A Lógica Inexplicável da Minha Vida

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Sinopse: Salvador levava uma vida tranquila e descomplicada ao lado de seu pai adotivo gay e de Sam, sua melhor amiga. Porém, o último ano do ensino médio vem acompanhado de mudanças sobre as quais o garoto não tem nenhum controle, como ímpetos de raiva que ele não costumava sentir. Além disso, Salvador tem que lidar com a iminente morte da avó, com uma tragédia repentina que acontece na vida de Sam e com o fato de seu pai estar se reaproximando de um ex-namorado. Em meio a esse turbilhão de sentimentos, que vão do luto ao amor e da amizade à solidão, Sal passa a questionar sua própria origem e identidade, e tenta encontrar alguma lógica para a sua vida uma tarefa que parece quase impossível.

Mantenho minha opinião que, primeiro, esse não é exatamente o tipo de livro que eu compraria, mesmo sendo YA e, segundo, que surpresa, que hino, que livro maravilhoso!

Sou muito grata ao Turista Literário por expandir minhas fronteiras e minha visão de mundo. Mesmo sendo uma caixa de livros especializada em Young Adult sempre acaba me surpreendendo com suas escolhas, com histórias diferentes, fora do padrão, que nos fazem refletir sobre nossas realidades.

Inicialmente não achei que iria gostar tanto dos personagens desse livro. Já mencionei aqui que drama não é bem um tema que me apeteça com frequência, mas há momentos na vida que precisamos dele. Pode ser apenas o excesso de drama advindo de Grey’s Anatomy – o que é culpa inteiramente da Nath que me convenceu a assistir a diaba da série – ou pode ser apenas eu tentando wrap my head around tudo o que está acontecendo com a minha vida, mas o que importa é que estou num momento favorável ao drama.

E acabei me reconhecendo nesses personagens. Em todos eles, sem excessão.

A nossa vida muda com frequência, muito mais do que estamos confortáveis em aceitar. E mudanças são absolutamente assustadoras. Toda mudança. Mesmo aquelas mudanças que partem de nós mesmos.

E o livro trata sobre isso. Sobre como um adolescente de 17 anos está conseguindo segurar a barra e viver dia após dia mesmo tendo todas as mudanças sendo jogadas em seu colo com pouco mais do que um frio deal with it.

Acho que é normal se sentir acuado, assustado, sem saber o que fazer. Hell if I know o que estou fazendo na maior parte do tempo enquanto sou obrigada a esperar a boa vontade de outras pessoas para conseguir seguir adiante com a minha vida. E acho que o senhor Benjamin consegue demonstrar muito bem essa imensa confusão em que acabamos nos metendo e sentindo.

Foi um livro que ressoou muito com meu atual estado de espírito. Novamente agradeço às irmãs Sigwalt e toda a equipe do Turista Literário por terem feito mais esse belíssimo trabalho de escolha e de ambientação da história. Choray como uma criança em algumas partes do livro e acho que ele ao mesmo tempo acabou comigo e me ajudou a entender melhor meu momento.

5/5 estrelas.

A Melodia Feroz

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Wow. Simplesmente wow.

Talvez eu deva começar repetindo um pouco do que eu disse na postagem sobre o Turista Literárioquando abri minha primeira malinha de viagem, realmente não era o livro que eu estava esperando. Não havia escutado ou lido nada a respeito de A Melodia Feroz, enquanto já havia lido a sinopse de Crueldade e, enfim…

Decepções à primeira vista pode ser um tanto quanto exageradas e preconceituosas.

A leitura deste livro – interrompida apenas quando lia Percy Jackson – foi rápida. A autora Victoria Schwab sabe escrever uma história que nos prende de forma que não fique chata e que as personagens sejam bem apresentadas, tenham um crescimento constante e se desenvolvam até o final do livro.

Além disso, é uma história que tem tudo! Monstros, conspirações, traições, sangue – muito sangue o que foi de certa forma um grande turn on e, ao mesmo tempo, turn off – amizade, família, confiança.

Vocês percebem a ausência do romance? POIS EU PERCEBI!

Talvez seja apenas eu querendo ler pouco frente aos óbvios sinais de que August e Kate iriam se aproximar, por favor, os sinais estão lá! Não podem ser – realmente – ignorados, mas eu posso entendê-los como eu quiser.

De qualquer forma, acompanhamos a história de Kate, uma garota humana, e August, um rapaz monstro. Em um mundo em que a violência gera monstros de verdade, nada é normal entre a relação dos dois. Vivendo em mundos nem tão completamente separados assim, August e Kate acabam se unindo contra um inimigo comum.

Acho que o que mais me encantou com toda essa história foi o fato de que a imersão proposta pelo Turista Literário realmente me ajudou a gostar mais do livro.

Em alguns momentos achei a história boba, banal. Violência já gera monstros em nosso mundo, só que não monstros com garras, dentes e que se alimentam de almas. Nós os chamamos de humanos.

Sendo uma realidade pós-apocalíptica, achei que o livro deixou um pouco a desejar. Afinal, ao contrário de Jogos Vorazes, Divergente Maze Runner, não há uma explicação real para o que aconteceu. Não houveram guerras, não houve uma explosão solar seguida de um vírus mutante. Só houve um “evento” que não é explicado, não é realmente citado.

Além disso, sendo um livro de monstros que derivam da violência em si, achei que faltou muita violência para eu realmente me importar com a criação deles. Os monstros em si mal são parte da trama – pelo menos até a metade do livro.

Então, ao mesmo tempo que fiquei empolgada em ver um pouco de sangue nas páginas do livro – sim, eu gosto dos meus livros pingando uma quantidade satisfatória de sangue -, não foi de uma forma que eu tenha me sentido compelida a continuar lendo. Não havia mortes descritas, não houveram batalhas o suficiente descritas.

De qualquer forma, nem preciso dizer que crushei no August, né? O guri é violinista. Meu calcanhar de Aquiles depois dos arqueiros.

4/5 estrelas e muito ansiosa para ler a continuação. E muito agradecida por ser “só” uma duologia.

A Prisão do Rei

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Bom, talvez tenham percebido pelo Goodreads ali do lado ou mesmo pela quantidade de postagens de livros que voltei à leitura. Mesmo com faculdade, jogos e seriados, voltei a ler.

Não sei se isso acontece só comigo, mas quanto mais ansiosa estou, mais leio. É algo mais do que natural para mim. É a minha válvula de escape. O que significa que cheguei ao nível de ler 4 livros simultaneamente essa semana. Basicamente estou engatando uma leitura na outra porque minha formatura se aproxima e eu estou devidamente apavorada em relação ao futuro.

E tudo isso só para introduzir o motivo de ler esse livro. Sem or… Eu falo demais. Outro sinal claro da minha ansiedade.

Comecei a ler esse livro com o intuito de trocar um livro que estou travada em uma das categorias do DDL. Como sou daquelas doidas que define tudo antes de começar o desafio, me ferrei, de certa forma, com o livro da categoria de 500 páginas.

Estava desanimada para começar, porque Espada de Vidro deixou muito a desejar e eu estava muito cansada da Mare. Só que na pilha de me soterrar de livros, acabei pegando A Prisão do Rei e fiquei dividida se devia ou não fazer uma das minhas três trocas por direito.

E EIS QUE DESCUBRO NÃO UMA, MAS DUAS PERSONAGENS LGBT NO LIVRO!

Foi mais forte do que eu. E é por isso que este livro se enquadra na categoria 19. Um livro com personagens LGBT.

E são essas pequenas revelações que me fazem ter uma relação de amor e ódio por essa saga…

Encontramos uma outra situação que me deixou, em um primeiro momento, ansiosa. Como o primeiro capítulo tinha o nome de Mare, ficou claro que haveria vários narradores e meu maior medo foi que em algum momento Maven fosse narrar e que a autora iria nos fazer engolir uma saga de redenção para um dos maiores filhos da puta que já tive o desprazer de encontrar.

Só que isso não acontece! Palmas para a senhorita Victoria Aveyard por não se enveredar por esse caminho sem volta.

A narrativa é dividida entre Mare, presa nas garras de Maven e sua corte prateada, Cameron, “presa” nas garras da Guarda Escarlate, e Evangeline, completamente soterrada por todas as maquinações prateadas de sua família.

E nada mais do que isso.

Claro que, enquanto Mare e Maven interagiam, houve uma luz sobre a personalidade do monstrinho rapaz, só que não retira as decisões, a responsabilidade dos atos dele. Então não é bem uma tentativa de redenção, mas sim uma des-demonização(?) do personagem. Não que realmente faça algum efeito, tendo em vista que ele ainda termina o livro como o pior dos piores.

Ah, sim… Os personagens LGBT. Bom, em consideração aos queridos e queridas que ainda não leram o livro e que talvez tenham vontade de ler, vou deixar em branco. Aí lê quem ficar com vontade.

Maven era apaixonado pelo rapaz que morreu e que ele usa a imagem para entrar na Guarda Escarlate como espião. E A EVANGELINE TEM UMA NAMORADA! Me chocou muito mais do que descobrir a possível bissexualidade de Maven. De todos os personagens, Evangeline tem sido a que mais me surpreendeu durante todo o livro, se pá de toda a série.

Ok… Não tanto quanto o Maven me surpreendeu no primeiro livro. MAS QUASE.

De qualquer forma, foi um livro divertido e rápido de ler. Finalmente teve uma batalha real e com tanta repercussão. E eu me senti tão representada pela Cameron no começo desse livro… Foi lindo!

Recebe 4/5 estrelas com muita facilidade. Se não apostasse tanto no romance entre a Mare e o Cal, talvez chegasse a 5 estrelas.

Espada de Vidro

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Se eu tenho uma relação dicotômica com esse livro? Com certeza! Como é possível a história ser boa, mas você odiar completamente a personagem principal? Pois saibam que é exatamente o que acontece comigo com essa saga.

Sinopse: Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.

O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.

Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.

Espada de Vidro, de Victoria Aveyard, foi o livro escolhido para o item 23. Um livro com viagem e, considerando-se que neste livro a Mare e seus companheiros viajam por toda Norta atrás de sanguenovos, foi muito bem escolhido. Perdi as contas de quantas viagens acontecem, pra dizer a verdade.

Preciso dizer que a Mare se mostrava ser meio idiota desde o primeiro livro, mas a incapacidade dela de lidar com todas as pessoas que a rodeiam nesse livro se torna muito presente e ela toma só TODAS as decisões erradas que uma pessoa poderia tomar. Além do que, ela sempre sofre com seu quadrado amoroso e quer se convencer de que não precisa das pessoas, mas chora a todo instante porque se encontra sozinha: POR ESCOLHA PRÓPRIA.

Ela é manipulada por tudo e por todos, mostrando-se a mais inocente das criaturas vivas e, mesmo assim, quer tomar para si o papel de líder martirizada, de que sabe o que está fazendo.

News flash: ela não sabe.

Cal se tornou mais suportável e devo dizer que tenho mais pena dele do que de Mare, e Kilorn se tornou mais tratável, então, ok. O romance Farley-Shade foi muito bonito de se perceber, mostrando o lado mais humano da guerra. E eu não superei uma morte que aconteceu no livro. Chorei muito com ela.

E, o pior, é que nem foi culpa da Mare.

O final foi surpreendente, mas ainda preferi as reviravoltas do primeiro livro. E agora é esperar pelo terceiro que deve chegar em algum ponto de março.

4/5 estrelas.

A Rainha Vermelha

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Escolhido para o item 11. Um livro com cor ou número no títuloRainha Vermelha da Victoria Aveyard já estava na lista de livros desde o Desafio de Leitura 2016. Foram tantos coleguinhas lendo o livro que me deu curiosidade para ver de qual que é.

Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.

Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.

Devo dizer que este livro começou me irritando bastante. A história em si é clichê, tem o quadrado amoroso de sempre, a garota que é diferente, porém forte, mesmo precisando de consolo every now and then.

A teoria de uma alteração genética causar uma cisão entre uma sociedade é muito interessante, de modo que adorei a premissa do livro. Só que achei a execução muito bobinha… até o antepenúltimo capítulo!

MEO DEOS COMO EU FUI ENGANADA! Eu cai como um patinho na manipulação da personagem e acabei sendo manipulada também! E vocês não fazem ideia de como isso foi frustrante maravilhoso… Fazia tanto tempo que um livro não me prendia o suficiente com sua narrativa para que eu não adivinhasse o rumo da história! ❤

Foi muito amor e ódio.

Agora estou no aguardo para a Amazon me entregar o segundo livro da série e aguardando ansiosamente pelo lançamento do terceiro livro!

4/5 estrelas.