Corte de Espinhos e Rosas

Sinopse: Em Corte de Espinhos e Rosas, um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance.
Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar um féerico transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação.
Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira que ela só conhecia através de lendas , a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la… Ou Tamlin e seu povo estarão condenados.

Preciso dizer que tinha medo de ler esse livro, pelo mero detalhe de que não gostei tanto de Trono de Vidro. E sendo Corte de Espinhos e Rosas da mesma autora, tive um grande receio de que não gostaria da Feyre como não gostei da Cealena.

Mas acabou que este livro me surpreendeu de uma forma muito boa.

Feyre é uma personagem muito mais humana que Cealena. Ela possui defeitos, é orgulhosa e cheia de vida, o que me deixou mais interessada na história e me fez devorar o livro em poucos dias.

Os personagens masculinos também foram bem construídos, possuindo motivações e interesses que os tornava reais. Claro que temos um caso de um personagem em específico que não me agradou nem um pouco, o que torna a leitura dos próximos livros um tanto quanto conturbada, já que, aparentemente, ele é o par romântico da Feyre.

E voltamos à minha sina de shippar errado… Já devia ter me acostumado…

A história de Corte é muito mais do que apenas um reconto de A Bela e a Fera com Game of Thrones – como esta saga é divulgada -, ela possui uma trama que se desenrola lentamente, de forma fluida e em crescendo durante todo o livro. Feyre, por ser humana, não sabe exatamente o que acontecia na terra dos feéricos, o que torna a leitura ainda mais interessante, porque vamos conhecendo mais sobre o mundo à medida que Feyre vai descobrindo as coisas.

No geral, foi um livro que me surpreendeu do início ao fim. Fiquei muito feliz com a leitura dele e estou ansiosa para ler o restante da trilogia – porque eu me recuso a ficar lendo sagas eternas, sendo que já fiquei sabendo que o terceiro livro encerra bem a história da Feyre.

4/5 estrelas e favoritado.

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A Mediadora

Sinopse: Falar com um fantasma pode ser assustador. Ter a habilidade de se comunicar com todos, então, é de arrepiar qualquer um. A jovem Suzannah seria uma adolescente novaiorquina comum, com seu indefectível casaco de couro, botas de combate e humor cáustico, se não fosse por um pequeno detalhe. Ela conversa com mortos. Todos eles. Qualquer um. Ela é uma mediadora, em termos místicos, uma pessoa cuja missão é ajudar almas penadas a descansar em paz. Um dom nada bem-vindo e que a deixa em apuros com mãe e professores. Como convencê-los da inocência nas travessuras provocadas por assombrações? Essa é a emocionante trama de A mediadora série best seller de Meg Cabot, que ganha nova capa.
Em A TERRA DAS SOMBRAS, primeiro volume da série, Cabot apresenta a vida desta mediadora divertida, que tem certa ojeriza a prédios antigos — quanto mais velho um edifício maiores as probabilidades de alguém ter morrido dentro dele —, um pai-fantasma nada ausente e uma nova família, que inclui um pai adotivo e três irmãos postiços. A história começa com a mudança de Suzannah para a ensolarada Califórnia e, para seu desespero, uma casa do século passado. Assombrada, claro. Só que por um fantasma bonitão, que nada faz para assustá-la. Muito pelo contrário.
Os problemas de Suzannah, porém, não estão só no lar, mas também na escola. Lá, o espírito de uma garota, que se matou por causa do namorado, ameaça a segurança de todos. Só Suzannah com suas habilidades e poderes especiais pode salvar seus amigos e professores da fúria terrível de uma assombração com grandes poderes…

Eu juro que tem alguns momentos que a Kabook ferra com a minha doce vidinha. Acho que já deu pra perceber que este ani de 2018 está sendo o ano Indicações da Kabook… Não que eu me importe muito com este fato, afinal as indicações dela estão sendo bem divertidas de ler.

Só existe mesmo um pequeno problema nelas… O tal do romance.

Mas enfim… Falemos sobre A Mediadora.

Somos apresentados à Suzannah, uma garota relativamente normal da costa leste dos Estados Unidos que está saindo de Nova Iorque e se mudando para a Califórnia. Nos primeiros capítulos do livro a Suzie já me conquistou com toda sua irreverência com os problemas da vida e consigo mesma – afinal ela tem vários momentos hilários com a sua mudança de cidade.

Ela é uma personagem principal que não é idiota. O que significa que mesmo errando quando toma suas decisões ela encara as consequências de frente, sem se esconder ou se lamentar demais pelos erros.

Outra coisa que me interessou na Suzie é que ela não tem medo de falar o que pensa ou de chegar às vias de fato para resolver seus problemas, então ao invés de ficar esperando um plano mirabolante ou ser a boazinha que agrada a todos, ela acaba abrindo caminho com seus punhos para resolver os problemas.

Uma coisa que me desagradou um pouco e estou confusa com minha perspectiva sobre o fato é exatamente a parte do romance da história. Afinal, A Mediadora é um romance sobrenatural e já deu a entender que o par romântico dela é um fantasma. Q

Afora isso, devo dizer que foi um livro de leitura muito rápida, envolvente e gostosa. Devorei o livro em 5 horas.

4/5 estrelas e agora é ver se consigo a continuação para o mês que vem…

Temporada de Acidentes

Sinopse: Guardem as facas, protejam as quinas dos móveis, não mexam com fogo.
A temporada de acidentes vai começar.
Acontece todo ano, na mesma época. Todo mês de outubro, inexplicavelmente, Cara e sua família se tornam vulneráveis a acidentes. Algumas vezes, são apenas cortes e arranhões. Em outras, acontecem coisas horríveis, como quando o pai e o tio dela morreram. A temporada de acidentes é um medo e uma obsessão. Faz parte da vida de Cara desde que ela se entende por gente. E esta promete ser uma das piores.
No meio de tudo, ainda há segredos de família e verdades dolorosas, que Cara está prestes a descobrir. Neste outubro, ela vai se apaixonar perdidamente e mergulhar fundo na origem sombria da temporada de acidentes. Por que, afinal, sua família foi amaldiçoada? E por que não conseguem se livrar desse mal?
Uma narrativa sombria, melancólica e intensa sobre uma família que precisa lidar com seus segredos e medos antes que eles a destruam.

Este livro sempre me chamou a atenção por dois motivos: adoro essa capa e fiquei muito curiosa em relação a essa sinopse. Queria entender que traços de magia eram esses que transformavam a vida de uma família um inferno durante um mês.

E, como era de se esperar, o livro não era exatamente sobre isso, não é mesmo?

Ah, sim. Todo mês de outubro a família Morris passa por mais acidentes do que o restante do universo, mas os traços de magia eram, bem, inexistentes.

A narradora do livro é a filha mais nova, Cara, e desde o início é demonstrado que ela não tem um dos melhores controles sobre a sua imaginação excessivamente fértil. Muitas vezes a realidade era permeada por toques de devaneio da Cara, então a narração não era de todo confiável.

E mesmo assim, o livro tem uma sensibilidade tocante para tratar de temas bem tensos. Relacionamento abusivo, abuso sexual, homoafetividade… tudo isso é narrado de forma bem simples e a dissociação da Cara com a realidade ajuda a dar um tom mais leve ao livro.

Foi um livro bem interessante, mas esperava um pouco mais dele. As primeiras 50 páginas são um pouco maçantes, entretanto, também estava com dificuldade para ler qualquer coisa nessa semana que se passou por problemas no meu trabalho, então não posso dizer que a culpa seja somente do livro… q

4/5 estrelas.

E feliz dia das mães para todas as mamães- de gente e de bichinho – que me seguem! ❤️

Crer ou Não Crer

Sinopse: O que pode dizer um homem que fez o voto de se dedicar a Deus a outro que está plenamente convencido de Deus não existe? O que pode ouvir um crente de um ateu? O que um ateu pode aprender? São questões assim que guiaram o encontro entre o padre Fábio de Melo e o historiador Leandro Karnal e resultaram neste livro. Um debate rico e respeitoso entre um cético e um católico que oferece uma referência importante aos brasileiros crentes e não crentes. Com coragem para provocar um ao outro e humildade para aceitar os argumentos, os autores discutiram pontos fundamentais, como se o mundo é melhor ou pior sem Deus e se a religião ajuda ou atrapalha. Questionaram o quanto a fé faz falta e discutiram as esperanças, os medos e a morte no horizonte de quem crê e quem não crê. Crer ou não crer é o resultado de muitas horas de conversa entre um dos padres mais amados do país com um dos mais populares historiadores. Uma obra que irá agradar e enriquecer milhões de leitores.

Peguei este livro emprestado com a Paulinha, ela havia comentado que o tinha comprado e se propôs a me emprestar.

Devo dizer que gostei bastante da leitura, principalmente porque, mesmo que seja um debate entre duas pessoas com pontos de vista tão opostos, em momento algum eles tentaram provar que um estava certo e o outro errado.

Foi apenas uma conversa, uma exposição de ideias e a percepção de que mesmo sendo opostos em questões de crença, eles se aproximam por ter uma visão do ser humano e sua vivência que se complementa.

O que mais me tocou durante toda a leitura é a necessidade de acreditar que a humanidade é possível de ser salva. No sentido de que a pessoa é capaz de fazer o bem independente de sistema de crenças. Que a busca por uma vida moral independe de se acreditar ou não em Deus.

Que o respeito é a chave para a solução, se não de todos, da maioria dos problemas que vemos nos dias de hoje.

Uma leitura interessantíssima.

5/5 estrelas e por mais respeito por favor.

A Seleção

Sinopse: Nem todas as garotas querem ser princesas. America Singer, por exemplo, tem uma vida perfeitamente razoável, e se pudesse mudar alguma coisa nela desejaria ter um pouquinho mais de dinheiro e poder revelar seu namoro secreto.
Um dia, America topa se inscrever na Seleção só para agradar a mãe, certa de que não será sorteada para participar da competição em que o príncipe escolherá sua futura esposa.
Mas é claro que seu nome aparece na lista das Selecionadas, e depois disso sua vida nunca mais será a mesma…

Este livro foi uma ótima surpresa. Como já comentei várias vezes por aqui, sou dessas que julga mesmo o livro pela capa. Então quando vi essa capa com essa moça jurei que seria uma historinha besta de romance.

Mas mesmo assim, por insistência da Kabook, acabei com vontade de ler essa história, mesmo ainda achando que seria uma historinha boba de romance.

E, nossa, ainda bem que li!

Porque não é só uma historinha boba de romance.

O pano de fundo de A Seleção é uma distopia que se passa nos Estados Unidos, em que a sociedade é dividida em castas e existe uma família real. Os príncipes dessa família fazem um sorteio de 35 garotas para participarem da seleção. E dessa seleção é escolhida a esposa dele.

A América é uma garota da casta 5, apaixonada pelo namorado e que não se interessa nem um pouco pela seleção, mas pela obra do destino ela é escolhida para participar da seleção. E eu a adoro porque ela não quer outra coisa além de comer…

Essa distopia é interessante porque há muitas coisas que não conhecemos, por exemplo, existe uma revolta contra a coroa que não é explicada aos súditos, então só começamos a entendê-la quando a América vai para a seleção. Fora que até mesmo essa questão das castas só vamos entender direito sobre elas e sobre a própria distopia durante a seleção.

E existe muita interação entre as participantes, com a família real, com a criadagem…

De certa forma é uma história muito mais rica do que eu esperava ver. Foi uma surpresa das mais fantásticas.

4/5 estrelas.

Dias Perfeitos

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Sinopse: Téo é um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. Durante uma festa, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Ela está escrevendo um road movie sobre três amigas que viajam em busca de novas experiências. Obcecado por Clarice, Téo quer dissecar a rebeldia daquela menina.
Começa, então, uma aproximação doentia que o leva a tomar uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez. O efeito é perturbador. Téo fala com calma, planeja os atos com frieza e justifica suas atitudes com uma lógica impecável.
A capacidade do autor de explorar uma psique doentia é impressionante – e o mergulho psicológico não impede que o livro siga um ritmo eletrizante, repleto de surpresas, digno dos melhores thrillers da atualidade. Dias perfeitos é uma história de amor, sequestro e obsessão. Capaz de manter os personagens em tensão permanente e pródigo em diálogos afiados, Raphael Montes reafirma sua vocação para o suspense e se consolida como um grande talento da nova literatura nacional.

Eu tive sérios problemas com esse livro. E o que é pior, a maioria deles a culpa foi única e exclusivamente minha.

Já mencionei aqui em vários momentos – principalmente quando falava de filmes/seriados – que não posso entrar no trenzinho da hype dessas coisas porque acabo me decepcionando porque a hype é enorme e acabo esperando uma obra prima que geralmente nunca é alcançada.

E adivinha quem foi que subiu na hype do Raphael Montes? Eu mesma!

O que significa que eu esperava tanto desse livro – provavelmente de todos os livros dele – que não consegui ver o motivo de toda a hype.

Vejam bem, a história de Dias Perfeitos é interessante, muito interessante. Um estudante de medicina com traços de psicopatia se “apaixona” por uma garota e resolve que apenas ele pode torná-la feliz e vai até o limite do aceitável para conquistá-la. Isso é interessante. Não é uma coisa legal de ser feita, mas é interessante como história.

Acontece que achei a história por si só muito corrida e com uma facilidade enorme com que as coisas aconteciam.

O que quero dizer é: tudo dá extremamente certo de uma forma extremamente insana e que não condiz com a realidade. O Téo conta muito com a sorte para conseguir fazer suas coisas, porque ele não tem um plano.

A única coisa que posso dizer que foi culpa do livro – e do Raphael – é que a narrativa dele é tão convincente que eu praticamente sentia tudo o que era descrito – com precisão anatômica – com Clarice e Téo. Tiveram momentos de embrulhar o estômago.

3/5 estrelas.

Um Trono Negro

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Sinopse: A batalha pela coroa já começou, mas qual das três irmãs triunfará? Após os inesquecíveis acontecimentos da Cerimônia da Aceleração e com o Ano da Ascenção em andamento, as apostas mudaram Katharine, outrora a irmã mais fraca, agora está mais forte do que nunca. Arsinoe, após descobrir a verdade sobre seus poderes, deve aprender a usar seu talento secreto a seu favor, sem que ninguém descubra. E Mirabella, antes a favorita para o trono, enfrenta uma série de ataques enquanto vê a fragilidade de sua posição. Em meio ao perigo constante, alianças serão formadas e desfeitas na fantástica continuação de Três coroas negras. As rainhas de Fennbirn terão que combater a única coisa no caminho entre elas e a coroa umas às outras.

Este livro é o segundo da saga Três Coroas Negras e, devo dizer, não se compara ao primeiro livro da série.

A bem da verdade esta saga tem uma história mediana, mas que no primeiro livro conseguiu entregar com maestria vários plot-twists que me deixaram simplesmente agarrada ao livro e sem conseguir soltá-lo enquanto não o terminei, e ainda encerrou com um final tão digno que eu não podia esperar pela continuação!

Só que aí veio Um Trono Negro e não senti absolutamente nada. Não me envolvi com a continuação da história, estava pouco me lixando para os personagens e nada aconteceu que realmente me prendesse. Foi exatamente o contrário do primeiro livro.

Sim, a leitura é tão fluida quanto do primeiro livro porque, afinal, a Kendare Blake escreve bem, só que a história não convence. Nenhuma das justificativas que a autora colocou para explicar os fatos em aberto do primeiro livro colaram. As personagens que antes tinham uma motivação agora são simplesmente levadas pelo plot e nem mesmo o plot faz algum sentido.

Honestamente cheguei ao final do livro com um misto de decepção e tristeza tão grande que a minha vontade real foi de colocar os livros para troca/venda, porque de uma história mediana ela caiu para uma história boba. A ideia era muito boa, era fantástica na verdade, só que a autora não conseguiu entregar. E além de não conseguir entregar, fiquei com a impressão que ela não sabia para onde levar a história…

E, além disso, ainda preciso dizer que fazia tempo que não pegava uma edição tão mal feita assim. Havia diversos erros de impressão, com páginas muito apagadas – como se a tinta da impressora estivesse acabando – e com erros de revisão grotescos. Aparentou um trabalho apressado e que não foi devidamente revisado.

Em resumo: um livro e uma edição decepcionantes.

3/5 estrelas e não sei se continuarei a acompanhar essa história.