Harry Potter e o Enigma do Príncipe

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Sinopse: Harry Potter e o Enigma do Príncipe dá continuidade à saga do jovem bruxo Harry Potter a partir do ponto onde o livro anterior parou, o momento em que fica provado que o poder de Voldemort e dos Comensais da Morte, seus seguidores, cresce mais a cada dia, em meio à batalha entre o bem e o mal. A onda de terror provocada pelo Lorde das Trevas estaria afetando, até mesmo, o mundo dos trouxas (não-bruxos), e sendo agravada pela ação dos dementadores, criaturas mágicas aterrorizantes que “sugam” a esperança e a felicidade das pessoas. Harry, que acabou de completar 16 anos, parte rumo ao sexto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, animado e, ao mesmo tempo, apreensivo com a perspectiva de ter aulas particulares com o professor Dumbledore, o diretor da escola e o bruxo mais respeitado em toda comunidade mágica.
Harry, longe de ser aquele menino magricela que vivia no quarto debaixo da escada na casa dos tios trouxas, é um dos principais nomes entre aqueles que lutam contra Voldemort, e se vê cada vez mais isolado à medida que os rumores de que ele é O Eleito, o único capaz de derrotar o Lorde das Trevas, se espalham pelo mundo dos bruxos. Dois atentados contra a vida de estudantes, a certeza de Harry quanto ao envolvimento de Draco Malfoy com os Comensais da Morte e o comportamento de Snape, suspeito como sempre, adicionam ainda mais tensão ao já inquietante período.
Apesar de tudo isso, Harry e os amigos são adolescentes típicos: dividem tarefas escolares e dormitórios bagunçados, correm das aulas para os treinos de quadribol, e namoram. 

Como eu venho dizendo, reler Harry Potter está sendo uma experiência realmente mágica. Mesmo sabendo o grosso da história, fico extremamente feliz de relembrar os mínimos detalhes.

E, é claro, de me emocionar novamente com toda a história.

Chegamos ao ápice da série, o momento em que todos procuram uma forma de derrubar o Lorde das Trevas de forma definitiva. Dumbledore volta a incluir Harry em seu dia a dia, até mesmo pedindo para que Harry o ajude a encontrar os fragmentos da história de Tom Riddle.

Vemos as mais diversas reviravoltas entre o trio dourado, no quadro de professores de Hogwarts. E sofremos a segunda perda no longo caminho da batalha contra Voldemort.

Devo dizer que não me lembro de chorar tanto quanto nessa leitura quando Dumbledore morre. Comecei a chorar quando ele é atacado e só realmente parei de chorar alguns minutos depois que terminei de ler o livro. Foi difícil.

O que não me emocionei no quinto livro, me emocionei nesse.

5/5 estrelas e só falta mais um! ❤

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Page Habit

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PageHabit é mais uma Mistery Box de livros, minha primeira caixa gringa.

Gostei muito da premissa da PageHabit, porque eles têm vários estilos literários que você pode escolher, de forma que é garantido que você receba um estilo literário que você goste.

Outra coisa que achei bastante interessante é que o curador do mês – ou de três em três meses – é o autor do livro enviado, o que significa que o livro vem com anotações do próprio autor, além de itens escolhidos para fazer “par” com o livro.

Ah, além disso, a PageHabit promove a leitura para crianças que não têm acesso a livros, doando livros a cada caixinha comprada. E se você fotografar/filmar o unboxing e os marcar no instagram/youtube, eles doam outro livro. Então, você adquiri um livro e ainda ajuda outras pessoas. ❤

Adorei tudo o que veio na caixinha! o gato não veio nela, ok? Já estou muito interessada em ler o livro, já li o conto Holiday e já estou usando loucamente o coaster que veio e que eu esqueci de colocar na foto, acontece.

Acho que o único ponto negativo dessa caixinha é, infelizmente, o preço. Quando se pensa em dólares U$ 39,99 não é caro. Se você mora nos EUA. Porque, honestamente, eu paguei R$ 138,00 e ainda demorou quase dois meses para chegar a caixinha…

Gostei muito, muito mesmo. Só que pela demora e pelo valor absurdo em que o dólar se encontra, infelizmente não poderei continuar com a assinatura. Por enquanto me satisfaço com o Turista.

Ao menos agora eu sei como o PageHabit funciona… Se algum dia o dólar voltar a preços menos abusivos, quem sabe… ❤

Harry Potter e a Ordem da Fênix

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Sinopse: Harry Potter vai começar seu quinto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Está desesperado para retornar à escola e descobrir por que seus melhores amigos, Rony e Hermione, andaram tão misteriosos durante as férias. Porém, o que o jovem bruxo está prestes a descobrir nesse novo ano em Hogwarts vai provocar uma grande reviravolta em seu mundo.

Harry Potter é um dos meus universos favoritos. Tenho um carinho muito grande por todos ou quase todos os personagens e está sendo um prazer imenso reentrar neste mundo mágico.

Só que devo dizer, com toda a honestidade, Harry Potter e a Ordem da Fênix é, de longe, o livro que eu menos gosto de todos os sete. We don’t talk about The Cursed Child.

Tudo nesse livro me irrita em diferentes graus.

O Harry é completamente insuportável e burro, tomando todas as decisões erradas possíveis – não que ele fosse o único nesse barco – e, ainda por cima, dando todos os pitis do universo durante o livro! Sério… Foi bastante irritante. Mesmo sabendo que um adolescente de 15 anos provavelmente passaria por essas crises.

No geral, foi um livro muito lento. Lembro que da primeira vez que li o livro – se não me engano essa é a segunda ou no máximo terceira vez que leio -, achei a leitura muito mais interessante, mas só de saber que a ação realmente só acontece nas 200 últimas páginas em um livro de 704 páginas é no mínimo frustrante.

E eu sei que muita coisa acontece, com a Umbridge e todos os seus decretos e tudo o mais, mas depois da primeira detenção que ela aplica em Harry, pode-se dizer que todo o resto foi apenas repetição. Sim, ela foi a personagem mais impressionantemente filha da puta de toda a história de Harry Potter, incluindo Voldemort e Bellatrix Lestrange, MAS, ainda assim, tudo o que ela faz é previsível, é repetitivo e torna-se chato de ler. Parece que ela agia como agia apenas para que nós a odiássemos.

Não que eu esteja em momento algum defendendo a Umbridge, veja bem, mas não sei se realmente havia motivo para colocar quase 400 páginas dela sendo extremamente filha da puta com a Grifinória no geral.

Mas enfim… Creio que para o crescimento dos personagens como um todo, foi, talvez, o livro mais importante, o que mostra que mesmo o Harry erra e muito, que os marotos não são o grupo perfeito de amigos e que eles praticavam muito bullying com aqueles que eles não gostavam.

4/5 estrelas. E só faltam dois livros! ❤

Todas As Garotas Desaparecidas

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Sinopse: Faz dez anos que Nicolette Farrell deixou Cooley Ridge, sua cidadezinha natal, depois que sua melhor amiga, Corinne, desapareceu sem deixar rastros. De volta para resolver assuntos pendentes, Nic logo se vê imersa em um drama chocante que faz o caso de Corinne ser reaberto e remexe em antigas feridas.
Logo ao chegar, Nic descobre que seu namorado da época está envolvido com Annaleise Carter, a jovem vizinha que foi o álibi do grupo de suspeitos para a noite do sumiço de Corinne. E então, poucos dias após a volta de Nic, Annaleise desaparece.
Agora Nic precisa desvendar o desaparecimento de sua vizinha e, no processo, vai descobrir verdades chocantes sobre seus amigos, sua família e o que realmente aconteceu com Corinne naquela noite, dez anos atrás.
Todas as Garotas Desaparecidas é um suspense psicológico impactante — contado de trás para frente. Quando você pensa que está seguindo por um caminho conhecido, Megan Miranda — autora revelação no gênero do suspense — vira tudo de cabeça para baixo e nos faz questionar até onde estaríamos dispostos a ir para proteger aqueles que amamos.

Conheci este livro através do canal Redatora de Merda e que eu gostei bastante da premissa, porque eu sou uma pessoa que consegue prever o que vai acontecer nas histórias em geral que eu acompanho, então quando me deparei com um thriller – atualmente um dos meus gêneros favoritos – com a narrativa reversa, tive esperanças de que acabaria, como a Adriana mesmo fala, com um desgraçamento da cabeça.

E foi mais ou menos o que aconteceu.

É claro que, começando a história pelo final, espera-se que tenhamos mais dicas sobre o caso do que se estivéssemos seguindo a história cronologicamente, não é mesmo? Acontece que, para conseguir realmente escrever uma história assim, é preciso deixar de fora algumas informações.

Acompanhamos o retorno de Nicolette à sua cidade natal em decorrência do pai dela estar em um asilo – ele parece ter algum tipo de demência, provavelmente devido à bebida – e o fato de que ela e o irmão precisam convencê-lo a vender a casa para pagar uma série de dívidas.

Quando Nic volta pra casa, começamos a perceber que há muito mais por trás da história do que apenas uma garota que saiu de casa para poder fazer carreira numa cidade grande. E todo esse por trás envolve o desaparecimento de sua melhor amiga, que aconteceu 10 anos antes do primeiro capítulo.

Assim, vamos acompanhando a história girando ao redor do desaparecimento de uma outra garota, e o retorno desse desaparecimento de 10 anos antes. E como Nic está envolvida com tudo isso.

Achei uma narrativa um pouco confusa nos primeiros capítulos, mas que é muito fácil de acompanhar, mesmo assim. Adorei os personagens, as reviravoltas que iam acontecendo com cada virar de página, com cada dia anterior.

Meio que no terço final do livro eu supus que algo ia acontecer e, por mais que não foi exatamente como eu tinha imaginado, aconteceu. Ou seja, mesmo nas narrativas reversas parece que minha mente já consegue traçar os padrões da história.

Adorei a edição, achei que foi um trabalho muito bem feito pela Editora Verus e estou disposta a ler mais livros dela.

Fiquei mais do que feliz com a indicação da Adriana! Quero ler mais livros que ela indica! ❤

4 estrelas.

O Inverno dos Escritores Mortos

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Sinopse: Os detetives Fred e Elis estão diante do caso mais desafiador de suas carreiras. Inicia-se a caçada a um psicopata que mata escritores da mesma forma que eles matam seus personagens. O metódico assassino demonstra habilidade e inteligência acima da média, enquanto aumenta a contagem de mortos sem deixar uma pista sequer.
Fred precisa não apenas lidar com a pressão do trabalho, mas também com os fantasmas que gritam em sua mente, assolando sua sanidade desde o sequestro de seu filho, que segue desaparecido há dois anos. Como se estes fardos não fossem pesados o suficientes, o detetive Borzagli carrega um segredo que afetará todos à sua volta, inclusive a investigação e seu futuro como policial.
Em “O Inverno dos Escritores Mortos”, Miller Britto desafia o leitor a seguir as pistas, conduzindo-o por uma trama de mentiras e segredos funestos, que culminarão em um dos finais mais inimagináveis da história da ficção policial brasileira.

Fui prontamente vencida na livraria. O plano era ter comprado apenas um livro – afinal, fiz um grande estrago na minha conta na Black Friday. Um livro se tornou dois e, de repente, estava comprando um livro lançamento, com direito a dedicatória e um desafio: descobrir quem era o assassino.

Devo dizer que por um longo período do livro me senti mais desesperada que os próprios detetives. Não poderia deixar de resolver o mistério, não depois do desafio explícito do autor.

Então, lá fui eu. Coloquei minha massa cinzenta que tão raramente deixa os detalhes passarem despercebidos para funcionar ainda mais intensamente.

E posso dizer que não fui totalmente bem sucedida.

Acompanhamos a narrativa por muitos ângulos, muitos personagens acabam narrando e nos mostrando apenas o seu ponto de vista. E isso, obviamente, deixa a investigação ainda mais difícil.

Inicialmente eu tinha 3 suspeitos, mas houve um momento que tive uma grande suspeita de quem era o real assassino. Suspeita essa que foi confirmada ao final do livro. Só não considero uma vitória completa porque não tive certeza absoluta como geralmente acontece.

A história é muito bem contada e me prendeu desde o começo, principalmente porque me fez recordar do episódio piloto de uma das minhas séries favoritas: Castle.

Dou os parabéns ao autor Miller. Foi um ótimo livro que não consegui deixar de lado até terminá-lo. Com certeza merece as 4/5 estrelas.

Uma Sombra Ardente e Brilhante

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Sinopse: O primeiro livro da série de Jéssica Cluess, perfeito para surpreender fãs de fantasias já bem habituados com magia, profecias e triângulos amorosos
Henrietta Howel tem o poder de explodir em chamas. Quando é obrigada a expor suas habilidades ela tem certeza de que será executada. Apenas os feiticeiros podem usar magia, e nenhum deles é mulher. Ela se surpreende quando não só é poupada da guilhotina, mas também nomeada a primeira feiticeira em séculos. Ela é a garota profetizada, aquela que derrotará os Ancestrais – seres sanguinários que aterrorizam a humanidade. Henrietta então passa a treinar dia e noite com um grupo de feiticeiros ansiosos para testar as habilidades – e o coração – da garota da profecia. Mas será que Henrietta é mesmo a garota da profecia?

Revisitar uma Londres cheia de magia e não se lembrar de Harry Potter é algo praticamente impossível. Provavelmente isso não é nada além do meu lado Slytherin falando mais alto.

Engraçado que as semelhanças não ficam apenas restritas ao local e à magia. Fiquei um pouco incomodada com o fato de ser mais uma história com uma profecia, com um escolhido para resolver todos os problemas.

Ah. E também fiquei bastante irritada com todos os ângulos amorosos que envolviam a protagonista.

Deixando isso de lado, entretanto, temos uma história bem diferente, com monstros de verdade, além de fadas e três tipos diferentes de magia. Gostei muito da forma como a magia e seus usuários são descritos, me lembrou muito a descrição das classes de mago e feiticeiro do universo de Dungeons & Dragons.

A personagem principal – Henrietta – não me irritou tanto, por incrível que pareça. Mesmo que ela seja uma criaturinha bem tapada em relação aos sentimentos dos homens ao redor dela.

Foi um livro que não possuiu muitos momentos de reviravoltas intensas, mas cada uma delas foi seguida de páginas e mais páginas sendo prontamente devoradas. Particularmente sofri a traição como se fosse a própria personagem. As maiores reviravoltas foram tão sutilmente construídas que fui pega de surpresa.

Em resumo: Gostei bastante e estou curiosa para continuar essa história.

4/5 estrelas.

O Sangue do Olimpo

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Sinopse: No desfecho da série Os heróis do Olimpo, os tripulantes gregos e romanos do Argo II têm feito progresso em suas constantes missões, mas ainda não estão nem perto de vencer a sanguinária Mãe Terra, Gaia. Os gigantes estão de volta mais fortes do que nunca e os semideuses precisam impedi-los antes da Festa de Spes, momento em que Gaia planeja despertar, derramando o sangue do Olimpo.
Para piorar, visões frequentes da terrível batalha no Acampamento Meio-Sangue assombram os sete semideuses. A legião romana do Acampamento Júpiter, comandada por Octavian, está se aproximando das fronteiras do acampamento grego. Por mais que seja tentador usar a Atena Partenos como arma secreta contra os gigantes, eles sabem que a estátua é necessária em Long Island, onde talvez consiga impedir uma guerra entre os acampamentos.
A Atena Partenos irá para o oeste, enquanto o Argo II segue para o leste. Os deuses, ainda sofrendo com a dupla personalidade, não podem ajudar. Como os jovens conseguirão vencer sozinhos um exército de gigantes? A viagem para Atenas é perigosa, mas não há outra opção. Eles já sacrificaram muito para chegar onde estão. E se Gaia despertar, será o fim.

Às vezes tenho a mais absoluta certeza que sou uma mistura insana de Dori com doses nem um pouco homeopáticas de masoquismo. Como é possível reler um livro e mesmo assim sofrer nos mesmos pontos em que sofri com a primeira leitura? Isso tem que ser um problema, não?

De qualquer forma, este é o último livro da saga Heróis do Olimpo e que possui um encerramento fantástico!

É aqui que vemos o crescimento de cada semideus, da forma como passaram a realmente confiar uns nos outros, a trabalhar em equipe e evoluir com cada um dos seus companheiros. Como Leo – e seu pai Hefesto – diria, eles agiam como uma máquina perfeitamente calibrada.

Uma coisa que me incomodou um pouco nessa releitura foi a importância que Percy e Annabeth receberam no livro. Sim, eles são fodas – de verdade! Os únicos semideuses a irem ao Tártaro e voltarem pra contar a história -, só que receberam uma grande fatia do holofote desnecessariamente. Até mesmo o fato de continuarem a bater na tecla do defeito mortal do Percy foi meio que aleatório, ainda mais porque ele abriu mão de se arriscar ao lado dos amigos muito facilmente. Porque ele aprendeu a confiar nos outros de verdade. Sei que esse é um comentário meio hipócrita, porque fiquei esperando mais da participação do Percy nos livros do Magnus, mas… q

Acho que posso dizer que cresci como leitora desde a primeira vez que li esse livro, que agora consigo enxergar e aceitar que mesmo o tio Rick comete erros, mas que isso de forma alguma afeta a leitura negativamente. Esse livro, essa saga continua como minha saga favorita.

5 estrelas e favoritadíssimo!