Quando o Mal tem um Nome

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Sinopse: “Sinto medo. O tipo de medo que persegue até a presença de outras pessoas. Segue até a luz e entra nas cobertas. Não está debaixo da cama ou dentro armário. Está em minha pele e tem um nome. Não pergunte. Não descubra. Nunca saiba o nome do seu medo, ou irá chamá-lo… Seus lábios podem estar selados, mas sua mente repetirá: Donavan… Donavan… Donavan.”
Na Aparecida dos anos 70, uma cidade erguida no centro de um milagre, conhecemos a história de Marta e sua filha Clara. De sua terra cultivada por fé a malignidade cresce no coração de uma mãe devota. As orações que a padroeira não atende são feitas agora para eles: anjos caídos. Ela não deveria saber o nome do demônio que atendeu sua prece, e a abominação despertada é tão grande que todos vão pagar pelo seu pecado. O mal só precisava que alguém o chamasse pelo nome e agora está entre nós.
“Faça uma oração antes de dormir e deixe a luz acesa. Se vir a fé em seus olhos, talvez vá embora. Mas ele virá”
— Por que um demônio iria querer vir até à casa de Deus, minha jovem?
— Por que o senhor iria até a casa do demônio, padre?
— Para levar a luz até ele.
— O demônio também tem seus planos.

Livro escolhido para o item 08. Um livro que você tem, mas ainda não leu. Mais uma “aquisição” do Kindle Unlimited.

O livro da Glau Kemp me chamou muita atenção porque eu gosto de sentir medo com histórias de possessão, demônios e essas coisas. E, como podem ver pela sinopse, esse livro promete muito!

O início da história, mostrando a fé e a dúvida da Martha, mãe da Clara, foi algo que me deixou com muito receio pela história. Afinal de contas, eu acredito que o “mal” – espíritos, demônios, inferno – são a materialização da sua falta de fé. Na minha cabeça – e na minha crença -, não faz sentido um ser bom que deseja apenas o amor tenha criado um lugar onde quem não pensa da forma correta passará o restante da eternidade sofrendo. É uma matemática que não funciona muito bem pra mim.

Então ver um livro que coloca isso em palavras foi… assustadoramente fantástico!

Até o momento em que Clara nasce e as coisas começaram a desandar. -q

Quando Clara nasce, Martha a trata mal. É como se nada do que a tenha feito ir atrás de sua menininha tenha realmente valido a pena. Sim, eu sei que fazer um pacto com o demônio não poderia trazer nada de bom para a casa, mas nada tinha realmente acontecido. Martha desconfiava da filha, em momento algum tinha amado a garota.

O que foi bem brochante. q

Daí pra frente as coisas ficaram ainda mais insanas. As coincidências que aconteciam para provar que a menina era ruim simplesmente eram demais. E a história ficou meio bobinha até o final.

Em resumo: foi um livro com potencial muito grande, mas que não conseguiu cumpri-lo.

3/5 estrelas.

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Ladrões de Sonhos

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Sinopse: Ladrões de sonhos, o segundo volume da Saga dos Corvos, traz de volta a imaginação selvagem e as reviravoltas eletrizantes que somente uma autora original como Maggie Stiefvater é capaz de criar.
Ao lado de Blue, os garotos corvos — o privilegiado Gansey, o torturado Adam, o espectral Noah e o sombrio e perigoso Ronan — continuam sua busca pelo lendário rei galês Glendower. Mas suas explorações enfrentam um duro contratempo conforme segredos, sonhos e pesadelos começam a enfraquecer a linha ley — um canal invisível de energia que conecta lugares sagrados e que pode levá-los até o rei.
Será por isso que a floresta mística de Cabeswater sumiu inexplicavelmente? Quem é o misterioso Homem Cinzento e por que ele está procurando o Greywaren, uma relíquia que permite tirar objetos de sonhos? E o que isso tem a ver com o indecifrável Ronan?
Conforme Blue e os garotos corvos procuram respostas a essas e outras questões, o perigo que os envolve se torna cada vez mais real, e será preciso apostar todas as fichas nessa aventura enigmática.

Livro escolhido para o tópico item 31. Um livro que se passa na escola.

Inicialmente o plano era ler apenas o primeiro livro e não continuar a saga, mas aí, sabe como é, né? Veio o Desafio de Leitura 2018 e aí a gente sai enlouquecidamente pra conseguir encaixar livros nos tópicos e no Kindle Unlimited tinha o segundo volume da Saga dos Corvos… E aí eu li.

E, meu deus, como eu não me arrependo!

O começo do livro é meio paradinho e demorei um pouco para encontrar a minha velocidade de leitura, mas quando a encontrei, SEM OR, devorei o livro.

Gostei bastante de ter um livro que explicasse o Ronan, porque ele é um personagem interessante, mas que não tinha muita explicação sobre ele e seus poderes e tals. Só que fiquei incomodada com a aparição de dois personagens nesse livro.

O primeiro personagem que apareceu eu me apaixonei por ele, é o Sr Cinzento. Ele é um assassino de aluguel, mas ele é muito inteligente e tem uns maneirismos muito interessantes e eu o achei um personagem fantástico! Só que ele é muito mal aproveitado na história. A bem da verdade ele é, mesmo sendo um personagem fantástico, completamente desnecessário para a história seguir adiante.

O outro personagem é o Kavinski. O Kavinski é um personagem que eu não entendi, na verdade. Porque ele é descrito como um “inimigo” do Ronan, mas em momento algum do primeiro livro ele é sequer citado. Então achei ele mal explicado.

A história desse livro, entretanto, é muito interessante! Eu adorei o livro, acabei devorando, como já disse, em apenas 3 dias. Então foi uma leitura divertida.

Boa o suficiente para eu ficar desesperada para ler os próximos dois livros da série.

4/5 estrelas.

Welcome to Night Vale

07. Welcome to Night Vale

Sinopse: O podcast Welcome to Night Vale conta as histórias da cidade de Night Vale, uma amistosa comunidade no meio do deserto onde todas as teorias da conspiração são reais. No formato de um programa de rádio, Cecil Palmer, locutor da rádio comunitária, informa a todos as pequenas estranhezas dessa pacata cidadezinha — onde fantasmas, anjos, alienígenas e agências governamentais misteriosas e ameaçadoras fazem parte do cotidiano dos cidadãos. Desta vez, a chegada de um homem de paletó bege faz com que as vidas de duas mulheres, cada uma com seu mistério, virem de cabeça para baixo.
Como todos em Night Vale, a proprietária da loja de penhores, Jackie Fierro, gosta de sua rotina. Por isso, quando um homem de paletó bege aparece na loja e interrompe a imutável rotina da jovem, ela fica sem chão. Ele lhe entrega um papel com duas palavras escritas à mão: KING CITY. Tudo naquele homem a deixa nervosa, especialmente o papel, do qual Jackie não consegue se livrar.
Diane Crayton tem um filho de quinze anos. Josh é um adolescente normal: de humor e forma inconstantes. Ele às vezes é humano, mas em certas ocasiões prefere parecer um abajur ou ter asas e tentáculos. Josh está cada vez mais curioso sobre o pai que nunca conheceu, o que deixa Diane transtornada, pois Troy, pai do menino, começa a aparecer em todos os lugares onde ela está (e com a mesma aparência de quando deixou a cidade e se mudou para King City, anos atrás). É um desastre iminente.
As duas mulheres vão se unir na busca por respostas, assombradas por aquelas palavras que parecem ser a solução de tudo: KING CITY, a chave para todos os segredos, que, tomara, trancará o passado e abrirá as portas do futuro. Isso se elas conseguirem achá-la.
Caros ouvintes, bem-vindos a Night Vale.

Livro escolhido para o item 07. Um livro de um autor que nunca leu antes, e para as cidades Sombra-Do-Corvo – Um livro que aparentemente só você conhece – e Montevano – Um livro que você sempre teve medo de ler.

Tudo começou com um quadro roxo, com um “olho” na parede azul dos Super Carlin Brothers – dois irmãos youtubers com um canal cheio das mais insanas teorias sobre Pixar, Harry Potter, Star Wars e outras. Eu sabia que já tinha visto aquele quadro em algum lugar e, passeando pelo meu lugar favorito do universo – São Paulo livraria -, me deparei com o livro Welcome to Night Vale.

O que me chamou atenção nele? Fora os maravilhosos tons de roxo? Honestamente, não faço ideia.

Só sabia que era um livro baseado em um podcast sobre uma cidade – Night Vale – que se situava no meio do deserto e onde todas as coisas mais insanas acontecem.

Teorias da conspiração, alienígenas, anjos, monstros… Até mesmo o tempo é diferente em Night Vale. Tudo o que você imaginar de insano, eles têm.

Mas fora isso, não sabia de muito mais. Não conheço ninguém que tenha lido – só uma pessoa que também queria ler, mas que já escutou o podcast. E essa é a razão do porque eu tinha medo desse livro.

Não é que ele seja assustador, acreditem, ele não é, mas é que eu realmente tinha medo de acabar sendo mais uma compra impulsiva da Black Friday e que eu ia acabar me arrependendo de ler.

O que não foi verdade. Nem um pouco.

A narrativa do livro não é linear, muito menos muito coesa ou que faça muito sentido. Afinal, é uma cidade no meio de um deserto em que coisas estranhas acontecem diariamente. É comum um parágrafo inteiro se dedicar a explicar um sentimento de um personagem para no final – ou no parágrafo subsequente – dizer que o personagem não estava sentindo/fazendo aquilo.

Como o mistério do livro se dá com um homem de terno bege carregando uma pasta de couro de veado e que ninguém se lembra dele, a própria busca para este fato é confusa.

E mesmo assim o livro é muito divertido de ser lido. Ele é muito bem escrito. De tal forma que mesmo durante as explicações mais exageradas e, em tese, sem pé nem cabeça, eu fiquei imersa naquele universo, fiquei querendo mais.

Achei interessante que, mesmo não sendo a ideia do livro eu acho, fiquei esperando pela aparição do Coragem, da Muriel e do Eustácio. Night Vale me lembrou muito Lugar Nenhum. ❤

Foi uma leitura razoavelmente lenta porque eu ainda não me acostumei com o sistema de páginas/porcentagem do Kindle – que eu amo muito, mas ainda acho que leio mais rápido no livro físico.

4/5 estrelas.

Quarto

04. Quarto - Emma Donoghue

Sinopse: Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la.
O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.

Livro escolhido para o item 04. Um livro vencedor de um prêmioQuarto foi o vencedor de vários prêmios, dentre eles, o ALA Alex Award 2011.

Devo dizer que a leitura desse livro foi difícil.

Primeiro porque a narrativa é feita pelo Jack, então vemos tudo o que acontece pelos olhos de uma criança de 5 anos que teve uma criação completamente diferente do normal. E, segundo, porque essa criação diferente transforma a visão e as ações de Jack.

Tem muita coisa absurda que acontece durante a narrativa e que me deixou muito incomodada enquanto lia. Saber que o Jack tem 5 anos, mas ainda era amamentado no peito, tantas coisas que ele faz que são muito nojentas, como ficar chupando o dente podre da sua mãe.

E, é claro, tem a própria temática do livro.

O livro trata sobre cárcere privado, estupro, sequestro, tentativa de suicídio… Só tema bem tranquilo, sabe? Tudo bem que é pela visão de uma criança, mas não exista visão inocente que faça a realidade do que a mãe viveu se tornar menos complicada para dizer no mínimo.

Não sei dizer exatamente o que senti com o livro, porque estou até agora – após algumas horas que terminei – com uma náusea intensa toda vez que eu me lembro dos detalhes do livro.

É um bom livro, mas não é pra todo mundo. E não sei dizer se a relevância dele é tanta assim como foi divulgado. Me senti um pouco torturada enquanto o lia. q

3/5 estrelas.

Mulher com Brânquias

06. Mulher com Brânquias

Sinopse: Rita, professora universitária, começa a ter visões de uma realidade paralela, como se estivesse o tempo todo mergulhada num aquário. Em casa, no trabalho ou na rua, ela se vê rodeada por seres aquáticos e especialmente pelo “grande peixe”, uma criatura fantasmagórica que a persegue, mas que ninguém mais enxerga. Como se não bastasse, sua pele é tomada por escamas aos poucos, de forma dolorida e fantástica. Brânquias surgem em seu corpo, e isso pode significar o início ou o fim de uma jornada.

Livro escolhido para o item 06. Um livro de autoria feminina.

A forma como o livro trata a realidade é simplesmente fantástica! A bem da verdade, esse livro é uma realidade fantástica, impossível dizer outra coisa.

Rita, em alguns momentos, me lembrou Imp, protagonista do livro A Menina Submersa, porque ambas possuem uma desconexão com a realidade. Só que Rita não faz uso de medicações para conseguir se situar no mundo, enquanto Imp precisa delas.

Tirando esse pequeno fato, posso dizer que gostei bastante da ideia de um peixe gigante estar observando Rita, aparecendo nos momentos mais inoportunos, geralmente quando Rita precisa superar um evento trágico.

E, claro, também temos as escamas e brânquias.

No decorrer da história, Rita se vê tomada pelas escamas, começando por sua mão. Ela não consegue se aceitar, encarando-se como um monstro. O único problema é que as escamas só são vistas por ela mesma.

O livro ia muito bem, me fazendo duvidar de tudo que Rita narrava, de tudo o que ela presenciava, afinal, podia ser tudo obra de sua própria cabeça. Aí… Teve um epílogo.

Por que o epílogo, dona Patrícia!?

Achei que o epílogo tirou um pouco da magia que havia sido construída até então.

No mais, adorei conhecer cada personagem, cada pedacinho da história de Rita e sua família.

3/5 estrelas.