Coroa da Meia-Noite

Sinopse: Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão das Minas de Sal de Endovier. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre — e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Enquanto a amizade entre ela e o capitão Westfall cresce cada vez mais, o príncipe Dorian se afasta, imerso em seus próprios dilemas e descobertas.
A princesa Nehemia acaba se tornando uma conselheira e confidente, mas sua atenção está mais voltada para outros assuntos. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar. Mas o tempo é curto, e as ameaças ao redor castelo de vidro estão cada vez mais próximas. Quando menos se espera, uma trágica noite mudará a vida de todos no reino, e mais do que nunca Celaena quer descobrir a verdade para fazer justiça.

Leitura coletiva que realizei com a maravilhosa da Nicole – a Nic inclusive tem uma loja de marcadores e coisas de decoração maravilhosa – e que iniciei durante a maratona SegueSoterrada de maio. Uma pena que não consegui terminar durante a maratona.

Nesse segundo livro continuamos a acompanhar a vida de Celaena após se tornar a campeã do rei e já posso dizer de antemão que aqui temos mais da intriga política de Erilea e um pouco mais de ação do que no primeiro livro, o que foi ótimo!

Uma pena que a senhorita Sarah insiste em colocar romance desnecessário com triângulo amoroso, e que destrói suas personagens em questão de segundos.

No geral, o livro mais me incomodou do que agradou, pelo simples fato de que tem tanto romance e tanta enrolação desnecessária que a história interessante – a magia, o reino, as tretas – é relegada a terceiro plano. Quando a Celaena resolve colocar as garrinhas de fora, entretanto, o livro é simplesmente uma delícia! Por que então essas cenas são tão poucas e tão espaçadas durante a narrativa?

Para colocar um ponto final sobre Sarah J. Maas: ela é uma boa autora, mas definitivamente não é pra mim.

3/5 estrelas e a alma tranquila de quem realmente tentou.

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Medo Clássico: Edgar Allan Poe

Sinopse: Seguindo o padrão quase psicopata de qualidade que os leitores já esperam da DarkSide® Books, o livro é uma homenagem a Poe em todos os detalhes: da capa dura à nova tradução feita por Marcia Heloisa, pesquisadora e tradutora do gênero, além das belíssimas ilustrações em xilogravura feitas pelo artista gráfico Ramon Rodrigues. E o mais importante: o conteúdo selecionado que recheia as 384 páginas deste primeiro volume de Edgar Allan Poe: Medo Clássico. E que conteúdo!
Pela primeira vez numa edição nacional, os contos estão divididos em blocos temáticos que ajudam a visualizar a enorme abrangência da obra. A morte, narradores homicidas, mulheres imortais, aventuras, as histórias do detetive Auguste Dupin, personagem que serviu de inspiração para Sherlock Holmes.

Demorei 6 meses para terminar de ler esse livro e não foi porque o livro é ruim, muito pelo contrário, eu ADORO Poe, mas é impossível não dizer que é uma leitura densa.

Os temas são pesados – melancolia, morte – e tudo é tão bem detalhado que você sente o preço das palavras que lê, percebe sua alma se tornando um tanto mais negra…

Aprendi muito com esse livro, o que me deixou bem interessada em conseguir o segundo volume fikdik, principalmente porque não imaginava que foi Poe quem criou o primeiro detetive incrível e que serviu de inspiração para o grande Sherlock Holmes.

Outra coisa que existe nesse livro e que me deixou completamente encantada foi a explicação do próprio autor sobre como ele fazia a construção de suas obras, dissecando seu poema mais conhecido O Corvo. Acho fantástico quando os autores explicam sua forma de escrever e fiquei deslumbrada. ❤

5/5 estrelas e favoritado!

O Rei Corvo

Sinopse: O aguardado volume final da Saga dos Corvos, uma conclusão espetacular à história mítica e sombria criada por Maggie Stiefvater. Nada que está vivo é seguro. Nada que está morto é confiável. Há anos Gansey iniciou uma jornada para encontrar um rei perdido. Um a um, ele atraiu seus amigos para essa missão: Ronan, que rouba coisas de sonhos; Adam, cuja vida já não é sua; Noah, cuja vida não é mais vida; e Blue, que ama Gansey… e tem certeza de que está destinada a matá-lo. O fim já começou. Sonhos e pesadelos estão convergindo. Amor e perda são coisas inseparáveis. E a busca pelo rei se recusa a ser fixada em um caminho. A busca pelo rei adormecido vai chegar ao fim em Henrietta — mas não sem perdas, desejos, revelações e uma verdade brutal. Com O rei Corvo, Stiefvater conclui uma verdadeira obra-prima.

Leitura realizada para a Fantastona 2019 no item uma conclusão de série. Programei uma leitura coletiva deste livro com a Nick, mas acabou que por uma série de motivos, não conseguimos ler juntas.

Ao contrário do restante dos livros da série, em O Rei Corvo as coisas tomam um rumo bem estranho – mais estranho do que o normal da história.

Há uma repetição enjoativa no começo dos capítulos dizendo que a história é sobre um ou outro personagem por um ou outro motivo. Há muitas narrativas diferentes em um mesmo livro e acabou que com tantos cortes na narrativa, não consegui realmente me importar com o rumo que a história estava tomando.

Fora que há a participação de um novo personagem que não fez o menor sentido na trama principal da história.

A impressão que fiquei ao terminar esta leitura foi que a autora se perdeu na construção da narrativa e quis terminar de uma forma lúdica e impressionante, mas que não conseguiu entregar exatamente o que imaginava.

Não é que o livro seja ruim ou tenha se encerrado de uma forma ruim, mas poderia ter sido melhor. Fora que era óbvio como as coisas terminariam, ao menos para mim. Então não consegui viver o drama que a Maggie queria que os leitores sentissem. Na verdade eu cantei a pedra pra minha amiga quando estava lendo o segundo livro, se não me engano…

3/5 estrelas.

Bruxa Akata

Sinopse: Carinhosamente apelidado de Harry Potter nigeriano, Bruxa Akata tece uma trama de magia e mistério, repleta de mitologia africana. Uma história de amizade, superação e sobre como achar seu lugar no mundo.
Sunny tem 12 anos e sempre viveu na fronteira entre dois mundos. Filha de nigerianos, nasceu nos Estados Unidos e é albina. Uma pária, incapaz de passar despercebida. O sol é seu inimigo. Castiga a pele e a expõe aos olhares curiosos. Parece não haver lugar onde ela se encaixe. É sob a lua que a menina se solta, jogando futebol com os irmãos. E então ela descobre algo incrível – na realidade, ela é uma pessoa-leopardo em um mundo de ovelhas. Sunny é alguém com um talento mágico latente, é uma agente livre. Uma pessoa com poderes que nasceu de pais comuns.
Logo ela se torna parte de um quarteto de estudantes mágicos, pesquisando o visível e o invisível, aprendendo a alterar a realidade, sendo escolhida por um mentor e conseguindo, enfim, sua faca juju — com a qual é capaz de fazer seus feitiços. Mas isso será suficiente para que encontrem e impeçam um assassino em série que está matando crianças? Um homem perigoso com planos de abrir um portal e invocar o fim do mundo?

Livro escolhido para o mês de fevereiro um livro que foi presente (OBRIGADA JULLY! <3) do The Unreadshelf Project e para o item um protagonista não padrão da Fantastona 2019 oi flop.

Precisei de alguns dias – mais do que esperava – para conseguir finalizar essa leitura e não foi porque o livro é ruim.

Já falei aqui algumas vezes que acredito que estou me tornando uma leitora mais exigente com aquilo que eu tenho lido, então já existem algumas coisas que não me agradam tanto assim mais. E isso é o caso dos livros que a história giram em torno “do escolhido”.

Além do mais, existe algo nesse livro que me deixou ligeiramente incomodada. Sei que a cultura africana não é muito conhecida – o que é uma pena, pois ela é muito rica -, porém a forma como a autora apresenta os detalhes. os poderes, a magia… Foi de certa forma forçado, não foi orgânico. Por muitas vezes fiquei presa aos detalhes que a Sunny estava descobrindo e não consegui desenrolar a história.

O que me deixou triste, porque realmente queria ter gostado mais deste livro. E a forma como a história se encerrou foi tão fechada – e corrida – que mesmo tendo continuação, muito provavelmente não continuarei a leitura dessa saga.

3,5 estrelas

The Immortalists

Sinopse: É 1969 no Lower East Side de Nova York e os rumores na vizinhança são sobre a chegada de uma mulher mística, uma vidente que se diz ser capaz de dizer a qualquer um qual será o dia de sua morte. 
As crianças Gold – quatro adolescentes que estão começando a conhecer a si mesmos – saem de casa sorrateiramente para saber sua sorte. As profecias informam as próximas cinco décadas de sua vida. Simon, o menino de ouro, escapa para a costa oeste, procurando por amor na São Francisco dos anos 80; a sonhadora Klara se torna uma ilusionista em Las Vegas, obcecada em misturar realidade e fantasia; Daniel, o filho mais velho, luta para se manter seguro como um médico do exército após o 11 de setembro; e Varya, a amante dos livros, se dedica a pesquisas sobre longevidade, nas quais ela testa os limites entre ciência e imortalidade. 
Um romance notavelmente ambicioso e profundo com uma brilhante história de amor familiar, Os imortalistas explora a linha tênue entre destino e escolha, realidade e ilusão, este mundo e o próximo. É uma prova emocionante do poder da literatura, da essência da fé e da força implacável dos laços familiares.

Neste ano de 2019 não pretendo participar de maratonas literárias. Infelizmente com o trabalho e os estudos, não terei tanto tempo assim para fazer parte das minhas queridas e amadas maratonas.

O que não significa que não participarei de desafios anuais. Afinal… Não sou de ferro, não é mesmo? 🙂

Resolvi participar do projeto The Unread Shelf, um projeto super interessante que encontrei no Instagram. Ele consiste em ler um livro por mês da pilha dos livros não lidos e que se você não conseguir ler em um mês o livro, você deve se livrar dele. Ainda não sei se vou participar com essa regra, mas pretendo seguir direitinho os desafios… E também vou participar o máximo possível do Desafio Mês a Mês, proposto pelos lindos da Namanita e do Gabe Reader. Todo mês eles sortearão o tema do mês e, caso eu tenha o livro em casa a cada dia que passa fica mais difícil manter a promessa de não comprar livros novos, vou participar da leitura.

O desafio do mês de janeiro foi ler um livro de um autor inédito para você. E para esse desafio escolhi The Immortalists, aproveitando que ia fazer uma leitura coletiva com a Kyun e que foi o meu primeiro contato com a autora. Para o desafio de janeiro do The Unread Shelf precisava ler qualquer livro não lido. Sinto que este mês será o mais fácil…

Chega de enrolação e vamos falar sobre o livro!

Este livro é contado em 5 partes. O prólogo e a narrativa de cada um dos irmãos Gold, de forma sucessiva e seguindo a ordem em que eles morrem. E não, isso não é spoiler, afinal a premissa do livro se dá com a ideia que os irmãos vão descobrir a data da morte deles.

A grande questão do livro não é tanto a morte, mas sim o que cada um dos irmãos faz com a informação, como eles lidam com o tempo que eles possuem e como se prepararam para o evento. É importante ressaltar que a história é tão linear quanto o possível, mas há algumas partes bem não lineares e que isso pode gerar um estranhamento inicial. E também é muito importante dizer que há muitos gatilhos na história, suicídio, drogas, agressão, testes em animais… é preciso mente aberta e um pouco de estômago para conseguir fazer essa leitura.

A escrita da autora e a forma como a narrativa se desenvolve me deixou completamente apaixonada e ligada ao livro, aos personagens… a leitura só não foi mais rápida por conta do trabalho, e devo assumir que tinha momentos que só queria pegar o livro pra ler mais! 😀

Alguns detalhes que não foram fechados me estressaram um pouco, mas no geral o livro é muito fantástico!

4/5 estrelas!

Nada Dramática

Sinopse: Camilla Pinheiro conseguiu passar sua vida escolar praticamente ilesa, sem se envolver em dramas adolescentes. Isso é uma grande vitória para ela, que sempre foi muito aplicada nas aulas. E pretende continuar assim, agora que está no terceiro ano do ensino médio do colégio Coliseu, um dos mais puxados e concorridos de Goiânia. Sempre organizada, seus planos para o último semestre se resumem a um só objetivo: passar no vestibular com as melhores notas.
Porém, graças a uma confusão amorosa envolvendo seu melhor amigo, Camilla vê seus dias calmos de estudos se transformarem, em meio a revoluções escolares, brigas familiares, intrigas na turma, dúvidas sobre o futuro e até uma inesperada paixão, que ela insiste em negar para si mesma. Para se abstrair do mundo real, agora virado de cabeça para baixo, ela posta em seu blog as aventuras da “Agente C”, sua identidade nada secreta para quem a conhece e sabe o que é viver um dos períodos mais intensos da vida.

Ler este livro como o terceiro livro da Maratona Livre Estou foi uma experiência bastante interessante… Nunca antes tinha lido um romance de uma amiga minha – ou como Camilla insiste em dizer no livro “uma amiga de uma amiga minha” – e isso é algo bem diferente do que uma fanfic, talvez pelo fato de ter sido publicado por uma grande editora, ou talvez porque eu realmente conheça a autora, mas foi uma experiência incrível!

Fiquei impressionada com o talento da Dayse e com a forma maravilhosa e real com que descreve os dramas adolescentes. E a sociedade adolescente de Goiânia. E todo o drama que envolve os colégios de ensino médio e a pressão que eles colocam em cima dos alunos.

Os dramas de Camilla e seus amigos me transportaram de tal forma para o passado que vivi sim uma nostalgia intensa pelo ensino médio. Não pelo momento em si, muito obrigada, não gostaria de viver o vestibular nunca mais mesmo tendo que passar por outro pra poder fazer residência. E sim pelos amigos, pela perspectiva que existia a minha frente.

No geral, foi um livro fantástico de ser lido, só peca por alguns momentos de repetição excessiva e por alguns erros de edição/revisão, mas nada que torne a leitura ruim. É uma experiência bastante gostosa.

4/5 estrelas.

Serraria Baixo-Astral

Sinopse: Na opinião de Lemony Snicket, “de todos os volumes que contam a vida infeliz dos órfãos Baudelaire, Serraria baixo-astral talvez seja o mais triste até agora”. Alto-Astral é o nome da serraria que serve de cenário para as novas calamidades que Klaus, Violet e Sunny serão obrigados a viver. Trata-se de uma “ironia do destino”, pois ali, no meio daquelas árvores derrubadas, daquelas enormes toras de madeira, o que as três crianças vão encontrar é mais uma coleção de coisas horripilantes, tais como uma gigantesca pinça mecânica, bifes do tipo sola de sapato, uma hipnotizadora e um homem com uma nuvem de fumaça no lugar da cabeça. A vida dos Baudelaire é mesmo muito diferente da vida da maioria das pessoas, “a diferença principal estando no grau de infelicidade, horror e desespero”…Diante desse quadro, algum leitor desavisado pode desconfiar: “Como é que alguém vai se divertir com um livro desses, se as personagens não param de sofrer?!”. A pergunta faz sentido, mas é justamente aí que descobrimos um dos melhores segredos de Lemony Snicket, pseudônimo do americano Daniel Handler. Ele leva o exagero às raias do absurdo, faz o realismo perder feio para o mais deslavado faz-de-conta e o resultado não poderia ser outro: um jogo literário incessantemente bem-humorado.

Segunda leitura da MML 2018 e da Maratona Livre Estou.

Permaneço com a nítida impressão que teria gostado mais desses livros se os tivesse lido quando mais nova… Devo dizer, entretanto, que de todos os livros até agora, este foi o que mais me deixou intrigada e tentando desvendar o que – e onde estava – o Conde Olaf estava aprontando.

Gostei muito de ver como a narrativa, mesmo sendo repetitiva e com a mesma linha geral dos primeiros livros, já começou a apresentar novos elementos que a tornou diferente das anteriores.

Fiquei bem empolgada para continuar a leitura e espero que os próximos livros sejam ainda melhores.

3/5 estrelas.