Baratas

Sinopse: O detetive Harry Hole chega a abafada Bangcoc. Sua missão: evitar um escândalo. O embaixador norueguês foi encontrado morto em um hotel barato, e aparentemente a família dele está escondendo algo importante. Harry, além de preservar o sigilo das investigações, percorre bares, templos budistas e casas de ópio em busca das peças desse quebra-cabeça, mas aparentemente ninguém quer saber de fato o que aconteceu. Quando o detetive põe as mãos em um vídeo bombástico de circuito interno de TV, as coisas se complicam. O homem que lhe entrega a fita desaparece, e outro diplomata é apunhalado. O policial logo descobre que grandes políticos podem ter segredos aterradores, e, à medida que se aproxima da verdade, aumenta o risco de ele se tornar a próxima vítima.

Realizei esta leitura há algum tempo e devo dizer que foi uma leitura das mais interessantes. Mais pelo fato de que por algum motivo que não sei explicar bem qual é, quando eu pensava em pegar o livro para ler sentia uma preguiça interminável dele, mas que quando literalmente o pegava, não conseguia mais largar o livro.

Assim como a maior parte dos livros investigativos em que o detetive é muito impressionante, existe uma parte da investigação que não temos acesso, para que a descoberta final do detetive seja ainda mais fantástica.

E isso é algo que me incomoda bastante nesse tipo de livro, porque fico com a impressão que se existisse uma investigação real, o personagem não seria tão fantástico assim.

No mais, essa leitura foi muito viciante. Ver o Harry tentando lidar com os seus fantasmas e monstros enquanto investiga um assassinato que não pode ser divulgado à população, é simplesmente divertidíssimo!

3,5/5 estrelas e com bastante ansiedade para ler o próximo!

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Circe


Sinopse: In the house of Helios, god of the sun and mightiest of the Titans, a daughter is born. But Circe is a strange child–not powerful, like her father, nor viciously alluring like her mother. Turning to the world of mortals for companionship, she discovers that she does possess power–the power of witchcraft, which can transform rivals into monsters and menace the gods themselves.
Threatened, Zeus banishes her to a deserted island, where she hones her occult craft, tames wild beasts and crosses paths with many of the most famous figures in all of mythology, including the Minotaur, Daedalus and his doomed son Icarus, the murderous Medea, and, of course, wily Odysseus.
But there is danger, too, for a woman who stands alone, and Circe unwittingly draws the wrath of both men and gods, ultimately finding herself pitted against one of the most terrifying and vengeful of the Olympians. To protect what she loves most, Circe must summon all her strength and choose, once and for all, whether she belongs with the gods she is born from, or the mortals she has come to love.
With unforgettably vivid characters, mesmerizing language and page-turning suspense, Circe is a triumph of storytelling, an intoxicating epic of family rivalry, palace intrigue, love and loss, as well as a celebration of indomitable female strength in a man’s world.

Esta foi a minha última escolha dentre os livros da Audible, tendo em vista que cancelei minha assinatura por este ano – pretendo voltar assim que 2020 despontar no horizonte. Foi uma escolha realizada depois de muita insistência da Bruna para que todas as pessoas do universo lessem este livro.

Não me arrependo em nenhum momento pela escolha. Afinal, sou uma ávida consumidora de histórias relacionadas à mitologia, principalmente à mitologia grega. Amo de paixão os antigos mitos, Ilíada, Odisseia, Percy Jackson… É sobre mitologia, pode ter certeza de que eu me interesso.

Então saber mais sobre a Circe foi uma coisa fantástica!

A mitologia como um todo é focada nos homens, nos heróis, deixando as mulheres relegadas a objetos ou motivações para que a história se desenvolva. Não neste livro. Aqui é a própria Circe que dá voz à sua história.

Descobrimos muito sobre a vida dela, a forma como ela conhece e vê o mundo. De onde veio sua magia e porque ela vivia em uma ilha transformando homens em porcos.

Madeline traz voz a uma das personagens mais interessantes e ricas que não passa de um estorvo na vida de Odisseu em sua jornada para casa.

A história é bem construída o suficiente para explicar pontas soltas da mitologia, mas ao mesmo tempo peca por dar uma importância muito grande a apenas uma personagem. Consigo entender o motivo de querer explicar tudo através de uma única personagem, ainda mais porque o livro é narrado em primeira pessoa e tudo o mais, só que existiram alguns momentos que ficaram meio forçados.

Também não gostei muito da forma como a Circe foi retratada como inocente ao extremo, mesmo depois de sofrer todos os abusos psicológicos possíveis dos titãs, dos deuses, dos mortais e até mesmo dos semi-deuses. Ela deixou de ter os defeitos que como personagem mitológica possuía para se tornar perfeita como personagem.

Não que ela não tenha se desenvolvido, só… a inocência da forma como foi retratada me irritou um pouco.

No geral, o audiobook foi muito gostoso de escutar, com uma linguagem fácil de se entender e muito envolvente. O único ponto negativo foi a falta do glossário para conseguir ligar o nome a cada personagem. E a pronúncia de alguns dos nomes daqueles personagens mais obscuros da mitologia – ou até mesmo criados pela Madeline.

Fiquei tão impressionada com a forma maravilhosa que a autora recriou esta história que devo dizer que me arrependo o preconceito com que encarei A Canção de Aquiles, outro livro da autora.

5/5 estrelas.

The Consuming Fire

Sinopse: The Interdependency, humanity’s interstellar empire, is on the verge of collapse. The Flow, the extra-dimensional conduit that makes travel between the stars possible, is disappearing, leaving entire star systems stranded. When it goes, human civilization may go with it―unless desperate measures can be taken.
Emperox Grayland II, the leader of the Interdependency, is ready to take those measures to help ensure the survival of billions. But nothing is ever that easy. Arrayed before her are those who believe the collapse of the Flow is a myth―or at the very least, an opportunity that can allow them to ascend to power.
While Grayland prepares for disaster, others are preparing for a civil war, a war that will take place in the halls of power, the markets of business and the altars of worship as much as it will take place between spaceships and battlefields. The Emperox and her allies are smart and resourceful, but then so are her enemies. Nothing about this power struggle will be simple or easy… and all of humanity will be caught in its widening gyre.

Segundo livro da trilogia The Interdependency e aqui já podemos dizer que as coisas começam a degringolar para a Emperox Grayland II. Os primeiros pontos do Fluxo começaram a se fechar e além de ter que lidar com os problemas econômicos que este fato acarreta para a Interdependency, a Emperox tem que lidar com sucessivas tentativas de a tirarem do poder, além de a incapacidade das pessoas de aceitarem fatos científicos que comprovam que o Fluxo não é tão estável quanto o esperado.

Além disso, também há tentativas de assassinato, roubos e a revolta da camada social dominante frente a possível perda de seus poderes.

Como neste livro já sabemos do que se trata o maior problema, é bem mais fácil de imergir na história e apenas se deleitar com todas as nuances que a Emperox e seus companheiros têm que lidar diariamente.

O que não significa que o livro não está pontilhado dos mais diversos plot twists. É neste ponto que descobrimos que muito do que aprendemos no primeiro livro não é exatamente tão honesto quanto o esperado. O que coloca tudo o que conhecemos como realidade em cheque.

O tio Scalzi é campeão em fazer essas mudanças de direção em suas narrativas, e é o que tem me deixado mais feliz em acompanhar seus livros. Não posso estressar o quanto quero continuar acompanhando o tio Scalzi. Uma pena que a conclusão dessa trilogia fantástica só se dará em 2020.

5/5 estrelas.

The Collapsing Empire

Sinopse: Our universe is ruled by physics and faster than light travel is not possible — until the discovery of The Flow, an extra-dimensional field we can access at certain points in space-time that transport us to other worlds, around other stars.
Humanity flows away from Earth, into space, and in time forgets our home world and creates a new empire, the Interdependency, whose ethos requires that no one human outpost can survive without the others. It’s a hedge against interstellar war — and a system of control for the rulers of the empire.
The Flow is eternal — but it is not static. Just as a river changes course, The Flow changes as well, cutting off worlds from the rest of humanity. When it’s discovered that The Flow is moving, possibly cutting off all human worlds from faster than light travel forever, three individuals — a scientist, a starship captain and the Empress of the Interdependency — are in a race against time to discover what, if anything, can be salvaged from an interstellar empire on the brink of collapse.

Entrei de cabeça no mundo dos audiobooks porque, realmente, tem alguns momentos que quero ler, mas não tenho tempo hábil para pegar um livro e me dedicar a leitura, principalmente quando estou dirigindo ou fazendo algo que não preciso prestar atenção como lavar louças e arrumar a casa. E devo dizer que gosto muito de escutar os livros. Os narradores são fantásticos e torna a experiência daquele livro algo completamente novo.

Como já era de se esperar, encontrei o audiobook de um livro do tio Scalzi disponível na Audible – a vertente da Amazon que disponibiliza livros em formato audiobook querida Amazon BR quando teremos Audible BR? A taxa de iof pra assinar a Audible está só a sofrência… – narrado pelo Wil Wheaton. Tinha créditos, não tinha nenhum livro em específico que estava procurando e foi um match made in Heaven

Não me arrependo nem por um minuto. ❤

A forma como o Wil narrou foi simplesmente fantástica. Cada personagem, cada nuance de sentimentos, cada segundo traz uma voz diferente, uma tonalidade diferente. Wil soube trazer à vida de uma forma épica cada personagem e toda uma história baseada em uma ciência completamente nova e diferente do que já vi antes. Inclusive foi bem difícil de entender o prólogo, com todos os seus termos técnicos científicos e de direito. Mas nada que realmente tenha me deixado completamente sem entender o que estava acontecendo. Só precisei do prólogo mesmo pra entrar de cabeça no universo criado pelo tio Scalzi.

Agora… Como explicar essa história sem muitos spoilers..?

A raça humana se espalhou através do universo e criou uma comunidade chamada Interdependency. Esta comunidade é definida por um tripé: guildas comerciais, parlamento e igreja; e é comandada pela figura do Emperox. O Emperox – título honorífico sem gênero – vem de uma família de uma das guildas comerciais, é o chefe de estado do parlamento e figura suprema da igreja, e, assim sendo, deve manter-se afastado das “picuinhas” de cada um dos três centros de poder da Interdependency e ao mesmo tempo comandar toda a raça humana.

Este comando é possível porque cada galáxia da Interdependency é conectada ao Hub – capital – através do Flow (Fluxo), uma alteração espaço-temporal que permite que a viagem entre as galáxias seja feita em um não-tão-curto espaço de tempo, porque nesta história não existe formas de se viajar mais rápido que a velocidade da luz.

Em resumo: a Interdependency só existe porque o Flow existe.

Acontece que o Flow está mudando. Seus pontos entre galáxias se fechando e isso traz problemas. Muitos problemas. Já que cada galáxia da Interdependency é especializada em um tipo de serviço.

Acompanhamos então a nova Emperox com essa bomba no seu colo e precisando encontrar uma forma da raça humana continuar existindo mesmo depois que todos os canais de Flow se fechem.

E gente, pode parecer complicado porque é um pouco, pode até parecer chato não é nem um pouco, mas esse foi um dos melhores livros que eu li escutei em 2018 e mal pude esperar pra virar o mês para pegar a continuação. Inclusive estou sofrendo porque a conclusão da trilogia está programada para ser lançada em 2020 e porque a Editora Aleph não planeja trazer essa trilogia no momento para o Brasil. Sim, eu já corri atrás pra saber se eles trariam a trilogia, porque eu estou DESESPERADA por ela. Pelo menos poderei comprar os livros no ano que vem… 🙂

5/5 estrelas e favoritado.

The Immortalists

Sinopse: É 1969 no Lower East Side de Nova York e os rumores na vizinhança são sobre a chegada de uma mulher mística, uma vidente que se diz ser capaz de dizer a qualquer um qual será o dia de sua morte. 
As crianças Gold – quatro adolescentes que estão começando a conhecer a si mesmos – saem de casa sorrateiramente para saber sua sorte. As profecias informam as próximas cinco décadas de sua vida. Simon, o menino de ouro, escapa para a costa oeste, procurando por amor na São Francisco dos anos 80; a sonhadora Klara se torna uma ilusionista em Las Vegas, obcecada em misturar realidade e fantasia; Daniel, o filho mais velho, luta para se manter seguro como um médico do exército após o 11 de setembro; e Varya, a amante dos livros, se dedica a pesquisas sobre longevidade, nas quais ela testa os limites entre ciência e imortalidade. 
Um romance notavelmente ambicioso e profundo com uma brilhante história de amor familiar, Os imortalistas explora a linha tênue entre destino e escolha, realidade e ilusão, este mundo e o próximo. É uma prova emocionante do poder da literatura, da essência da fé e da força implacável dos laços familiares.

Neste ano de 2019 não pretendo participar de maratonas literárias. Infelizmente com o trabalho e os estudos, não terei tanto tempo assim para fazer parte das minhas queridas e amadas maratonas.

O que não significa que não participarei de desafios anuais. Afinal… Não sou de ferro, não é mesmo? 🙂

Resolvi participar do projeto The Unread Shelf, um projeto super interessante que encontrei no Instagram. Ele consiste em ler um livro por mês da pilha dos livros não lidos e que se você não conseguir ler em um mês o livro, você deve se livrar dele. Ainda não sei se vou participar com essa regra, mas pretendo seguir direitinho os desafios… E também vou participar o máximo possível do Desafio Mês a Mês, proposto pelos lindos da Namanita e do Gabe Reader. Todo mês eles sortearão o tema do mês e, caso eu tenha o livro em casa a cada dia que passa fica mais difícil manter a promessa de não comprar livros novos, vou participar da leitura.

O desafio do mês de janeiro foi ler um livro de um autor inédito para você. E para esse desafio escolhi The Immortalists, aproveitando que ia fazer uma leitura coletiva com a Kyun e que foi o meu primeiro contato com a autora. Para o desafio de janeiro do The Unread Shelf precisava ler qualquer livro não lido. Sinto que este mês será o mais fácil…

Chega de enrolação e vamos falar sobre o livro!

Este livro é contado em 5 partes. O prólogo e a narrativa de cada um dos irmãos Gold, de forma sucessiva e seguindo a ordem em que eles morrem. E não, isso não é spoiler, afinal a premissa do livro se dá com a ideia que os irmãos vão descobrir a data da morte deles.

A grande questão do livro não é tanto a morte, mas sim o que cada um dos irmãos faz com a informação, como eles lidam com o tempo que eles possuem e como se prepararam para o evento. É importante ressaltar que a história é tão linear quanto o possível, mas há algumas partes bem não lineares e que isso pode gerar um estranhamento inicial. E também é muito importante dizer que há muitos gatilhos na história, suicídio, drogas, agressão, testes em animais… é preciso mente aberta e um pouco de estômago para conseguir fazer essa leitura.

A escrita da autora e a forma como a narrativa se desenvolve me deixou completamente apaixonada e ligada ao livro, aos personagens… a leitura só não foi mais rápida por conta do trabalho, e devo assumir que tinha momentos que só queria pegar o livro pra ler mais! 😀

Alguns detalhes que não foram fechados me estressaram um pouco, mas no geral o livro é muito fantástico!

4/5 estrelas!

Mago e Vidro

Sinopse: A estranha e inesquecível odisséia de Roland de Gilead em busca da Torre Negra continua. No quarto volume da série imaginada por Stephen King, novos perigos ameaçam o ka-tet de Roland – formado por Jake, Eddie Dean, Sussanah e Oi.
Mago e Vidro retoma a eletrizante narrativa interrompida em As Terras Devastadas. Depois de enfrentar a terrível ameaça do monotrilho Blaine, o último pistoleiro e seus seguidores desembarcam na cidade de Topeka, no Kansas, e retomam o caminho do Feixe de Luz que conduz à Torre Negra. Roland revela então aos companheiros a história de seu passado, e a trágica perda de seu grande amor de juventude, a bela Susan Delgado.
Prosseguindo em sua jornada, o ka-tet chega a um palácio de vidro verde onde encontra ninguém menos do que o antigo nêmesis de Roland: Marten Broadcloak, conhecido em alguns mundos como Randall Flagg, em outros como Richard Fannin, e em outros ainda como John Farson, o Homem Bom. E Roland e seus companheiros descobrem então uma pavorosa verdade sobre o passado do pistoleiro…
Inspirada no universo imaginário de J.R.R. Tolkien e no poema épico do século XIX “Childe Roland à Torre Negra Chegou”, A Torre Negra mistura ficção científica, fantasia e terror numa narrativa que forma um verdadeiro mosaico da cultura popular contemporânea.

Ainda não tenho este volume em mídia física e nem sei quando o terei, já que prometi passar um ano sem comprar novos livros, mas como assinei o UBook por três meses faz algum tempo, resolvi aproveitar enquanto ainda o tenho pra poder dar continuidade na jornada de Roland e seu Ka-tet. Após conseguirem fazer a viagem com o monotrilho Blaine, esperamos que os problemas diminuam, porém não é exatamente isso que acontece.

Aparentemente o Ka de Roland não é dos melhores e que sua trajetória até a Torre Negra será a mais conturbada possível, mas é neste livro que finalmente teremos uma visão mais profunda do seu passado.

A maior parte do livro se passa durante o passado de Roland, em que ele conta sobre o seu grande amor Susan, e sobre seus amigos Alain e Cuthbert. Uma das coisas mais legais durante esse livro é exatamente conhecer o passado de Roland, afinal ele é o personagem principal da série, porém muito pouco é conhecido sobre ele, então essa parte foi muito interessante.

Ao mesmo tempo foi algo tão devagar e repetitivo…

Devo dizer que, assim como em todos os outros livros da série – e em relação a Stephen King no geral – este livro é lento. Não que isso seja ruim, mas me cansa às vezes todas as repetições e descrições e informações muitas vezes em excesso e que não influenciam nitidamente a história.

No escopo geral da história, estou cada vez mais interessada em saber o que vai acontecer com esse grupo de pessoas enquanto eles seguem caminho em direção a Torre, o crescimento e desenvolvimento de cada um dos personagens é muito bonito de se ver. Ao mesmo tempo, entretanto, é um livro que me dá um pouco de preguiça. Mesmo na voz maravilhosa do Frank Muller.

Se eu tenho uma relação dicotômica com essa saga/autor? Imagina!

3/5 estrelas e queria gostar mais dele…

Bird Box

@Netflix

Sinopse: Num cenário pós-apocalíptico onde o simples olhar pode te levar à morte, uma mãe e seus dois filhos atravessam um rio de olhos vendados em um barco, em busca de um lugar seguro.

Quando fiquei sabendo da adaptação de Caixa de Pássaros para filme, devo dizer que fiquei ao mesmo tempo muito empolgada e com algum receio…

Se vocês não se lembram, foi com Caixa de Pássaros que descobri que amava o tio Josh. E este é um dos meus livros favoritos da vida!

E como eu sou uma pessoa muito complicada, com um relacionamento de amor e ódio com as adaptações dos livros para filmes e seriados, já fiquei com um pé atrás em relação a esta adaptação.

Tudo bem que temos a Sandra Bullock, a Sarah Paulson e o John Malkovich, a produção feita pela Netflix e tudo isso indica que a chance de ser muito bom e muito bem feito é grande.

Infelizmente, já existe algum tempo que não estou mais achando que ser produção da Netflix é sinônimo de qualidade boa. Não sei se é porque a empresa tem aumentado a quantidade de séries e filmes exponencialmente, não sei se é o padrão e o custo dos atores, não sei se é a dificuldade de adaptação, ou mesmo se sou apenas uma pessoa extremamente chata. Só sei que tenho estado desconfiada em relação as produções originais Netflix.

Acontece que Bird Box como uma história original, foi muito bom. O filme tem uma velocidade muito boa, uma narrativa interessante e atuações fantásticas!

O problema é que o filme não é uma história original.

Em termos de adaptação, eu consigo entender todas as mudanças de narrativa em relação ao livro. Afinal, são mídias diferentes e o estilo de narrativa tem que se alterar de acordo com cada mídia, mas isso não justifica as mudanças drásticas em relação a personalidade da Malorie, a forma como ela se relaciona com as crianças e as decisões que ela toma.

Tiveram tantos personagens no filme que não serviram absolutamente para nada e que poderiam muito bem ter sido suprimidos – afinal não tiveram a relevância que tinham no livro -, e assim, talvez, conseguir passar com precisão a história do tio Josh.

Achei que a forma como eles adaptaram os monstros foi muito interessante e mesmo que os monstros tenham ficado muito mais agressivos no filme, entendo que era a única forma que eles conseguiriam ser transpostos para o filme.

O que realmente me incomodou no filme foi a frieza que colocaram na Malorie, o distanciamento emocional que ela apresentava em relação a todos os outros personagens na tentativa de a transformarem em uma personagem feminina forte…

Foi um filme que me divertiu e encerrou cm chave de ouro o meu aniversário, mas não foi uma boa adaptação. Infelizmente.

3/5 estrelas.