Daughter of Smoke and Bone

Sinopse: “Um romance de tirar o fôlego, sobre destino, esperança e a busca de si mesmo” The New York Times.
Pelos quatro cantos da Terra, marcas de mãos negras aparecem nas portas das casas, gravadas a fogo por seres alados que surgem de uma fenda no céu. Em uma loja sombria e empoeirada, o estoque de dentes de um demônio está perigosamente baixo. E, nas tumultuadas ruas de Praga, uma jovem estudante de arte está prestes a se envolver em uma guerra de outro mundo. O nome dela é Karou. Seus cadernos de desenho são repletos de monstros que podem ou não ser reais; ela desaparece e ressurge do nada, despachada em enigmáticas missões; fala diversas línguas, nem todas humanas, e seu cabelo azul nasce exatamente dessa cor. Quem ela é de verdade? A pergunta a persegue, e o caminho até a resposta começa no olhar abrasador de um completo estranho. Um romance moderno e arrebatador, em que batalhas épicas e um amor proibido unem-se na esperança de um mundo refeito.

Este ano a Nati, a Malu e o João deram início à leitura coletiva de Feita de Fumaça e Ossos, até ia participar da leitura, mas fiquei com um pouco de preguiça porque não tenho muitas boas experiências nessas grandes leituras coletivas. Sou chata mesmo.

Mas já estava nos planos de ler esses livros desde que o comprei na Amazon. Só não imaginava que iria gostar tanto desse livro.

Gente estou completamente apaixonada pela Karou!

Costumo ter uma chatice de não ser muito fã das personagens principais dos livros que leio, mas a Karou conseguiu desconstruir totalmente esse pensamento. Simplesmente porque ela é uma fofa, muito carismática e NÃO É BURRA!

Tudo bem que ela não sabe muito bem o que está acontecendo por falta de informações, MAS ela não é burra. ❤

Outra coisa que me conquistou permanentemente é o mistério desse livro. O mistério que ronda essa história é tão incrível que fiquei completamente deslumbrada com o que estava acontecendo, tentando entender o que estava acontecendo com a Karou, com a realidade dela…

Ai gente, nem consigo colocar tudo em palavras pra não tirar a magia dessa leitura… Porque vale a pena.

5/5 estrelas e favoritado! Quero muito ler o próximo livro logo~

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Coroa da Meia-Noite

Sinopse: Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão das Minas de Sal de Endovier. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre — e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Enquanto a amizade entre ela e o capitão Westfall cresce cada vez mais, o príncipe Dorian se afasta, imerso em seus próprios dilemas e descobertas.
A princesa Nehemia acaba se tornando uma conselheira e confidente, mas sua atenção está mais voltada para outros assuntos. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar. Mas o tempo é curto, e as ameaças ao redor castelo de vidro estão cada vez mais próximas. Quando menos se espera, uma trágica noite mudará a vida de todos no reino, e mais do que nunca Celaena quer descobrir a verdade para fazer justiça.

Leitura coletiva que realizei com a maravilhosa da Nicole – a Nic inclusive tem uma loja de marcadores e coisas de decoração maravilhosa – e que iniciei durante a maratona SegueSoterrada de maio. Uma pena que não consegui terminar durante a maratona.

Nesse segundo livro continuamos a acompanhar a vida de Celaena após se tornar a campeã do rei e já posso dizer de antemão que aqui temos mais da intriga política de Erilea e um pouco mais de ação do que no primeiro livro, o que foi ótimo!

Uma pena que a senhorita Sarah insiste em colocar romance desnecessário com triângulo amoroso, e que destrói suas personagens em questão de segundos.

No geral, o livro mais me incomodou do que agradou, pelo simples fato de que tem tanto romance e tanta enrolação desnecessária que a história interessante – a magia, o reino, as tretas – é relegada a terceiro plano. Quando a Celaena resolve colocar as garrinhas de fora, entretanto, o livro é simplesmente uma delícia! Por que então essas cenas são tão poucas e tão espaçadas durante a narrativa?

Para colocar um ponto final sobre Sarah J. Maas: ela é uma boa autora, mas definitivamente não é pra mim.

3/5 estrelas e a alma tranquila de quem realmente tentou.

A Guerra que Salvou a Minha Vida

Sinopse: Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.
Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.
Kimberly Brubaker Bradley consegue ir muito além do que se convencionou chamar “história de superação”. Seu livro é um registro emocional e historicamente preciso sobre a Segunda Guerra Mundial. E de como os grandes conflitos armados afetam a vida de milhões de inocentes, mesmo longe dos campos de batalha. No caso da pequena Ada, a guerra começou dentro de casa.
Essa é uma das belas surpresas do livro: mostrar a guerra pelos olhos de uma menina, e não pelo ponto de vista de um soldado, que enfrenta a fome e a necessidade de abandonar seu lar. Assim como a protagonista, milhares de crianças precisaram deixar a família em Londres na esperança de escapar dos horrores dos bombardeios.
Vencedor do Newbery Honor Award, primeiro lugar na lista do New York Times e adotado em diversas escolas nos Estados Unidos.

Participei da Leitura Coletiva organizada pela Nati juntamente com a Darkside Books. Fiquei bem empolgada para essa leitura, porque esse livro, em particular, foi comprado e esquecido na estante.

Também fiquei bem feliz de participar de outra tentativa leitura coletiva com a Bruna! Agora foi miga!

A teoria por trás deste livro é das mais interessantes, afinal, vemos a realidade da guerra através dos olhos inocentes de uma criança. Assim como vemos que a Guerra não é exatamente o mais importante na vida da Ada, mas sim como ela lida com os problemas gerados pela sua deficiência.

Acontece que mesmo sendo um estilo interessante de narrativa, senti que havia algo faltando. Algo que não me deixou imergir na história da Ada e do seu irmão, ou do relacionamento da Ada com sua mãe, com a Susan, com as pessoas no geral.

E esse algo foi a estranheza de como a situação foi resolvida.

Ada é vítima de abusos físicos e verbais por parte da sua mãe desde o momento em que nasceu por ser portadora de pé-torto, uma doença congênita simples de ser tratada, mas que sua mãe se recusou a tratar por ser caro. Por conta disso, Ada sempre viveu presa no apartamento diminuto da mãe com seu irmão. Ela não sabe ler, não saber escrever e é considerada louca e retardada pelos vizinhos, pois nunca conviveu com nenhum deles.

Quando as crianças são evacuadas de Londres, Ada consegue a tão sonhada liberdade e começa a perceber que não vivia, apenas sobrevivia. Ela começa a interagir com outras pessoas, começa a sair de sua concha, começa a melhorar.

Claro que este processo é longo e doloroso, mas que mostra que com amor, cuidado e muita paciência, as pessoas podem sim começar a resolver seus problemas psicológicos. Algo que é importantíssimo de ser discutido.

Só que o final ao maior estilo conto de fadas Disney não convence. Deixa, na verdade, uma sensação de enganação, como se essa história na verdade fosse uma daquelas novelas da Globo que no final vai dar tudo certo. Não senti nenhuma emoção com o livro e não fiquei com aquele calorzinho no peito pela superação da Ada.

Foi uma boa leitura, mas só isso.

4/5 estrelas.

The Immortalists

Sinopse: É 1969 no Lower East Side de Nova York e os rumores na vizinhança são sobre a chegada de uma mulher mística, uma vidente que se diz ser capaz de dizer a qualquer um qual será o dia de sua morte. 
As crianças Gold – quatro adolescentes que estão começando a conhecer a si mesmos – saem de casa sorrateiramente para saber sua sorte. As profecias informam as próximas cinco décadas de sua vida. Simon, o menino de ouro, escapa para a costa oeste, procurando por amor na São Francisco dos anos 80; a sonhadora Klara se torna uma ilusionista em Las Vegas, obcecada em misturar realidade e fantasia; Daniel, o filho mais velho, luta para se manter seguro como um médico do exército após o 11 de setembro; e Varya, a amante dos livros, se dedica a pesquisas sobre longevidade, nas quais ela testa os limites entre ciência e imortalidade. 
Um romance notavelmente ambicioso e profundo com uma brilhante história de amor familiar, Os imortalistas explora a linha tênue entre destino e escolha, realidade e ilusão, este mundo e o próximo. É uma prova emocionante do poder da literatura, da essência da fé e da força implacável dos laços familiares.

Neste ano de 2019 não pretendo participar de maratonas literárias. Infelizmente com o trabalho e os estudos, não terei tanto tempo assim para fazer parte das minhas queridas e amadas maratonas.

O que não significa que não participarei de desafios anuais. Afinal… Não sou de ferro, não é mesmo? 🙂

Resolvi participar do projeto The Unread Shelf, um projeto super interessante que encontrei no Instagram. Ele consiste em ler um livro por mês da pilha dos livros não lidos e que se você não conseguir ler em um mês o livro, você deve se livrar dele. Ainda não sei se vou participar com essa regra, mas pretendo seguir direitinho os desafios… E também vou participar o máximo possível do Desafio Mês a Mês, proposto pelos lindos da Namanita e do Gabe Reader. Todo mês eles sortearão o tema do mês e, caso eu tenha o livro em casa a cada dia que passa fica mais difícil manter a promessa de não comprar livros novos, vou participar da leitura.

O desafio do mês de janeiro foi ler um livro de um autor inédito para você. E para esse desafio escolhi The Immortalists, aproveitando que ia fazer uma leitura coletiva com a Kyun e que foi o meu primeiro contato com a autora. Para o desafio de janeiro do The Unread Shelf precisava ler qualquer livro não lido. Sinto que este mês será o mais fácil…

Chega de enrolação e vamos falar sobre o livro!

Este livro é contado em 5 partes. O prólogo e a narrativa de cada um dos irmãos Gold, de forma sucessiva e seguindo a ordem em que eles morrem. E não, isso não é spoiler, afinal a premissa do livro se dá com a ideia que os irmãos vão descobrir a data da morte deles.

A grande questão do livro não é tanto a morte, mas sim o que cada um dos irmãos faz com a informação, como eles lidam com o tempo que eles possuem e como se prepararam para o evento. É importante ressaltar que a história é tão linear quanto o possível, mas há algumas partes bem não lineares e que isso pode gerar um estranhamento inicial. E também é muito importante dizer que há muitos gatilhos na história, suicídio, drogas, agressão, testes em animais… é preciso mente aberta e um pouco de estômago para conseguir fazer essa leitura.

A escrita da autora e a forma como a narrativa se desenvolve me deixou completamente apaixonada e ligada ao livro, aos personagens… a leitura só não foi mais rápida por conta do trabalho, e devo assumir que tinha momentos que só queria pegar o livro pra ler mais! 😀

Alguns detalhes que não foram fechados me estressaram um pouco, mas no geral o livro é muito fantástico!

4/5 estrelas!

A Cidade de Bronze

Sinopse: Cuidado com o que você deseja…
Nahri nunca acreditou em magia. Golpista de talento inigualável, sabe que a leitura de mãos, zars e curas são apenas truques, habilidades aprendidas para entreter nobres Otomanos e sobreviver nas ruas do Cairo.
Mas quando acidentalmente convoca Dara, um poderoso guerreiro djinn, durante um de seus esquemas, precisa lidar com um mundo mágico que acreditava existir apenas em histórias: para além das areias quentes e rios repletos de criaturas de fogo e água, de ruínas de uma magnífica civilização e de montanhas onde os falcões não são o que parecem, esconde-se a lendária Cidade de Bronze, à qual Nahri está misteriosamente ligada.
Atrás de seus muros imponentes e dos seis portões das tribos djinns, fervilham ressentimentos antigos. E quando Nahri decide adentrar este mundo, sua chegada ameaça recomeçar uma antiga guerra.
Ignorando advertências sobre pessoas traiçoeiras que a cercam, Nahri embarca em uma amizade hesitante com Alizayd, um príncipe idealista que sonha em revolucionar o regime corrupto de seu pai. Cedo demais, ela aprende que o verdadeiro poder é feroz e brutal, que nem a magia poderá protegê-la da perigosa teia de intrigas da corte e que mesmo os esquemas mais inteligentes podem ter consequências mortais.

Essa foi a minha primeira leitura coletiva de verdade. Até então sempre que tentei participar de leituras coletivas, lia o livro inteiro nos primeiros dias e ficava esperando pacientemente o restante do grupo terminar pra podermos discutir a leitura.

Mas dessa vez eu resisti! E consegui ler as metas diárias direitinho. Ou quase.

Comecei a leitura pelo livro que comprei na minha viagem de férias – que eu não ia comprar, mas a Jully ficou falando tanto dessa leitura coletiva que não resisti -, mas como voltei pro trabalho e não estava tendo muito tempo pra ler, resolvi que seria interessante pegar o audiobook e, meus amigos, que ideia maravilhosa!

Sim, acompanhei mais lentamente por estar escutando o livro, mas a narrativa é tão maravilhosa que não me arrependi nem um pouquinho ir mais devagar. Até mesmo porque tem muito, mas MUITO termo estranho nesse livro…

O fato de ser narrado por duas personagens diferentes também ajudou – e atrapalhou um pouco, to be honest – a entender melhor a cultura de Daevabad e como as coisas funcionam por ali.

Achei uma premissa tão interessante, falar sobre os djinn, os diferentes tipos de djinn e o relacionamento entre eles, assim como o relacionamento dos djinn com os humanos e os shafit – meio-djinn meio-humanos. Só de ter uma diferença “racial” com diferentes poderes entre os djinn já me fez dar pulinhos de alegria e me lembrar daquela época maravilhosa do RPG

O que eu não consegui deixar de perceber foi a romantização de relacionamento abusivo, e um romance completamente forçado. O triângulo amoroso é, ao meu ver, completamente inexistente, o que torna ainda mais imbecil a forma como foi mostrado durante a estória.

O final do livro, entretanto, foi um daqueles plot twists mais maravilhosos – e de certa forma, que eu já esperava – na história dos plot twists!

Já quero demais o segundo! ❤

4/5 estrelas e favoritado.