Yuri!!! on Ice

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Sinopse: A história do espetáculo gira em torno de Yuuri Katsuki, que carregou todas as esperanças do Japão em seus ombros para vencer a competição de patinação no gelo Gran Prix Finale, mas sofreu uma derrota esmagadora. Ele volta para casa em Kyushu, metade dele sente que quer se aposentar, e a outra metade sente que quer continuar patinação no gelo. Com esses sentimentos mistos girando dentro de si, ele se limita dentro da casa dos pais. De repente, o vencedor de cinco competições consecutivas de patinação no gelo, Viktor Nikiforov, aparece diante dele, e junto com ele está Yuri Plisetsky, uma jovem patinadora russa que já está derrotando os seus veteranos.

Acompanhamos a vida de Yuri enquanto ele vai redescobrindo sua paixão pela patinação no gelo com ajuda de sua família, amigos e, principalmente, pelo Victor que se tornou seu treinador.

A vida do Yuri é, basicamente, o sonho de todo fanboyfangirl. Ele consegue que seu idol fique ao lado dele, passa a viver com ele, eles têm um relacionamento homoafetivo canon (mas não tanto assim, porque o Yuri tem uma autoestima muito baixa e uma insegurança gigantesca). Ou seja: ele vive o sonho.

Acho que a grande questão deste anime é exatamente a forma como o Yuri foi caracterizado. Ele é muito humano, real, nos identificamos facilmente com ele, porque ele é um personagem profundo – assim como todos os outros que nos são apresentados. Menos o JJ, porque o JJ é muito chato. Então quando o Yuri tem seus altos e baixos, não confiando em si mesmo, com medo de estar prejudicando a vida do Victor e não entendendo como um pentacampeão poderia estar feliz ao seu lado, nos relacionamos com ele, nos vemos na mesma situação.

Afinal, quem nunca se sentiu assim?

Honestamente eu gostei do anime, de verdade, mas não no nível em que as pessoas ficaram tão entretidas com ele. Talvez porque tinha um crack ship Yuri ao quadrado, talvez porque consegui prever cada novo acesso de paranoia do Yuri, talvez porque eu sentisse que ele ia fazer exatamente o que ele fez em cada episódio.

Mesmo sendo um personagem tão real, achei cada atitude do Yuri muito previsível, seguindo sempre o mesmo caminho. Não houve, ao meu ver, nenhum momento em que ele realmente sentiu que fazia algo por si mesmo, que ele confiava no que estava fazendo.

Se foi um dos melhores animes que assisti nesses últimos tempos? Com certeza! E foi fantástico acompanhar a relação Victuuri em um crescendo maravilhoso por todo o anime, e não ficar sentindo que estavam brincando com nossos sentimentos apenas insinuando um relacionamento gay ali. Eles realmente se amam e não querem se separar! É lindo! ❤

Sim, eu realmente espero que tenha uma continuação, quero ver Victor competindo, quero ver mais Otabek e Yurio, quero ver mais Yuri ao quadrado! Quero mais. Muito mais.

E valeu cada momento, cada surto, cada grito e suspiro e lágrima derramada.

Quem diria que um anime esportivo fosse tão profundo e real?

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Oração ao Tempo

I think I’ll figure it out with a little more time
Turn off the lights – Panic! at the Disco

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A noite seguia seu curso, seus amigos já bebiam, dançavam e se divertiam como se não houvesse amanhã, mas não se sentia no mesmo clima que eles. Aproveitando uma brecha enquanto Naruto cantava no karaokê, abriu a porta de vidro e saiu para a sacada.

O cenário era de tirar o fôlego. A primeira neve do dia caíra a pouco e deixou a cidade salpicada de branco, brilhando sob as luzes. Era possível enxergar a felicidade que rondava as pessoas de longe, todos ansiando pelo novo ano que se aproximava.

E se sentiu sozinha.

O vento frio a envolveu e deixou que seus sentidos despertassem do torpor da bebida, afastando-a do calor que emanava da casa, dos seus amigos. Deixando que seus pensamentos lentamente se voltassem para o relógio.

Vários anos se passaram, várias situações inusitadas e tristes, mas não deixou de ter esperança, de ter fé de que tudo daria certo. Só que sentia medo.

Sentia tanto medo.

Não percebeu quando começou a sentir o aperto em seu peito, quando não conseguia mais respirar. Mal sentiu o frio quando segurou o parapeito, escorregando para o chão enregelado. Achava que ia morrer ali, sozinha, sem nunca encontrar seu par.

Como poderia fazer isso? Como poderia continuar a respirar?

– Olhe para mim, Hinata.

A voz grave chamou sua atenção, tentou focar em quem a chamava, mas não conseguia enxergar através das lágrimas.

– Vamos, Hinata, preste atenção na minha voz. – sentiu o toque cálido em seu pescoço – Conte comigo até dez.

A respiração ardia em seu peito, o olhar desfocado. Precisou de alguns instantes para entender o que era pedido. Não conseguiu encontrar a voz para dizer nada.

– Em voz alta, vamos.

Juntou todo o restante de força que tinha, sugou o ar tentando encontrar fôlego e sussurrou – Um…

Sentiu dor ao respirar, mas a mão quente permaneceu em seu pescoço. Sentiu outro toque em sua testa e logo depois ser apoiada no ombro.

– Continue, Hinata.

Fechou os olhos com força e se concentrou na contagem, concentrou-se na voz e no calor do toque que a envolvia – Dois…

A respiração já não queimava tanto, recebeu apoio para ficar novamente de pé e recostada contra o parapeito gelado – Três…

Deixou de se preocupar com o que acontecia ao seu redor, com o que inundava seus pensamentos – Quatro.

Sentiu quando a mão quente deixou seu pescoço e segurou suas mãos frias – Cinco.

Conseguia escutar a música que continuava a tocar e seus amigos cantando no karaokê – Seis.

Ficou aliviada por saber que não estragou a festa de ninguém – Sete.

Piscou os olhos e percebeu que já não havia lágrimas – Oito.

Encarou os olhos negros de Sasuke à sua frente – Nove.

Respirou fundo uma última vez – Dez.

Secou o rosto, deu um pequeno passo para trás e suspirou, enquanto encarava o amigo. Notou um leve sorriso de canto nos lábios dele.

– Obrigada, Sasuke.

Ele deu de ombros e se espreguiçou, escorando-se no parapeito e encarando a vista – Não por isso, Hinata.

O silêncio os envolveu confortavelmente e permaneceram assim, cada qual perdido em seus pensamentos. Perguntava-se o que teria feito Sasuke sair do meio da festa.

– Sabe… – assustou-se quando ele quebrou o silêncio – Nem tudo são flores.

O encarou sem entender.

– Ninguém realmente fala sobre isso, então a gente acaba achando que nunca mais teremos problemas depois que o relógio zera – ele continuou como se não esperasse resposta e sentiu seu peito se apertar novamente – Só que a realidade não é bem essa.

Como se esperasse exatamente essa frase, Naruto se espreme na porta de vidro, o olhar marejado e começa a se lamentar – Sasukeeee… O Kiba não me deixa cantar mais…

Não pôde deixar de rir enquanto via o olhar quase assassino que Sasuke lançava ao namorado e entendeu exatamente o que ele quis dizer.

– Sasuke… – ele voltou-se para ela – Obrigada por me ajudar. – sorriu, incapaz de dizer o quanto o amigo a ajudou.

– Não perca tempo preocupada com o amanhã, Hinata – ele sorriu de canto novamente enquanto recebia um abraço choroso do namorado – Eu te garanto que no final, tudo vai se encaminhar.

Enquanto voltava a ficar sozinha na sacada fria, levou a mão ao coração sentindo-o bater lentamente, a respiração vinha facilmente e sorriu. Não havia com o que se preocupar. Estava, afinal, cada dia mais próxima de encontrar aquele que seria seu par.

O céu se encheu de cores com os fogos de artifício que lhe roubaram o fôlego.


Naruto e seus personagens não me pertencem, a imagem foi encontrada na internet e a letra da música, obviamente, pertence à Panic! at the Disco.

Esta é uma fanfic que estou escrevendo para uma amiga minha e que está sendo postada no Nyah! e no fanfiction.net, considerando-se que este é o terceiro capítulo da história, não espero que entendam, realmente.

É uma fanfic Gaara e Hinata, e o tema é timer soul mate, e consiste na ideia de que em um futuro distante/outra realidade, as pessoas nascem com um relógio em seu pulso que zera quando encontra a sua alma gêmea. É uma ideia batida já, que já foi usada em filmes e diversas histórias espalhadas pelo Tumblr. Essa é só a minha visão sobre o assunto e com personagens de Naruto. Há diversos casais que eu shippo na minha história e há, também, muito drama e vontade de matar a autora no caso, eu e coisas afins.

Beijos da tia Tifa que não saiu da aposentadoria, mas de vez em nunca posta alguma fanfic.

Hyouka

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Há algum tempo, uma grande amiga minha, a Kyun, sugeriu que eu assistisse esse anime. Já tive a minha fase louca por animes, mas… ela meio que passou. Pelo simples motivo que eu tenho preguiça de assistir anime -q.

Acontece que comecei a assistir dois animes dessa temporada por indicação de amigos também (Tilim me indicou Yuri! on Ice e a Day me indicou Watashi ga Motete Dousunda) e desenterrei a minha conta no My Anime List – um site database para você se manter atualizado em relação aos animes/mangás que assiste/lê – então estou muito lentamente colocando em dia as minhas promessas. -q

Hyouka é um anime que se passa em uma escola, em um grupo extra curricular chamado “clube dos clássicos” – não, eu ainda não sei o que significa isso – e acompanhamos a jornada de (na ordem da esquerda para a direita) Satoshi, Oreki, Chitanda e Ibara.

Chitanda é uma personagem muito curiosa e que quer entender tudo o que acontece ao seu redor, o que leva a uma pressão em Oreki. O rapaz tem uma capacidade absurda de raciocínio lógico e consegue resolver os mais diversos mistérios que se mostram para o grupo.

O que eu gostei nesse anime é que ele não é um daqueles animes de mistério pesados e que te fazem pensar e ficar tenso. Ele é um anime muito leve, com mistérios divertidos e estranhos, além de mostrar a realidade deles como estudantes normais – nada de poderes sobrenaturais por aqui, muito obrigada.

Fiquei um pouco decepcionada pela falta explícita de um romance no decorrer dos 22 episódios, mesmo ficando claro o interesse mútuo entre Chitanda e Oreki. Ainda assim foi um anime que consegui assistir muito feliz e rindo bastante.

9/10 na pontuação do My Anime List.

Puella Magi Madoka Magica

Se você gosta de anime de garotas mágicas fofinhas, Madoka não é pra você.

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Não se deixe enganar pela aura de fofura, desenho maravilhoso e personagens profundos. Madoka Magica não é um anime fofo.

Ok, deixando de lado a tentativa de tornar essa coisa mais gorda daí de cima em algo assustador, precisamos falar sobre Madoka.

Primeiro conheci o anime através de uma grande amiga que o descobriu em um site/blog qualquer. Tem muito tempo mesmo, perdoem-me pela falta de informações consistentes.

A Débora me disse exatamente isso que falei ali em cima. Madoka não é um anime fofo. Não importa que o traço seja magnífico, que as personagens em si sejam fofas e muito menos que elas se transformem em garotas mágicas. O fato é: não é fofo. Nem tudo dá certo no final.

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Acompanhamos, no desenvolver da história, as escolhas de cada uma das garotas. Sim, elas são mágicas e sim, elas lutam contra bruxas – que é by the way a coisa mais linda e psicodélica do mundo -, mas nem tudo o que acontece, nem todas as bruxas com quem lutam, nem tudo é o que parece.

E elas não estão seguras.

É o meu anime favorito dos últimos tempos, um que eu não me canso de assistir – e sofrer, e amar, e chorar… – e que eu indico para todos os meus amigos. E para quem me conhece sabe como é difícil eu assistir/indicar animes.

Se você procura se surpreender com uma história profunda, cheia de tramas e problemas, Madoka é o seu anime. Agora, se procura uma história feliz de garotas mágicas, sugiro que vá assistir Sakura.

Um anime que com certeza merece suas 5/5 estrelas.

E ele está no Netflix ❤