A Caçadora de Dragões

Sinopse: Primeiro volume de uma trilogia fantástica, em que dragões e humanos estão em guerra — e cabe a uma garota matar todos eles.
Quando era criança, Asha, a filha do rei de Firgaard, era atormentada por sucessivos pesadelos. Para ajudá-la, a única solução que sua mãe encontrou foi lhe contar histórias antigas, que muitos temiam ser capazes de atrair dragões, os maiores inimigos do reino. Envolvida pelos contos, a pequena Asha acabou despertando Kozu, o mais feroz de todos os dragões, que queimou a cidade e matou milhares de pessoas — um peso que a garota ainda carrega nas costas. Agora, aos dezessete anos, ela se tornou uma caçadora de dragões temida por todos. Quando recebe de seu pai a missão de matar Kozu, Asha vê uma oportunidade de se redimir frente a seu povo. Mas a garota não vai conseguir concluir a tarefa sem antes descobrir a verdade sobre si mesma — e perceber que mesmo as pessoas destinadas à maldade podem mudar o próprio destino.

Livro que veio na malinha de março do Turista Literário, mas que só chegou no comecinho de maio por conta da greve dos correios.

Devo dizer que este livro me agradou muito, até o momento em que a autora socou o romance na história.

Asha, a caçadora de dragões conhecida como Iskari – o nome da deusa da morte -, é a princesa do reino de Firgaard e também é a causa do maior infortúnio que recaiu sobre a cidade desde a invasão dos skral. Seu pai, o rei-dragão, exige que ela mate os dragões como forma de redenção pela sua desgraça de ter provocado o maior dos dragões que destruiu metade da cidade.

O que o rei-dragão não sabe é que para conseguir encontrar os dragões Asha quebra mais uma de suas leis. Ela conta as histórias antigas. Os dragões são seres que adoram histórias como quem adora ouro e joias, sendo atraídos pela garota. O problema é que as histórias são carregadas de magia e fortalecem os dragões.

plot do livro se dá na necessidade de Asha matar o primeiro dragão, aquele mesmo que destruiu a sua cidade. A morte de Kozu solucionaria muitos problemas para Asha, inclusive o de se casar com o rapaz que a salvou da morte oito anos antes.

No meio tempo, somos apresentados a um dos escravos do noivo de Asha e é nítido desde o primeiro instante em que ele aparece que eles estão destinados a ficar juntos, mas a Asha é completamente lesada em relação aos avanços do escravo – o que de certa forma é bom porque ele é um escravo.

Depois da apresentação do escravo há muitas situações que achei meio forçadas, apenas para manter o casal em ponto central da trama. O romance deles é um tanto forçado em cima do leitor e em muitos momentos chega a ser cansativo. Fiquei sim com vontade de pular algumas partes do livro quando ele ficava muito meloso. q

Por mais que a narrativa seja interessante e envolvente, muitos momentos são corridos e mal explicados, principalmente a parte da revolta dos escravos (skral) e dos nativos contra o reinado dos draskor, e o envolvimento meio que central do escravo do noivo da Asha.

Há muitas pontas soltas que eu realmente espero que se amarrem nos próximos livros, mas devo dizer que o final deste livro, mesmo deixando em aberto um futuro para a história, é relativamente bem amarrado. Creio que se não tivesse gostado tanto dos dragões não seria uma série prioritária na minha vida…

4/5 estrelas.

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De Volta para Casa

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Sinopse: “…e a única pessoa que pode lhe dizer como sua história termina é você”. 
Crianças sempre desapareceram nas condições certas: escorregando pelas sombras debaixo da cama, atrás de um guarda-roupa ou caindo em buracos de coelhos e em poços velhos, para emergir em algum lugar… diferente. 
Nancy viajou para um desses lugares, e agora está de volta. As coisas que ela viu… mudam uma pessoa para sempre. E as crianças sob os cuidados de Eleanor West compreendem isso muito bem: cada uma delas procura a porta de volta ao seu próprio universo fantástico, mas poucas conseguem encontrá-la. Afinal, mundos mágicos têm pouca utilidade para crianças cujos milagres já foram usados.
A chegada de Nancy marca também uma terrível mudança no internato. Há uma escuridão pairando à cada esquina, e quando a tragédia ataca, Nancy e seus colegas precisam desvendar o mistério.
Não importa o custo.

Livro recebido na mala de fevereiro do Turista Literário. Posso dizer que estou tendo muita sorte com os livros do Turista por enquanto porque também desejava esse livro há muito tempo, desde que o vi em inglês no GoodReads.

Acontece que achei o livro extremamente fino e, o que é pior, infantil.

São 180 e poucas páginas em uma diagramação maravilhosa, com letra fácil de ler e em capa dura. A Morro Branco está de parabéns pelo livro e não tenho o que reclamar da edição em si. Quer dizer… Poderia ficar sem os números dos livros na lombada, mas tudo bem… O problema fica na história mesmo.

E em mim, porque tenho a impressão que esperava muito mais do livro… q

Acompanhamos vários pontos de vista durante a história e não me incomodo nem um pouco com isso, porque amo conhecer mais sobre cada personagem. Só que a história foi muito pouco aproveitada.

Achei que cada criança poderia ter sido melhor utilizada, a forma como os outros mundos escolhem as crianças também ficou sem explicação – ainda mais no último capítulo do livro -, e, por mais que a história tenha sido gostosinha de ler, achei corrida.

Pelo menos o livro se encerra com esta aventura terminando, o que significa que muito provavelmente não continuarei lendo esta saga…

3/5 estrelas.

 

A Canção das Águas

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Sinopse: Caroline Oresteia está prometida ao rio. Por gerações, sua família ouviu o chamado do deus do rio, que guiou suas embarcações em incontáveis viagens pelas terras fluviais. Aos dezessete anos, Caroline está preparada para conhecer seu destino, após anos ouvindo a voz das águas. Mas o deus do rio ainda não falou o seu nome – e se ele não o fez até agora, existe uma chance de que nunca o fará. Ela decide tomar as rédeas de seu próprio destino quando seu pai é preso por se recusar a transportar um caixote misterioso. Ao concordar em fazer a entrega em troca de sua liberdade, Caroline é pega em uma rede de políticas e mentiras, sem a ajuda do deus do rio e com perigosos piratas atrás da carga. Com tanta coisa em jogo, ela precisa escolher entre a vida que sempre quis e a que nunca imaginou para si.

Livro escolhido para o item 19. Um livro que se passa no mar.

Inicialmente eu achei que não seria esse o livro para este item e que eu nem conseguiria enquadrá-lo no Desafio de Leitura, até porque ele foi publicado no ano passado e a história se passa praticamente apenas nos rios. Mas, como eu sou doidinha e não quero atrasar com as minhas leituras do Turista Literário, decidi que leria o livro antes de chegar a caixinha de fevereiro. E eis que descubro que a história se passa também no mar!

Felicidade instantânea!

Devo dizer que a narrativa do livro é muito boa de ler, mas que há um excesso de sexualidade na história que me deixou levemente incomodada. Só que aí eu me lembrei que o livro conta a história de piratas e tudo ficou bem ao final.

Mas continuei incomodada com o apelido de Caroline – Carô…

A Caroline é uma personagem interessante, mas o que realmente me chamou a atenção na história é a forma como ela se relaciona com as outras personagens – principalmente Bee – e com a Cormorant. A ideia de que os deuses possuem seus favoritos e que os ajudam também me deixou satisfeita e mais curiosa com a história em si. Caroline foi, até o final ou no meu caso o meio um ponto fora da curva em relação a sua família pela falta de dotes de comunicação com o deus do rio.

Ah, e como eu não podia deixar de falar, o livro se encerra de uma forma tão maravilhosa que senti como se não precisasse de continuação, mas como essa história será uma duologia, não poderia ficar mais satisfeita, afinal, Caroline está apenas começando sua aventura solo…

Claro que a malinha do Turista foi uma surpresa e tanto, muito satisfatória, ainda mais porque ela veio em janeiro, o mês do meu aniversário, com um livro que eu queria muito! ❤ E a história foi uma delícia de ler! A li em apenas 8 horas.

4/5 estrelas.

O Canto Mais Escuro da Floresta

16. O Canto Mais Escuro da Floresta

Sinopse: Uma história repleta de magia e mistérios, da autora de As Crônicas de Spiderwick
Hazel e seu irmão, Ben, moram em uma cidade onde humanos e fadas convivem. A magia aparentemente inofensiva desses seres atrai turistas de todas as partes, que querem ver de perto as maravilhas do lugar e, principalmente, o garoto de chifres e orelhas pontudas que descansa em um caixão de vidro. Hazel e Ben eram fascinados pelo garoto quando crianças. Mas, à medida que crescem, as histórias e teorias que inventavam perdem o encanto. Eles sabem que o garoto de chifres nunca acordará… Até que um dia ele acorda. Agora, os irmãos precisam se tornar os heróis que fingiam ser em suas brincadeiras e desvendar os mistérios que envolvem aquele príncipe com chifres.

Livro escolhido para o item 16. Um livro com título que descreve a sua vida. E o mais engraçado é que esse livro realmente descreveu a minha vida. Ou, ao menos, deu um novo significado para o momento em que estou.

Este livro foi o enviado em março de 2017 pelo Turista Literário e, por diversas razões, eu queria muito essa malinha. Eis que ask and you shall receive e o Turista liberou uma nova leva da caixinha de março e eu pude ser uma feliz e alegre possuidora deste livro – e dos mimos!

Como eu sou uma ótima amiga e uma drama queen e a Nath queria muito ler esse livro e encaixá-lo no Desafio de Leitura, resolvi que o colocaria como o livro com título que define a minha vida.

Vejam bem, não é que a minha vida seja extremamente complicada, triste ou as coisas dêem errado com frequência. É só porque é divertido pegar esses títulos “impactantes” para definir a minha vida.

E é basicamente o livro perfeito para descrever a minha vida! (E, na verdade, a vida de todos)

A história se passa em Fairfold, um local em que a magia é muito presente na vida dos habitantes dessa cidade. Na floresta que circunda Fairfold há um reino de fadas – e outros seres -, e nessa floresta existe um caixão de vidro com um príncipe dentro. Os irmãos Hazel e Ben são apaixonados pela ideia do príncipe, pela cidade onde moram, pelos seres fantásticos que vivem ali junto com eles. E eles precisam se defender.

Uma história que inicialmente se parece com uma releitura de João e Maria torna-se muito mais. Mais interessante, mais maravilhosa, com uma história única. Há vários mistérios a serem desvendados, muitos personagens com um crescimento absurdamente fantástico e com a quantidade perfeita de romance.

Enquanto realmente esperava por uma história densa de mistérios e talvez até com uma grande pitada de terror, que – veja bem – realmente existe no livro, fui recompensada com uma mensagem bastante positiva.

Nem tudo são sombras, nem mesmo o canto mais escuro da floresta é apenas isso. Existe luz, existe um futuro claro e brilhante à frente.

Quanto a edição…

Bem, a Editora Galera Record tem ganhado espaço muito rapidamente na minha estante e, na verdade, o problema não é apenas dessa editora. É que é primeira edição. Existem alguns erros claros de tradução e até alguns de edição, mas nada que nas próximas edições não melhorem e, é claro, não atrapalha em nada a leitura do livro.

5/5 estrelas. E pelo amor de tudo o que é mais sagrado, me diz que é um livro único!

Dias de Despedida

Dias de Despedida

Sinopse: “Cadê vocês? Me respondam.”
Essa foi a última mensagem que Carver mandou para seus melhores amigos, Mars, Eli e Blake. Logo em seguida os três sofreram um acidente de carro fatal. Agora, o garoto não consegue parar de se culpar pelo que aconteceu e, para piorar, um juiz poderoso está empenhado em abrir uma investigação criminal contra ele. Mas Carver tem alguns aliados: a namorada de Eli, sua única amiga na escola; o dr. Mendez, seu terapeuta; e a avó de Blake, que pede a sua ajuda para organizar um “dia de despedida” para compartilharem lembranças do neto. Quando as outras famílias decidem que também querem um dia de despedida, Carver não tem certeza de suas intenções. Será que eles serão capazes de ficar em paz com suas perdas? Ou esses dias de despedida só vão deixar Carver mais perto de um colapso — ou, pior, da prisão?

Esta não será minha última leitura do ano – no sir, ainda pretendo continuar a leitura de Pilares da Terra -, porém será a última resenha do ano. E devo dizer que foi um livro muito especial para fechar com chave de ouro esse ano de 2017.

Desde que vi a capa desse livro e a sinopse, fiquei muito animada para ler o livro, mas, como minha situação financeira continua meio caótica, evitei fazer muitas compras de livros. Fora de promoções. E, sendo este livro um lançamento da Editora Seguinte, ele não entrou em nenhuma promoção que eu tenha visto. q

Acontece que, depois de duas malinhas do Turista Literário que não me empolgaram tanto assim – e que até me fizeram cogitar cancelar a assinatura -, veio a malinha de dezembro. Com esse HINO de livro e cheio de mimos! ❤

Este ano foi muito conturbado para mim. Teve o final da minha faculdade, minha formatura, despedida dos amigos, começar a vida de adulta trabalhando pra valer… Então pode-se dizer que tenho estado mais emotiva que o normal.

Foram os livros que tratam sobre o luto os que eu mais morri de chorar, os que eu mais amei ler e os que eu guardo comigo no coração. Os dois se tornaram favoritos com toda a certeza. E são eles A Lógica Inexplicável da Minha VidaDias de Despedida.

É claro que eu sei que os meus problemas não foram tão grandes assim, afinal, eu não perdi realmente ninguém próximo o bastante para eu me importar… I’m a cold hearted bitch., só que uma das coisas mais maravilhosas que os livros fazem por nós, leitores, é que nossas experiências de vida importam. Não é apenas a história em si, mas a forma como nós vivemos essa história.

E eu vivi intensamente a história do Blade.

Talvez, na verdade, esse seja um dos meus grandes medos. Talvez eu tenha me visto demais nele. Não sei exatamente o que foi, só sei que foi uma história que me tocou, me chocou e me deu um vislumbre sobre uma nova forma de ver o mundo.

Estou apaixonada por essa história.

5/5 estrelas e favoritadíssimo.

Tartarugas Até Lá Embaixo

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Sinopse: Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo.
A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

Na real eu não sei porque continuo insistindo em coisas que tenho certeza que não gosto. -q

Certo, vamos lá. Quando John Green foi descoberto com A Culpa é das Estrelas, não me interessei pelo livro – ou por qualquer outro livro do Jão Verde porque ele escreve romances. Eu não sou fã de romances.

Mas lá vamos nós com o Turista Literário – certo, culpar o Turista é injusto, afinal eu tinha comprado o livro antes de receber a mala de novembro, mas eu gosto de reclamar e estou num momento muito reclamão da minha vida ENTÃO EU VOU RECLAMAR – me enviando um outro livro que eu não me via lendo.

A realidade, como eu disse, é que estou tentando quebrar paradigmas e resolvi dar uma segunda chance ao Jão Verde, já que todo mundo que leu esse livro estava dizendo que era o melhor livro, que ele tinha evoluído e tals.

Acontece que não achei esse livro essa coca-cola toda não, viu…

A parte que mais gostei do livro foi a interação da Aza com as pessoas à sua volta. Em como ela precisa lidar com seu problema para estar com seus amigos e, em contrapartida, em como seus amigos precisam lidar com o problema dela para estarem ao seu lado.

Gostei bastante mesmo dessa parte mais natural em que é mostrado que quem tem transtornos mentais pode sim ter uma vida – por falta de palavra melhor – normal. Só que existe sim uma dose muito grande de romantização do problema, talvez não intencional, mas existe. E isso me deixou um pouco irritada. Assim como as motivações da Daisy para “se igualar” à Aza.

Em resumo: foi o primeiro livro do Jão Verde que eu li e muito provavelmente será o único. Achei a narrativa interessante, porém falha. E mesmo tendo sido avisada que o livro não trataria – realmente – sobre o desaparecimento do pai de Davis ficou um gosto de história mal contada.

3/5 estrelas.

A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil

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Sinopse: Você nem imagina os mistérios que existem do outro lado do universo. Se tiver coragem de desbravá-los, é melhor se preparar. Essa não será uma jornada rápida e os perigos podem surgir a cada momento, de onde menos se espera. A boa notícia é que você não estará sozinho. Milhares de leitores em todo o mundo já embarcaram nas páginas dessa que é A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil. O livro de Becky Chambers é um marco recente no universo da ficção científica. Lançado originalmente através de financiamento coletivo pela plataforma Kickstarter, ele conquistou a crítica especializada e os ainda mais exigentes fãs do gênero, sendo indicado para prêmios respeitados, como o Arthur C. Clarke Award e o Hugo Award. Um dos motivos do sucesso de A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil é a abordagem da história. Elementos essenciais em qualquer narrativa sci-fi estão muito bem representados, como a precisão científica e suas possíveis implicações políticas. O gatilho principal é a construção de um túnel espacial que permitirá ao pequeno planeta do título participar de uma aliança galáctica. Mas o que realmente torna único esse romance on the road futurístico e muito divertido são seus personagens. Instigantes, complexos, tridimensionais. A autora optou por contar a história de gente como a gente, ainda que nem todos sejam terráqueos, ou mesmo humanos. A tripulação da nave espacial Andarilha é composta por indivíduos de planetas, espécies e gêneros diferentes, incluindo uma piloto reptiliana, uma estagiária nascida nas colônias de Marte e um médico de gênero fluido, que transita entre o masculino e o feminino ao longo da vida. Temas como amizade, força feminina, novos conceitos de família, poliamor e racismo fazem parte do universo do livro, assim como cada vez mais fazem parte do nosso mundo. Becky Chambers segue os passos da pioneira Ursula K. Le Guin e inclusive presta homenagem à inventora do ansible, um dispositivo de comunicação interplanetária, em sua obra. A visão feminina e acurada de autoras como Becky e Ursula permite desconstruir velhos clichês e quem sai ganhando são os amantes da literatura sci-fi, de todas as espécies gêneros. Outras fontes ajudaram a formar a autora de A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil, Carl Sagan e Star Trek, por exemplo. Mas certamente suas influências estavam em casa. Becky é filha de um casal de cientistas espaciais e neta de um dos participantes do Projeto Apollo da Nasa. A ciência é algo importante na família. A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil é o primeiro livro de ficção científica da coleção DarkLove. Livros escritos por autoras com grandes histórias para contar, prontas para desbravar novos mundos. E ele consolida a DarkSide Books no fantástico universo de sci-fi. A editora já lançou Star Wars: A Trilogia, novelização dos três primeiros filmes da saga, e O Homem que Caiu na Terra, de Walter Tevis, romance que deu origem ao primeiro filme de David Bowie como ator, dirigido por Nicolas Roeg em 1976.

A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil foi o primeiro livro que li para a Maratona Leia Scifi criada pelo FOFO do Victor Almeida (Geek Freak) em parceria com a editora… Aleph? Creio que sim, mas posso estar enganada…

Também foi o livro de setembro do Turista Literário, o que significa que estou em dia com as minhas leituras do Turista! Yay! Não tão em dia com as leituras de outubro, mas só faltam 11 cantos de A Divina Comédia para terminar, então… Esse ano acaba, amém!

Sobre o livro…

Eu me apaixonei pela porcaria desse livro! Porcaria com todo o meu amor e carinho, vejam bem.

A história do livro é bem no estilo que eu gosto. Episódico, que explica apenas o suficiente para que você consiga ler sem problemas, mas sem impedir que muita coisa fique à critério da sua imaginação.

Fora que os personagens são tão bem caracterizados que, basicamente, não existem personagens secundários! Sim, temos os tripulantes da Andarilha, que são os personagens principais da história, mas praticamente – se não todos – todos os personagens com quem eles entram em contato durante o decorrer da história são muito bem caracterizados também! ❤

Gente, esse livro foi MUITO amor! 4/5 estrelas e favoritado com toda a certeza.

Já estou desesperada pelo próximo livro da trilogia – e tirei uma estrela porque cansei de trilogias… q