Kill Command

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Porque, afinal, nem tudo é culpa da minha mãe. Meu pai também tem culpa no cartório.

Acho que o maior ponto negativo de se morar fora de casa e passar muito tempo longe é que acabamos fazendo coisas para agradar nossos pais, mais do que o normal.

Só pelo título do filme e da pouca sinopse que tinha no Netflix eu já tinha quase certeza que o filme seria ruim.

Guess what!

Era ruim.

A história do filme é bem batida. Uma empresa começou a desenvolver robôs para substituir os soldados do exército americano e colocou uma inteligência artificial nesses robôs que era capaz de se desenvolver a partir do contato com humanos.

Então eles colocavam os soldados para treinar com os robôs e assim os robôs aprendiam a forma como os soldados combatiam e, em tese, poderiam ser usados em situações de guerra em que agiriam da forma a impedir a maior quantidade de perdas humanas.

Acontece que, obviamente, eles não leram Asimov e os robôs acabaram se desenvolvendo muito além do esperado e começaram a matar todo mundo.

Yay.

Se parece muito com a temática de Exterminador do Futuro e, a bem da verdade, todo filme que envolve inteligência artificial capaz de aprender.

No final da história, além de repetitivo, achei o filme fraco, com atuações ruins por parte dos atores e muita burrice por parte de todos os personagens.

E alguém poderia me explicar como 18 alvos eliminados pode ser considerado como algo ruim para um capitão? Eu achei que o capitão ter matado só 18 pessoas em sua carreira muito pouco para alguém que está no exército.

De qualquer forma, 2/5 estrelas.

Filha de Deus

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E mais drama. E mais escolhas da minha mãe.

Tudo porque ela tem um crush no Keanu Reeves.

Gente, lidar com crushes dos pais é uma coisa um tanto quanto tensa, viu… MAS tudo bem.

O filme me deixou um pouco irritada com o fato de que a narrativa não foi nem um pouco linear. Tendo dois narradores principais, o Scott (Keanu) e a Isabel (Ana), acabamos vendo a história por dois pontos de vista completamente diferentes, ele sendo um policial que investiga a morte do seu parceiro e ela uma mulher de origem hispânica que tem uma certa ligação com criminosos.

Isabel começa o filme vendo situações estranhas, como um homem albino flutuando na linha do metrô, ou uma mulher que parece uma alienígena em diversos momentos do filme. Então perde-se um pouco a linha temporal com esses fatos.

Tirando suas visões, Isabel é noiva de um soldado americano que se encontra no Iraque, talvez, mora com a família dele, trabalha em uma creche cuidando de crianças e é muito devota.

Do outro lado, Scott é um policial bom e direito, mas seu falecido parceiro era sujo. E, tinha uma história com o cunhado de Isabel.

O filme inteiro revolve no mistério de quem matou o parceiro de Scott e nas visões de Isabel. O final do filme foi simplesmente fantástico e um pouco surpreendente, mas do momento que o filme começa até chegar em seu clímax é maçante. Muito maçante.

1,5/5 estrelas.

Pastoral Americana

Pastoral americana

Um filme com a Dakota Fanning e o Ewan McGregor não pode ser ruim, certo?

Errado.

Depois de chegar em casa com o objetivo apenas de relaxar por uma semana bem merecida de folga, vamos ao padrão da família: assistir filmes/seriados juntos.

E foi assim que minha mãe escolheu Pastoral Americana para que a gente assistisse.

Pela sinopse do Netflix, parecia ser um daqueles filmes que abordaria o tema de lavagem cerebral que acontece nos grandes cultos que pregam o apocalipse, mas… não foi exatamente esse o enfoque do filme.

Seguindo a história de Seymour Levov, vemos como ele foi um grande jogador na época da escola, como lutou na guerra, como casou-se com a garota mais bonita e como deu início à uma família perfeita. Isto é, até o momento em que sua filha, Mery, começa a falar e percebem que ela era gaga.

Quando levam a garota, ainda pequena, a uma psicóloga já comecei a ter problemas com o filme. Um filme que coloca uma personagem negando todos os conceitos biológicos para o problema de Mery e ainda julgar a situação em que a criança se encontra como justificativa para esse distúrbio me fez ter muita, mas muita raiva.

Além disso, é óbvio que o filme nos quer contra os movimentos contra a guerra do Vietnã, contra os flower power e contra as diferentes formas com que cada pessoa consegue se redimir – por mais estranhas que elas sejam.

Sim! Eu não concordo com o uso da força para conseguir encontrar a paz, isso é no mínimo irônico e hipócrita. Ataques terroristas são ataques terroristas, não importa o quanto as pessoas tentem defendê-los. E eu acredito que qualquer tipo de religião extremista seja, bem, extremista.

Nada do que seja extremo é bom, pessoinhas. Lembrem-se disso.

De qualquer forma, Mery cresce para se tornar uma jovem anarquista. Ela busca o fim pelo fim. E, enquanto acompanhamos a história pelo irmão de Seymour, narrando como foi a busca de Seymour pela filha desaparecida e terrorista, vemos o sofrimento de um pai, a forma como ele e sua família buscam soluções para o problema.

Foi um filme pesado e que não me apeteceu tanto assim.

2/5 estrelas.

A Melodia Feroz

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Wow. Simplesmente wow.

Talvez eu deva começar repetindo um pouco do que eu disse na postagem sobre o Turista Literárioquando abri minha primeira malinha de viagem, realmente não era o livro que eu estava esperando. Não havia escutado ou lido nada a respeito de A Melodia Feroz, enquanto já havia lido a sinopse de Crueldade e, enfim…

Decepções à primeira vista pode ser um tanto quanto exageradas e preconceituosas.

A leitura deste livro – interrompida apenas quando lia Percy Jackson – foi rápida. A autora Victoria Schwab sabe escrever uma história que nos prende de forma que não fique chata e que as personagens sejam bem apresentadas, tenham um crescimento constante e se desenvolvam até o final do livro.

Além disso, é uma história que tem tudo! Monstros, conspirações, traições, sangue – muito sangue o que foi de certa forma um grande turn on e, ao mesmo tempo, turn off – amizade, família, confiança.

Vocês percebem a ausência do romance? POIS EU PERCEBI!

Talvez seja apenas eu querendo ler pouco frente aos óbvios sinais de que August e Kate iriam se aproximar, por favor, os sinais estão lá! Não podem ser – realmente – ignorados, mas eu posso entendê-los como eu quiser.

De qualquer forma, acompanhamos a história de Kate, uma garota humana, e August, um rapaz monstro. Em um mundo em que a violência gera monstros de verdade, nada é normal entre a relação dos dois. Vivendo em mundos nem tão completamente separados assim, August e Kate acabam se unindo contra um inimigo comum.

Acho que o que mais me encantou com toda essa história foi o fato de que a imersão proposta pelo Turista Literário realmente me ajudou a gostar mais do livro.

Em alguns momentos achei a história boba, banal. Violência já gera monstros em nosso mundo, só que não monstros com garras, dentes e que se alimentam de almas. Nós os chamamos de humanos.

Sendo uma realidade pós-apocalíptica, achei que o livro deixou um pouco a desejar. Afinal, ao contrário de Jogos Vorazes, Divergente Maze Runner, não há uma explicação real para o que aconteceu. Não houveram guerras, não houve uma explosão solar seguida de um vírus mutante. Só houve um “evento” que não é explicado, não é realmente citado.

Além disso, sendo um livro de monstros que derivam da violência em si, achei que faltou muita violência para eu realmente me importar com a criação deles. Os monstros em si mal são parte da trama – pelo menos até a metade do livro.

Então, ao mesmo tempo que fiquei empolgada em ver um pouco de sangue nas páginas do livro – sim, eu gosto dos meus livros pingando uma quantidade satisfatória de sangue -, não foi de uma forma que eu tenha me sentido compelida a continuar lendo. Não havia mortes descritas, não houveram batalhas o suficiente descritas.

De qualquer forma, nem preciso dizer que crushei no August, né? O guri é violinista. Meu calcanhar de Aquiles depois dos arqueiros.

4/5 estrelas e muito ansiosa para ler a continuação. E muito agradecida por ser “só” uma duologia.

O Último Olimpiano

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Como já avisei na resenha passada, preparem-se para as lágrimas. Quem precisa de Rio Estige? Rio Lete? Basta ficar ao meu lado e será banhado em um rio de água salgada.

Por um brevíssimo momento houve Perchel! Sim, eu realmente gosto da química dos dois, de certa forma uma mortal e um semideus me intriga, ainda mais quando a mortal tem os mesmos poderes de ver através da Névoa que Sally, a mãe de Percy – e uma das melhores personagens da série, podem ter certeza.

Mas, como eu disse, brevíssimo momento.

Começamos o livro bem: com um ataque às forças de Cronos que se encontram no navio Princesa Shun Andrômeda. Claro que as coisas nunca podem dar certo para o nosso semideus favorito. O que me deixou realmente triste foi a primeira baixa que realmente significou algo para mim. É claro que eu sabia que ia acontecer – é, afinal, a segunda vez que leio o livro -, mas eu não me lembrava de todos os detalhes do que acontecia.

Então, sim, as lágrimas começaram no segundo capítulo. Way to go, Uncle Rick.

A cada capítulo lido você se entrega e submerge mais na história, enfrenta os mesmos problemas que Percy e a galera. Tenta desvendar o que demonhos está acontecendo e descobrir quem é o espião.

Eu, pelo menos, sempre me pego mergulhando de cabeça e vivendo as histórias que realmente gosto. O Senhor dos Anéis, Harry Potter, Percy Jackson… São histórias que me encantam de tal forma que realmente gostaria de viver em suas realidades, em seus mundos.

E não é pra menos que escolhi o universo de Percy Jackson para o item 17 do Desafio de Leitura 2017 – mas essa é uma outra postagem… Afinal, mesmo amando os gregos, sou muito mais romana, então… Acampamento Júpiter! ❤

Mesmo já tendo lido o livro uma vez, me bateu o desespero enquanto lia, com as escolhas que Percy deveria tomar, com as traições, com as batalhas e com as visões que ele tinha que enfrentar.

Foi uma forma maravilhosa de se encerrar uma série, isso é uma certeza que tenho dentro do meu coração. Cresci ao lado de magos, guerreiros e semideuses, humanos, elfos, anões, sátiros e meio-sangues. Minha vida só pode ser dita como abençoada.

Por todos os deuses.

E que venha mais Rick Riordan! ❤

5/5 estrelas.

A Batalha do Labirinto

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E o Tio Rick Troll ataca novamente.

Preciso dizer que a cada livro, cada capítulo, cada página, cada parágrafo… São tantas emoções que tio Rick me traz. Eu SOFRO, está bem?!

Em A Batalha do Labirinto acompanhamos o retorno de Percy para mais um ano no acampamento após ser novamente perseguido por monstros. E, é claro, ele é salvo por uma pessoa completamente inesperada: Rachel Elizabeth Dare. ❤

Percabeth está finalmente começando a mostrar sinais de que vai dar certo – e aqui preciso fazer um adendo e dizer que por mais que Percabeth seja lindo e tudo o mais, Percico é divino e eu sempre tive uma quedinha pela Rachel… Então… é… Percabeth não é meu OTP -, e, ao mesmo tempo, tudo parece que vai dar errado.

A profecia é uma merda, a missão é uma merda, as pessoas que vão na missão meio que se odeiam e o combo Luke/Cronos está à beira de mais um ataque ao Acampamento Meio-Sangue.

E, mesmo assim, mesmo com todos os problemas possíveis e imagináveis que o grupo vai enfrentar ao final, o livro conta a história em um crescendo, não deixando de apresentar personagens novos de forma que acabamos gostando deles e que nos preocupamos com eles. Além disso, ele – o tio Rick – conta a história dos outros personagens que já conhecemos. O que acaba nos fazendo amar mais ainda todos os personagens.

O que eu acho absolutamente surreal! Porque eu acho que já deu pra perceber que eu não sou muito de gostar dos personagens tudo, né? Geralmente sempre tem um que recebe o selo de ódio da tia Tifa, mas… Isso não acontece em Percy Jackson.

Certo, os inimigos são péssimos e tudo o mais, mas não é algo que realmente me faça odiá-los, eu consigo entender o motivo de cada semideus e dos próprios titãs. O que isso tem de diferente de nós, humanos, que sempre buscamos ser melhores que os outros, entramos em guerras por motivos “idiotas” e políticos. Por favor, olhem para o Brasil e me digam o que há de diferente entre nós e os titãs/deuses gregos.

De qualquer forma…

Desde o terceiro fucking livro da saga eu tenho chorado loucamente com cada livro lido. Nem preciso dizer que o último livro será um rio de lágrimas… E quando chegar em Heróis do Olimpo… Oh, deuses, o sofrimento… ❤

5/5 estrelas.

Outlander

Outlander

Quero começar essa postagem dizendo de antemão que eu não conheço a história dos livros de Outlander, tendo sido sugada para esse universo graças à minha mãe que ama filmes e seriados românticos.

Tendo dito isso, preciso tirar do meu coração que depois do seriado eu não tive A MENOR vontade de procurar os livros. Pelo amor de todos os deuses! Que historiazinha piegas e clichê.

Em primeiro lugar, eu nem preciso dizer que voltar 200 anos no tempo e utilizar de todo o conhecimento adquirido através de anos participando da Segunda Guerra Mundial como enfermeira é ao mesmo tempo brilhante e completamente idiota, né? Ela volta para 1700! It goes without saying que é CLARO que em algum momento ela iria ser tratada como bruxa! O que me impressionou foi que demorou tanto para acontecer. De bom dessa cena só houve a confirmação de que a outra personagem que eu achei que também era do futuro no primeiro momento em que ela apareceu, realmente o era.

Em segundo lugar, o seriado é tão clichê, mas tão clichê, com uma história tão linear, piegas e boba que assim que o segundo episódio começou – assumo que quando comecei a assistir ao seriado não fazia ideia sobre o que ele era – era possível prever o que iria acontecer. Se não com previsões de cenas, pelo menos em uma linha geral o que aconteceria.

Em menos de 3 cenas em que Jamie – na minha opinião a única coisa que realmente valeu a pena no seriado e APENAS porque ele é muito bonito e meio que o meu sonho de consumo em um homem – eu tinha a total e absoluta certeza que era ele com quem Claire teria um relacionamento no passado e que, não importava quantas vezes ela tinha tentado engravidar com seu primeiro marido, eles teriam um filho juntos.

Esse é o nível de previsibilidade da história.

Juntando-se a isso o fato de que eu não sou das mais chegadas em romance – ao menos não da forma como ele é mostrado nesse seriado – e que não suporto coisas previsíveis, bem… Minha reação a essa primeira temporada não foi das melhores.

E será a única temporada que vou assistir. Chega de erros de tentar engolir coisas que eu não gostei na primeira temporada. Estou olhando para você, Shadowhunters.

1/5 estrelas.

Siga por sua própria conta e risco.