Tartarugas Até Lá Embaixo

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Sinopse: Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo.
A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

Na real eu não sei porque continuo insistindo em coisas que tenho certeza que não gosto. -q

Certo, vamos lá. Quando John Green foi descoberto com A Culpa é das Estrelas, não me interessei pelo livro – ou por qualquer outro livro do Jão Verde porque ele escreve romances. Eu não sou fã de romances.

Mas lá vamos nós com o Turista Literário – certo, culpar o Turista é injusto, afinal eu tinha comprado o livro antes de receber a mala de novembro, mas eu gosto de reclamar e estou num momento muito reclamão da minha vida ENTÃO EU VOU RECLAMAR – me enviando um outro livro que eu não me via lendo.

A realidade, como eu disse, é que estou tentando quebrar paradigmas e resolvi dar uma segunda chance ao Jão Verde, já que todo mundo que leu esse livro estava dizendo que era o melhor livro, que ele tinha evoluído e tals.

Acontece que não achei esse livro essa coca-cola toda não, viu…

A parte que mais gostei do livro foi a interação da Aza com as pessoas à sua volta. Em como ela precisa lidar com seu problema para estar com seus amigos e, em contrapartida, em como seus amigos precisam lidar com o problema dela para estarem ao seu lado.

Gostei bastante mesmo dessa parte mais natural em que é mostrado que quem tem transtornos mentais pode sim ter uma vida – por falta de palavra melhor – normal. Só que existe sim uma dose muito grande de romantização do problema, talvez não intencional, mas existe. E isso me deixou um pouco irritada. Assim como as motivações da Daisy para “se igualar” à Aza.

Em resumo: foi o primeiro livro do Jão Verde que eu li e muito provavelmente será o único. Achei a narrativa interessante, porém falha. E mesmo tendo sido avisada que o livro não trataria – realmente – sobre o desaparecimento do pai de Davis ficou um gosto de história mal contada.

3/5 estrelas.

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O Sangue do Olimpo

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Sinopse: No desfecho da série Os heróis do Olimpo, os tripulantes gregos e romanos do Argo II têm feito progresso em suas constantes missões, mas ainda não estão nem perto de vencer a sanguinária Mãe Terra, Gaia. Os gigantes estão de volta mais fortes do que nunca e os semideuses precisam impedi-los antes da Festa de Spes, momento em que Gaia planeja despertar, derramando o sangue do Olimpo.
Para piorar, visões frequentes da terrível batalha no Acampamento Meio-Sangue assombram os sete semideuses. A legião romana do Acampamento Júpiter, comandada por Octavian, está se aproximando das fronteiras do acampamento grego. Por mais que seja tentador usar a Atena Partenos como arma secreta contra os gigantes, eles sabem que a estátua é necessária em Long Island, onde talvez consiga impedir uma guerra entre os acampamentos.
A Atena Partenos irá para o oeste, enquanto o Argo II segue para o leste. Os deuses, ainda sofrendo com a dupla personalidade, não podem ajudar. Como os jovens conseguirão vencer sozinhos um exército de gigantes? A viagem para Atenas é perigosa, mas não há outra opção. Eles já sacrificaram muito para chegar onde estão. E se Gaia despertar, será o fim.

Às vezes tenho a mais absoluta certeza que sou uma mistura insana de Dori com doses nem um pouco homeopáticas de masoquismo. Como é possível reler um livro e mesmo assim sofrer nos mesmos pontos em que sofri com a primeira leitura? Isso tem que ser um problema, não?

De qualquer forma, este é o último livro da saga Heróis do Olimpo e que possui um encerramento fantástico!

É aqui que vemos o crescimento de cada semideus, da forma como passaram a realmente confiar uns nos outros, a trabalhar em equipe e evoluir com cada um dos seus companheiros. Como Leo – e seu pai Hefesto – diria, eles agiam como uma máquina perfeitamente calibrada.

Uma coisa que me incomodou um pouco nessa releitura foi a importância que Percy e Annabeth receberam no livro. Sim, eles são fodas – de verdade! Os únicos semideuses a irem ao Tártaro e voltarem pra contar a história -, só que receberam uma grande fatia do holofote desnecessariamente. Até mesmo o fato de continuarem a bater na tecla do defeito mortal do Percy foi meio que aleatório, ainda mais porque ele abriu mão de se arriscar ao lado dos amigos muito facilmente. Porque ele aprendeu a confiar nos outros de verdade. Sei que esse é um comentário meio hipócrita, porque fiquei esperando mais da participação do Percy nos livros do Magnus, mas… q

Acho que posso dizer que cresci como leitora desde a primeira vez que li esse livro, que agora consigo enxergar e aceitar que mesmo o tio Rick comete erros, mas que isso de forma alguma afeta a leitura negativamente. Esse livro, essa saga continua como minha saga favorita.

5 estrelas e favoritadíssimo!

A Casa de Hades

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Sinopse: A tripulação do Argo II enfrenta dias difíceis. Inimigos espreitam no caminho para a Casa de Hades e o moral da equipe está baixo após a perda de dois integrantes importantes em Roma. Para chegar às Portas da Morte e tentar impedir o despertar de Gaia, nossos heróis Hazel, Jason, Piper, Frank e Leo vão precisar fazer alianças perigosas, encarar deuses instáveis e combater os asseclas enviados pela sanguinária Mãe Terra para detê-los. A situação é ainda pior para Percy e Annabeth. Após caírem no Tártaro, os dois passam fome, sede e sofrem com diversos ferimentos enquanto são caçados por vários inimigos que derrotaram ao longo dos anos e que agora surgem das sombras em busca de vingança. A única esperança da dupla de voltar para o plano mortal reside em encontrar as Portas da Morte e fechá-las de uma vez por todas. No entanto, uma legião de monstros fiéis a Gaia defende as Portas, e nem Percy nem Annabeth estão em condições de enfrentá-la.

A cada instante que passa, a aventura, a grande profecia dos sete, fica ainda mais difícil. Existem momentos que tenho certeza que o tio Rick adora fazer seus leitores – e personagens – sofrerem e é por isso que o amo tanto!, mas tio! Tenha um pouquinho de pena deles…

A história agora se divide em duas frentes: a tripulação do Argo II tentando chegar em Éfiro e alcançando as Portas da Morte pelo lado mortal, e Percy e Annabeth no Tártaro, tentando encontrar as mesmas portas pelo lado… de dentro?

Honestamente não sei qual das frentes está mais ferrada, porque para irem de Roma para a Grécia existem muitos enviados de Gaia para impedir o progresso do navio. E a viagem pelo Tártaro é tudo menos tranquila… Afinal, todos – ou a grande maioria – dos monstros foram enviados de volta ao Tártaro por semideuses, principalmente pela dupla Percabeth.

Este livro em particular traz muita angústia. Acabamos conhecendo mais sobre os personagens, sobre os monstros e sobre até que ponto cada pessoa é capaz de ir para chegar ao seu objetivo.

Chorei tanto com o Bob e o Damásen… Com certeza essa saga é a minha favorita dentre as aventuras de semideuses que o tio Rick criou. ❤

5/5 estrelas e favoritado.

A Marca de Atena

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Sinopse: Annabeth está apavorada. Justo quando ela está prestes a reencontrar Percy, o Acampamento Júpiter parece estar se preparando para o combate. A bordo do Argo II com os amigos Jason, Piper e Leo, ela não pode culpar os semideuses romanos por pensarem que o navio é uma arma de guerra grega: afinal, com um dragão de bronze fumegante como figura de proa, a fantástica criação de Leo não parece mesmo nada amigável. Annabeth só pode torcer para que os romanos vejam seu pretor Jason na embarcação, e compreendam que os visitantes do Acampamento Meio-Sangue estão ali em missão de paz.
Os problemas de Annabeth não param por aí, ela carrega no bolso um presente da mãe, que veio acompanhado de uma ordem intimidadora: Siga a Marca de Atena. Vingue-me. A guerreira já carrega nas costas o peso da profecia que mandará sete semideuses em busca das Portas da Morte. O que mais Atena poderia querer dela?

Retornar a Heróis do Olimpo é algo fantástico. De longe é a minha saga favorita de Percy Jackson, porque todos os semideuses estão mais velhos, mais experientes. O humor é mais inteligente e todos tornam-se narradores. Amo o Percy Cabeça de Alga, de paixão, mas ver o ponto de vista dos coleguinhas é essencial para essa narrativa.

Aqui temos o ponto central da busca pela Marca de Atena, uma missão secundária que Annabeth deverá cumprir sozinha. De todos os deuses gregos, a que mais está sofrendo com sua dupla personalidade é Atena, e a culpa é dos romanos.

Atena, ao se tornar Minerva, perde a característica belicosa, uma de suas partes mais essenciais. E para que ela volte a ser inteira, além da missão dos Sete precisar ser bem sucedida, existe um item que precisa ser devolvido aos gregos, algo que foi roubado pelos romanos e perdido.

Além de ver a narrativa fantástica e tensa de Annabeth, aqui podemos ver o quanto Jason e Percy são parecidos e não sabem bem como continuar sendo e não sendo os líderes da expedição.

É incrível como o tio Troll Rick consegue colocar esses sentimentos tão naturais em personagens que deveriam ser mais que humanos, mas ainda são completamente reais. ❤

5/5 estrelas e super favoritado!

O Navio dos Mortos

O Navio dos Mortos

Sinopse: Nos dois primeiros livros da série, Magnus Chase, o herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain, ex-morador de rua e atual guerreiro imortal de Odin, precisou sair em algumas jornadas árduas e desafiar monstros, gigantes e deuses nórdicos para impedir que os nove mundos fossem destruídos no Ragnarök, o fim do mundo viking. Em O navio dos mortos, Loki está livre da sua prisão e preparando Naglfar, o navio dos mortos, para invadir Asgard e lutar ao lado de um exército de gigantes e zumbis na batalha final contra os deuses. 
Desta vez, Magnus, Sam, Alex, Blitzen, Hearthstone e seus amigos do Hotel Valhala vão precisar cruzar os oceanos de Midgard, Jötunheim e Niflheim em uma corrida desesperada para alcançar Naglfar antes de o navio zarpar no solstício de verão, enfrentando no caminho deuses do mar raivosos e hipsters, gigantes irritados e dragões malignos cuspidores de fogo. Para derrotar Loki, o grupo precisa recuperar o hidromel de Kvásir, uma bebida mágica que dá a quem bebe o dom da poesia, e vencer o deus em uma competição de insultos. Mas o maior desafio de Magnus será enfrentar as próprias inseguranças: será que ele vai conseguir derrotar o deus da trapaça em seu próprio jogo?

Acho que eu esperava muito desse livro. Ou melhor: acho que eu esperava muito da participação especial do Percy nesse livro.

Veja bem, não é que o livro seja sobre o Percy, ou que a participação dele seja imprescindível para o livro, mas é que… sei lá… Achei meio idiota. -q

Como encerramento para uma saga – que aparentemente terá continuidade junto com Percy e cia – foi uma história muito boa! Com todos os detalhes de sempre: um cronograma absurdo, um objetivo insano e muitos monstros tentando matar aqueles personagens que a gente ama. Nada de muito diferente até aí.

A questão é a forma como as coisas se desenvolvem…

Adorei que o tio Rick teve a delicadeza de colocar um pouco mais sobre o islamismo e a crença que a Samirah tem. Hoje, levando em consideração todo o grande problema envolvendo o islamismo, acho mais do que válido colocar um outro lado, uma outra visão. Mostrando que a liberdade religiosa é possível.

E mesmo tendo amado @ Alex Fierro no segundo livro – melhor personagem, com certeza -, me cansei um pouco del@ nesse livro. Não sei se porque o Magnus é um idiota e estava OBVIAMENTE apaixonado por el@ desde a primeira página desse livro, mas fiquei cansadinha da relação entre eles durante essa história.

No mais, adorei o livro! Com certeza mereceu as 4/5 estrelas que recebeu.

E eu preciso saber o que aconteceu pra deixar a Annabeth triste/tensa! Argh! Tio troll Rick ao ataque novamente…

Matéria Escura

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Sinopse: “VOCÊ É FELIZ COM A VIDA QUE TEM?”
Essas são as últimas palavras que Jason Dessen ouve antes de acordar num laboratório, preso a uma maca. Raptado por um homem mascarado, Jason é levado para uma usina abandonada e deixado inconsciente. Quando acorda, um estranho sorri para ele, dizendo: “Bem-vindo de volta, amigo.”
Neste novo mundo, Jason leva outra vida. Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito inimaginável. Algo impossível. Será que é este seu mundo, e o outro é apenas um sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua família e tudo que ele conhece por realidade?
Com ritmo veloz e muita ação, Matéria escura nos leva a um universo muito maior do que imaginamos, ao mesmo tempo em que comove ao colocar em primeiro plano o amor pela família. Marcante e intimista, seus múltiplos cenários compõem uma história que aborda questões profundamente humanas, como identidade, o peso das escolhas e até onde vamos para recuperar a vida com que sonhamos.

Este foi o segundo livro que li para a Maratona Leia SciFi, criada pelo Geek Freak. Devo dizer que depois dessa leitura, eu meio que vou ler todo e qualquer livro que o Victor indicar. Que livro foda! ❤

Aqui temos muitas teorias de física quântica e sobre o multiverso – quem lê qualquer quadrinho da Marvel, já deve estar bem familiarizado com esse contexto – que, sejamos bem honestos, é uma das coisas mais divertidas e um pouco assustadoras que eu curto ler.

Acompanhamos a história de Jason Dessen, um professor de física que tem uma família perfeita e uma vida perfeita junto a essa família. Só que um dia ele é sequestrado e enviado a uma nova linha temporal, um novo universo em que ele, Jason, não abriu mão da carreira pelo filho e que, assim, tornou-se um expoente na área da física.

A narrativa de Blake Crouch é tão maravilhosa que passamos muito tempo, como Jason, tentando realmente entender se o que ele tem por memória é real ou se ele está ficando louco.

A realidade é ainda mais insana que qualquer sonho e existem reviravoltas que me deixaram completamente boquiaberta, porque mesmo que estivesse ali seguindo a história e compreendendo exatamente o que estava acontecendo, eu deixei passar, ou melhor, eu não pensei em uma das coisas que causam o maior dos plot twists do livro.

E mesmo assim, mesmo tendo sido surpreendida, mesmo sendo um livro foda, tiveram coisas que deixaram um pouco a desejar. Não que seja algo ruim, mas é que… Bem, não posso dizer porque não quero dar spoilers, só tiveram coisas que me deixaram um pouco incomodadas.

Eu não esperava aparecer nas fotos aqui no blog, mas o livro bugou muito o meu cérebro pra poder colocar outra foto. 😀

4/5 estrelas e favoritado!

O Lado Bom da Vida

O Lado Bom da Vida

Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele ‘lugar ruim’, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um ‘tempo separados’. Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com o pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.

Recebi este livro pelo Intercâmbio Literário, na verdade recebi dois livros, mas como o tempo está curto, lerei o segundo livro no mês que vem.

Devo dizer que quando assisti o filme e me deliciei com as atuações maravilhosas, não fiquei de todo curiosa para ler o livro. E eis que recebo o livro no conforto do meu lar. Aí não teve jeito, não é mesmo?

Fui ler o livro.

Comecei o livro no dia 18/09 e o terminei no mesmo dia. Foi uma leitura que me surpreendeu, a forma como o problema de Pat e de Tiffany são mostrados no livro foi de um cuidado tão grande que despertou um pouco o meu lado mais psicólogo. Para quem não sabe, eu fiz alguns semestres de psicologia antes de fugir pra medicina.

A história é diferente do filme, afinal, ele foi só inspirado no livro. E mesmo que os temas tenham sido tratados de uma forma diferente, acho que ambos são bons.

É claro que me apeguei muito mais aos personagens no livro do que no filme. Não sei porque, mas tenho essa tendência, prefiro os personagens no livro e me apego mais a eles.

Foi um livro que foi uma ótima surpresa!

4/5 estrelas.