Artemis Fowl: O Complexo de Atlântida

Sinopse: Pense em magia. Pense duas vezes.
Algo terrível aconteceu a Artemis Fowl II: ele virou bonzinho. As criaturas diagnosticam o Complexo de Atlântida, uma doença que causa comportamento obsessivo-compulsivo e múltiplas personalidades, causada por ter mexido tanto com magia.
Agora, a cidade subaquática de Atlântida está sob o ataque de robôs malignos e o novo Artemis bonzinho não consegue lutar contra eles. Será que sua aliada, a capitã Holly Short, consegue trazer o verdadeiro Artemis de volta – antes que esses robôs misteriosos destruam a cidade e todas as criaturas que vivem lá?

E agora entramos na reta final dos livro do querido Artemis Fowl! Finalmente peguei os últimos dois volumes da série para terminar de ler uma das melhores histórias de anti-herói que eu já vi.

Isto é… Até pegar o livro para ler, não é mesmo?

Artemis Fowl continua sendo um dos meus personagens favoritos de todos os tempos, mas, se eu for bem honesta, essa história já deu o que tinha que dar… E aqui é a prova que nem sempre é tão bom assim para uma saga ser estendida eternamente.

E na verdade isso é algo que eu venho sentindo desde O Paradoxo do Tempo: a narrativa dos livros tem se repetido. O enredo é o mesmo, mesmo que os personagens mudem… O que, honestamente, é um tanto quanto frustrante.

Ainda assim, a velocidade da narrativa, a forma como o tio Eoin desenvolve a história, é muito gostosa de ler. O que me impeliu pela leitura assim que eu passei por aquelas primeiras 20 páginas um pouco enroladas.

Não nego que foi interessante ver o Artemis perder um pouco a cabeça, mas realmente não vi tanta necessidade assim dessa história para a construção e desenvolvimento de todos os personagens.

Dito isso, 3/5 estrelas e pronta para dizer adeus a esse universo com o último livro.

Coroa da Meia-Noite

Sinopse: Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão das Minas de Sal de Endovier. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre — e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Enquanto a amizade entre ela e o capitão Westfall cresce cada vez mais, o príncipe Dorian se afasta, imerso em seus próprios dilemas e descobertas.
A princesa Nehemia acaba se tornando uma conselheira e confidente, mas sua atenção está mais voltada para outros assuntos. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar. Mas o tempo é curto, e as ameaças ao redor castelo de vidro estão cada vez mais próximas. Quando menos se espera, uma trágica noite mudará a vida de todos no reino, e mais do que nunca Celaena quer descobrir a verdade para fazer justiça.

Leitura coletiva que realizei com a maravilhosa da Nicole – a Nic inclusive tem uma loja de marcadores e coisas de decoração maravilhosa – e que iniciei durante a maratona SegueSoterrada de maio. Uma pena que não consegui terminar durante a maratona.

Nesse segundo livro continuamos a acompanhar a vida de Celaena após se tornar a campeã do rei e já posso dizer de antemão que aqui temos mais da intriga política de Erilea e um pouco mais de ação do que no primeiro livro, o que foi ótimo!

Uma pena que a senhorita Sarah insiste em colocar romance desnecessário com triângulo amoroso, e que destrói suas personagens em questão de segundos.

No geral, o livro mais me incomodou do que agradou, pelo simples fato de que tem tanto romance e tanta enrolação desnecessária que a história interessante – a magia, o reino, as tretas – é relegada a terceiro plano. Quando a Celaena resolve colocar as garrinhas de fora, entretanto, o livro é simplesmente uma delícia! Por que então essas cenas são tão poucas e tão espaçadas durante a narrativa?

Para colocar um ponto final sobre Sarah J. Maas: ela é uma boa autora, mas definitivamente não é pra mim.

3/5 estrelas e a alma tranquila de quem realmente tentou.

Bruxa Akata

Sinopse: Carinhosamente apelidado de Harry Potter nigeriano, Bruxa Akata tece uma trama de magia e mistério, repleta de mitologia africana. Uma história de amizade, superação e sobre como achar seu lugar no mundo.
Sunny tem 12 anos e sempre viveu na fronteira entre dois mundos. Filha de nigerianos, nasceu nos Estados Unidos e é albina. Uma pária, incapaz de passar despercebida. O sol é seu inimigo. Castiga a pele e a expõe aos olhares curiosos. Parece não haver lugar onde ela se encaixe. É sob a lua que a menina se solta, jogando futebol com os irmãos. E então ela descobre algo incrível – na realidade, ela é uma pessoa-leopardo em um mundo de ovelhas. Sunny é alguém com um talento mágico latente, é uma agente livre. Uma pessoa com poderes que nasceu de pais comuns.
Logo ela se torna parte de um quarteto de estudantes mágicos, pesquisando o visível e o invisível, aprendendo a alterar a realidade, sendo escolhida por um mentor e conseguindo, enfim, sua faca juju — com a qual é capaz de fazer seus feitiços. Mas isso será suficiente para que encontrem e impeçam um assassino em série que está matando crianças? Um homem perigoso com planos de abrir um portal e invocar o fim do mundo?

Livro escolhido para o mês de fevereiro um livro que foi presente (OBRIGADA JULLY! <3) do The Unreadshelf Project e para o item um protagonista não padrão da Fantastona 2019 oi flop.

Precisei de alguns dias – mais do que esperava – para conseguir finalizar essa leitura e não foi porque o livro é ruim.

Já falei aqui algumas vezes que acredito que estou me tornando uma leitora mais exigente com aquilo que eu tenho lido, então já existem algumas coisas que não me agradam tanto assim mais. E isso é o caso dos livros que a história giram em torno “do escolhido”.

Além do mais, existe algo nesse livro que me deixou ligeiramente incomodada. Sei que a cultura africana não é muito conhecida – o que é uma pena, pois ela é muito rica -, porém a forma como a autora apresenta os detalhes. os poderes, a magia… Foi de certa forma forçado, não foi orgânico. Por muitas vezes fiquei presa aos detalhes que a Sunny estava descobrindo e não consegui desenrolar a história.

O que me deixou triste, porque realmente queria ter gostado mais deste livro. E a forma como a história se encerrou foi tão fechada – e corrida – que mesmo tendo continuação, muito provavelmente não continuarei a leitura dessa saga.

3,5 estrelas

Corte de Asas e Ruína

Sinopse: O terceiro volume da série best-seller Corte de Espinhos e Rosas, da mesma autora da saga Trono de Vidro em “Corte de Asas e Ruína” a guerra se aproxima, um conflito que promete devastar Prythian. Em meio à Corte Primaveril, num perigoso jogo de intrigas e mentiras, a Grã-Senhora da Corte Noturna esconde seu laço de parceria e sua verdadeira lealdade. Tamlin está fazendo acordos com o invasor, Jurian recuperou suas forças e as rainhas humanas prometem se alinhar aos desejos de Hybern em troca de imortalidade. Enquanto isso Feyre e seus amigos precisam aprender em quais Grãos-Senhores confiar, e procurar aliados nos mais improváveis lugares. Porém, a Quebradora da Maldição ainda tem uma ou duas cartas na manga antes que sua ilha queime.

Este deveria ser o último livro lido em 2018. Deveria, mas não foi e não por falta de tentativa…

A realidade é que a saga de Corte de Espinhos e Rosas não é para mim. Eu achei que poderia ser, porque gostei muito do primeiro livro. Entretanto, a forma como o desenvolvimento da história se deu não me foi satisfatório.

Calma, eu explico.

A narrativa de Corte é muito bem feita, as personagens são interessantes e a senhorita Sarah consegue narrar muito bem as cenas de ação – batalhas, guerras, treinamentos e outras coisinhas rawr -, entretanto, toda a parte de ação da história meio que cai em segundo plano, porque, ao meu ver, o objetivo da trilogia de Corte é o romance.

E é exatamente esse o meu problema com os livros.

Já mencionei diversas vezes que não gosto de livros de romance pelo romance. Gosto sim quando existe aquele romance que fica em segundo plano, que não é o que move a história, pois sempre acredito que uma personagem feminina é mais do que o relacionamento dela, é mais do que se existe um relacionamento para ela.

Mesmo que não seja do meu agrado, ainda assim consegui entender o motivo pelo qual a autora colocou todas essas questões em discussão na história.

3/5 estrelas

Wink Poppy Midnight

Sinopse: Um thriller que traz narradores nada confiáveis que vão fazer você duvidar até da sua própria moral. Indicado pela YALSA e pela TeenVogue como um dos melhores livros de ficção jovem-adulta de 2016. Wink é a nova vizinha esquisita e misteriosa, com seus cachos ruivos rebeldes, suas sardas e suas roupas estranhas. Poppy é a rainha do ensino médio, com seu cabelo loiro perfeito, sua beleza estonteante e sua grande habilidade para a manipulação e crueldade. Midnight é o menino doce e inseguro que se vê entre as duas. Wink sabe contar muitas histórias de cor. Ela está ciente de que todas elas precisam de um herói para derrotar o vilão. Poppy não acredita em histórias. Ela acredita acima de tudo, em si mesma e acha que pode conquistar e derrotar qualquer coisa. Midnight até acredita em histórias, mas ele está certo de que nunca vai ser protagonista de nenhuma, mesmo que Wink pense o contrário. Ele não é bom em nada. Poppy é a rainha da escola. Wink é a menina excluída que parece viver em um mundo particular e fantasioso. Midnight é o garoto preso entre elas que se vê obrigado a lidar com as consequências de um trote sombrio. Mas o que realmente aconteceu? Alguém sabe a verdade. Alguém está mentindo. Mas quem?

Acho que esse foi um dos livros mais decepcionantes que eu li na minha vida. Não no sentido que ele tenha sido ruim – pelo contrário, a narrativa e a estória me prenderam de tal forma que o li em apenas um dia -, mas sim pelo fato de que eu esperava mais dele.

Não sei dizer exatamente se foi a sinopse, a capa ou o hype, mas não esperava uma história tão infantil – mesmo com cenas mais erotizadas -, e não esperava que cada narrador fosse tão estranho.

O livro é narrado pelos três personagens e mesmo durante suas narrativas é difícil distinguir o que é real do que é fantasia, o que torna o livro um pouco estranho e com aquela narrativa não linear gostosa.

Como eu disse antes, mesmo não sendo exatamente o que eu esperava, o livro fluiu muito rápido. Infelizmente não existe um aprofundamento de real de nenhum dos personagens, terminei o livro sem realmente sentir empatia por nenhum daqueles narradores.

Foi uma leitura necessária, tendo em vista que estava começando uma ressaca literária e não estava conseguindo ler nada.

3,5 estrelas.

Artemis Fowl: O Paradoxo do Tempo

Sinopse: Angeline Fowl, mãe do incrível menino prodígio do crime, contraiu uma doença potencialmente fatal. A única cura possível é o fluido de uma raça de lêmures cuja extinção foi, infelizmente, causada pelo próprio Artemis… Agora, ele terá que convocar seus amigos do Povo das Fadas para ajudá-lo a voltar no tempo e salvar o animal. E, como se esse desafio já não fosse o suficiente, ele ainda terá que enfrentar um adversário a sua altura: ele mesmo, aos dez anos.

Ainda na vibe da releitura – afinal ainda tem dois livros para ler e terminar essa saga.

Aqui é onde percebi que o autor se perdeu um pouco na sua narrativa – e me pergunto até que ponto é vontade de continuar a história que criou e até que ponto é vontade de ganhar dinheiro…

E, mesmo que eu ame o Artemis, me irritou um pouco a questão dele ser tão sabido das coisas do mundo das fadas. Em um nível que ele sabe mais das fadas que as próprias fadas. Isso é algo que me deixou realmente incomodada durante a leitura desses dois últimos livros – e que tem me deixado tensa para a leitura do sétimo e oitavo volumes…

De qualquer forma, esse foi um livro que muita coisa aconteceu ao mesmo tempo e que a resolução dos problemas foi muito errática. Na verdade, a cada problema que eles tentavam resolver muitos outros eram criados, e ficou meio chatinho.

Novamente um livro que recebeu alteração na nota. 3,5/5 estrelas e favoritado.

Corte de Névoa e Fúria

Sinopse: O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

Eu tenho sérios problemas com esse livro e com essa autora, obviamente.

Certo, eu consigo entender que a Feyre passou por momentos muito complicados ao final do primeiro livro, mas as coisas que acontecem nesse livro, mesmo sendo bem construídas, não condizem com a personalidade dos personagens do primeiro livro…

Sim, eu já aceitei que o meu ship afundou lindamente e de forma alguma estou aqui defendendo um relacionamento abusivo, mas a forma como a autora desenvolveu esses fatos na sua história só provam que ela não sabia exatamente o que queria escrever. Porque, ao meu ver, tudo o que ela fez de alteração na descrição física dos personagens e em suas personalidades foi só para dar aos seus leitores o que eles queriam…

E isso me deixa muito triste, porque eu realmente gostei do primeiro livro e esperava que o segundo livro fosse tão gostoso quanto de se ler, mas passei a maior parte do tempo irritada com as repetições infinitas e incessantes da Feyre, da forma como seu relacionamento com Tamlin e com Rhysand foram descritos e na forma como a história não tem sentido. Ou desenvolvimento. Ou sequer muita importância.

Em resumo: livros de romance não são pra mim. Hahahahaha.

3,5 estrelas.

Só espero que o próximo livro venha acompanhado de uma conclusão decente e que não seja uma enrolação sem fim…