Carbono Alterado

IMG_20180410_224402_982

Sinopse: Um eletrizante thriller noir de ficção científica em adaptação para série da Netflix.
No século XXV, a consciência de uma pessoa pode ser armazenada em um cartucho na base do cérebro e baixada para um novo corpo quando o atual para de funcionar. A morte, agora, nada mais é que um contratempo inconveniente, uma falha no programa. Takeshi Kovacs, um ex-militar de elite, após sua última morte, tem sua consciência transportada a Bay City, a antiga São Francisco, e é trazido de volta à vida para solucionar o assassinato de um magnata. Isso só para descobrir que seu contratante é a própria vítima, que voltou à vida em um novo corpo, mas sem as memórias do crime. Mal sabe Kovacs, porém, que essa investigação irá lançá-lo no centro de uma conspiração perversa até para os padrões de uma sociedade que trata a existência humana como um produto a ser comercializado.

Como disse anteriormente, Carbono Alterado foi uma das últimas séries que realmente me empolgaram. Afinal, Grey’s Anatomy Gilmore Girls eu tenho assistido simplesmente por preguiça de pensar, pra derreter o cérebro mesmo… -q

Então, quando vi que a série foi baseado em um livro, nem preciso dizer que já enlouqueci pra ler, não é mesmo?

E devo dizer que estou impressionada com a qualidade da adaptação e como os ajustes na série, ao mesmo tempo que mudaram muitas coisas em relação ao livro, foram feitos com tal maestria que não foi ruim. Pelo contrário, cheguei a ter saudades de algumas coisas que acontecem no seriado e que é diferente do livro.

A premissa das duas histórias é a mesma: um assassinato de um Matusa faz com que Takeshi Kovacs acabe sendo encapado na Terra para desvendar este mistério. Kovacs ainda é um Emissário, porém, ao contrário da série, o Corpo de Emissários seria uma especialização das Forças Armadas, e não um exército rebelde.

Mesmo assim, as mudanças não foram muito grandes e a linha de raciocínio para o desvendar do mistério da morte de Laurens Bancroft segue o mesmo caminho que no seriado. Apenas algumas personagens diferentes lá e cá.

Uma coisa que realmente me pegou desprevenida foi a quantidade de sexo presente no livro. Sim, o seriado também é fiel neste aspecto, talvez tenha sido até mais puritano do que o livro. O que me chocou um pouco porque, afinal, geralmente é na adaptação para a mídia audiovisual que se costuma abusar do sexo…

Enfim…

Talvez porque eu tenha me apaixonado pelo seriado e talvez pela forma como ele é narrado – com vários pontos de vista, vários narradores – achei que o livro foi bem confuso em alguns momentos. Tiveram algumas partes da leitura que eu simplesmente lia e relia e não conseguia sair do lugar de tão confuso que ficava; coisa que não aconteceu no seriado.

All in all, foi um bom livro e que me diverti bastante lendo, mas não foi tudo o que eu esperava que fosse, ainda mais porque acertei na minha previsão de que a melhor personagem do seriado inteiro não apareceria no livro. O que se pode fazer, não é mesmo?

4/5 estrelas.

Advertisements

Solaris

IMG_20180324_161238_399

Sinopse: Quando o psicólogo Kris Kelvin chega em Solaris para estudar o oceano vivo – e possivelmente inteligente – que cobre a superfície do planeta, ele encontra colegas de trabalho hostis e amedrontados. Logo Kelvin descobre que esses respeitados cientistas estão sendo perturbados por estranhas aparições, que também começam a afetar sua própria percepção. O que ele vê são suas memórias mais obscuras e reprimidas, materializadas por obra de alguma misteriosa força atuante no planeta. Publicado pela primeira vez em 1961, este clássico da ficção científica, aqui traduzido diretamente do polonês, ganhou três adaptações cinematográficas, sendo que a versão dirigida por Andrei Tarkovsky em 1972, recebeu o Grand Prix no Festival de Cannes.

Livro escolhido para o item 28. Um livro que se passa em outro planeta.

Solaris é mais do que um livro de ficção científica, é quase um tratado sobre o desenvolvimento da psiquê humana e como ela se relaciona com outros seres – humanos ou não.

Solaris é um planeta que possui apenas um “ser vivo”, um mar que consegue alterar a órbita do planeta ao redor de seus dois sóis, que possui uma capacidade de interação com os objetos e exploradores que vão estudá-lo, mas que nunca fez um Contato efetivo, ou seja, os seres humanos nunca conseguiram conversar e entender o oceano.

Kelvin é o último enviado à Estação de Solaris. Um psicólogo que é recebido com desconfiança e paranoia por parte da equipe que já se encontra na Estação. E, além disso, descobre que o seu mentor está morto.

Acontece que, mesmo não tendo sido possível um Contato propriamente dito, o oceano tem uma forma completamente única de interagir com aqueles que estão na superfície de seu planeta.

O desenrolar da história e da forma como essa interação se dá é muito interessante, porém tive problemas com a leitura deste livro. Imagino que 85% do meu problema com a leitura tenha derivado do fato de que o meu livro é em inglês e que o autor criou muitos termos novos para tratar sobre o oceano de Solaris, o que implicou em uma necessidade excessiva de atenção – e releitura – para conseguir compreender exatamente o que estava acontecendo.

Os outros 25%, entretanto, deriva do fato de que o livro se torna denso no momento em que reconta tudo o que foi descoberto acerca de Solaris desde o seu descobrimento até o presente momento com Kelvin. A leitura se tornou maçante de fato quando Kelvin se entrincheirou na biblioteca da Estação e começou a ler todos os livros com as especulações, teorias e ideais relacionados ao oceano, ao contato.

Mesmo assim, gostei muito do livro e das discussões criadas por ele. Sobre a necessidade do ser humano antropomorfizar novos seres, sobre a religião, sobre o próprio medo. Foi uma leitura bastante interessante, mesmo sendo um pouco cansativa.

3,5 estrelas/5 estrelas.

Altered Carbon

Altered Carbon

Sinopse: Baseado no romance clássico de cyberpunk de Richard K. Morgan, “Altered Carbon” é uma intrigante história de assassinato, amor, sexo e traição, que se passa a mais de 300 anos no futuro. A sociedade foi transformada por uma nova tecnologia: a consciência pode ser digitalizada; os corpos humanos são intercambiáveis; a morte não é mais permanente.

Eu sei, eu sei… Faz muito tempo que não venho com resenha de algo que não seja literatura por aqui. E, acreditem, estava sentindo falta disso. Só que como sou uma pessoa que se dedica 100% ao que está fazendo, acabei deixando tudo de lado para ler. Prometo tentar não fazer mais isso… q

Descobri Altered Carbon exatamente como e quando precisava dessa série. Meu pai – melhor companhia para assistir seriados – estava estressado e como precisávamos de um tempo de Ultimate BeastMaster, acabei aceitando a sugestão da Netflix e começamos a assistir.

Afinal, não tem como errar com série de ficção científica, não é mesmo?

Nessa série, as pessoas possuem um chip em sua coluna – bem ali próximo as vértebras C2-C3 -, em que sua memória é preservada. Como cada pessoa é basicamente composta de memórias e, com esses chips, é possível trocar de corpo quando quiser, a morte deixa de ser um problema. A não ser que o chip seja destruído.

Acompanhamos várias narrativas através do seriado. A narrativa do Kovacs quando é reiniciado em um novo corpo, a narrativa do assassinato que ele precisa solucionar e, por último, a narrativa da revolução que Kovacs participou muito antes de ser desativado.

Cada ponto da trama é desvendado de tal forma que sempre que parecia que as coisas estavam simples, elas se tornavam insanas e vinha aquele cliff hanger pra destruir a vida – até o próximo episódio pelo menos.

Me apaixonei perdidamente por um dos personagens e pela trama em si. Cada pedaço que se desvendava me dava mais e mais vontade de assistir. E foi assim que eu e meu pai assistimos um seriado inteiro em 4 dias (ele precisou viajar e eu sou fiel aos meus companheiros de série).

Um seriado que tem tudo o que eu gosto. Super indico para quem gosta de um thriller policial, ficção científica e, como o que tem sido de praxe na atualidade, uma dose considerável de nudez e sexo.

5/5 estrelas e PELO AMOR DE DEUS EU PRECISO LER ESSE LIVRO!!1!!!UM!!

Planeta dos Macacos: A Guerra

Planeta dos Macacos- Guerra

Sinopse: César e seus macacos são forçados a um conflito mortal contra um exército de seres humanos liderados por um Coronel implacável. Depois que os macacos sofrem perdas inimagináveis, César luta contra seus instintos mais escuros e começa sua própria busca mítica para vingar sua espécie. À medida em que a jornada finalmente os coloca cara a cara, César e o Coronel se enfrentam em uma batalha épica que determinará o destino de suas espécies e o futuro do planeta.

Não sei o que aconteceu na minha cabeça. Jurei que tinha postado essa resenha, mas não, estava enganada.

Tudo bem, acontece.

Assisti a esse filme já tem um tempinho e preciso dizer que foi um filme que me agradou bastante.

Não me lembro exatamente dos primeiros filmes lançados não sou tão velha assim, mas acho que o reboot ficou bem interessante. Como eu já disse, adoro saber o que aconteceu, como as coisas chegam ao ponto que chegaram, então aprender sobre como César foi criado, como o vírus se espalhou, como os macacos tornaram-se inteligentes? Foi maravilhoso.

E sim, o James Franco ajudou bastante. ❤

De qualquer forma! Foco, Tifa, foco.

Nesse filme nos deparamos com um César já adulto, velho, ainda liderando a resistência dos macacos e procurando um lugar seguro para viver. E como os humanos não aceitam esse fato e estão preparados para entrar em guerra contra o bando de César.

Achei fantástico a forma como a ciência por trás do filme parece verídica. Me lembrou até mesmo um pouco de The Walking Dead, com esse papo de que todos os humanos sobreviventes são portadores do vírus que deu a inteligência aos macacos. E de como esse vírus sofreu mutações.

Foi bem interessante ver como toda a saga consegue se encerrar de forma a dar uma história que continua, mas que ao mesmo tempo não precisa ser contada. Todos sabemos como a história terminará.

Se eu chorei? Sim, chorei. Mas provavelmente não no momento em que as pessoas normais choraram. Sou dessas que sofre com a morte de personagens secundários e com poucos frames.

Não é exatamente um spoiler. É uma guerra. Pessoas – e macacos – morrem em guerras. Deal with it.

All in all, gostei bastante do filme, mas realmente acho que esse reboot deve se encerrar com esse filme. Já tem todos os ganchos para o que vai acontecer no futuro, não precisamos de nada explícito.

Ou eu não preciso… q

4/5 estrelas.

Valerian

Valerian.jpg

Sinopse: Século XXVIII. Valérian (Dane DeHaan) é um agente viajante do tempo e do espaço que luta ao lado da parceira Laureline (Cara Delevingne), por quem é apaixonado, em defesa da Terra e seus planetas aliados, continuamente atacados por bandidos intergaláticos. Quando chegam no planeta Alpha, eles precisarão acabar com uma operação comandada por grandes forças que deseja destruir os sonhos e as vidas dos dezessete milhões de habitantes do planeta.

Tentarei fazer uma resenha spoiler free, porque, afinal, o filme é um lançamento. Eu acho.

Comecei a assistir o filme achando simplesmente fantástico que ele fez o que eu esperava que ele fizesse. Ou melhor, que torcia para ele fazer. Ele explicou exatamente como foi que Alpha, a cidade de mil planetas, veio a existir.

Gente, eu AMO explicações de como as coisas começaram, de como as coisas funcionam. Eu amo explicações! O que é um tanto irônico já que eu amo deixar as minhas histórias em aberto… Então sim! Eu achei simplesmente fantástico explicarem como a “Cidade de mil planetas” veio a existir.

A fotografia desse filme foi fantástica e adorei ver as nuances de cada raça, de cada planeta que os agentes Valerian e Laureline visitaram.

Agora… Sobre os agentes… Honestamente achei a química entre eles inexistente e que os atores pareciam um pouco perdidos em relação aos seus personagens. Ou talvez seja o fato de que os dois atores escolhidos sofram de resting bitch face crônico. Eles ficam com cara de cu durante o filme todo. Geez!

Gostei bastante da Bubble – personagem da Rihanna – e achei que a atuação dela foi muito boa!

All in all, foi um filme divertido que vale a pena ser assistido em 3D mesmo eu não tendo conseguido assistir direito graças aos meus óculos…

3/5 estrelas.

E, sim, estou com 12 horas de atraso, mas tenho corrido bastante com a minha vida. Tenham paciência, ok? ❤

Kill Command

Kill Command.jpg

Porque, afinal, nem tudo é culpa da minha mãe. Meu pai também tem culpa no cartório.

Acho que o maior ponto negativo de se morar fora de casa e passar muito tempo longe é que acabamos fazendo coisas para agradar nossos pais, mais do que o normal.

Só pelo título do filme e da pouca sinopse que tinha no Netflix eu já tinha quase certeza que o filme seria ruim.

Guess what!

Era ruim.

A história do filme é bem batida. Uma empresa começou a desenvolver robôs para substituir os soldados do exército americano e colocou uma inteligência artificial nesses robôs que era capaz de se desenvolver a partir do contato com humanos.

Então eles colocavam os soldados para treinar com os robôs e assim os robôs aprendiam a forma como os soldados combatiam e, em tese, poderiam ser usados em situações de guerra em que agiriam da forma a impedir a maior quantidade de perdas humanas.

Acontece que, obviamente, eles não leram Asimov e os robôs acabaram se desenvolvendo muito além do esperado e começaram a matar todo mundo.

Yay.

Se parece muito com a temática de Exterminador do Futuro e, a bem da verdade, todo filme que envolve inteligência artificial capaz de aprender.

No final da história, além de repetitivo, achei o filme fraco, com atuações ruins por parte dos atores e muita burrice por parte de todos os personagens.

E alguém poderia me explicar como 18 alvos eliminados pode ser considerado como algo ruim para um capitão? Eu achei que o capitão ter matado só 18 pessoas em sua carreira muito pouco para alguém que está no exército.

De qualquer forma, 2/5 estrelas.

Logan

 

Logan

Sinopse: Em um futuro próximo, um cansado Logan cuida do doente Professor Xavier em um esconderijo na fronteira mexicana. Mas as tentativas de Logan de se esconder do mundo e de seu legado são interrompidas com a chegada de uma jovem mutante, perseguida por forças sombrias.

Quando digo que este ano está sendo o ano para quebrar preconceitos e paradigmas, nem eu imaginava que seriam tantos.

Finalmente assisti ao Logan, último filme em que Patrick Stewart e Hugh Jackman atuaram como seus personagens Charles e Logan. E, devo dizer que, me emocionei muito mais do que imaginei que emocionaria com o filme.

Para quem cresceu assistindo aos desenhos e filmes dos X-men, bateu um certo desespero e tristeza em saber que esses atores não mais interpretarão esses personagens, eles são mais do que meros atores – até porque são atores mais do que fantásticos – eles se tornaram seus personagens.

Mas, enfim… Momento tristeza deixado de lado, preciso dizer o motivo pelo qual demorei tanto para assistir ao filme. E voltamos com tudo para o meu problema de ler a HQ.

Quando a Bruna me emprestou a HQ Old Man Logan, que conta a última história sobre o nosso X-men favorito, já imaginei que quando saísse o filme eu não gostaria dele. Afinal, a Fox não tem direitos sobre os outros personagens que aparecem na HQ – Bruce Banner, Hawkeye e outros mutantes – então já esperava que mudassem a história completamente.

E, como já disse e repito, não gosto muito quando os filmes são muito diferentes da história original. E por não gosto muito eu quero dizer que eu odeio essas adaptações.

Então, sim, evitei assistir quando lançou e adiei esse momento o máximo possível, na tentativa de esquecer o suficiente da história original para poder assistir ao filme sem esperar nada.

Acontece que não consegui esquecer, obviamente. Minha mente é simplesmente muito fantástica para guardar os detalhes mais estúpidos das histórias que eu leio agora, medicina que é bom…

E mesmo assim, eu adorei esse filme.

Sim, a história é diferente, não houve a guerra entre os mutantes, não houve divisão dos Estados Unidos entre os mutantes vencedores, não existe um Bruce Banner filho da puta que extorque dinheiro das pessoas que moram no seu lado do país, e não houve assassinato da família do Logan, ou o pedido de ajuda do Hawkeye para encontrar sua filha.

Mas mesmo tendo-se criado uma história completamente nova e diferente da original, ela foi consistente com os personagens, e foi consistente em sua própria narrativa.

No começo achei a ideia de uma filha para o Logan simplesmente demais. Algo muito forçado, ainda mais com o clone e todo o resto, mas… Aí me lembrei que a história inteira de Old Man Logan é baseada na vontade do Wolverine de conseguir dinheiro para salvar sua família das garras dos Banner. E, além disso, há também o desenvolvimento do relacionamento deles.

Afinal, para quem faz experimentos em mutantes colocando adamantium em seu esqueleto, não é muito fora da realidade pensar que poderiam criar mutantes no laboratório, não é mesmo?

All in all, eu ri, eu chorei e eu simplesmente adorei esse filme. 4/5 estrelas.