Temporada de Acidentes

Sinopse: Guardem as facas, protejam as quinas dos móveis, não mexam com fogo.
A temporada de acidentes vai começar.
Acontece todo ano, na mesma época. Todo mês de outubro, inexplicavelmente, Cara e sua família se tornam vulneráveis a acidentes. Algumas vezes, são apenas cortes e arranhões. Em outras, acontecem coisas horríveis, como quando o pai e o tio dela morreram. A temporada de acidentes é um medo e uma obsessão. Faz parte da vida de Cara desde que ela se entende por gente. E esta promete ser uma das piores.
No meio de tudo, ainda há segredos de família e verdades dolorosas, que Cara está prestes a descobrir. Neste outubro, ela vai se apaixonar perdidamente e mergulhar fundo na origem sombria da temporada de acidentes. Por que, afinal, sua família foi amaldiçoada? E por que não conseguem se livrar desse mal?
Uma narrativa sombria, melancólica e intensa sobre uma família que precisa lidar com seus segredos e medos antes que eles a destruam.

Este livro sempre me chamou a atenção por dois motivos: adoro essa capa e fiquei muito curiosa em relação a essa sinopse. Queria entender que traços de magia eram esses que transformavam a vida de uma família um inferno durante um mês.

E, como era de se esperar, o livro não era exatamente sobre isso, não é mesmo?

Ah, sim. Todo mês de outubro a família Morris passa por mais acidentes do que o restante do universo, mas os traços de magia eram, bem, inexistentes.

A narradora do livro é a filha mais nova, Cara, e desde o início é demonstrado que ela não tem um dos melhores controles sobre a sua imaginação excessivamente fértil. Muitas vezes a realidade era permeada por toques de devaneio da Cara, então a narração não era de todo confiável.

E mesmo assim, o livro tem uma sensibilidade tocante para tratar de temas bem tensos. Relacionamento abusivo, abuso sexual, homoafetividade… tudo isso é narrado de forma bem simples e a dissociação da Cara com a realidade ajuda a dar um tom mais leve ao livro.

Foi um livro bem interessante, mas esperava um pouco mais dele. As primeiras 50 páginas são um pouco maçantes, entretanto, também estava com dificuldade para ler qualquer coisa nessa semana que se passou por problemas no meu trabalho, então não posso dizer que a culpa seja somente do livro… q

4/5 estrelas.

E feliz dia das mães para todas as mamães- de gente e de bichinho – que me seguem! ❤️

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Garota Exemplar

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Sinopse: Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza –, “Garota Exemplar” alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?

Este foi o segundo livro do projeto The Living Book Jar que estou participando com o Rique – ele me diz qual livro vou ler no mês e eu não tenho direito de trocar ou não ler o livro. Sem pressão.

Também é um dos livros favoritos da Nath e que ela disse que se eu não gostasse dele teríamos que reavaliar a nossa amizade. SEM PRESSÃO.

Para minha sorte, o livro é muito interessante e bem construído. Com uma premissa fantástica e uma narrativa que varia pontos de vista e que acaba não nos permitindo algum nível de confiança com os narradores.

Conhecemos Amy, uma garota rica, bem de vida e que é inspiração para livros infantis, e Nick, um típico americano que subiu na vida através do seu trabalho duro e sua bela aparência. Eles se conhecem, se apaixonam e se casam. Passam por dificuldades financeiras, tragédias familiares e acabam se mudando de Nova Iorque para o Missouri. Tanto Nick quanto Amy precisam se adaptar à nova realidade, aos problemas que precisam superar, ao relacionamento deles.

Como eu disse, a narrativa intercalada serve para nos mostrar o que cada um dos personagens estava pensando durante o desenrolar daqueles fatos, mostrando a realidade como cada um deles a enxerga. O que os tornam narradores nem um pouco confiáveis.

Tudo o que ia acontecendo na história era perceptível que tinha mais de um ponto de vista. O sumiço de Amy é todo envolto em pontos estranhos, a narrativa é tão intensa e de certa forma macabra que, mesmo demorando alguns capítulos para realmente entrar na história, me envolveu que não queria deixar o livro de lado.

Com certeza quero conhecer os outros livros da senhorita Gillian, gostei muito do seu estilo de narrativa e se tornou um dos meus livros favoritos.

4,5/5 estrelas e favoritado.

Simon vs a Agenda Homo Sapiens

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Sinopse: Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte.
Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar.
Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu.
Uma história que trata com naturalidade e bom humor de questões delicadas, explorando a difícil tarefa que é amadurecer e as mudanças e os dilemas pelos quais todos nós, adolescentes ou não, precisamos enfrentar para nos encontrarmos.

Simon versus a Agenda Homo sapiens é um livro que me ganhou pela capa. Já o queria ler tem bastante tempo, então devo agradecer ao meu primo por também gostar de ler o livro antes de assistir ao filme e me emprestar o livro. ❤

Este livro entrou numa hype ainda maior por agora, já que o filme estreiou tem pouco tempo, mas tomei todo o cuidado do mundo para não subir no trenzinho para não estragar a minha experiência de leitura.

Precisei me lembrar em alguns momentos que o Simon era um adolescente e que adolescentes também possuem necessidades básicas de vida. Praticamente todos os livros que li nos últimos tempos têm esse denominador comum chamado tesão.

A escrita da Becky é maravilhosa e ela com certeza me ganhou na ironia do Simon e nas referências à cultura geek. Só não consigo concordar com o cachorro se chamar Bieber… q

Terminei sentindo que o Simon era meu amigo, então posso dizer que o livro foi um sucesso! As três horas e meia que gastei lendo esse livro também confirmam essa hipótese.

Agora só falta comprar o livro!

4/5 estrelas.

Vejo Você No Espaço

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Sinopse: Alex tem onze anos e adora o espaço sideral, foguetes, sua família e seu cachorro, Carl Sagan – uma homenagem a seu maior herói, o astrônomo autor de Cosmos e Pálido ponto azul. A missão de vida de Alex é enviar seu iPod dourado para o espaço, do mesmo jeito que Sagan (o cientista, não o cachorro) enviou os Discos de Ouro nas sondas Voyager, em 1977, com sons e imagens da Terra, a fim de mostrar aos extraterrestres como é a vida no nosso planeta. Por isso, Alex constrói um foguete. E por isso ele viaja do Colorado ao Novo México, de Las Vegas a Los Angeles, gravando tudo o que acontece pelo caminho. Ele encontra pessoas incríveis, gentis e interessantes, desencava segredos e descobre que, mesmo para um menino com uma mãe complicada e um irmão ausente, família pode significar algo bem maior do que se imagina.
Um livro tocante e delicioso sobre aprendermos a discernir realidade e aparências, Vejo Você No Espaço é uma lição de que família também se constrói e de que, com honestidade, força e amor, nos tornamos tão grandes quanto o próprio universo.

Livro escolhido para o item 38. Um livro da Ásia. O autor, Jack Cheng, é de Xangai.

Preciso dizer que esse livro é muito amorzinho. De um jeito que me deixou com o coração machucado e com muita pena do Alex.

A grande verdade é que Alex não é uma criança comum. Ele é inteligente, é muito independente e maduro – em certos aspectos, em muitos outros é muito criança ainda.

Alex começa sua grande aventura indo a um evento de foguetes, com o objetivo de lançar o seu iPod dourado para o espaço, assim como Carl Sagan enviou os Discos de Ouro. Só que muitas coisas acontecem e dão errado e Alex acaba indo em busca do seu pai, que morreu quando Alex tinha 3 anos de idade.

A viagem que Alex inicia e cumpre é cheia de altos e baixos e acaba nos ensinando muito sobre o que é família, o que são os amigos e sobre a realidade em que cada pessoa vive.

Mesmo sendo um livro com um tom muito leve, afinal ele é narrado por uma criança de 11 anos, ele trata sobre assuntos muito pesados como a esquizofrenia, o abandono, a real necessidade de uma família.

Foi um livro que me deixou impressionada com a forma como consegue nos ensinar a ver a vida com outros olhos, a prestar mais atenção às pessoas.

Quase chorei por muitas vezes, principalmente com os ocorridos em Las Vegas. i.i

No geral, foi um livro muito rápido e gostoso de ler. A edição da Intrínseca foi uma fofura e muito bem feita.

4/5 estrelas e favoritado!

Piano Vermelho

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Sinopse: Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação — ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição.
Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração.
Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir.
Com uma narrativa tensa e surpreendente, Josh Malerman combina em Piano Vermelho o comum e o inusitado numa escalada de acontecimentos que se desdobra nas mais improváveis direções sem jamais deixar de proporcionar aquilo pelo qual o leitor mais espera: o medo.

Livro escolhido para o item 20. Um livro do seu tópico favorito de desafios anteriores DDL 2016 – 13. Um livro com uma cor no título.

Senhor Josh, poderia, por favor, parar de me fazer não conseguir largar seus livros enquanto não os termino? Caramba! Foi a mesma coisa com Caixa de Pássaros! Dois dias de leituras intensas em que mal parava para comer/estudar/dormir/existir.

Novamente temos o estilo de narrativa que eu amo. A história se passa tanto no presente – narrada por Phillip e Ellen -, quanto no passado – narrado por Phillip. Então ao mesmo tempo que vemos o que aconteceu com o Phillip após a exposição ao estranho som africano, acompanhamos as descobertas feitas por ele e os Danes enquanto buscam o som.

Adorei ver a crítica nem um pouco velada ao estilo estadunidense de lidar com novas descobertas: VAMOS TRANSFORMAR EM ARMA! Sério, eu ainda me impressiono com o fato de que essa ainda é a visão das pessoas no geral. Ou você destrói o desconhecido, ou você o transforma em arma. Gente… Deu. De verdade.

Enfim… Momento filosófico à parte, voltemos à história.

Mesmo eu tendo amado a narrativa e amado Phillip e Ellen, devo dizer que a origem do som não foi algo que eu realmente comprei – até porque ela não é bem explicada. Pelo menos não comprei a versão que foi colocada no livro.

De ponto negativo, acho que só posso dizer que queria ter visto mais dos outros Danes. Gostei bastante da descrição deles, e do Stein. Acho que tenho uma certa queda pelos personagens secundários com papel específico e que não têm falas. -q

De qualquer forma, foi uma leitura fantástica e que eu simplesmente adorei fazer. Se me arrependo de alguma coisa é de não ter lido esse livro antes.

4/5 estrelas.

Welcome to Night Vale

07. Welcome to Night Vale

Sinopse: O podcast Welcome to Night Vale conta as histórias da cidade de Night Vale, uma amistosa comunidade no meio do deserto onde todas as teorias da conspiração são reais. No formato de um programa de rádio, Cecil Palmer, locutor da rádio comunitária, informa a todos as pequenas estranhezas dessa pacata cidadezinha — onde fantasmas, anjos, alienígenas e agências governamentais misteriosas e ameaçadoras fazem parte do cotidiano dos cidadãos. Desta vez, a chegada de um homem de paletó bege faz com que as vidas de duas mulheres, cada uma com seu mistério, virem de cabeça para baixo.
Como todos em Night Vale, a proprietária da loja de penhores, Jackie Fierro, gosta de sua rotina. Por isso, quando um homem de paletó bege aparece na loja e interrompe a imutável rotina da jovem, ela fica sem chão. Ele lhe entrega um papel com duas palavras escritas à mão: KING CITY. Tudo naquele homem a deixa nervosa, especialmente o papel, do qual Jackie não consegue se livrar.
Diane Crayton tem um filho de quinze anos. Josh é um adolescente normal: de humor e forma inconstantes. Ele às vezes é humano, mas em certas ocasiões prefere parecer um abajur ou ter asas e tentáculos. Josh está cada vez mais curioso sobre o pai que nunca conheceu, o que deixa Diane transtornada, pois Troy, pai do menino, começa a aparecer em todos os lugares onde ela está (e com a mesma aparência de quando deixou a cidade e se mudou para King City, anos atrás). É um desastre iminente.
As duas mulheres vão se unir na busca por respostas, assombradas por aquelas palavras que parecem ser a solução de tudo: KING CITY, a chave para todos os segredos, que, tomara, trancará o passado e abrirá as portas do futuro. Isso se elas conseguirem achá-la.
Caros ouvintes, bem-vindos a Night Vale.

Livro escolhido para o item 07. Um livro de um autor que nunca leu antes, e para as cidades Sombra-Do-Corvo – Um livro que aparentemente só você conhece – e Montevano – Um livro que você sempre teve medo de ler.

Tudo começou com um quadro roxo, com um “olho” na parede azul dos Super Carlin Brothers – dois irmãos youtubers com um canal cheio das mais insanas teorias sobre Pixar, Harry Potter, Star Wars e outras. Eu sabia que já tinha visto aquele quadro em algum lugar e, passeando pelo meu lugar favorito do universo – São Paulo livraria -, me deparei com o livro Welcome to Night Vale.

O que me chamou atenção nele? Fora os maravilhosos tons de roxo? Honestamente, não faço ideia.

Só sabia que era um livro baseado em um podcast sobre uma cidade – Night Vale – que se situava no meio do deserto e onde todas as coisas mais insanas acontecem.

Teorias da conspiração, alienígenas, anjos, monstros… Até mesmo o tempo é diferente em Night Vale. Tudo o que você imaginar de insano, eles têm.

Mas fora isso, não sabia de muito mais. Não conheço ninguém que tenha lido – só uma pessoa que também queria ler, mas que já escutou o podcast. E essa é a razão do porque eu tinha medo desse livro.

Não é que ele seja assustador, acreditem, ele não é, mas é que eu realmente tinha medo de acabar sendo mais uma compra impulsiva da Black Friday e que eu ia acabar me arrependendo de ler.

O que não foi verdade. Nem um pouco.

A narrativa do livro não é linear, muito menos muito coesa ou que faça muito sentido. Afinal, é uma cidade no meio de um deserto em que coisas estranhas acontecem diariamente. É comum um parágrafo inteiro se dedicar a explicar um sentimento de um personagem para no final – ou no parágrafo subsequente – dizer que o personagem não estava sentindo/fazendo aquilo.

Como o mistério do livro se dá com um homem de terno bege carregando uma pasta de couro de veado e que ninguém se lembra dele, a própria busca para este fato é confusa.

E mesmo assim o livro é muito divertido de ser lido. Ele é muito bem escrito. De tal forma que mesmo durante as explicações mais exageradas e, em tese, sem pé nem cabeça, eu fiquei imersa naquele universo, fiquei querendo mais.

Achei interessante que, mesmo não sendo a ideia do livro eu acho, fiquei esperando pela aparição do Coragem, da Muriel e do Eustácio. Night Vale me lembrou muito Lugar Nenhum. ❤

Foi uma leitura razoavelmente lenta porque eu ainda não me acostumei com o sistema de páginas/porcentagem do Kindle – que eu amo muito, mas ainda acho que leio mais rápido no livro físico.

4/5 estrelas.

Tartarugas Até Lá Embaixo

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Sinopse: Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo.
A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

Na real eu não sei porque continuo insistindo em coisas que tenho certeza que não gosto. -q

Certo, vamos lá. Quando John Green foi descoberto com A Culpa é das Estrelas, não me interessei pelo livro – ou por qualquer outro livro do Jão Verde porque ele escreve romances. Eu não sou fã de romances.

Mas lá vamos nós com o Turista Literário – certo, culpar o Turista é injusto, afinal eu tinha comprado o livro antes de receber a mala de novembro, mas eu gosto de reclamar e estou num momento muito reclamão da minha vida ENTÃO EU VOU RECLAMAR – me enviando um outro livro que eu não me via lendo.

A realidade, como eu disse, é que estou tentando quebrar paradigmas e resolvi dar uma segunda chance ao Jão Verde, já que todo mundo que leu esse livro estava dizendo que era o melhor livro, que ele tinha evoluído e tals.

Acontece que não achei esse livro essa coca-cola toda não, viu…

A parte que mais gostei do livro foi a interação da Aza com as pessoas à sua volta. Em como ela precisa lidar com seu problema para estar com seus amigos e, em contrapartida, em como seus amigos precisam lidar com o problema dela para estarem ao seu lado.

Gostei bastante mesmo dessa parte mais natural em que é mostrado que quem tem transtornos mentais pode sim ter uma vida – por falta de palavra melhor – normal. Só que existe sim uma dose muito grande de romantização do problema, talvez não intencional, mas existe. E isso me deixou um pouco irritada. Assim como as motivações da Daisy para “se igualar” à Aza.

Em resumo: foi o primeiro livro do Jão Verde que eu li e muito provavelmente será o único. Achei a narrativa interessante, porém falha. E mesmo tendo sido avisada que o livro não trataria – realmente – sobre o desaparecimento do pai de Davis ficou um gosto de história mal contada.

3/5 estrelas.