Logan

 

Logan

Sinopse: Em um futuro próximo, um cansado Logan cuida do doente Professor Xavier em um esconderijo na fronteira mexicana. Mas as tentativas de Logan de se esconder do mundo e de seu legado são interrompidas com a chegada de uma jovem mutante, perseguida por forças sombrias.

Quando digo que este ano está sendo o ano para quebrar preconceitos e paradigmas, nem eu imaginava que seriam tantos.

Finalmente assisti ao Logan, último filme em que Patrick Stewart e Hugh Jackman atuaram como seus personagens Charles e Logan. E, devo dizer que, me emocionei muito mais do que imaginei que emocionaria com o filme.

Para quem cresceu assistindo aos desenhos e filmes dos X-men, bateu um certo desespero e tristeza em saber que esses atores não mais interpretarão esses personagens, eles são mais do que meros atores – até porque são atores mais do que fantásticos – eles se tornaram seus personagens.

Mas, enfim… Momento tristeza deixado de lado, preciso dizer o motivo pelo qual demorei tanto para assistir ao filme. E voltamos com tudo para o meu problema de ler a HQ.

Quando a Bruna me emprestou a HQ Old Man Logan, que conta a última história sobre o nosso X-men favorito, já imaginei que quando saísse o filme eu não gostaria dele. Afinal, a Fox não tem direitos sobre os outros personagens que aparecem na HQ – Bruce Banner, Hawkeye e outros mutantes – então já esperava que mudassem a história completamente.

E, como já disse e repito, não gosto muito quando os filmes são muito diferentes da história original. E por não gosto muito eu quero dizer que eu odeio essas adaptações.

Então, sim, evitei assistir quando lançou e adiei esse momento o máximo possível, na tentativa de esquecer o suficiente da história original para poder assistir ao filme sem esperar nada.

Acontece que não consegui esquecer, obviamente. Minha mente é simplesmente muito fantástica para guardar os detalhes mais estúpidos das histórias que eu leio agora, medicina que é bom…

E mesmo assim, eu adorei esse filme.

Sim, a história é diferente, não houve a guerra entre os mutantes, não houve divisão dos Estados Unidos entre os mutantes vencedores, não existe um Bruce Banner filho da puta que extorque dinheiro das pessoas que moram no seu lado do país, e não houve assassinato da família do Logan, ou o pedido de ajuda do Hawkeye para encontrar sua filha.

Mas mesmo tendo-se criado uma história completamente nova e diferente da original, ela foi consistente com os personagens, e foi consistente em sua própria narrativa.

No começo achei a ideia de uma filha para o Logan simplesmente demais. Algo muito forçado, ainda mais com o clone e todo o resto, mas… Aí me lembrei que a história inteira de Old Man Logan é baseada na vontade do Wolverine de conseguir dinheiro para salvar sua família das garras dos Banner. E, além disso, há também o desenvolvimento do relacionamento deles.

Afinal, para quem faz experimentos em mutantes colocando adamantium em seu esqueleto, não é muito fora da realidade pensar que poderiam criar mutantes no laboratório, não é mesmo?

All in all, eu ri, eu chorei e eu simplesmente adorei esse filme. 4/5 estrelas.

Resident Evil – The Final Chapter

Resident Evil 6

E depois de algum tempo, vamos encerrar a saga de Alice. E eu realmente espero que este seja o último filme. Cagaram ainda mais a timeline da história com esse filme…

Sinopse: Começando exatamente após os eventos de Resident Evil: Retribuição, Alice (Milla Jovovich) é a única sobrevivente do que era pra ser a última fortaleza da humanidade contra os mortos-vivos. Agora, ela precisa retornar para o local que deu inicio a esse pesadelo, a colmeia em Raccon City, onde a corporação Umbrella está reunindo suas forças para atacar os últimos sobreviventes do apocalipse.

Começamos o filme em Washigton que, se vocês não bem se lembram, foi onde o Wesker levou a Alice após salvá-la da base russa da Corporação Umbrella. Lá ele devolveu os “poderes” da Alice e disse que ela era a única que poderia salvar a humanidade.

Até aí, confiar no Wesker NUNCA é uma boa escolha, então nada diferente do esperado quando ele a traiu. Ponto ruim: Ada Wong e Leon morreram – tecnicamente. Já que APARENTEMENTE só a Alice sobreviveu aos ataques em Washington.

Tudo bem, eu compreendo, ela é a personagem principal e tudo o mais, assim como sei que se ela morrer, bem… Não tem mais filme, não é mesmo?

Só que já ficou chato.

Todos os filmes da franquia partem do mesmo pressuposto. Se não a Alice, quem poderá salvar a humanidade?

E, honestamente, isso já deixou de ser sequer interessante.

Ainda mais com todas as reviravoltas insanas que acontecem para que ela consiga salvar todo mundo no final.

E O QUE É PIOR! Ainda termina deixando em aberto se realmente é o Capítulo Final ou não.

Não, eu não compro a ideia de que a Alice é só mais um clone e que a criança doente era, na verdade, a Alícia sei lá do que. Se voltarem ao segundo filme, TEM A ANGELA! ELA ERA A GURIA DOENTE..!

ARGH!

Essas linhas do tempo são mais complicadas que a do novo X-men. Fala sério.

3,5/5 estrelas.

A Chegada

A Chegada

Sinopse: Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade.

Inicialmente você acha que é um filme triste sobre uma mãe que perde sua filha, que antes da filha morrer, conta toda a história de como conheceu o pai, os planos que tinham, essas coisas. Só que… não é bem assim que funciona.

Louise é a narradora do filme, então podemos esperar que a narrativa não seja assim tão confiável, mas, ainda mais interessante que a não confiabilidade das informações, existe uma não linearidade à narrativa que você só percebe realmente ao final do filme.

Adorei ver como o Hawkeye Ian – a parte científica da operação para descobrir o que os alienígenas querem com a Terra – é um daqueles cientistas fofinhos e idiotas – bem no estilo de Big Bang Theory -, mas fiquei um pouco irritada com o clichê de “apenas a ciência salva”.

Louise, como já disse, é a personagem principal e a narradora do filme, então acabamos vendo tudo pelos olhos dela. E, como ela é a linguista, as maiores descobertas são feitas por ela.

Pela narrativa não linear cheia de memórias que não são exatamente memórias pulsando através da história, fiquei muito confusa em relação a quem seria o pai da Hannah – e quem escolhe o nome do filho por ser um palíndromo?! -, e adorei descobrir, ao final, que na verdade as memórias eram flashes do futuro, porque os alienígenas não tem uma percepção linear do tempo.

Só não consegui comprar a ideia de que as coisas que ela vê sobre o futuro tem uma ligação tão direta com o passado. Eu tenho certeza de que não é exatamente assim que funciona o tempo, não importa quão não linear a pessoa o perceba.

Anywho, foi um filme bem divertido – e um pouco tenso. 4 estrelas.

Resident Evil: Retribuição

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Sinopse: O letal vírus T da Umbrella Corporation continua devastando a Terra, transformando a população global em legiões de desmortos.

A última esperança da raça humana, Alice (Milla Jovovich), desperta dentro do coração da mais clandestina instalação de operações da Umbrella e descobre mais sobre seu misterioso passado, a cada passo dentro do complexo.

Sem um porto seguro, Alice continua a caçar os responsáveis pela contaminação, uma perseguição que a leva de Tóquio para Nova Iorque, Washington e Moscou, culminando em uma revelação que a forçará a repensar tudo aquilo que ela acreditava ser verdade.

Ajudada por novos e velhos aliados, Alice deve lutar para viver o suficiente, até que consiga escapar de um mundo hostil no limite da destruição.

Vamos à retrospectiva? Sim!

No primeiro filme somos apresentados à Alice e a Colmeia, instituição de pesquisa da Umbrella Corporation na qual o T-vírus é criado e onde acontece o primeiro contágio com o mesmo. No segundo filme, conhecemos o criador do T-vírus e o filme se passa em Racoon City, cidade que ficava acima da Colmeia.

Até aí, tudo lindo.

No terceiro filme descobrimos que existem várias localizações subterrâneas da Umbrella, sendo que uma delas nos Estados Unidos continua operacional e pesquisas com o T-vírus são continuadas. Há um local livre de contágio, chamado Arcadia e que fica no Alaska.

No quarto filme, Alice e seus clones estão passeando pelo mundo – como eu não sei – e destruindo cada laboratório da Umbrella que encontram, sendo que o último lugar ao qual vão é no Japão. Dá-se a entender que saindo dos Estados Unidos e indo até o Japão, Alice e seus clones destruiram tudo pela frente. – Menos os zumbis, porque senão não tinha graça, não é mesmo? – Depois de destruir o laboratório no Japão, Alice – sem clones – volta pros Estados Unidos em busca de seus amigos, vai até o Alaska, não encontra Arcadia e resolve descer a costa oeste dos EUA, encontrando sobreviventes em Los Angeles.

Assim, descobre que Arcadia é um navio, mas não qualquer navio, um navio da Umbrella. Porque nada pode ser simples.

E é então que encontramos Alice presa em um laboratório da Umbrella. De novo!

Muitas perguntas vem à minha mente. Ainda existe a Umbrella? A Rainha Vermelha tinha um back-up em algum outro laboratório? Qual o motivo de tanto ódio da Rainha Vermelha em relação aos humanos? Afinal, ela tinha matado todo mundo dentro da Colmeia para impedir o vírus de chegar à superfície. Em que momento ela se tornou, como diria Alice, uma homicidal bitch? Por que colocaram saltos embutidos nas botas que Alice usa nesse filme?

Como podem ver, muitas perguntas, nenhuma resposta. Principalmente para a questão do salto. Vocês não podem imaginar como eu tinha ficado feliz com a escolha de sapatos para Alice. Todos eles muito funcionais, até o uniforme que ela e seus clones usam no quarto filme, ali já tinha salto.

Claro que ver a Ada Wong e o Leon foi interessante. Eles são, afinal, personagens principais dos jogos. Só que a história em si foi tão confusa, tão sem nexo que não permitiu que o filme se tornasse algo tão fantástico quanto poderia ser.

E por que diabos colocaram outra criança para a Alice cuidar!? Sem or. Sentido, cadê?

Enfim… Aguardando ansiosamente para assistir ao sexto filme e torcendo para que ele faça mais sentido do que esse quinto filme.

2,5/5 estrelas.

Resident Evil: Recomeço

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Sinopse: Na trama, Alice continua em sua missão de procurar e proteger todos os sobreviventes que puder encontrar. Com a ajuda de uma velha amiga, ela tenta levá-los para Los Angeles, lugar que acredita ser seguro, até que a cidade é invadida por milhares de mortos-vivos. Agora, Alice deve salvá-los não só dos zumbis, mas também de sua violenta guerra com a Corporação Umbrella.

Aqui preciso fazer o adendo de que não existe uma timeline muito coesa nessa história. Deixarei, entretanto, a retrospectiva para o quinto filme, acreditem, será algo interessante.

Começamos o filme com Alice e seus clones destruindo as instalações da Umbrella no Japão, local onde o Presidente Wesker se encontra. Aparentemente, como o jogo é de uma empresa japonesa, resolveram colocar o quartel general da Umbrella no Japão, mesmo toda a história se passando, basicamente, nos Estados Unidos.

Após o ataque, Alice acaba perdendo seus poderes sobre-humanos ao tentar combater o Presidente Wesker. Tendo sobrevivido a queda do helicóptero, consegue um avião – sabe-se lá de onde – e vai até o Alaska, com o intuito de encontrar Arcadia e seus amigos sobreviventes do terceiro filme. Continuação dos personagens, fantástico, não?

Depois de muitos problemas e momentos tensos, encontra sobreviventes em uma prisão em Los Angeles e tenta ajudá-los a sobreviver e ir até Arcadia, que então descobrimos se tratar de um navio.

Preciso dizer que o aparecimento do Chris Redfield Prison Break feelings foi bem broxante? O personagem que mais causa discórdia no filme inteiro é irmão de uma das personagens mais importantes? Por favor, né?

Os zumbis começam a sofrer mutações no mundo, conseguindo agora ter a boca-florida que aparece em algum dos jogos que eu não sei qual, porque não joguei todos e aparecem zumbis especializados Me lembrei do Pirâmide Head do Silent Hill.

Alice e Wesker tem um segundo hound, os cachorros também sofreram mutações e, enquanto a Claire precisou de dias para se lembrar da Alice, K-Mart se lembra dela em questão de minutos.

Muitas coisas que se contradizem na maior parte do filme, e o que é pior, dentro desse mesmo filme.

Foi um bom filme, mas um pouco broxante.

3/5 estrelas.

Resident Evil: A Extinção

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Sinopse: O T-Vírus experimental, criado pela Umbrella Corporation, foi liberado no mundo, transformando a população em zumbis que se alimentam de carne humana. Com as cidades sem segurança alguma, Carlos Olivera (Oded Fehr) e L.J. (Mike Epps), juntamente com as sobreviventes K-Mart (Spencer Locke) e Betty (Ashanti), reúnem um grupo e fogem pelo deserto, em um comboio blindado. Eles procuram outras pessoas que não estejam infectadas, mas apenas encontram outros mortos-vivos. O grupo é acompanhado pelo dr. Isaacs (Iain Glen), que está num complexo laboratorial subterrâneo da Umbrella Corporation, escondido sob uma torre de rádio abandonada em Nevada. Isaacs acompanha também Alice (Milla Jovovich), que, após ser capturada pela Umbrella, foi submetida a um teste biogenético que alterou sua configuração genética. Agora transformando-se constantemente e sob o risco de ser traída pelo seu próprio corpo, Alice segue o comboio e tenta conduzi-los ao seu destino: o Alasca, onde acreditam que estarão livres dos zumbis.

Aqui o mundo já foi para o espaço, tendo o vírus se alastrado pela superfície. Descobrimos que a Umbrella Corporation possui em vários países centros de pesquisa subterrâneos e que alguns de seus agentes estão seguros nesses locais.

O que eu não entendo muito bem é em como, se a raça humana beira a extinção e só existem zumbis na superfície, o mundo se torna deserto. Tecnicamente os zumbis não precisam de energia ou de carros. Como o mundo se tornou deserto se apenas uma pequena parte da população sobreviveu e que, assim sendo, não há como ter tanta poluição para causar uma mudança tão drástica no clima da Terra?

Deixando de lado os pensamentos desconexos, nesse filme descobrimos que os testes realizados em Alice a tornaram poderosa, algo além do humano, com poderes psíquicos. Claro que, aparentemente, ela tem um chip dentro dela que pode ser desligado através dos satélites da Umbrella.

E que só o sangue dela que pode trazer a cura para o T-vírus.

All in all, o filme é muito melhor que o segundo, sendo uma continuação muito mais aceitável que ele.

4/5 estrelas.

Resident Evil: Apocalipse

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Sinopse: Desde que foi capturada pela Corporação Umbrella, Alice (Milla Jovovich) passou por várias experiências biogenéticas. Ela teve seus genes modificados, o que fez com que adquirisse poderes, sentidos e agilidade sobre-humanos. Agora ela precisa retornar à cidade de Racoon, onde recebe o apoio de Jill Valentine (Sienna Guillory) e Carlos Olivera (Oded Fehr) para eliminar um vírus mortal que ameaça fazer com que todo ser humano retorne como morto-vivo.

E o que disse sobre o primeiro filme não se enquadra tão bem no segundo…

Enquanto adorei a forma como o primeiro filme caminha, sua história, sua forma com que as personagens foram caracterizadas, nesse filme… Já deixam um pouco a desejar.

Claro que adorei ver a Jill com a mesma roupa que usa no jogo, mas achei o nêmesis muito mal feito, a forma como, ao final, Alice consegue sobreviver foi muito forçada e, sinceramente, a história em si deixa a desejar.

Claro que o aparecimento do Carlos me deixa feliz, PORQUE EU SHIPPO A ALICE COM O CARLOS SIM, deal with me. ❤

Muitos personagens que são apresentados nesse filme acabam aparecendo em filmes subsequentes, mas devo já deixar a minha raiva bem à mostra na resenha deste filme. Um dos maiores plots do filme é o resgate da garota Angela. Ao final do filme, Angela está resgatada, à salvo e pronta para continuar com o grupo de sobreviventes.

Só que ela não aparece mais em filme nenhum e mesmo com o aparecimento de Carlos no terceiro filme, não há nem mesmo menção a criança! Nem que está viva, ou que morreu. Esse é um dos mais frustrantes pontos da saga, para mim. Muita coisa fica em aberto e não é explicado de um filme para o outro.

Mas estou me adiantando…

3/5 estrelas.