Espada de Vidro

23-espada-de-vidro

Se eu tenho uma relação dicotômica com esse livro? Com certeza! Como é possível a história ser boa, mas você odiar completamente a personagem principal? Pois saibam que é exatamente o que acontece comigo com essa saga.

Sinopse: Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.

O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.

Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.

Espada de Vidro, de Victoria Aveyard, foi o livro escolhido para o item 23. Um livro com viagem e, considerando-se que neste livro a Mare e seus companheiros viajam por toda Norta atrás de sanguenovos, foi muito bem escolhido. Perdi as contas de quantas viagens acontecem, pra dizer a verdade.

Preciso dizer que a Mare se mostrava ser meio idiota desde o primeiro livro, mas a incapacidade dela de lidar com todas as pessoas que a rodeiam nesse livro se torna muito presente e ela toma só TODAS as decisões erradas que uma pessoa poderia tomar. Além do que, ela sempre sofre com seu quadrado amoroso e quer se convencer de que não precisa das pessoas, mas chora a todo instante porque se encontra sozinha: POR ESCOLHA PRÓPRIA.

Ela é manipulada por tudo e por todos, mostrando-se a mais inocente das criaturas vivas e, mesmo assim, quer tomar para si o papel de líder martirizada, de que sabe o que está fazendo.

News flash: ela não sabe.

Cal se tornou mais suportável e devo dizer que tenho mais pena dele do que de Mare, e Kilorn se tornou mais tratável, então, ok. O romance Farley-Shade foi muito bonito de se perceber, mostrando o lado mais humano da guerra. E eu não superei uma morte que aconteceu no livro. Chorei muito com ela.

E, o pior, é que nem foi culpa da Mare.

O final foi surpreendente, mas ainda preferi as reviravoltas do primeiro livro. E agora é esperar pelo terceiro que deve chegar em algum ponto de março.

4/5 estrelas.

Contos Peculiares

26-contos-peculiares

Para o item 26. Um livro ranqueado em 4+ no Skoob escolhi o Contos Peculiares do Ransom Riggs. O livro está ranqueado em 4.3 estrelas no Skoob e foi uma escolha bem acertada para o item, sendo um spin off da série d’O Orfanato da Senhorita Peregrine para Crianças Peculiares que eu gosto tanto.

Claramente devo dizer que não, eu não consigo chamar de “lar” que tenho um Skoob, mas não sou muito fã dele, ainda acho o Goodreads mais fácil de usar e mais visualmente limpo. Fora que o aplicativo do Skoob vive dando problemas no meu celular.

Anywho…

Sinopse: O livro dentro dos livros, Contos peculiares é a coletânea de contos e fábulas citada ao longo da série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares — o livro com as histórias que os jovens peculiares escutam sua protetora contar e recontar.

Um menino que vira gafanhoto e foge com um grupo de gansos; uma princesa com língua de cobra à procura de um príncipe com quem se casar; canibais ricos que comem braços e pernas de peculiares que têm o dom de se regenerar são alguns dos personagens dessas narrativas que há séculos povoam o imaginário dos peculiares, oferecendo não apenas valiosas lições, mas também pistas para informações secretas, como a localização exata de certas fendas temporais, por exemplo. Compilado por Millard Nullings, o menino invisível acolhido no lar da srta. Peregrine, o livro inclui surpreendentes comentários e notas, além de um desfecho alternativo para a tocante história do gigante Cuthbert, já conhecida dos leitores da série.

Inusitado, surpreendente e divertido, Contos peculiares é ao mesmo tempo um delicioso complemento e uma porta de entrada para o rico universo criado por Ransom Riggs; um verdadeiro presente para quem não resiste à magia das boas histórias.

Posso dizer que esse era o livro. Esse era o livro que eu queria para ler após O Orfanato. Não precisa de mais nenhum outro livro, nenhuma outra história ouviu, tio Riggs? para coroar toda a maravilhosidade que é esta saga.

Sendo editado e compilado por Millard, temos acesso a algumas das histórias do livro Contos Peculiares que ajudaram as crianças em sua busca desde o primeiro livro d’O Orfanato! São histórias curtas que possuem significado e são os contos Grimm dos peculiares.

Eu simplesmente amei o livro, amei os comentários do Millard e amei ter mais esse contato com os peculiares. Só achei o livro em si curto. Talvez eu gostaria de mais contos peculiares… Que tal tio Riggs?

4/5 estrelas.

O Oráculo Oculto

o-oraculo-oculto

Sinopse: Como você pune um deus imortal? Transformando-o em humano, claro! Depois de despertar a fúria de Zeus por causa da guerra com Gaia, Apolo é expulso do Olimpo e vai parar na Terra, mais precisamente em uma caçamba de lixo em um beco sujo de Nova York. Fraco e desorientado, ele agora é Lester Papadopoulos, um adolescente mortal com cabelo encaracolado, espinhas e sem abdome tanquinho. Sem seus poderes, a divindade de quatro mil anos terá que descobrir como sobreviver no mundo moderno e o que fazer para cair novamente nas graças de Zeus.

O problema é que isso não vai ser tão fácil. Apolo tem inimigos para todos os gostos: deuses, monstros e até mortais. Com a ajuda de Meg McCaffrey, uma semideusa sem-teto e maltrapilha, e Percy Jackson, ele chega ao Acampamento Meio-Sangue em busca de ajuda, mas acaba se deparando com ainda mais problemas. Vários semideuses estão desaparecidos e o Oráculo de Delfos, a fonte de profecias, está na mais completa escuridão.

Tio Rick conseguiu de novo. Sim, eu sei que esse livro não estava na lista dos livros de dezembro, mas… deal with me. Mais uma saga relacionada a deuses gregos, agora narrada pelo ex-deus Apolo.

Devo dizer que Apolo não era e nunca foi o meu deus favorito retratado pelo tio Rick. Compartilho da vontade do Percy de enfiar a mão na cara dele por mais vezes do que imagino ser possível.

Entretanto, Apolo era ligeiramente engraçado. Ao ponto que imaginei que este livro seria hilário, não conseguiria deixar o livro enquanto não o acabasse, essas coisas. Honestamente não imaginei que Apolo pudesse ser tão… bobo.

Lutei contra meus instintos que gritavam quem seria o traidor e, é claro, que meus instintos estavam certos. Comofas pra parar de adivinhar o final das coisas? Identifiquei-me mais do que gostaria a Apolo e fiquei devidamente feliz com o retorno de um personagem que eu realmente gostava.

Cronologicamente as sagas do tio Rick se posicionam assim: Percy Jackson e os Olimpianos, As Crônicas dos Kane, Os Heróis do Olimpo, O Filho de Sobek, O Cajado de Serápis, A Coroa de Ptolomeu (estes três últimos sendo um cross-over entre Percy Jackson e os Kane), Magnus Chase e os Deuses de Asgard As Provações de Apolo.

Se são muitas sagas? Com certeza! Mas simplesmente adoro como o tio Rick consegue trabalhar cada panteão. ❤

4/5 estrelas e aguardando o próximo livro!

O Nome do Vento

O nome do vento.jpg

Sinopse: Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.

Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.

Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade.

Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade – notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame.

Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.

Mais do que a trama bem construída e os personagens cativantes, o que torna O nome do vento uma obra tão especial – que levou Patrick Rothfuss ao topo da lista de mais vendidos do The New York Times – é sua capacidade de encantar leitores de todas as idades.

Devo dizer que não sei o que se passou pela minha mente insana quando comecei a ler este livro pela primeira vez – faz muito tempo – e o deixei de lado. Espero, honestamente, que tenha sido um problema de conciliar horários – assim como hoje as coisas voltam a ser caóticas, já que temos, filmes, seriados, jogos obrigada Nath por me trazer de volta ao WOW, animes, mangás, and the list goes on – e não porque eu não tenha gostado do livro. Eu me conheço muito bem, é impossível que não tenha gostado do livro.

Esse livro é muito foda!

Tão PHOODDA – ph de pharmácia, dois os de cooperativa e dois ds de toddy – que eu comecei a ler a sequência O Temor do Sábio antes de terminar todos os livros de novembro! E precisei de toda a minha força de vontade pra não terminar de lê-lo antes dos outros livros.

But I digress…

É importante dizer que somos apresentados a muitos personagens estranhos e muito bem construídos, a um mundo com problemas e a demônios. Kote é mais do que apenas um taberneiro, seu ajudante não é apenas um garoto e o Cronista não é apenas um contador de histórias.

Nada é, na realidade, o que parece.

Sem entrar demais em spoilers, achei fantástica a forma como o tio Pat mistura passado com presente. A narrativa de Kote é tão bem detalhada, tão cheia de emoção que nem mesmo seus companheiros esperavam por ela. Eles foram tocados pelas palavras de Kote, por seus problemas, por suas tristezas, por suas alegrias.

A história de Kvothe não é a história de um herói propriamente dita. Ele não é aquela personagem que tem tudo e sabe de tudo o que precisa para sair das enrascadas da vida. Pelo contrário, ele vai aprendendo com seus erros, com seus problemas. Existem poucas soluções e ele descobre que precisa aprender a contar consigo mesmo.

E ainda assim há estranhos que o ajudam mais do que ele realmente perceba.

Em resumo, foi um livro que – caso eu pegasse para ler sem pausas – teria devorado em algumas horas. Valeu cada segundo que desprendi o lendo e não me arrependo de nada.

Mereceu suas 5/5 estrelas.

Pontos

eye

Alguns de seus amigos já perguntaram o que havia de tão interessante passar dia após dia sentado em uma mesa do café, observando a rua. Com certeza existiam lugares melhores para escrever.

Nunca conseguiu exatamente explicar o que o motivava. Só… precisava estar lá, sentia que ali era o melhor lugar para conseguir o que precisava para suas histórias abrirem as asas e voarem para longe, já sem precisar dele.

Chegou assim que o café se abriu, como de costume, o atendente sorriu ao vê-lo e preparou seu pedido – café preto, forte e sem açúcar. Sentou-se na mesa de sempre, abriu seu caderno – outra coisa que seus amigos costumavam apontar como loucura – e deixou que o aroma do café se misturasse às distantes buzinas e trovoadas.

Não havia lugar como nosso lar.

Sorriu ao tomar sua bebida quente, deixando sua imaginação percorrer as ruas, lado a lado com os apressados pedestres, motoristas estressados com o trânsito da manhã e crianças que corriam alegres à procura de abrigo, pulando de poça em poça.

Não precisava de muito para dar vazão ao que tinha em sua mente, não precisava se esconder em uma cabana na floresta, em uma casa afastada no litoral ou em um hotel nos alpes. Não era nesses lugares que se sentia à vontade.

Pegou sua caneta e deixou que as palavras surgissem no papel, tomando seu café, escutando o suave tamborilar da chuva na vidraça. Nada mais do que visões diferentes, realidades discrepantes. Pontos de vista que se alteram, se moldam, tornam-se algo completamente novo.

Graças a algo tão banal quanto tomar um café em um dia de chuva.