Garota Exemplar

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Sinopse: Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza –, “Garota Exemplar” alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?

Este foi o segundo livro do projeto The Living Book Jar que estou participando com o Rique – ele me diz qual livro vou ler no mês e eu não tenho direito de trocar ou não ler o livro. Sem pressão.

Também é um dos livros favoritos da Nath e que ela disse que se eu não gostasse dele teríamos que reavaliar a nossa amizade. SEM PRESSÃO.

Para minha sorte, o livro é muito interessante e bem construído. Com uma premissa fantástica e uma narrativa que varia pontos de vista e que acaba não nos permitindo algum nível de confiança com os narradores.

Conhecemos Amy, uma garota rica, bem de vida e que é inspiração para livros infantis, e Nick, um típico americano que subiu na vida através do seu trabalho duro e sua bela aparência. Eles se conhecem, se apaixonam e se casam. Passam por dificuldades financeiras, tragédias familiares e acabam se mudando de Nova Iorque para o Missouri. Tanto Nick quanto Amy precisam se adaptar à nova realidade, aos problemas que precisam superar, ao relacionamento deles.

Como eu disse, a narrativa intercalada serve para nos mostrar o que cada um dos personagens estava pensando durante o desenrolar daqueles fatos, mostrando a realidade como cada um deles a enxerga. O que os tornam narradores nem um pouco confiáveis.

Tudo o que ia acontecendo na história era perceptível que tinha mais de um ponto de vista. O sumiço de Amy é todo envolto em pontos estranhos, a narrativa é tão intensa e de certa forma macabra que, mesmo demorando alguns capítulos para realmente entrar na história, me envolveu que não queria deixar o livro de lado.

Com certeza quero conhecer os outros livros da senhorita Gillian, gostei muito do seu estilo de narrativa e se tornou um dos meus livros favoritos.

4,5/5 estrelas e favoritado.

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Heart of Iron

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Sinopse: Ana is a scoundrel by nurture and an outlaw by nature. Found as a child drifting through space with a sentient android called D09, Ana was saved by a fearsome space captain and the grizzled crew she now calls family. But D09 — one of the last remaining illegal Metals — has been glitching, and Ana will stop at nothing to find a way to fix him.
Ana’s desperate effort to save D09 leads her on a quest to steal the coordinates to a lost ship that could offer all the answers. But at the last moment, a spoiled Ironblood boy beats Ana to her prize. He has his own reasons for taking the coordinates, and he doesn’t care what he’ll sacrifice to keep them.
When everything goes wrong, she and the Ironblood end up as fugitives on the run. Now their entire kingdom is after them — and the coordinates — and not everyone wants them captured alive.

Livro que veio na caixinha de março da OwlCrate sei que estou devendo um unboxing dela aqui no blog, prometo fazer da caixinha de abril e que veio recontar a história de Anastácia Romanov – a princesa russa perdida. E que eu só fui me tocar que era reconto da minha princesa não-Disney favorita depois que terminei o livro… Sou inteligente assim.

Acompanhamos um universo fictício em que existe um sistema solar que é composto por três planetas e suas respectivas luas. A religião é regida pela Lua e existe uma lenda de que após 1000 anos da primeira vitória da Lua contra a Grande Escuridão, novamente uma imperatriz escolhida pela deusa surgiria para novamente vencer a Grande Escuridão.

Fiquei muito feliz de ler a história do ponto de vista de cada um dos principais personagens, o que implica muitos pontos de vista sobre um mesmo fato. E o bom de ver vários pontos de vista é que acabamos aprendendo mais sobre as diferentes raças, credos e castas que compõem este universo.

O livro é dividido em 4 ou 5 partes e, uma coisa que me impressionou é que, a história realmente tem um crescendo, uma necessidade para todas essas partes. A cada nova “fase” da história problemas são resolvidos e novos vão surgindo, de tal maneira que a história é dinâmica, é envolvente.

Ajuda muito o fato de que os personagens são muito carismáticos. Até mesmo os “vilões” possuem alguma justificativa para o que fazem, algo que faz sentido e não simplesmente “vou matar todo mundo”.

Foi uma leitura até que rápida – agora meu serviço está bem puxado, então perdi meu tempinho de leitura quando estou nele -, e que me envolveu de tal forma que é o primeiro livro que possui uma sequência direta que me interessei em ler, ao contrário de outros livros iniciais de trilogia/saga que não me senti compelida a continuar a leitura. O que não é o caso de Guerra do Velho, por exemplo, pois sua continuação serve para expandir o universo e não continuar a história propriamente dita.

4/5 estrelas e aguardando a continuação! ❤

As Brigadas Fantasma

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Sinopse: As Brigadas Fantasmas são as Forças Especiais das Forças de Defesa Coloniais, tropas de elite criadas a partir do DNA dos mortos e transformadas em soldados perfeitos para as operações mais difíceis da CDF. Eles são jovens, são rápidos e fortes, e eles estão totalmente sem escrúpulos humanos.
O universo é um lugar perigoso para a humanidade – e está prestes a se tornar muito mais perigoso. Três raças com as quais os humanos enfrentaram antes aliaram a nossa expansão para o espaço. Seu linchpin: o cientista militar Turnoard Charles Boutin, que conhece os maiores segredos militares da CDF. Para prevalecer, a CDF deve descobrir por que Boutin fez o que fez.
Jared Dirac é o único humano que pode fornecer respostas – um híbrido sobrehumano, criado a partir do DNA de Boutin, o cérebro de Jared deve poder acessar as memórias eletrônicas da Boutin. Mas quando o transplante de memória parece falhar, Jared é dado às Brigadas Fantasmas.
Em primeiro lugar, Jared é um soldado perfeito, mas quando as memórias de Boutin se estendem lentamente, Jared começa a intuir o motivo da traição de Boutin. Como Jared procura desesperadamente por seu “pai”, ele também deve enfrentar suas próprias escolhas. O tempo está acabando: a aliança está preparando sua ofensiva, e algumas delas planejam coisas piores do que a mera derrota militar da humanidade…

As Brigadas Fantasma é a continuação de Guerra do Velhomas não é exatamente uma continuação. É mais uma expansão do universo de Guerra do Velho. O que é muito legal e interessante – ainda mais porque eu AMEI este universo.

É claro que alguns personagens aparecem, o que é ainda mais legal! Adorei reencontrar a Jane Sagan e o Harry Wilson, eu sempre fico feliz de encontrar personagens que eu já conheço porque parece que estou ficando mais e mais imersa nessa história.

De qualquer forma, preciso dizer que mesmo este sendo um livro que expande a narrativa e o universo de Guerra do Velho, ele não tem a mesma “magia” que o primeiro livro. Guerra do Velho é como encontrar um velho amigo depois de muito tempo, os novos pequenos detalhes da vida dele fazendo sentido com aquilo que você já conhecia. Já As Brigadas Fantasma é como conhecer uma pessoa nova que se parece um velho amigo. Existem coisas que você parece saber sobre ela, mas é tudo novo.

O que eu quero dizer é que existe uma explicação maior sobre a física por trás da ficção científica. Um embasamento teórico que não é aprofundado no primeiro livro.

Em momento algum isso se torna ruim para a história, mas torna a leitura um pouco menos dinâmica. Considerando que li Guerra do Velho em apenas um dia e demorei quase 5 dias para ler As Brigadas Fantasma, pode-se dizer que foi bem menos dinâmico para mim…

4/5 estrelas e muito feliz pela forma como o livro se encerrou e esperando para ver o que o tio Scalzi vai trazer no próximo livro!

PS: Aceito Encarcerados de presente… ❤

Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo

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Sinopse: Dante sabe nadar. Ari não. Dante é articulado e confiante. Ari tem dificuldade com as palavras e duvida de si mesmo. Dante é apaixonado por poesia e arte. Ari se perde em pensamentos sobre seu irmão mais velho, que está na prisão.
Um garoto como Dante, com um jeito tão único de ver o mundo, deveria ser a última pessoa capaz de romper as barreiras que Ari construiu em volta de si. Mas quando os dois se conhecem, logo surge uma forte ligação. Eles compartilham livros, pensamentos, sonhos, risadas – e começam a redefinir seus próprios mundos. Assim, descobrem que o amor e a amizade talvez sejam a chave para desvendar os segredos do Universo.

Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo foi o livro escolhido para leitura do mês de abril no The Buddy Readers. E foi também o momento em que descobri que leitura coletiva com quantidade de páginas/capítulos a serem lidos por dia não dá certo para mim.

Eu, como leitora, acabo precisando me conectar com a história ou com as personagens ou ambos, e quando começo a ler muito picado sem um motivo real aparente como com Submarino que é um livro de guerra que se passa dentro de um submarino, ou com meu livro de Jane Austen que é em inglês arcaico fico com a impressão de que não estou gostando do livro, então acabo abandonando – como Pilares da Terra que por mais que tenha uma história que me interessa, fiquei deixando tanto ele de lado para ler outras coisas que já não tenho vontade de continuar a leitura.

Também aconteceu um outro fato que me deixou meio pra baixo com este livro, que foi o outro livro que li do sr Benjamin, A Lógica Inexplicável da Minha Vida, ser infinitamente mais interessante e melhor escrito – e com uma quantidade mais aceitável de drama -, que Aristóteles e Dante.

Então tivemos, em resumo, dois pontos negativos durante essa leitura.

Só que temos sim pontos positivos.

Aristóteles e Dante são personagens amáveis, que se completam com suas personalidades tão distintas. Só que os pais deles também são personagens dos mais interessantes. Fiquei com muita vontade de conhecer os pais deles, mesmo que tanto eles quanto os outros amigos do Ari não terem sido assim tão bem aproveitados.

Devo dizer que há muito drama, muita desgraça acontecendo com essas crianças. Praticamente tudo que poderia dar errado na vida deles acontece, o que torna o livro meio chato – novamente, minha opinião porque não sou assim tão fã de romance e de drama -q.

Não consegui deixar de me lembrar de toda a experiência que tive na leitura de A Lógica, então não consegui me conectar tanto assim com a história e com as personagens de Aristóteles e Dante.

O que foi muito triste, porque eu realmente esperava gostar mais deste livro.

3/5 estrelas.

The Queen’s Rising

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Sinopse: When her seventeenth summer solstice arrives, Brienna desires only two things: to master her passion and to be chosen by a patron.
Growing up in the southern Kingdom of Valenia at the renowned Magnalia House should have prepared her for such a life. While some are born with an innate talent for one of the five passions—art, music, dramatics, wit, and knowledge—Brienna struggled to find hers until she belatedly chose to study knowledge. However, despite all her preparations, Brienna’s greatest fear comes true—the solstice does not go according to plan and she is left without a patron.
Months later, her life takes an unexpected turn when a disgraced lord offers her patronage. Suspicious of his intent, and with no other choices, she accepts. But there is much more to his story, and Brienna soon discovers that he has sought her out for his own vengeful gain. For there is a dangerous plot being planned to overthrow the king of Maevana—the archrival kingdom of Valenia—and restore the rightful queen, and her magic, to the northern throne. And others are involved—some closer to Brienna than she realizes.
With war brewing between the two lands, Brienna must choose whose side she will remain loyal to—passion or blood. Because a queen is destined to rise and lead the battle to reclaim the crown. The ultimate decision Brienna must determine is: Who will be that queen?

Este foi o livro que veio na minha caixinha de fevereiro da LitJoy, uma caixa de livros gringa que foi uma surpresa muito boa na minha vida. Gostei bastante dos itens que vieram com a caixa, principalmente do lenço com padrão de constelações, e do primeiro livro da trilogia untitled.

The Queen’s Rising foi um livro simultaneamente gostoso e chato de ler. Como todo livro inicial de saga de fantasia, ele tinha muitas coisas para introduzir sobre o universo em que se passa o livro, mas a repetição de certos temas na primeira parte do livro é tamanha que ficava enfadonha a leitura.

Mesmo assim, me apaixonei por algumas das personagens do livro, me deliciando em ver o crescimento delas e com o fato de que Brienna, a personagem principal, não tem tudo de mãos beijadas. O que significa que, por mais que fosse a personagem principal do livro, ela não era a personagem mais importante de toda a história.

Só que tem uma coisa que me incomodou de certa maneira na forma como a história foi contada e resolvida. Brienna é aquele tipo de personagem principal que não toma as rédeas da sua vida, ela tem a vida acontecendo a ela. Todas as decisões que foram tomadas, todos os problemas que foram resolvidos e todos os personagens com quem ela precisou interagir, tudo aconteceu a ela, não por decisão dela.

O que me deixou triste, porque ela é aquele estilo de personagem que tem potencial, ela poderia ter feito qualquer coisa que ela quisesse.

A história em si foi mal aproveitada, de certa forma. Foi corrida. A divisão escolhida pela autora já mostrava exatamente o que podíamos esperar daqueles momentos, daqueles capítulos. Então além de ser uma história que se baseia em coincidências e que tem uma personagem que consegue vislumbrar o passado, foi uma história bem clichê com um início meio chato.

Como eu disse, foi uma história que gostei de acompanhar – mais pelo ship do que pela história em si -, mas não sei se foi o suficiente para esperar pela continuação. Ainda mais porque estou tendo sorte com os primeiros livros que se encerram de forma bastante concisa, fechada e sem necessidade real de continuação…

Em resumo, foi um livro 3,5 estrelas, que só me surpreendeu porque respondeu a única pergunta real que me fiz desde o começo – e que eu tinha certeza que não responderia.

Carbono Alterado

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Sinopse: Um eletrizante thriller noir de ficção científica em adaptação para série da Netflix.
No século XXV, a consciência de uma pessoa pode ser armazenada em um cartucho na base do cérebro e baixada para um novo corpo quando o atual para de funcionar. A morte, agora, nada mais é que um contratempo inconveniente, uma falha no programa. Takeshi Kovacs, um ex-militar de elite, após sua última morte, tem sua consciência transportada a Bay City, a antiga São Francisco, e é trazido de volta à vida para solucionar o assassinato de um magnata. Isso só para descobrir que seu contratante é a própria vítima, que voltou à vida em um novo corpo, mas sem as memórias do crime. Mal sabe Kovacs, porém, que essa investigação irá lançá-lo no centro de uma conspiração perversa até para os padrões de uma sociedade que trata a existência humana como um produto a ser comercializado.

Como disse anteriormente, Carbono Alterado foi uma das últimas séries que realmente me empolgaram. Afinal, Grey’s Anatomy Gilmore Girls eu tenho assistido simplesmente por preguiça de pensar, pra derreter o cérebro mesmo… -q

Então, quando vi que a série foi baseado em um livro, nem preciso dizer que já enlouqueci pra ler, não é mesmo?

E devo dizer que estou impressionada com a qualidade da adaptação e como os ajustes na série, ao mesmo tempo que mudaram muitas coisas em relação ao livro, foram feitos com tal maestria que não foi ruim. Pelo contrário, cheguei a ter saudades de algumas coisas que acontecem no seriado e que é diferente do livro.

A premissa das duas histórias é a mesma: um assassinato de um Matusa faz com que Takeshi Kovacs acabe sendo encapado na Terra para desvendar este mistério. Kovacs ainda é um Emissário, porém, ao contrário da série, o Corpo de Emissários seria uma especialização das Forças Armadas, e não um exército rebelde.

Mesmo assim, as mudanças não foram muito grandes e a linha de raciocínio para o desvendar do mistério da morte de Laurens Bancroft segue o mesmo caminho que no seriado. Apenas algumas personagens diferentes lá e cá.

Uma coisa que realmente me pegou desprevenida foi a quantidade de sexo presente no livro. Sim, o seriado também é fiel neste aspecto, talvez tenha sido até mais puritano do que o livro. O que me chocou um pouco porque, afinal, geralmente é na adaptação para a mídia audiovisual que se costuma abusar do sexo…

Enfim…

Talvez porque eu tenha me apaixonado pelo seriado e talvez pela forma como ele é narrado – com vários pontos de vista, vários narradores – achei que o livro foi bem confuso em alguns momentos. Tiveram algumas partes da leitura que eu simplesmente lia e relia e não conseguia sair do lugar de tão confuso que ficava; coisa que não aconteceu no seriado.

All in all, foi um bom livro e que me diverti bastante lendo, mas não foi tudo o que eu esperava que fosse, ainda mais porque acertei na minha previsão de que a melhor personagem do seriado inteiro não apareceria no livro. O que se pode fazer, não é mesmo?

4/5 estrelas.

The Hazel Wood

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Sinopse: Welcome to the Hazel Wood, a fierce and indelible contemporary fantasy perfect for fans of The Magicians
Seventeen-year-old Alice and her mother have spent most of Alice’s life on the road, always a step ahead of the uncanny bad luck biting at their heels. But when Alice’s grandmother, the reclusive author of a cult-classic book of pitch-dark fairy tales, dies alone on her estate, the Hazel Wood, Alice learns how bad her luck can really get: Her mother is stolen away—by a figure who claims to come from the Hinterland, the cruel supernatural world where her grandmother’s stories are set. Alice’s only lead is the message her mother left behind: “Stay away from the Hazel Wood.”
Alice has long steered clear of her grandmother’s cultish fans. But now she has no choice but to ally with classmate Ellery Finch, a Hinterland superfan who may have his own reasons for wanting to help her. To retrieve her mother, Alice must venture first to the Hazel Wood, then into the world where her grandmother’s tales began—and where she might find out how her own story went so wrong . . .

Quando recebi este livro na minha primeira caixinha da OwlCrate – um sonho que se tornou realidade -, devo dizer que fiquei com medo. Estou um pouco cansada de recontos dos clássicos contos de fadas e já julguei o livro porque o nome da protagonista é Alice e porque ele é obviamente um livro de contos de fadas.

O que eu não esperava era encontrar um livro com contos de fadas originais! ❤

A história de Alice é confusa, afinal ela é uma garota de 17 anos que não conhece a avó materna ou a família do pai, que se muda com muita frequência e por conta da má sorte. Não há muitas explicações sobre como ou o que seria essa má sorte, mas é nítido que há um problema que meio que persegue a Ella e a Alice.

O livro começa com a vida da Alice tomando um rumo diferente do normal: ela e a mãe finalmente estão fincando raízes em uma cidade. É muito legal ver como isso assusta Alice e como é o dia a dia dela, o trabalho, a escola, a vida que ela leva sob a sombra do sucesso da avó.

O modo como Ella a criou tornou Alice em uma pessoa solitária, que não sabe cultivar amizades, mas não em um mau sentido. Ela e sua mãe possuem um relacionamento próximo me lembrou um pouco Gilmore Girls e, mesmo com suas dificuldades com a raiva e em conversar com as pessoas, Alice ainda consegue ter pessoas ao seu redor que, de certa forma, são amigáveis – se não amigos no sentido estrito da palavra.

Quando a magia que rodeia os contos de fadas escritos pela avó começa a se inserir na vida de Alice é aí que as coisas começam a de fato acontecer.

A avó de Alice escreveu um livro de contos de fada com uma pegada bem dark. Naquele estilo original dos contos de fada: sem nenhum ensinamento profundo, apenas sangue, morte e uma história interessante. Sem finais felizes.

Alice nunca leu o livro da avó porque sua mãe nunca deixou. Então quando as coisas começam a ficar realmente estranhas, ela precisa encontrar alguém que sabe o que estava escrito – já que o livro é impossível de ser encontrado. E é assim que somos apresentados ao Finch, um dos melhores personagens que eu li nos últimos tempos.

O relacionamento entre Alice e Finch é muito fofinho, mas me irritou um pouco porque rolou um insta love e porque acabou se tornando o foco do livro a partir do segundo terço da história.

Mesmo assim, foi um livro muito gostoso de ler e muito interessante. Mesmo que não tenha os contos de fadas nele. Fiquei curiosa.

4/5 estrelas porque é o primeiro livro da série, mas que tem um final muito bom.