Lock In

Sinopse: Not too long from today, a new, highly contagious virus makes its way across the globe. Most who get sick experience nothing worse than flu, fever and headaches. But for the unlucky one percent – and nearly five million souls in the United States alone – the disease causes “Lock In”: Victims fully awake and aware, but unable to move or respond to stimulus. The disease affects young, old, rich, poor, people of every color and creed. The world changes to meet the challenge. A quarter of a century later, in a world shaped by what’s now known as “Haden’s syndrome,” rookie FBI agent Chris Shane is paired with veteran agent Leslie Vann. The two of them are assigned what appears to be a Haden-related murder at the Watergate Hotel, with a suspect who is an “integrator” – someone who can let the locked in borrow their bodies for a time. If the Integrator was carrying a Haden client, then naming the suspect for the murder becomes that much more complicated. But “complicated” doesn’t begin to describe it. As Shane and Vann began to unravel the threads of the murder, it becomes clear that the real mystery – and the real crime – is bigger than anyone could have imagined. The world of the locked in is changing, and with the change comes opportunities that the ambitious will seize at any cost. The investigation that began as a murder case takes Shane and Vann from the halls of corporate power to the virtual spaces of the locked in, and to the very heart of an emerging, surprising new human culture. It’s nothing you could have expected.

Que eu sou apaixonada por ficção-científica não preciso nem comentar, não é mesmo? Que eu estou completamente deslumbrada pelo Wil Wheaton narrando então, nem vou comentar mais. Agora, que o tio John é um dos meus autores favoritos de todos os tempos, acho que já deixei bem claro…

Somos apresentados a uma realidade interessante em Lock In (Encarcerados), a população mundial foi afetada por um vírus que tem três estágios, no primeiro estágio existe sintomas parecidos com a gripe comum, no segundo estágio entram os sintomas parecidos com a meningite – e que causam alterações estruturais no cérebro dos infectados – e o terceiro estágio, que prende as vítimas dentro dos seus cérebros, ou seja, eles são completamente conscientes, porém seus corpos não funcionam.

Estas pessoas são portadores da Síndrome de Haden e conhecidas como Hadens, e, quando utilizam seus “robôs pessoais” são chamados de Threeps, em homenagem ao C3-PO – sim, o do Star Wars. Já aqueles que não alcançaram o terceiro estágio da doença, mas tiveram seus cérebros alterados, são chamados de integradores, pois podem conectar o cérebro de um Haden ao seu corpo para que este possa “viver um dia como uma pessoa normal”.

Compreendendo esta parte mais técnica, acompanhamos uma das equipes do FBI especializada em crimes relacionados aos Hadens e integradores. A agente Leslie Vaan e o agente Chris Shane, o primeiro Haden do FBI.

Vaan e Shane se deparam com um caso de assassinato relacionado a um integrador e acabam se deparando com uma conspiração. E é essa conspiração que dita a velocidade e todos os problemas que Vaan e Shane vão enfrentar, incluindo tentativas de assassinato a eles e seus amigos e familiares, perseguição em alta velocidade e muita destruição de Threeps.

Ao final do audiobook existe um compilado de notícias, leis e projetos que explicam passo a passo o que aconteceu com o mundo durante os primeiros contágios dos humanos com o vírus da Síndrome de Haden – e inclusive explica o motivo por trás desse nome. E aqui foi a questão que me deixou mais interessada e ao mesmo tempo assustada com este livro.

Pelo fato de eu ser médica, sempre que me deparo com esses temas baseados na realidade do ponto em que se encontra a nossa medicina, fico bastante curiosa para saber de onde veio, como funciona, quais os sintomas e tudo o mais. E, mesmo cheio de tecnologia e ficção-científica, o tio Scalzi fez sua tarefa de casa muito bem feita. Ele traz um vírus como base que preocupou muito a população mundial – o vírus da gripe aviária – e criou algumas mutações no vírus para explicar o que acontece com as pessoas.

Foi simplesmente fantástico de acompanhar a evolução das pesquisas para o vírus Haden, porque é muito próxima da nossa realidade.

Em resumo, esse foi mais um desses livros que esperava ser bom, mas que conseguiu surpreender completamente.

5/5 e favoritadíssimo! Ansiosa para Head On.

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The Cruel Prince

Sinopse: Jude was seven when her parents were murdered and she and her two sisters were stolen away to live in the treacherous High Court of Faerie. Ten years later, Jude wants nothing more than to belong there, despite her mortality. But many of the fey despise humans. Especially Prince Cardan, the youngest and wickedest son of the High King. To win a place at the Court, she must defy him – and face the consequences. As Jude becomes more deeply embroiled in palace intrigues and deceptions, she discovers her own capacity for trickery and bloodshed. But as betrayal threatens to drown the Courts of Faerie in violence, Jude will need to risk her life in a dangerous alliance to save her sisters, and Faerie itself.

Posso dizer que a tia Holly me cativou desde O Canto Mais Escuro da Floresta. Fiquei completamente apaixonada para a forma com ela narra suas histórias e, por mais que seja uma pessoa que ame livros únicos, preciso assumir que fiquei com uma vontade de ler mais alguma coisa que se passasse naquele universo…

E pode-se dizer que consegui exatamente isso com O Príncipe Cruel.

Por mais que este livro conte uma história diferente, com personagens diferentes, existe muito da mesma construção de mundo que em O Canto, pois ali também temos o reino dos humanos e o reino das fadas, Faerie. Só que aqui eles são completamente separados entre si, de forma que para os humanos, as fadas são mitos.

Acompanhamos a história de Jude, uma garota humana que presenciou, ao lado das irmãs, a morte de seus pais e foi levada para Faerie. Lá ela é considerada menos que as fadas, pois as fadas são eternas enquanto os humanos são mortais. Mesmo que Jude treine, mesmo que ela estude, ela nunca deixará de ser humana.

E é tentando pertencer ao mundo de Faerie que Jude acaba se enfiando nas situações mais complicadas e perigosas possíveis. Ela consegue se tornar peça central em vários dos planos para o novo rei supremo de Faerie.

Foi uma narrativa cheia de situações incríveis e que me deixou super curiosa para saber o que iria acontecer. Jude é uma personagem que conseguiu tramar vários planos de uma forma tão coesa e ao mesmo tempo confusa que me enganou por alguns instantes.

Só não fiquei de todo feliz com o fato de que alguns clichês foram utilizados e o romance foi um pouco demais para mim.

5/5 estrelas

Warped Galaxies: Attack of the Necron

Sinopse: On the hive world of Targian, Zelia Lor helps her mother search for ancient tech, digging up treasures of the past on the wind-blown plains. They are happy. They are safe. All that changes when the Necrons attack. Without warning, a host of robotic ships appear in the skies above Targian and rip the planet apart. Separated from her mother, Zelia must escape the doomed world, her only hope a scrambled transmission promising safety at a mysterious place known only as the Emperor’s Seat. Launched in an escape pod, she crashes on an icy wasteland far, far from home. But Zelia is not alone. She is joined by a rag-tag group of survivors – the street-tough juve Talen, gadget-obsessed Martian boy Mekki and super-intelligent alien-ape, Fleapit.

Aqui continuamos com a minha saga de amor por Doctor Who e a melhor encarnação do Doutor de todos os tempos: o Décimo Doutor. David Tennant me encantou como Décimo e passei a acompanhá-lo em quase todos os trabalhos que ele fez. Então quando o Yannick me disse que o David estaria narrando um audiobook da Warhammer nem preciso dizer que enlouqueci para conseguir o livro e matar um pouquinho da saudade, não é mesmo?

Zelia é uma garota normal, que acompanha a mãe em suas pesquisas arqueológicas. Só que ao contrário de outras garotas normais que acompanham suas mães, Zelia o faz no espaço. Sua mãe é uma renomada arqueóloga que estuda as antigas civilizações espaciais.

As coisas começam a desandar quando, durante uma das expedições, o planeta em que se encontram é atacado por uma espécie de alienígenas que destrói tudo e todos que não são eles. (Dalek much? E-X-T-E-R-M-I-N-A-T-E).

Durante a fuga, Zelia se desencontra de sua mãe e acaba em um grupo com Mekki, um garoto marciano tech-savy que trabalhava na equipe de sua mãe, Talen, um ladrão órfão e um alienígena super inteligente – e parecido com um macaco – Fleapit.

A raça alienígena Necron foi considerada como extinta, então foi uma surpresa, nem um pouco boa, quando eles atacaram o planeta colmeia Targian.

A fuga alucinada de Zelia e seus companheiros foi incrível de acompanhar, nos permitindo sentir todo o desespero do grupo e o desejo de conseguir escapar e sobreviver.

Honestamente, não conseguia parar de escutar este audiobook, a voz do David, a intensidade com que as coisas aconteciam, tudo influenciou para me deixar louca para continuar escutando e para sofrer com o final do livro.

5/5 estrelas, favoritado e preciso da continuação.

Realm Quest: City of Lifestone

Sinopse: Epic heroes, mighty armies and terrifying monsters clash against the backdrop of magical landscapes. Raised as a slave in the Darkoath camps of Aqshy, Kiri dreams of a better life. Of a city of wonders, the place of her birth… Lifestone! She despairs of ever reaching it until a fateful day arrives when her barbarian captors are attacked by Sigmar’s noblest warriors, the Stormcast Eternals. Seizing her chance, Kiri flees through a mysterious realmgate that takes her far from the fiery lands of Aqshy. She arrives in the realm of Ghyran and finds the city of Lifestone. But a curse lies on this place, withering its noble spirit. Her path leads her to a special group of children who, like her, are realm-marked – the prophecised saviours of Lifestone. There’s Thanis, the fighter; Alish, the inventor; Kaspar; the sneak and Elio, the healer. But dark forces are allying against the children and will do anything to stop them achieving their destiny.

Quando se une um amigo trabalhando na Warhammer, uma alma rpgista e um amor eterno pela Rose Tyler, não podia dar em outra… lá fui eu me jogar nos audiobooks da Warhammer!

Aqui começamos a acompanhar a Kiri, uma garota escrava com uma história interessante: ela não é do mundo onde vive. Segundo sua mãe ela nasceu na cidade de Lifestone, um remanso de cura e paz, um lugar maravilhoso, mas de que Kiri não tem lembranças.

Kiri se aproveita de uma batalha que se inicia no acampamento escravo para fugir após a morte da mãe e encontra um portal para outros mundos, conseguindo passagem para o mundo de Lifestone, agora tudo o que ela precisa é encontrar a sua cidade.

Quando Kiri chega a Lifestone, porém, ela encontra uma cidade silenciosa, sem os locais de cura que sua mãe tanto falava, com pessoas desconfiadas e tristes. Ela não sabe o que fazer com essa realidade, afinal ela esperava encontrar um lugar melhor do que aquele que deixou para trás…

E, para piorar, Kiri começa a ser perseguida pela cidade por um grupo de pessoas que possuem marcas de nascença ligadas a algum dos outros mundos e que foram profetizados como salvadores de Lifestone.

O interessante desse audiobook é que ele é uma praticamente uma aventura de rpg. Então foi uma narrativa cheia de reviravoltas e ação, misturando lutas e magia de uma forma que me deixou completamente apaixonada.

E escutar a Billie Piper narrando foi simplesmente fantástico! Ela trouxe um toque de nostalgia e meiguice(?) para uma história bem complexa. Sempre fico impressionada com a capacidade dos narradores de audiobook de criarem diversas vozes para os diversos personagens diferentes… ❤

Estou morrendo de curiosidade pra saber como Kiri conseguirá resolver as tretas em que está envolvida!

5/5 estrelas e favoritado!

The Song Of Achilles

Sinopse: Baseada na Ilíada, esta obra é uma reconstituição da épica Guerra de Troia. O tímido príncipe Pátroclo é exilado no reino de Fítia, onde cresce à sombra do rei Peleu e de seu extraordinário filho, Aquiles. Apesar de suas diferenças, os meninos logo se tornam companheiros inseparáveis. Os laços entre eles se aprofundam à medida que se tornam adolescentes e hábeis nas artes da guerra e da medicina – para desagrado e irritação da mãe de Aquiles, Tétis, uma cruel deusa marinha que odeia os mortais. Quando se espalha a notícia de que Helena de Esparta foi raptada, os homens da Grécia, ligados por um juramento de sangue, têm de partir para invadir Troia e salvar Helena. Seduzido pela promessa de um destino glorioso, Aquiles junta-se à causa. Pátroclo, dividido entre o afeto e o temor por seu amigo, acompanha-o. Mal sabem eles que os deuses do destino os colocarão à prova como nunca antes, exigindo deles um terrível sacrifício.

Depois que escutei o audiobook de Circe, indicado pela Bruna não consegui resistir a pegar o primeiro livro da tia Maddy. E olha… que escolha maravilhosa!

Ultimamente eu tenho escutado os audiobooks quando estou dirigindo, e o fato de estar, atualmente, morando a 10 horas de viagem da casa dos meus pais foi simplesmente perfeito! Consegui escutar 95% do livro de uma só vez.

Devo dizer que achei este livro mais fácil do que Circe, porque os personagens da Ilíada são mais conhecidos do que aqueles que aparecem em Circe como um todo. – Ou talvez eu conheça mais a Ilíada que a Odisséia. Vai saber, não é mesmo? 😀

De qualquer forma, estou me adiantando.

Já conhecemos muitas histórias narradas pelo Aquiles, ou por outros personagens que mantêm Aquiles como o melhor dos melhores, aquele com menos falhas que os demais, um verdadeiro herói.

Aqui temos uma outra visão sobre ele. A visão humana, a versão que apenas Pátroclo tinha acesso. O lado real e falho de um herói.

O interessante é que mesmo que a história seja sobre o Aquiles, o personagem principal é Pátroclo. Então além dessa nova visão sobre Aquiles, temos um novo Pátroclo para conhecermos. Ele não foi só o amante de Aquiles, ele foi a linha guia para o Aquiles. Aquele que tentava conectar Aquiles às pessoas ao seu redor.

Foi uma leitura tão maravilhosa que estou completamente apaixonada pela tia Maddy. Quero mais livros e histórias escritas por ela, mesmo que eu esteja de certa forma de saco cheio das releituras.

Um livro 5/5 estrelas e favoritado.

Circe


Sinopse: In the house of Helios, god of the sun and mightiest of the Titans, a daughter is born. But Circe is a strange child–not powerful, like her father, nor viciously alluring like her mother. Turning to the world of mortals for companionship, she discovers that she does possess power–the power of witchcraft, which can transform rivals into monsters and menace the gods themselves.
Threatened, Zeus banishes her to a deserted island, where she hones her occult craft, tames wild beasts and crosses paths with many of the most famous figures in all of mythology, including the Minotaur, Daedalus and his doomed son Icarus, the murderous Medea, and, of course, wily Odysseus.
But there is danger, too, for a woman who stands alone, and Circe unwittingly draws the wrath of both men and gods, ultimately finding herself pitted against one of the most terrifying and vengeful of the Olympians. To protect what she loves most, Circe must summon all her strength and choose, once and for all, whether she belongs with the gods she is born from, or the mortals she has come to love.
With unforgettably vivid characters, mesmerizing language and page-turning suspense, Circe is a triumph of storytelling, an intoxicating epic of family rivalry, palace intrigue, love and loss, as well as a celebration of indomitable female strength in a man’s world.

Esta foi a minha última escolha dentre os livros da Audible, tendo em vista que cancelei minha assinatura por este ano – pretendo voltar assim que 2020 despontar no horizonte. Foi uma escolha realizada depois de muita insistência da Bruna para que todas as pessoas do universo lessem este livro.

Não me arrependo em nenhum momento pela escolha. Afinal, sou uma ávida consumidora de histórias relacionadas à mitologia, principalmente à mitologia grega. Amo de paixão os antigos mitos, Ilíada, Odisseia, Percy Jackson… É sobre mitologia, pode ter certeza de que eu me interesso.

Então saber mais sobre a Circe foi uma coisa fantástica!

A mitologia como um todo é focada nos homens, nos heróis, deixando as mulheres relegadas a objetos ou motivações para que a história se desenvolva. Não neste livro. Aqui é a própria Circe que dá voz à sua história.

Descobrimos muito sobre a vida dela, a forma como ela conhece e vê o mundo. De onde veio sua magia e porque ela vivia em uma ilha transformando homens em porcos.

Madeline traz voz a uma das personagens mais interessantes e ricas que não passa de um estorvo na vida de Odisseu em sua jornada para casa.

A história é bem construída o suficiente para explicar pontas soltas da mitologia, mas ao mesmo tempo peca por dar uma importância muito grande a apenas uma personagem. Consigo entender o motivo de querer explicar tudo através de uma única personagem, ainda mais porque o livro é narrado em primeira pessoa e tudo o mais, só que existiram alguns momentos que ficaram meio forçados.

Também não gostei muito da forma como a Circe foi retratada como inocente ao extremo, mesmo depois de sofrer todos os abusos psicológicos possíveis dos titãs, dos deuses, dos mortais e até mesmo dos semi-deuses. Ela deixou de ter os defeitos que como personagem mitológica possuía para se tornar perfeita como personagem.

Não que ela não tenha se desenvolvido, só… a inocência da forma como foi retratada me irritou um pouco.

No geral, o audiobook foi muito gostoso de escutar, com uma linguagem fácil de se entender e muito envolvente. O único ponto negativo foi a falta do glossário para conseguir ligar o nome a cada personagem. E a pronúncia de alguns dos nomes daqueles personagens mais obscuros da mitologia – ou até mesmo criados pela Madeline.

Fiquei tão impressionada com a forma maravilhosa que a autora recriou esta história que devo dizer que me arrependo o preconceito com que encarei A Canção de Aquiles, outro livro da autora.

5/5 estrelas.

The Consuming Fire

Sinopse: The Interdependency, humanity’s interstellar empire, is on the verge of collapse. The Flow, the extra-dimensional conduit that makes travel between the stars possible, is disappearing, leaving entire star systems stranded. When it goes, human civilization may go with it―unless desperate measures can be taken.
Emperox Grayland II, the leader of the Interdependency, is ready to take those measures to help ensure the survival of billions. But nothing is ever that easy. Arrayed before her are those who believe the collapse of the Flow is a myth―or at the very least, an opportunity that can allow them to ascend to power.
While Grayland prepares for disaster, others are preparing for a civil war, a war that will take place in the halls of power, the markets of business and the altars of worship as much as it will take place between spaceships and battlefields. The Emperox and her allies are smart and resourceful, but then so are her enemies. Nothing about this power struggle will be simple or easy… and all of humanity will be caught in its widening gyre.

Segundo livro da trilogia The Interdependency e aqui já podemos dizer que as coisas começam a degringolar para a Emperox Grayland II. Os primeiros pontos do Fluxo começaram a se fechar e além de ter que lidar com os problemas econômicos que este fato acarreta para a Interdependency, a Emperox tem que lidar com sucessivas tentativas de a tirarem do poder, além de a incapacidade das pessoas de aceitarem fatos científicos que comprovam que o Fluxo não é tão estável quanto o esperado.

Além disso, também há tentativas de assassinato, roubos e a revolta da camada social dominante frente a possível perda de seus poderes.

Como neste livro já sabemos do que se trata o maior problema, é bem mais fácil de imergir na história e apenas se deleitar com todas as nuances que a Emperox e seus companheiros têm que lidar diariamente.

O que não significa que o livro não está pontilhado dos mais diversos plot twists. É neste ponto que descobrimos que muito do que aprendemos no primeiro livro não é exatamente tão honesto quanto o esperado. O que coloca tudo o que conhecemos como realidade em cheque.

O tio Scalzi é campeão em fazer essas mudanças de direção em suas narrativas, e é o que tem me deixado mais feliz em acompanhar seus livros. Não posso estressar o quanto quero continuar acompanhando o tio Scalzi. Uma pena que a conclusão dessa trilogia fantástica só se dará em 2020.

5/5 estrelas.