Bruxa Akata

Sinopse: Carinhosamente apelidado de Harry Potter nigeriano, Bruxa Akata tece uma trama de magia e mistério, repleta de mitologia africana. Uma história de amizade, superação e sobre como achar seu lugar no mundo.
Sunny tem 12 anos e sempre viveu na fronteira entre dois mundos. Filha de nigerianos, nasceu nos Estados Unidos e é albina. Uma pária, incapaz de passar despercebida. O sol é seu inimigo. Castiga a pele e a expõe aos olhares curiosos. Parece não haver lugar onde ela se encaixe. É sob a lua que a menina se solta, jogando futebol com os irmãos. E então ela descobre algo incrível – na realidade, ela é uma pessoa-leopardo em um mundo de ovelhas. Sunny é alguém com um talento mágico latente, é uma agente livre. Uma pessoa com poderes que nasceu de pais comuns.
Logo ela se torna parte de um quarteto de estudantes mágicos, pesquisando o visível e o invisível, aprendendo a alterar a realidade, sendo escolhida por um mentor e conseguindo, enfim, sua faca juju — com a qual é capaz de fazer seus feitiços. Mas isso será suficiente para que encontrem e impeçam um assassino em série que está matando crianças? Um homem perigoso com planos de abrir um portal e invocar o fim do mundo?

Livro escolhido para o mês de fevereiro um livro que foi presente (OBRIGADA JULLY! <3) do The Unreadshelf Project e para o item um protagonista não padrão da Fantastona 2019 oi flop.

Precisei de alguns dias – mais do que esperava – para conseguir finalizar essa leitura e não foi porque o livro é ruim.

Já falei aqui algumas vezes que acredito que estou me tornando uma leitora mais exigente com aquilo que eu tenho lido, então já existem algumas coisas que não me agradam tanto assim mais. E isso é o caso dos livros que a história giram em torno “do escolhido”.

Além do mais, existe algo nesse livro que me deixou ligeiramente incomodada. Sei que a cultura africana não é muito conhecida – o que é uma pena, pois ela é muito rica -, porém a forma como a autora apresenta os detalhes. os poderes, a magia… Foi de certa forma forçado, não foi orgânico. Por muitas vezes fiquei presa aos detalhes que a Sunny estava descobrindo e não consegui desenrolar a história.

O que me deixou triste, porque realmente queria ter gostado mais deste livro. E a forma como a história se encerrou foi tão fechada – e corrida – que mesmo tendo continuação, muito provavelmente não continuarei a leitura dessa saga.

3,5 estrelas

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Corte de Asas e Ruína

Sinopse: O terceiro volume da série best-seller Corte de Espinhos e Rosas, da mesma autora da saga Trono de Vidro em “Corte de Asas e Ruína” a guerra se aproxima, um conflito que promete devastar Prythian. Em meio à Corte Primaveril, num perigoso jogo de intrigas e mentiras, a Grã-Senhora da Corte Noturna esconde seu laço de parceria e sua verdadeira lealdade. Tamlin está fazendo acordos com o invasor, Jurian recuperou suas forças e as rainhas humanas prometem se alinhar aos desejos de Hybern em troca de imortalidade. Enquanto isso Feyre e seus amigos precisam aprender em quais Grãos-Senhores confiar, e procurar aliados nos mais improváveis lugares. Porém, a Quebradora da Maldição ainda tem uma ou duas cartas na manga antes que sua ilha queime.

Este deveria ser o último livro lido em 2018. Deveria, mas não foi e não por falta de tentativa…

A realidade é que a saga de Corte de Espinhos e Rosas não é para mim. Eu achei que poderia ser, porque gostei muito do primeiro livro. Entretanto, a forma como o desenvolvimento da história se deu não me foi satisfatório.

Calma, eu explico.

A narrativa de Corte é muito bem feita, as personagens são interessantes e a senhorita Sarah consegue narrar muito bem as cenas de ação – batalhas, guerras, treinamentos e outras coisinhas rawr -, entretanto, toda a parte de ação da história meio que cai em segundo plano, porque, ao meu ver, o objetivo da trilogia de Corte é o romance.

E é exatamente esse o meu problema com os livros.

Já mencionei diversas vezes que não gosto de livros de romance pelo romance. Gosto sim quando existe aquele romance que fica em segundo plano, que não é o que move a história, pois sempre acredito que uma personagem feminina é mais do que o relacionamento dela, é mais do que se existe um relacionamento para ela.

Mesmo que não seja do meu agrado, ainda assim consegui entender o motivo pelo qual a autora colocou todas essas questões em discussão na história.

3/5 estrelas

Wink Poppy Midnight

Sinopse: Um thriller que traz narradores nada confiáveis que vão fazer você duvidar até da sua própria moral. Indicado pela YALSA e pela TeenVogue como um dos melhores livros de ficção jovem-adulta de 2016. Wink é a nova vizinha esquisita e misteriosa, com seus cachos ruivos rebeldes, suas sardas e suas roupas estranhas. Poppy é a rainha do ensino médio, com seu cabelo loiro perfeito, sua beleza estonteante e sua grande habilidade para a manipulação e crueldade. Midnight é o menino doce e inseguro que se vê entre as duas. Wink sabe contar muitas histórias de cor. Ela está ciente de que todas elas precisam de um herói para derrotar o vilão. Poppy não acredita em histórias. Ela acredita acima de tudo, em si mesma e acha que pode conquistar e derrotar qualquer coisa. Midnight até acredita em histórias, mas ele está certo de que nunca vai ser protagonista de nenhuma, mesmo que Wink pense o contrário. Ele não é bom em nada. Poppy é a rainha da escola. Wink é a menina excluída que parece viver em um mundo particular e fantasioso. Midnight é o garoto preso entre elas que se vê obrigado a lidar com as consequências de um trote sombrio. Mas o que realmente aconteceu? Alguém sabe a verdade. Alguém está mentindo. Mas quem?

Acho que esse foi um dos livros mais decepcionantes que eu li na minha vida. Não no sentido que ele tenha sido ruim – pelo contrário, a narrativa e a estória me prenderam de tal forma que o li em apenas um dia -, mas sim pelo fato de que eu esperava mais dele.

Não sei dizer exatamente se foi a sinopse, a capa ou o hype, mas não esperava uma história tão infantil – mesmo com cenas mais erotizadas -, e não esperava que cada narrador fosse tão estranho.

O livro é narrado pelos três personagens e mesmo durante suas narrativas é difícil distinguir o que é real do que é fantasia, o que torna o livro um pouco estranho e com aquela narrativa não linear gostosa.

Como eu disse antes, mesmo não sendo exatamente o que eu esperava, o livro fluiu muito rápido. Infelizmente não existe um aprofundamento de real de nenhum dos personagens, terminei o livro sem realmente sentir empatia por nenhum daqueles narradores.

Foi uma leitura necessária, tendo em vista que estava começando uma ressaca literária e não estava conseguindo ler nada.

3,5 estrelas.

Artemis Fowl: O Paradoxo do Tempo

Sinopse: Angeline Fowl, mãe do incrível menino prodígio do crime, contraiu uma doença potencialmente fatal. A única cura possível é o fluido de uma raça de lêmures cuja extinção foi, infelizmente, causada pelo próprio Artemis… Agora, ele terá que convocar seus amigos do Povo das Fadas para ajudá-lo a voltar no tempo e salvar o animal. E, como se esse desafio já não fosse o suficiente, ele ainda terá que enfrentar um adversário a sua altura: ele mesmo, aos dez anos.

Ainda na vibe da releitura – afinal ainda tem dois livros para ler e terminar essa saga.

Aqui é onde percebi que o autor se perdeu um pouco na sua narrativa – e me pergunto até que ponto é vontade de continuar a história que criou e até que ponto é vontade de ganhar dinheiro…

E, mesmo que eu ame o Artemis, me irritou um pouco a questão dele ser tão sabido das coisas do mundo das fadas. Em um nível que ele sabe mais das fadas que as próprias fadas. Isso é algo que me deixou realmente incomodada durante a leitura desses dois últimos livros – e que tem me deixado tensa para a leitura do sétimo e oitavo volumes…

De qualquer forma, esse foi um livro que muita coisa aconteceu ao mesmo tempo e que a resolução dos problemas foi muito errática. Na verdade, a cada problema que eles tentavam resolver muitos outros eram criados, e ficou meio chatinho.

Novamente um livro que recebeu alteração na nota. 3,5/5 estrelas e favoritado.

Corte de Névoa e Fúria

Sinopse: O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

Eu tenho sérios problemas com esse livro e com essa autora, obviamente.

Certo, eu consigo entender que a Feyre passou por momentos muito complicados ao final do primeiro livro, mas as coisas que acontecem nesse livro, mesmo sendo bem construídas, não condizem com a personalidade dos personagens do primeiro livro…

Sim, eu já aceitei que o meu ship afundou lindamente e de forma alguma estou aqui defendendo um relacionamento abusivo, mas a forma como a autora desenvolveu esses fatos na sua história só provam que ela não sabia exatamente o que queria escrever. Porque, ao meu ver, tudo o que ela fez de alteração na descrição física dos personagens e em suas personalidades foi só para dar aos seus leitores o que eles queriam…

E isso me deixa muito triste, porque eu realmente gostei do primeiro livro e esperava que o segundo livro fosse tão gostoso quanto de se ler, mas passei a maior parte do tempo irritada com as repetições infinitas e incessantes da Feyre, da forma como seu relacionamento com Tamlin e com Rhysand foram descritos e na forma como a história não tem sentido. Ou desenvolvimento. Ou sequer muita importância.

Em resumo: livros de romance não são pra mim. Hahahahaha.

3,5 estrelas.

Só espero que o próximo livro venha acompanhado de uma conclusão decente e que não seja uma enrolação sem fim…

Corte de Espinhos e Rosas

Sinopse: Em Corte de Espinhos e Rosas, um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance.
Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar um féerico transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação.
Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira que ela só conhecia através de lendas , a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la… Ou Tamlin e seu povo estarão condenados.

Preciso dizer que tinha medo de ler esse livro, pelo mero detalhe de que não gostei tanto de Trono de Vidro. E sendo Corte de Espinhos e Rosas da mesma autora, tive um grande receio de que não gostaria da Feyre como não gostei da Cealena.

Mas acabou que este livro me surpreendeu de uma forma muito boa.

Feyre é uma personagem muito mais humana que Cealena. Ela possui defeitos, é orgulhosa e cheia de vida, o que me deixou mais interessada na história e me fez devorar o livro em poucos dias.

Os personagens masculinos também foram bem construídos, possuindo motivações e interesses que os tornava reais. Claro que temos um caso de um personagem em específico que não me agradou nem um pouco, o que torna a leitura dos próximos livros um tanto quanto conturbada, já que, aparentemente, ele é o par romântico da Feyre.

E voltamos à minha sina de shippar errado… Já devia ter me acostumado…

A história de Corte é muito mais do que apenas um reconto de A Bela e a Fera com Game of Thrones – como esta saga é divulgada -, ela possui uma trama que se desenrola lentamente, de forma fluida e em crescendo durante todo o livro. Feyre, por ser humana, não sabe exatamente o que acontecia na terra dos feéricos, o que torna a leitura ainda mais interessante, porque vamos conhecendo mais sobre o mundo à medida que Feyre vai descobrindo as coisas.

No geral, foi um livro que me surpreendeu do início ao fim. Fiquei muito feliz com a leitura dele e estou ansiosa para ler o restante da trilogia – porque eu me recuso a ficar lendo sagas eternas, sendo que já fiquei sabendo que o terceiro livro encerra bem a história da Feyre.

4/5 estrelas e favoritado.

A Mediadora

Sinopse: Falar com um fantasma pode ser assustador. Ter a habilidade de se comunicar com todos, então, é de arrepiar qualquer um. A jovem Suzannah seria uma adolescente novaiorquina comum, com seu indefectível casaco de couro, botas de combate e humor cáustico, se não fosse por um pequeno detalhe. Ela conversa com mortos. Todos eles. Qualquer um. Ela é uma mediadora, em termos místicos, uma pessoa cuja missão é ajudar almas penadas a descansar em paz. Um dom nada bem-vindo e que a deixa em apuros com mãe e professores. Como convencê-los da inocência nas travessuras provocadas por assombrações? Essa é a emocionante trama de A mediadora série best seller de Meg Cabot, que ganha nova capa.
Em A TERRA DAS SOMBRAS, primeiro volume da série, Cabot apresenta a vida desta mediadora divertida, que tem certa ojeriza a prédios antigos — quanto mais velho um edifício maiores as probabilidades de alguém ter morrido dentro dele —, um pai-fantasma nada ausente e uma nova família, que inclui um pai adotivo e três irmãos postiços. A história começa com a mudança de Suzannah para a ensolarada Califórnia e, para seu desespero, uma casa do século passado. Assombrada, claro. Só que por um fantasma bonitão, que nada faz para assustá-la. Muito pelo contrário.
Os problemas de Suzannah, porém, não estão só no lar, mas também na escola. Lá, o espírito de uma garota, que se matou por causa do namorado, ameaça a segurança de todos. Só Suzannah com suas habilidades e poderes especiais pode salvar seus amigos e professores da fúria terrível de uma assombração com grandes poderes…

Eu juro que tem alguns momentos que a Kabook ferra com a minha doce vidinha. Acho que já deu pra perceber que este ani de 2018 está sendo o ano Indicações da Kabook… Não que eu me importe muito com este fato, afinal as indicações dela estão sendo bem divertidas de ler.

Só existe mesmo um pequeno problema nelas… O tal do romance.

Mas enfim… Falemos sobre A Mediadora.

Somos apresentados à Suzannah, uma garota relativamente normal da costa leste dos Estados Unidos que está saindo de Nova Iorque e se mudando para a Califórnia. Nos primeiros capítulos do livro a Suzie já me conquistou com toda sua irreverência com os problemas da vida e consigo mesma – afinal ela tem vários momentos hilários com a sua mudança de cidade.

Ela é uma personagem principal que não é idiota. O que significa que mesmo errando quando toma suas decisões ela encara as consequências de frente, sem se esconder ou se lamentar demais pelos erros.

Outra coisa que me interessou na Suzie é que ela não tem medo de falar o que pensa ou de chegar às vias de fato para resolver seus problemas, então ao invés de ficar esperando um plano mirabolante ou ser a boazinha que agrada a todos, ela acaba abrindo caminho com seus punhos para resolver os problemas.

Uma coisa que me desagradou um pouco e estou confusa com minha perspectiva sobre o fato é exatamente a parte do romance da história. Afinal, A Mediadora é um romance sobrenatural e já deu a entender que o par romântico dela é um fantasma. Q

Afora isso, devo dizer que foi um livro de leitura muito rápida, envolvente e gostosa. Devorei o livro em 5 horas.

4/5 estrelas e agora é ver se consigo a continuação para o mês que vem…