Sol E Tormenta

Sinopse: Perseguida ao longo do Mar Real e aterrorizada pela memória dos que se foram, Alina Starkov tenta levar uma vida normal com Maly em uma terra desconhecida, enquanto mantém em segredo sua identidade como Conjuradora do Sol. Mas ela não pode ocultar seu passado e nem evitar seu destino por muito mais tempo. Ressurgido de dentro da Dobra das Sombras, o Darkling retorna com um aterrorizante e novo poder e um plano que irá testar todos os limites da natureza.
Contando com a ajuda e com os ardis de um admirável e excêntrico corsário, Alina retorna ao país que abandonou, determinada a combater as forças que se reúnem contra Ravka. Mas enquanto seus poderes aumentam, ela se deixa envolver pelas artimanhas do Darkling e sua magia proibida, e se distancia cada vez mais de Maly. Ela será então obrigada a fazer a escolha mais difícil de sua vida: ter sua pátria, seu poder e o amor que ela sempre pensou ser seu porto-seguro ou arriscar perder tudo na tormenta que se aproxima.

Este foi mais um livro que me deixou com preguiça quando pensava em lê-lo, porém que devorava toda vez que finalmente pegava para ler.

Um dos maiores motivos que me deixava com preguiça do livro é que ele tem alguns clichês – tropes – que me deixam muito irritada. Alina é a escolhida que não sabia do poder que tinha, tem um triângulo – quadrado? pentágono? – amoroso, e o famoso desejo pelo poder a qualquer custo.

Devo assumir que o que me causa os maiores problemas é o triângulo amoroso. Já é de conhecimento geral que não sou a pessoa mais romântica do universo – ou ao menos que não curto as estórias que pingam romance -, mas não vejo realmente nenhum problema se a Alina tomasse uma decisão sobre a vida dela e ASSUMISSE as consequências dessa decisão.

Tirando esse pequeno detalhe – que não é tão pequeno assim -, a evolução da narrativa nesse segundo volume é simplesmente fantástica!

É possível ver como a Alina lida com as escolhas que ela toma em relação ao seu futuro como Conjuradora do Sol e também frente àquelas “escolhas” que foram impostas a ela. Também vemos, pela primeira vez, ela lidar com as consequências de suas falas. O que ela omite de seus companheiros e o que ela fala para cada pessoa ao seu redor traz um grande peso para os ombros de Alina.

E não é somente Alina que evolui, mas todos aqueles ao seu redor possuem uma evolução e uma impressionante construção de personagem. Fico cada vez mais interessada nas personagens secundárias que nos são apresentados no decorrer da série.

Mesmo com todos esses detalhes, foi uma leitura divertida, mas que mais me irritou do que me deixou verdadeiramente interessada nela… Devo dizer que a expectativa era alta e que isso sempre é um problema… “/

3,5 estrelas.

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Uma História Incomum Sobre Livros e Magia

Sinopse: Duas meninas encontram um livro mágico e cada uma se vê envolvida numa história que parece ser contada sozinha.
Kai chega ao Texas para visitar sua tia-avó Lavinia – uma senhora extravagante, durona e fã de hip-hop. Do outro lado do mundo, no Paquistão, Leila deseja ser tratada como uma princesa pela família de seu pai e viver fortes emoções. 
Elas só não fazem ideia de que seus mundos completamente diferentes estão prestes a se chocar graças a um enigmático livro em branco. 
Quando Kai escreve no livro, suas palavras magicamente aparecem no exemplar de Leila. As meninas então percebem que O cadáver excêntrico reage a cada frase acrescentada – não importa se foi inspirada pelo ataque de um chihuahua ou por um mal-entendido com uma cabra – com um trecho da história de amor vivida por Ralph Flabbergast e Edwina Pickle mais de cinquenta anos antes. 
Uma história incomum sobre livros e magia entrelaça essas três perspectivas – de Kai, Leila e Ralph – de uma forma divertida e emocionante. É uma narrativa mágica sobre o destino e os laços invisíveis que nos ligam uns aos outros.

Sempre achei esse título enorme muito interessante e a capa também me chamava a atenção, então fiquei muito feliz de encontrar este livro a um preço super acessível na Bienal de São Paulo no ano passado. E depois que li O Rei Corvo entrei em uma pseudo-ressaca literária e não estava conseguindo ler mais nada – audiobook são outros quinhentos, minha gente… Resolvi então pegar um livro fino e que poderia ter uma leitura rápida.

E foi assim que li esse amorzinho de livro!

A história é bem diferente do que eu esperava, afinal, imaginei que as meninas fossem escrever a história. Só que não é exatamente assim que acontece no livro. Kai e Leila são meros pontos para fazer a história de Ralph e Edwina ganhar forma, ter início e se desenvolver.

A narrativa então se dá em três tempos. Temos Kai no Texas, Leila em Lahore e Ralph no Texas do passado mostrando a magia existente em querer acreditar em mais do que apenas os nossos olhos podem ver.

Essa foi uma leitura tão divertida de fazer, mesmo não sendo exatamente o que eu achei que seria. Foi lúdico, foi emocionante, foi inspirador. Foi um livro infanto-juvenil que traz discussões interessantes sobre a bondade do ser humano, sobre sonhos, sobre vontades, sobre não julgar as pessoas, lugares e culturas pela “capa”.

Achei tão incrível ver tantos temas importantes sendo tratados em um livro infanto-juvenil que fiquei encantada.

4/5 estrelas e favoritado.

The Song Of Achilles

Sinopse: Baseada na Ilíada, esta obra é uma reconstituição da épica Guerra de Troia. O tímido príncipe Pátroclo é exilado no reino de Fítia, onde cresce à sombra do rei Peleu e de seu extraordinário filho, Aquiles. Apesar de suas diferenças, os meninos logo se tornam companheiros inseparáveis. Os laços entre eles se aprofundam à medida que se tornam adolescentes e hábeis nas artes da guerra e da medicina – para desagrado e irritação da mãe de Aquiles, Tétis, uma cruel deusa marinha que odeia os mortais. Quando se espalha a notícia de que Helena de Esparta foi raptada, os homens da Grécia, ligados por um juramento de sangue, têm de partir para invadir Troia e salvar Helena. Seduzido pela promessa de um destino glorioso, Aquiles junta-se à causa. Pátroclo, dividido entre o afeto e o temor por seu amigo, acompanha-o. Mal sabem eles que os deuses do destino os colocarão à prova como nunca antes, exigindo deles um terrível sacrifício.

Depois que escutei o audiobook de Circe, indicado pela Bruna não consegui resistir a pegar o primeiro livro da tia Maddy. E olha… que escolha maravilhosa!

Ultimamente eu tenho escutado os audiobooks quando estou dirigindo, e o fato de estar, atualmente, morando a 10 horas de viagem da casa dos meus pais foi simplesmente perfeito! Consegui escutar 95% do livro de uma só vez.

Devo dizer que achei este livro mais fácil do que Circe, porque os personagens da Ilíada são mais conhecidos do que aqueles que aparecem em Circe como um todo. – Ou talvez eu conheça mais a Ilíada que a Odisséia. Vai saber, não é mesmo? 😀

De qualquer forma, estou me adiantando.

Já conhecemos muitas histórias narradas pelo Aquiles, ou por outros personagens que mantêm Aquiles como o melhor dos melhores, aquele com menos falhas que os demais, um verdadeiro herói.

Aqui temos uma outra visão sobre ele. A visão humana, a versão que apenas Pátroclo tinha acesso. O lado real e falho de um herói.

O interessante é que mesmo que a história seja sobre o Aquiles, o personagem principal é Pátroclo. Então além dessa nova visão sobre Aquiles, temos um novo Pátroclo para conhecermos. Ele não foi só o amante de Aquiles, ele foi a linha guia para o Aquiles. Aquele que tentava conectar Aquiles às pessoas ao seu redor.

Foi uma leitura tão maravilhosa que estou completamente apaixonada pela tia Maddy. Quero mais livros e histórias escritas por ela, mesmo que eu esteja de certa forma de saco cheio das releituras.

Um livro 5/5 estrelas e favoritado.

O Rei Corvo

Sinopse: O aguardado volume final da Saga dos Corvos, uma conclusão espetacular à história mítica e sombria criada por Maggie Stiefvater. Nada que está vivo é seguro. Nada que está morto é confiável. Há anos Gansey iniciou uma jornada para encontrar um rei perdido. Um a um, ele atraiu seus amigos para essa missão: Ronan, que rouba coisas de sonhos; Adam, cuja vida já não é sua; Noah, cuja vida não é mais vida; e Blue, que ama Gansey… e tem certeza de que está destinada a matá-lo. O fim já começou. Sonhos e pesadelos estão convergindo. Amor e perda são coisas inseparáveis. E a busca pelo rei se recusa a ser fixada em um caminho. A busca pelo rei adormecido vai chegar ao fim em Henrietta — mas não sem perdas, desejos, revelações e uma verdade brutal. Com O rei Corvo, Stiefvater conclui uma verdadeira obra-prima.

Leitura realizada para a Fantastona 2019 no item uma conclusão de série. Programei uma leitura coletiva deste livro com a Nick, mas acabou que por uma série de motivos, não conseguimos ler juntas.

Ao contrário do restante dos livros da série, em O Rei Corvo as coisas tomam um rumo bem estranho – mais estranho do que o normal da história.

Há uma repetição enjoativa no começo dos capítulos dizendo que a história é sobre um ou outro personagem por um ou outro motivo. Há muitas narrativas diferentes em um mesmo livro e acabou que com tantos cortes na narrativa, não consegui realmente me importar com o rumo que a história estava tomando.

Fora que há a participação de um novo personagem que não fez o menor sentido na trama principal da história.

A impressão que fiquei ao terminar esta leitura foi que a autora se perdeu na construção da narrativa e quis terminar de uma forma lúdica e impressionante, mas que não conseguiu entregar exatamente o que imaginava.

Não é que o livro seja ruim ou tenha se encerrado de uma forma ruim, mas poderia ter sido melhor. Fora que era óbvio como as coisas terminariam, ao menos para mim. Então não consegui viver o drama que a Maggie queria que os leitores sentissem. Na verdade eu cantei a pedra pra minha amiga quando estava lendo o segundo livro, se não me engano…

3/5 estrelas.

Bruxa Akata

Sinopse: Carinhosamente apelidado de Harry Potter nigeriano, Bruxa Akata tece uma trama de magia e mistério, repleta de mitologia africana. Uma história de amizade, superação e sobre como achar seu lugar no mundo.
Sunny tem 12 anos e sempre viveu na fronteira entre dois mundos. Filha de nigerianos, nasceu nos Estados Unidos e é albina. Uma pária, incapaz de passar despercebida. O sol é seu inimigo. Castiga a pele e a expõe aos olhares curiosos. Parece não haver lugar onde ela se encaixe. É sob a lua que a menina se solta, jogando futebol com os irmãos. E então ela descobre algo incrível – na realidade, ela é uma pessoa-leopardo em um mundo de ovelhas. Sunny é alguém com um talento mágico latente, é uma agente livre. Uma pessoa com poderes que nasceu de pais comuns.
Logo ela se torna parte de um quarteto de estudantes mágicos, pesquisando o visível e o invisível, aprendendo a alterar a realidade, sendo escolhida por um mentor e conseguindo, enfim, sua faca juju — com a qual é capaz de fazer seus feitiços. Mas isso será suficiente para que encontrem e impeçam um assassino em série que está matando crianças? Um homem perigoso com planos de abrir um portal e invocar o fim do mundo?

Livro escolhido para o mês de fevereiro um livro que foi presente (OBRIGADA JULLY! <3) do The Unreadshelf Project e para o item um protagonista não padrão da Fantastona 2019 oi flop.

Precisei de alguns dias – mais do que esperava – para conseguir finalizar essa leitura e não foi porque o livro é ruim.

Já falei aqui algumas vezes que acredito que estou me tornando uma leitora mais exigente com aquilo que eu tenho lido, então já existem algumas coisas que não me agradam tanto assim mais. E isso é o caso dos livros que a história giram em torno “do escolhido”.

Além do mais, existe algo nesse livro que me deixou ligeiramente incomodada. Sei que a cultura africana não é muito conhecida – o que é uma pena, pois ela é muito rica -, porém a forma como a autora apresenta os detalhes. os poderes, a magia… Foi de certa forma forçado, não foi orgânico. Por muitas vezes fiquei presa aos detalhes que a Sunny estava descobrindo e não consegui desenrolar a história.

O que me deixou triste, porque realmente queria ter gostado mais deste livro. E a forma como a história se encerrou foi tão fechada – e corrida – que mesmo tendo continuação, muito provavelmente não continuarei a leitura dessa saga.

3,5 estrelas

From Twinkle, with Love

Sinopse:  Aspiring filmmaker and wallflower Twinkle Mehra has stories she wants to tell and universes she wants to explore, if only the world would listen. So when fellow film geek Sahil Roy approaches her to direct a movie for the upcoming Summer Festival, Twinkle is all over it. The chance to publicly showcase her voice as a director? Dream come true. The fact that it gets her closer to her longtime crush, Neil Roy—a.k.a. Sahil’s twin brother? Dream come true x 2.
When mystery man “N” begins emailing her, Twinkle is sure it’s Neil, finally ready to begin their happily-ever-after. The only slightly inconvenient problem is that, in the course of movie-making, she’s fallen madly in love with the irresistibly adorkable Sahil.
Twinkle soon realizes that resistance is futile: The romance she’s got is not the one she’s scripted. But will it be enough?
Told through the letters Twinkle writes to her favorite female filmmakers, From Twinkle, with Love navigates big truths about friendship, family, and the unexpected places love can find you.

Este foi o penúltimo livro que recebi pela OwlCrate e foi uma leitura interessante e difícil ao mesmo tempo.

Literatura contemporânea, no universo do Young Adult, geralmente sempre fala sobre os mesmos assuntos. Superação, reconhecimento pessoal, crescimento pessoal, se tornar uma pessoa melhor como um todo. Com uma pitada de romance. Costuma ser contado pelo ponto de vista de uma minoria e no final todos percebem o valor que aquela minoria tem.

Veja bem, não cabe a mim ditar o que deve ou não deve ser escrito no mundo. Inclusive acho importantíssimo que os livros tratem sobre os problemas da nossa sociedade como um todo. Só gostaria que este livro retratasse todas essas questões sem clichês e sem tornar a protagonista em uma personagem sem… qualidades.

Twinkle é uma personagem descendente de indianos nos Estados Unidos, não tem nenhuma auto-estima e passa a maior parte do tempo denegrindo a própria imagem e se arrastando atrás de uma “amiga” que mostra time and time again que não podia se importar menos com o bem estar da Twinkle. É a clássica história da personagem excluída e medrosa que se torna um expoente dentro da escola pelo que ela gosta de fazer.

E essas histórias de superação são uma delícia de se ler, gente! Cresci assistindo filmes e lendo livros que tratam exatamente sobre esse assunto, o que me ajudou muito a me tornar quem sou hoje mesmo com todos os problemas de auto-estima que eu ainda luto para superar diariamente…, mas acontece que a narrativa da Twinkle é repetitiva, sem mudanças, sem evolução.

Ela passa o tempo todo comparando os excluídos – groundlings – aos famosos da escola – silk-feathered hats -, sofrendo porque sua melhor amiga deixou o time dos excluídos pelo time dos famosos, sonhando com uma forma mágica de se incluir no time dos famosos. E quando eu digo o tempo todo eu quero dizer O TEMPO TODO. No mínimo duas ou três vezes por capítulo ela repete esses termos, repete seu sonho, repete o quanto ela quer voltar a ter sua amiga – mesmo quando essa amiga a ignora, deixa que os novos amigos falem mal dela, defende os novos amigos.

Ao final da história temos algum desenvolvimento de personagem, mas que deixa ao mesmo tempo com aquela sensação de dever cumprido e decepção. Fiquei realmente chateada com a forma como a história se desenvolveu como um todo e queria ter gostado mais desse livro do que gostei.

Conclusão: YA contemporâneo não é pra mim. Acredito que muitas pessoas gostarão desse livro, mas para mim não funcionou. O que é uma pena.

3/5 estrelas.

Baratas

Sinopse: O detetive Harry Hole chega a abafada Bangcoc. Sua missão: evitar um escândalo. O embaixador norueguês foi encontrado morto em um hotel barato, e aparentemente a família dele está escondendo algo importante. Harry, além de preservar o sigilo das investigações, percorre bares, templos budistas e casas de ópio em busca das peças desse quebra-cabeça, mas aparentemente ninguém quer saber de fato o que aconteceu. Quando o detetive põe as mãos em um vídeo bombástico de circuito interno de TV, as coisas se complicam. O homem que lhe entrega a fita desaparece, e outro diplomata é apunhalado. O policial logo descobre que grandes políticos podem ter segredos aterradores, e, à medida que se aproxima da verdade, aumenta o risco de ele se tornar a próxima vítima.

Realizei esta leitura há algum tempo e devo dizer que foi uma leitura das mais interessantes. Mais pelo fato de que por algum motivo que não sei explicar bem qual é, quando eu pensava em pegar o livro para ler sentia uma preguiça interminável dele, mas que quando literalmente o pegava, não conseguia mais largar o livro.

Assim como a maior parte dos livros investigativos em que o detetive é muito impressionante, existe uma parte da investigação que não temos acesso, para que a descoberta final do detetive seja ainda mais fantástica.

E isso é algo que me incomoda bastante nesse tipo de livro, porque fico com a impressão que se existisse uma investigação real, o personagem não seria tão fantástico assim.

No mais, essa leitura foi muito viciante. Ver o Harry tentando lidar com os seus fantasmas e monstros enquanto investiga um assassinato que não pode ser divulgado à população, é simplesmente divertidíssimo!

3,5/5 estrelas e com bastante ansiedade para ler o próximo!