Undying

Após a leitura de Os Eternos: O Legado, fiquei desesperada para saber como a estória se encerraria e dei pulos de alegria ao descobrir que a continuação estava disponível na Audible.

Aqui continuamos exatamente de onde Os Eternos termina, com Mia e Jules presos na nave dos Eternos e indo em direção à Terra.

Tendo em vista que os garotos finalmente conseguem descobrir que os Eternos estão vivos e prontos para invadir o nosso planeta, é praticamente impossível terminar a leitura do primeiro livro e não querer saber como isso se resolve. Ainda mais porque temos muitos, mas muitos problemas para serem resolvidos nesse livro. O primeiro – e mais importante – deles sendo: como Jules e Mia conseguirão voltar para Terra?

No geral esse livro me deixou com um misto de felicidade e de irritação em mesma medida.

Calma, eu explico.

Eu realmente estava completamente desesperada para saber como as coisas se resolveriam do primeiro livro e, é até justificável a forma como Jules e Mia se aproximam em Gaia, mas a partir do momento que eles chegam na Terra, isso fica bem estranho. Os problemas se resolvem de uma forma mais fácil e simples do que você imagina e o romance simplesmente não cabe na estória.

É como eu disse para a Jully, tirando a parte do romance – que flerta bastante com o erótico – achei este livro bem mais infanto-juvenil do que YA. A forma como os problemas se resolvem me irritaram bastante.

Ao final, volto a imaginar que o maior problema desse livro foi a tal da expectativa.

3/5 estrelas.

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Sadie

Sinopse: Uma garota foi brutalmente assassinada. Seu corpo foi encontrado entre um pomar de macieiras e uma escola incendiada nos arredores de Cold Creek, Colorado. Seu nome era Mattie Southern, e ela só tinha treze anos.
A pequena Mattie era a única conexão de sua irmã mais velha, Sadie Hunter, com o mundo. Quando elas foram abandonadas pela mãe, que era viciada em álcool e outras drogas, Sadie cuidou da irmãzinha como se nada mais importasse.
Agora, tudo o que a garota de dezenove anos quer é fazer justiça com as próprias mãos. E nem mesmo a gagueira que dificulta sua comunicação vai impedi-la de encontrar o paradeiro do assassino. Desde que partiu atrás do abusador que tirou a vida de Mattie, Sadie nunca mais foi vista. O que aconteceu com ela?
A única pessoa disposta a encontrar respostas é o jornalista West McCray. Quando a polícia não conseguiu resolver o caso, a avó de consideração das garotas pediu a ajuda dele. O repórter está seguindo o rastro de Sadie e, ao longo de sua investigação, ele produz um podcast. Cada pista descoberta revela uma verdade desoladora.
Dividido entre o podcast de West McCray e a narrativa da personagem, Sadie é um thriller que perturbará você até a última página. Afinal, uma garota desaparecida é sempre uma história inacabada.

Conheci a Milena na FLIPOP 2019 e fiquei tão feliz de conhecê-la que dei o livro Sadie para ela e, assim, combinamos a leitura coletiva dele. Já estava curiosa com esse livro e só precisava de uma desculpa para realizar a leitura dele.

Acompanhamos a história por dois pontos de vista, o de Sadie e o do repórter West McCray em duas formas, a de investigação e a do podcast, no qual ele conta a história das irmãs Southern.

O interessante deste audiobook é que ele é full cast, ou seja, cada personagem tem seu próprio intérprete, o que traz ainda mais profundidade para a narrativa e para os próprios personagens. Em particular, a intérprete da Sadie me deixou embasbacada com seu trabalho. Me senti na pele da personagem de formas que não esperava.

Adoro livros policiais, mas devo avisar que o tópico deste livro é mais tenso e pesado do que eu esperava, afinal fala de pedofilia, assassinato, roubo, justiça com as próprias mãos… Trata de muitos assuntos extremos e que incomoda de uma forma indescritível.

Sadie tem uma pista sobre o assassino da sua irmã e por isso toma a decisão de persegui-lo. Ela não imaginava que o trajeto seria longo e doloroso, que descobriria mais facetas horríveis de um mundo podre.

Por estar tão próxima do caso, Sadie muitas vezes se mostra uma narradora não confiável, afinal, ela está completamente envolvida tanto emotiva quanto psicologicamente. E o fato de ela não ter todas as peças e buscar solucionar o assassinato da irmã, coisa que a polícia não conseguiu – ou não se importou – torna toda a história ainda mais intensa.

A participação de West se dá no mesmo sentido que a investigação de Sadie, afinal, ele está procurando por ela, novamente em uma busca que a polícia não conseguiu ou se importou em realizar. Ele se aproxima do caso aos poucos, traz outras facetas que Sadie – talvez por sua idade ou incapacidade de empatizar com sua família – não consegue nos mostrar.

As narrativas se complementam, tornam a imagem mais nítida e nos traz informações que de forma independente não conseguiríamos perceber.

4/5 estrelas e favoritado. Obrigada pela leitura maravilhosa Mi!

Warped Galaxies: Claws of the Genestealer

Sinopse: Brave champions and the forces of the Imperium battle alien beasts and mechanical tyrants accross the gulf of space.
Having crash landed on a remote ice planet, Zelia Lor and her friends Talen, Mekki and the super-intelligent alien-ape Fleapit must do whatever they can to survive. A distress beacon offers some hope of rescue, but what else lurks in the ice and snow, watching them with hungry eyes…?

Ao contrário do que aconteceu com Realm Quest: Lair of the Skaven, neste segundo livro continuamos com a narrativa mudando entre personagens e capítulos, o que mostra uma dinâmica completamente diferente e sempre interessante dos personagens.

Como sempre, acho importantíssimo conhecer a fundo os personagens – tanto principais quanto secundários – então adoro quando com essas mudanças de ponto de vista conhecemos as personalidades e motivações de cada personagem.

Fora que adorei conhecer um pouco mais do passado do Fleapit. ❤ Eu e minha paixão pelos alienígenas com conhecimento tecnológico…

Não sei dizer se foi o fato de ser ficção-científica ou se foi somente o fato de que todos os personagens tem seu momento de narração, mas gostei mais desta continuação do que da de Realm Quest. Será possível que meu gosto por fantasia foi completamente substituído pelo amor por ficção-científica?

5/5 estrelas e aguardando a continuação!

Realm Quest: Lair of the Skaven

Sinopse: Epic heroes, mighty armies and terrifying monsters clash against the backdrop of magical landscapes.
When their master, Vertigan, is kidnapped, Elio and his friends are determined to try and rescue him. Using a powerful artefact, they forge a magical doorway into a forbidding underground world teeming with Skaven ratmen! Hopelessly outnumbered, Elio, Kiri, Alish, Thanis and Kaspar must use all of their cunning if they are to find Vertigan and escape alive…

Ao contrário do que eu imaginei, achei essa continuação um pouco… chata. A narrativa da Billie continua maravilhosa! Só que acho que não consegui me conectar com a personagem principal da vez.

Vejam bem, enquanto no primeiro livro tivemos a narrativa pelo ponto de vista da Kiri, neste livro temos a narrativa pelo ponto de vista de Elio. E, sem or, que guri chato. q

Ele seria o típico personagem Leal-Bom, super otimista, jurando que é melhor que os outros porque foi o primeiro pupilo de Vertigan, achando que sabe o que é o melhor pra equipe e tudo o mais.

Foi bem chatinho acompanhá-lo narrando. E, ao mesmo tempo, foi interessante por poder ver os problemas e as personagens por outros olhos além dos da Kiri.

Talvez eu não tenha gostado tanto porque esperava encontrar a Kiri novamente, mas, agora que sei que os narradores mudam, estou ansiosa para o próximo livro.

E como foi divertido acompanhar mais uma parte dessa aventura!

3/5 estrelas.

Artemis

Sinopse: Jazz Bashara is a criminal.
Well, sort of. Life on Artemis, the first and only city on the moon, is tough if you’re not a rich tourist or an eccentric billionaire. So smuggling in the occasional harmless bit of contraband barely counts, right? Not when you’ve got debts to pay and your job as a porter barely covers the rent.
Everything changes when Jazz sees the chance to commit the perfect crime, with a reward too lucrative to turn down. But pulling off the impossible is just the start of her problems, as she learns that she’s stepped square into a conspiracy for control of Artemis itself – and that now her only chance at survival lies in a gambit even riskier than the first.

Fui influenciada digitalmente por muita gente para ler esse livro. A verdade é que sendo a louca da ficção-científica, acabei adorando a capa do livro que a galera têm recebido e fiquei curiosa. Simples assim.

Não conhecia a escrita do Andy, porque não li Perdido em Marte, mas assisti ao filme e adorei, então resolvi que seria uma ótima pedida.

Acompanhamos Jazz durante seu dia a dia em Artemis, a primeira – e única – cidade humana na Lua. A narrativa já se inicia frenética, com Jazz correndo pela superfície lunar com um traje defeituoso, correndo para salvar sua vida. E daí pra frente não há muita diminuição na velocidade do livro.

Jazz passa por maus bocados com seu plano para conseguir dinheiro e se tornar rica. Em grande parte esses problemas são criados pela própria Jazz. Na verdade… Todos os problemas são causados por ela mesma. O que torna as situações pelas quais ela passa um tanto engraçadas e ao mesmo tempo irritantes.

O interessante é que a personagem é realmente inteligente, o que implica em ela conseguir aprender sobre coisas teoricamente complexas com uma facilidade impressionante. É o clássico problema de alguém ser inteligente, porém não ser sábio. É cada merda que ela se enfia porque ela deixa de perceber nuances nos planos que cria.

No geral o livro é muito bom, com uma narrativa rápida, personagens cativantes e desenvolvimento contínuo. Só teve um aspecto do livro que realmente me incomodou: tudo acontece com ou para Jazz. Tudo bem que Jazz é a personagem principal do livro, mas parece que as coisas só acontecem com ela. Então… fica um pouco chato e repetitivo.

Ainda assim, 4/5 estrelas e fiquei interessada em pegar Perdido em Marte para ler.

The Wicked King

Sinopse: The enchanting and bloodthirsty sequel to the New York Times best-selling novel The Cruel Prince. You must be strong enough to strike and strike and strike again without tiring. The first lesson is to make yourself strong. After the jaw-dropping revelation that Oak is the heir to Faerie, Jude must keep her younger brother safe. To do so, she has bound the wicked King Cardan to her and made herself the power behind the throne. Navigating the constantly shifting political alliances of Faerie would be difficult enough if Cardan were easy to control. But he does everything in his power to humiliate and undermine her even as his fascination with her remains undiminished. When it becomes all too clear that someone close to Jude means to betray her, threatening her own life and the lives of everyone she loves, Jude must uncover the traitor and fight her own complicated feelings for Cardan to maintain control as a mortal in a Faerie world.

É difícil fazer essa resenha, ainda mais depois que gostei tanto do primeiro livro, porém… A realidade é que este livro me entediou por mais tempo do que eu esperava.

Ele continua exatamente do final de O Príncipe Cruel e continuamos acompanhando a Jude em suas maquinações e tentativas de manter o trono de Faerie para o seu irmão. E, por mais que a Jude seja sagaz o suficiente pra não confiar nas pessoas ao seu redor, ela acaba tomando as decisões mais imbecis possíveis.

Entendam, não é que a personagem não saiba o que está acontecendo e os perigos que ela está passando, ela só é burra mesmo.

No primeiro livro acompanhamos a Jude ser traída por todas as pessoas ao seu redor, ali ela consegue bolar planos incríveis para poder salvar seu irmão, para poder conseguir algum resquício de poder sendo mortal no mundo das fadas, e agora parece que ela esqueceu tudo isso.

Ela sofre por querer fazer tudo sozinha e, no desespero para pertencer a algum lugar, acaba depositando uma fé cega nas pessoas que ela convive. Nem preciso dizer que ela acaba sendo traída over and over again, certo?

E, o que é pior, é tão nítido as cagadas que ela está escolhendo fazer que passei mais tempo sofrendo de vergonha alheia do que realmente curtindo o livro.

Não sei dizer o que a tia Holly quis fazer com esse rumo na narrativa, mas me decepcionei com ele. Não sei se foi porque esperava mais do livro, com todas as reviravoltas que aconteceram durante o primeiro, ou se só estou crescendo e evoluindo no meu gosto literário. O jeito para dar o veredito final dessa série será aguardar o próximo livro…

3/5 estrelas e decepção.

Head On

Sinopse: John Scalzi returns with Head On, the standalone follow-up to the New York Times bestselling and critically acclaimed Lock In. Chilling near-future SF with the thrills of a gritty cop procedural, Head On brings Scalzi’s trademark snappy dialogue and technological speculation to the future world of sports. Hilketa is a frenetic and violent pastime where players attack each other with swords and hammers. The main goal of the game: obtain your opponent’s head and carry it through the goalposts. With flesh and bone bodies, a sport like this would be impossible. But all the players are “threeps,” robot-like bodies controlled by people with Haden’s Syndrome, so anything goes. No one gets hurt, but the brutality is real and the crowds love it. Until a star athlete drops dead on the playing field. Is it an accident or murder? FBI Agents and Haden-related crime investigators, Chris Shane and Leslie Vann, are called in to uncover the truth―and in doing so travel to the darker side of the fast-growing sport of Hilketa, where fortunes are made or lost, and where players and owners do whatever it takes to win, on and off the field.

A continuação de Lock In foi, mais uma vez, uma leitura completamente fantástica. O tio Scalzi é, com toda a certeza, um dos meus autores favoritos da vida. E eu sei que já disse isso antes, mas preciso reiterar o fato. Principalmente pra mostrar que é possível ter opiniões “ruins” de autores que a gente ama.

Aqui continuamos quase exatamente de onde paramos no primeiro livro. Chris e Vann continuam suas investigações dos casos envolvendo Hadens e integradores, e nos vemos diante de mais um caso ligeiramente controverso.

No primeiro livro somos apresentados a muitas coisas, termos, realidades. Aquela leitura é até um pouco densa até conseguirmos entender tudo o que está acontecendo, mas é fluida mesmo assim. Os fatos que acontecem são bem encadeados e a história se fecha bem redondinha.

Inicialmente eu achei que Head On seria uma continuação “espiritual” de Lock In, assim como As Brigadas Fantasmas era uma continuação de Guerra do Velho. Só que não foi exatamente isso que aconteceu e esse foi, talvez, o fato que mais me incomodou durante toda a história.

Como As Brigadas Fantasmas não se passava exatamente ao final de Guerra do Velho, inclusive com personagens diferentes e em locais completamente diferentes, fazia sentido uma ligeira explicação do que estava acontecendo, porque uma pessoa poderia começar a ler essa série pelo segundo livro e não ter spoilers do primeiro ou precisar pegar o primeiro para entender o segundo.

Aqui isso não acontece.

Head On é uma continuação direta de Lock In, por mais que Scalzi explique novamente – e rapidamente – o que é a síndrome Haden, o que são os integradores e toda a situação que os Haden estão passando depois de uma lei aprovada no primeiro livro, você precisa do primeiro livro para entender tudo o que está acontecendo no segundo.

O que tornaram os momentos de explicação muito chatos para ser bem honesta… Eu fiquei verdadeiramente tentada a pular as partes de explicação e recapitulação do livro anterior.

Outra coisa que me deixou ligeiramente irritada foi a repetição das mesmas piadas e dos mesmos problemas do primeiro livro. Chris continua desleixado com seus threeps, Vann continua despejando merda nas pessoas que a irritam, Tony continua extorquindo dinheiros do FBI…

E mesmo com todos esses problemas – que talvez tenham se acentuado para mim porque terminei Lock In há pouquíssimo tempo – o livro ainda tem os mesmos atrativos do primeiro, dos outros livros do Scalzi. A história se desenvolve em um ritmo frenético, de uma forma que a curiosidade sempre fala mais alto e é quase impossível parar de ler.

Particularmente achei a estória do primeiro livro bem mais interessante que a deste, mas talvez isso seja culpa do fato de que nos primeiros capítulos eu já tinha conseguido ligar os pontos que o Chris e a Vann demoraram alguns capítulos para entender…

3,5 estrelas e vamos ver quantos threeps o Chris destrói no próximo livro.