as personagens e a história e engatar a leitura. Ficar horas e mais horas no aeroporto sem mais nada a fazer ajudou…

Achei que a ideia do livro foi muito bem construída. Existem dois deuses e duas tribos inimigas que de cinco em cinco anos se reúnem no campo de batalha e lutam entre si para provar que o seu deus é o deus certo. É uma batalha pela supremacia divina, e é uma batalha que nunca irá acabar.

Acontece que a descrição é feita de forma um tanto confusa e como existem tantos termos novos e estranhos, foi bem complexo entender o que estava acontecendo durante as batalhas.

Achei a personagem principal e o romance muito clichê. Honestamente acredito que se a história fosse mais focada na treta, não haveria motivo para romance e o livro teria sido melhor aproveitado.

Ainda assim, a leitura – depois que você se acostuma com os termos – foi muito rápida e fluida. E, no geral, a história é muito interessante, só não entendi como que a autora vai dar continuidade para essa saga depois do final que ela deu pro livro…

3/5 estrelas.

City of Ghosts

Sinopse: Cassidy Blake’s parents are The Inspectres, a (somewhat inept) ghost-hunting team. But Cass herself can REALLY see ghosts. In fact, her best friend, Jacob, just happens to be one.
When The Inspectres head to ultra-haunted Edinburgh, Scotland, for their new TV show, Cass — and Jacob — come along. In Scotland, Cass is surrounded by ghosts, not all of them friendly. Then she meets Lara, a girl who can also see the dead. But Lara tells Cassidy that as an In-betweener, their job is to send ghosts permanently beyond the Veil. Cass isn’t sure about her new mission, but she does know the sinister Red Raven haunting the city doesn’t belong in her world. Cassidy’s powers will draw her into an epic fight that stretches through the worlds of the living and the dead, in order to save herself.

Quando eu começo a gostar de um autor, fico alucinada e com vontade de ler ABSOLUTAMENTE TUDO o que a pessoa maravilhosa escrever. E, adivinhem, estou com esse projeto de ler TUTO que a tia Victoria escrever.

Depois de passar pela fantasia com Um Tom Mais Escuro de Magia, pela ficção científica com Villains e com um infanto-juvenil sobrenatural com A Guardiã de Histórias, estava na hora de ler o mais novo livro da tia Vic. City of Ghosts é o mais novo infanto-juvenil da autora e fala sobre fantasmas.

De certa forma, senti como se fosse o lado “fofo” da experiência de quase morte que criam os ExtraOrdinários no universo de Villains. Afinal, para Cassidy começar a ver fantasmas, ela precisou morrer. E voltar.

Cassidy e Jacob são melhores amigos e muito próximos um do outro, afinal, quando Cassidy quase morreu, foi Jacob, um fantasma, que conseguiu trazê-la de volta. Isso os uniu de uma forma muito interessante.

Cassidy consegue sentir o chamado do Veil, o “purgatório” onde as almas estão presas e tenta entender o que causa essas almas permanecerem presas ao nosso mundo. O que ela não sabe é que seu papel não é de apenas observadora, ela precisa ajudar essas almas a atravessar.

Foi uma leitura muito rápida, fluida, divertida e que não consegui largar enquanto não terminei o livro. Com certeza uma das melhores leituras do ano e mais uma saga da tia Vic para ficar ansiosa enquanto aguardo a continuação. Essa mulher é um gênio. Sem mais.

5/5 e favoritado! ❤

E tenho certeza que a Syd seria muito amiga da Cass… *3*

A Poção Secreta

Sinopse: A Princesa do Reino de Nova toma acidentalmente uma poção do amor, e se apaixona por si mesma! Para encontrar o antídoto que possa curá-la, o rei mobiliza todos numa expedição chamada Caçada Selvagem. Competidores do mundo todo saem em busca dos mais raros ingredientes em florestas mágicas e montanhas geladas, enfrentando perigos e encarando a morte para encontrar a fórmula da poção secreta. Dentre eles, está Samantha, uma garota comum que herdou dos seus ancestrais alquimistas o talento para preparar poções. Esta pode ser a oportunidade para reerguer a decadente loja de poções da família, afinal o mundo todo estará acompanhando a Caçada nas mídias sociais. Será que ela conseguirá descobrir a cura e salvar a Princesa?

Livro escolhido para a segunda quinzena de setembro Um livro com cores pastéis na capa. E, como sempre, preciso agradecer imensamente a presença do Kindle Unlimited na minha vida.

Este livro tem uma ideia muito interessante, misturando magia e alquimia com tecnologia. Só que achei que a construção da personagem foi bem fraca e a resolução dos problemas muito deus ex.

Foi, entretanto, uma leitura bem fluida e rápida e que me divertiu bastante. O que me deixa triste em constatar que, por mais que a ideia inicial tenha sido muito interessante, o desenvolvimento dela deixou muito a desejar.

2,5/5 estrelas e provavelmente não continuarei lendo a trilogia.