O Rei do Inverno

MLI 2017 O Rei do Inverno

Sinopse: O Rei do Inverno conta a mais fiel história de Artur, sem os exageros míticos de outras publicações. A partir de fatos, este romance genial retrata o maior de todos os heróis como um poderoso guerreiro britânico, que luta contra os saxões para manter unida a Britânia, no século V, após a saída dos romanos. “O livro traz religião, política, traição, tudo o que mais me interessa,” explica Cornwell, que usa a voz ficcional do soldado raso Derfel para ilustrar a vida de Artur. O valoroso soldado cresce dentro do exército do rei e dentro da narrativa de Cornwell até se tornar o melhor amigo e conselheiro de Artur na paz e na guerra.

Este é o último livro lido em agosto (terminei no dia 30/08) e o último que coloquei na lista da MLI 2017 que eu obviamente flopei, mas que não abandonei, porque eu sou brasileira e não desisto nunca!

Tudo bem, falando sério agora, eu até pensei em desistir desse livro, de novo, só que eu consegui chegar ao fim! E não me arrependo. Foi um livro bom de ler, mas que não me agradou de todo.

E eu explico.

Acho que já deixei bem claro aqui no blog que eu sou uma completa apaixonada pelo Bernard Cornwell e que ele é um dos autores que eu mais gosto porque ele mantém suas estórias o mais historicamente possíveis.

Acontece que Artur não é exatamente um personagem histórico. Ou ao menos não há realmente uma comprovação científica-histórica de sua existência. Então eu não gostei tanto assim do livro, porque achei ele um tanto diferente do estilo normal do tio Cornwell.

Tudo bem que os personagens são muito bem explanados e gosto deles, mas não consegui ter o amor e carinho que costumo ter pelos personagens criados pelo tio Cornwell. Mesmo tendo um amor pelo Derfel(?). O que simplesmente significa que achei o Artur um personagem extremamente pedante, não suportei a Guinevere e tive um ódio muito grande pelo Lancelot.

De todo modo, o livro só se torna realmente interessante a partir da segunda parte e que não me deixou largá-lo apenas a partir do momento em que as guerras estouraram em toda a Dumnonia. A realidade é que eu me arrastei nessa leitura.

Provavelmente o fato de estar ainda lendo As Crônicas Saxônicas e ter um crush enorme no Uther, talvez tenha me deixado com um pé atrás na leitura desse livro.

3/5 estrelas. E devo continuar a leitura em algum momento desse ano ainda, ou no máximo no ano que vem…

Advertisements

Rebelde

MLI 2017 Rebelde

Sinopse: Durante o verão de 1861, os exércitos do norte e do sul dos Estados Unidos se preparam para travar o que entraria para a história como a Guerra de Secessão. Rebelde é a fantástica história de como o jovem nortista Nathaniel Starbuck se rebela e luta a favor dos sulistas.

Abandonado pela mulher que julgava amá-lo e afastado da família, Nathaniel chega a Richmond, na Virgínia, capital da Confederação sulista. Lá, depara-se com uma turba acossando nortistas e tenta não se envolver. Porém, quando percebe que seu sobrenome é capaz de gerar uma fúria ainda maior — pois é filho do reverendo Elial Starbuck, grande defensor de ideias antiescravagistas —, é resgatado por Washington Faulconer, um milionário excêntrico que deseja reunir uma companhia de elite para lutar contra os ianques.

Como forma de gratidão, Nathaniel se alista na Legião Faulconer, mesmo sabendo que isso significa ter de lutar contra o próprio povo. Outros cidadãos enfrentam dilemas semelhantes, no entanto, em pouco tempo, todos se renderão ao caos e à violência que dividiu a América em duas.

Mesmo tendo flopado na MLI 2017, terminei de ler esse livro do tio Cornwell. Devo dizer que foi um livro mais difícil do que o esperado para ler, não consegui me convencer sobre o Nathaniel, mesmo gostando muito dele, e achei a história bem arrastada.

O começo do livro trata muito sobre a vida de Nate após ser abandonado pela mulher que o fez perder tudo – seu estudo em Yale, seu estilo de vida, seu país – e se ver no sul dos EUA no exato momento em que a Guerra da Secessão se inicia. Então passamos 60% do livro acompanhando o novo estilo de vida de Nate.

Não que tenha sido ruim, eu particularmente gosto de ver o que acontece com os personagens antes de eles se tornarem importantes, mas o teor religioso é muito carregado nesse livro, então tem alguns momentos que a história se torna excessivamente maçante.

All in all, gostei de conhecer um pouco dessa história, mas não tenho certeza se continuarei a leitura das Crônicas de Starbuck. Pelo menos não no Kindle – e por Kindle eu quero dizer o aplicativo no meu celular e no computador -, porque, pela primeira vez, me causou mal-estar ler o livro digital. A leitura não parecia render nem um pouco.

3/5 estrelas.

A Livraria Mágica de Paris

MLI 2017 A Livraria Mágica de Paris

Sinopse: O livreiro parisiense Jean Perdu sabe exatamente que livro cada cliente deve ler para amenizar os sofrimentos da alma. Em seu barco-livraria, ele vende romances como se fossem remédios. Infelizmente, o único sofrimento que não consegue curar é o seu: a desilusão amorosa que o atormenta há 21 anos, desde que a bela Manon partiu enquanto ele dormia. Tudo o que ela deixou foi uma carta — que Perdu não teve coragem de ler. Até um determinado verão — o verão que muda tudo e que leva Monsieur Perdu a abandonar a casa na estreita rue Montagnard e a embarcar numa jornada que o levará ao coração da Provence e de volta ao mundo dos vivos. Sucesso de público e crítica, repleto de momentos deliciosos e salpicado com uma boa dose de aventura, A livraria mágica de Paris é uma carta de amor aos livros — perfeito para quem acredita no poder que as histórias têm de influenciar nossas vidas.

Li este livro para a MLI 2017, no item 4 – Ler um livro escrito por uma mulher. O interessante é que ele poderia muito bem se enquadrar no item de livro que eu não soubesse do que se tratava. Porque, afinal, eu fui enganada.

Quando eu leio a palavra “mágica” logo penso em, obviamente, magia. Daquela ao estilo Harry Potter. Não esperava acompanhar a história de um velho alquebrado que sofria um amor perdido, mas que tinha uma empatia filha da mãe e que conseguia “ler a alma das pessoas”. No sentido de que com uma conversa ele conseguia indicar o livro que a pessoa precisa. Este não é o livro que Gotham quer, mas o livro que Gotham precisa.

Devo dizer que me arrastei durante uns 70% do livro. Não que a história não estivesse remotamente interessante, mas é que um livro só sobre esse redescobrir a viver não é o meu estilo literário favorito. Não me interessei por Perdu ou por Manon. Mas adorei conhecer mais sobre Max e Salvatore. GENTE QUE PERSONAGENS FANTÁSTICAS!

Morri de amores por eles, morri de felicidade com o crescimento deles. ❤ Amei muito.

Max tornou o livro mais suportável.

Não que o livro seja ruim, veja bem, essa não é a questão. O livro é bom, só que não é do meu agrado. Para quem se interessa em ver esse aspecto da vida das pessoas, com certeza vai amar o livro.

Eu só achei que faltou um pouco mais de magia, um pouco mais de livros. Sim, é uma declaração de amor pelos livros, pela leitura, mas senti como se na maior parte do tempo a autora estivesse tentando de forma muito boba encaixar os livros da moda para chamar atenção.

Tirando isso, fiquei interessada e satisfeita com as receitas que aparecem ao final do livro. Se eu tivesse um pouco mais de paciência e dom na cozinha tentaria fazer todas! Já em relação a lista de livros medicamentosos… Não sei se concordo com algumas opções ali.

All in all, 3/5 estrelas.

Primeiro livro da MLI 2017 lido e vamos para o segundo!

*Bônus*

O primeiro desafio do nível Hardcore foi recriar o mais perfeitamente possível a capa do livro que estava lendo. Como estava lendo este livro, tentei recriar a capa dele… E este foi o resultado.

A Livraria Mágica de Goiânia

Morte dos Reis

18. Morte dos Reis

Ah! Tio Bernard, só você mesmo pra ser o coringa na categoria de número 18. Um livro baseado em fatos reais ou uma biografia. Como amo poder colocar seus livros mais do que maravilhosos no Desafio de Leitura e, devo dizer, quão grande é a surpresa de relembrar o quanto amo seus livros. ❤

Morte dos Reis continua com a história de Uhtred de Bebbanburg, um guerreiro saxão criado por dinamarqueses e que acredita nos deuses antigos, que luta a favor do reino de Alfredo e do seu sonho de unir todas as terras que falam inglês sob uma única bandeira.

Acontece que, por ser pagão, Uhtred nunca está nas boas graças do reino de Alfredo, muitas vezes tendo que mendigar – de certa forma – para poder cuidar de suas terras – arrendadas – e do pequeno exército particular que possui. É inegável que a coroa menospreza Uhtred nos períodos de paz, mas depende demais de sua espada nos tempos de guerra.

E há, também, a questão da proximidade de Alfredo com a morte. Cheio de doenças, Alfredo está a cada dia mais próximo da morte, os dinamarqueses apenas a aguardam para poder pilhar e matar todos os saxões. E mesmo assim, mesmo após a morte de Alfredo, nada acontece.

Por muitas vezes o livro é confuso frente o que está acontecendo – não porque a narrativa torna-se lenta ou porque não sabe como seguir adiante -, simplesmente porque Uhtred, o narrador, não sabe o que pensar das atitudes de seu rei e dos dinamarqueses. E essa inquietação perpassa todas as páginas do livro.

Não que o livro seja parado, veja bem, estamos falando de Uhtred de Bebbanburg, o escudo dos saxões. Ele não consegue simplesmente aguardar o destino alcançá-lo. Não senhor. Uhtred, mesmo seguindo seu lema de que o destino é inexorável, não fica contando suas cabeças de gado – ou ovelha – e descansando à espera do que quer que venha na sua direção. Ele é um guerreiro nato e por assim ser, sempre espera pela guerra, por problemas.

O que se mostra acertado time and time again.

Ler esse livro, reencontrar Uhtred, foi mágico demais. Havia me esquecido do quanto Uhtred pode ser apaixonante e do quanto a criação da Inglaterra é mágica. E, a quem quero enganar?, sou completa e absolutamente apaixonada pela narrativa do Tio Cornwell. ❤

Valeu a pena ler loucamente esse livro e espero que não vá aguardar um ano inteiro para ler o próximo.

5/5 estrelas.

Doze Contos Peregrinos

Mini 04 - Doze Contos Peregrinos

Para o mês de Abril – Um livro de um autor vencedor do Nobel li o livro Doze Contos Peregrinos de Gabriel García Márquez, vencedor do Nobel de Literatura em 1982.

Sem sinopse, porque no Skoob não havia uma sinopse decente para colocar aqui, sorry.

Esse é mais um daqueles livros que eu deveria ter lido para o pré-vestibular – há muitos e muitos anos – e passei batido. Novamente às custas do meu preconceito e preguiça de ler o livro.

Acontece que esse ano está sendo o ano. O ano para quebrar preconceitos literários – e para comprovar minhas escolhas em relação aos tipos literários que leio. E, somando-se a isso o fato de que este ano a verba está contada, acabei escolhendo livros que tinha para poder enquadrar em ambos os desafios.

E foi assim que comecei a minha peregrinação pela biblioteca de casa atrás de um livro de um autor que ganhou o Nobel de Literatura. Após uma rápida pesquisa na internet, eis que descubro que Gabriel García Márquez é um representante desta categoria.

Li os doze contos de maneira até relativamente lenta – para um livro de 200 e poucas páginas, demorei três dias – e aproveitei cada momento, cada página, cada conto. Adorei a introdução que ele fez, explicando o processo de criação, de escolha e de produção desse livro.

E tiveram contos que eu adorei! Mas a grande maioria deles? Não fez tanto sentido assim para mim.

All in all, é um livro bem gostoso de ler, rápido e divertido. Fiquei com mais vontade de ler mais coisas do autor.

3/5 estrelas.

Encontro com a Morte

encontro-com-a-morte

E começamos o Desafio de Leitura 2017 com o item 25. Um livro de capa dura. Para este item escolhi a minha edição de Encontro com a Morte da Agatha Christie. Nessa edição, da Editora Altaya/Record, o texto é em estilo de roteiro e, no livro, vem duas histórias: Encontro com a Morte e O Refúgio.

Sinopse: Por entre as ruínas antigas de Petra, na Jordânia, jaz morto o corpo de Mrs. Boynton. Uma pequena marca no pulso é o único vestígio da injecção que a matou. Com apenas vinte e quatro horas para descobrir o assassino, Hercule Poirot relembra um comentário que ouvira por acaso, ainda em Jerusalém: “Compreendes que ela tem de ser morta, não compreendes?”. Profundamente odiada, principalmente pela sua própria família, Mrs. Boynton era uma mulher cruel e a sua morte é um alívio para todos os que viviam subjugados pelo seu poder.
Os familiares sentem-se finalmente livres e pedem a Poirot para não iniciar a investigação. O detective terá de lutar contra o tempo e a vontade de todos, para resolver o mistério da morte de uma das pessoas mais detestáveis de que alguma vez ouvira falar

Devo dizer que foi o meu primeiro contato com Christie e gostei bastante da forma como ela narra, gostei das personagens e da história, mas consegui deduzir quem era o assassino – o que foi bom! E ruim ao mesmo tempo, porque ainda estou buscando livros que me surpreendam…

Mesmo tendo gostado da história, não gostei muito da narrativa em roteiro, talvez eu tenha outra experiência lendo as histórias da Christie em forma de romance. Veremos, veremos.

3/5 estrelas.

O Diário de Anne Frank

o-diario-de-anne-frank

Sinopse: Todos conhecem a história profundamente dramática da jovem Anne Frank. Publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa de seu pai, o diário veio revelar ao mundo o que fora, durante dois longos anos, o dia-a-dia de uma adolescente condenada a uma voluntária auto-reclusão, para tentar escapar à sorte dos judeus que os alemães haviam começado a deportar para supostos “campos de trabalho”. Tentativa sem final feliz. Em Agosto de 1944, todos aqueles que estavam escondidos no pequeno anexo secreto onde a jovem habitava foram presos. Após uma breve passagem por Westerbork e Auschwitz, Anne Frank acaba então por ir parar a Bergen-Belsen, onde vem a morrer em Março de 1945, a escassos dois meses do final da guerra na Europa.

Traduzido em 67 línguas, este documento excepcional, de que a Livros do Brasil se orgulha de lançar agora a edição definitiva, vendeu já mais de 31 milhões de exemplares e é, seguramente, um dos livros mais lidos, discutidos e amados de toda a história do mundo. Importa acrescentar que esta edição definitiva contém toda uma série de passos que haviam sido omitidos por decisão do pai, que não tinha querido que alguns comentários de Anne Frank relativos à mãe fossem divulgados. O resultado final é um retrato extraordinário de uma adolescente em busca da sua identidade, durante um dos mais trágicos períodos jamais vividos pela humanidade.

Devo dizer que no início desse livro eu o odiei com todas as minhas forças.

Inicialmente não entendi exatamente o que no livro despertou tamanha fúria, mas, após alguns dias de pausa na leitura e bastante reflexão, cheguei a uma conclusão que nem é tão complexa assim, o início do diário da Anne lembrou-me das minhas primeiras histórias.

Ela tinha 12 anos quando foi obrigada a viver com mais sete pessoas em um espaço reduzido e sem poder sair e, assim, começou a escrever sobre seu dia a dia. Sendo uma criança, ela escreveu sobre seus problemas de criança, sua forma infantil de ver e lidar com o mundo.

E ver todo o começo/meio do livro sendo tão infantil, contraditório e bobo apenas me lembrou como o que eu escrevia quando comecei a me embrenhar por esse caminho era infantil, contraditório e bobo.

Não que eu odeie o que eu escrevi, mas tenho vergonha. Muita vergonha. Agradeço todos os dias por nunca ter postado minha primeira fanfic.

De qualquer forma fiquei muito impressionada com o quanto Anne se desenvolve, ao final do livro ela não se parece com uma garota de 14 anos normal, muito menos com uma garota judia que precisou se esconder durante a Segunda Guerra Mundial para não morrer.

Fiquei sem palavras – e muito tocada – por ver a visão de mundo e sobre Deus que ela possui, uma coisa nitidamente dela e não imposta pela sua família, em que anseia por um mundo onde as pessoas percebam o bem um no outro e que possam se respeitar mutuamente, o cuidado com a natureza…

Devo dizer que, desconsiderando o primeiro e metade do segundo ano em que ela passa no cativeiro, o livro é bom. Talvez muito bom.

3/5 estrelas.