Guerra do Velho

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Sinopse: A humanidade finalmente chegou à era das viagens interestelares. A má notícia é que há poucos planetas habitáveis disponíveis – e muitos alienígenas lutando por eles. Para proteger a Terra e também conquistar novos territórios, a raça humana conta com tecnologias inovadoras e com a habilidade e a disposição das FCD – Forças Coloniais de Defesa. Mas, para se alistar, é necessário ter mais de 75 anos. John Perry vai aceitar esse desafio, e ele tem apenas uma vaga ideia do que pode esperar. “Guerra do Velho” é frequentemente comparado a um dos maiores clássicos da ficção científica: Tropas Estrelares, de Robert Heinlein. O próprio Scalzi já confirmou que Heinlein é uma das suas maiores influências e que a obra foi escrita seguindo os princípios que ele acredita serem próprios da escrita do autor que tanto admira. Scalzi é um dos principais nomes da ficção científica contemporânea. Ganhador dos prêmios Hugo e Locus, o autor conquistou público, crítica e mercado. Em fevereiro de 2015, fechou um contrato com a editora Tor Books de cerca de $3,4 milhões, para publicar 13 livros nos próximos 10 anos. O canal SyFy está produzindo uma série de TV – chamada Ghost Brigades – como adaptação do livro, e a Paramount já comprou os direitos para levar a história para as telas do cinema.

Último livro do Desafio de Leitura de 2018. Foi escolhido para o item 21. Um livro cyberpunk.

Recebi esse livro de presente do Tales pelo meu aniversário e não, nem fiquei brava por ter passado três meses e ele já ferrou todo o esquema das TBR que eu tinha… Porque é óbvio que esse livro é fantástico e que o li em apenas um dia. ❤ E já precisei comprar a continuação, não é mesmo..?

Acompanhamos a história de John aos 75 anos e como ele se alista ao exército das Forças Coloniais de Defesa – um exército particular que protege as colônias terrestres através do universo. O interessante desse alistamento é que nenhum humano vivendo na Terra sabe o que acontece exatamente com as pessoas que se alistam às FCD, então, assim como John Perry, nós leitores também vamos descobrindo o que está acontecendo na medida em que vamos lendo.

Em relação aos alienígenas, é muito legal ver como os seres humanos lidam com os outros povos, como a ideologia que aprendemos na Terra acaba influenciando a forma como encontramos cada novo ser. E, principalmente, como estamos de certa forma ficando para trás na questão do desenvolvimento bélico e de táticas de guerrilha.

Gostei bastante da forma como o relacionamento interpessoal é tratado nessa história. Adoro ver como as pessoas se relacionam em tempos de guerra e como elas fazem para superar seus traumas, suas dificuldades, suas dúvidas. É algo muito amor! ❤

Foi uma leitura que reacendeu meu amor por ficção científica… ❤ Valeu muito a pena a demora para receber o livro. 😉

5/5 estrelas e favoritado! Logo mais teremos A Brigada Fantasma.

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O Dueto Sombrio

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Sinopse: Na sequência final de A Melodia Feroz, Kate Harker precisa voltar para Veracidade e se unir ao sunai August Flynn para enfrentar um ser que se alimenta do caos.
Kate Harker não tem medo do escuro. Ela é uma caçadora de monstros — e muito boa nisso. August Flynn é um monstro que tinha medo de nunca se tornar humano, mas agora sabe que não pode escapar do seu destino. Como um sunai, ele tem uma missão — e vai cumprir seu papel, não importam as consequências.
Quase seis meses depois de Kate e August se conhecerem, a guerra entre monstros e humanos continua — e os monstros estão ganhando. Em Veracidade, August transformou-se no líder que nunca quis ser; em Prosperidade, Kate se tornou uma assassina de monstros implacável. Quando uma nova criatura surge — uma que força suas vítimas a cometer atos violentos —, Kate precisa voltar para sua antiga casa, e lá encontra um cenário pior do que esperava. Agora, ela vai ter de encarar um monstro que acreditava estar morto, um garoto que costumava conhecer muito bem, e o demônio que vive dentro de si mesma.

Livro escolhido para o item 03. Um livro publicado este ano. O Dueto Sombrio foi publicado no Brasil no dia 21/03/2018. As maravilhas de comprar o livro em pré-venda! ❤

Como eu disse anteriormente, este ano é o ano da Tia Vic na minha vida! ❤ E não posso dizer que me arrependo disso, sabe…

O Dueto Sombrio é a continuação – e encerramento – fantástica da duologia Monstros da Violência iniciada com o livro A Melodia Feroz.

Aqui acompanhamos como Kate Harker e August Flynn estão vivendo suas vidas 6 meses após o encerramento do primeiro livro. Muita coisa aconteceu com os dois e achei bastante interessante como a Tia Vic conseguiu caminhar com sua história para que não ficasse repetitiva ou cansativa.

No primeiro livro vemos como Veracidade sobrevive aos seus três tipos de monstros, corsai, malchai e sunai. Cada monstro possui uma predileção ao se alimentar, um tipo de poder e um tipo de ponto fraco. A forma como humanos e monstros interagem também é abordada de forma muito interessante no primeiro livro.

Já no segundo livro temos Kate em Prosperidade e August em Veracidade. Os seis meses que se passaram trouxe mudanças para ambos e para as pessoas ao seu redor. August se torna a principal arma da Cidade Sul e Kate descobriu que existem monstros fora dos limites de Veracidade.

Prosperidade também possui sua parcela de monstros, só que estes são diferentes dos de Veracidade. E ao contrário desta, os processos de criação dos monstros em Prosperidade não são conhecidos. O que torna o trabalho de Kate de caçar esses seres muito mais difícil.

Um dos monstros de Prosperidade é uma forma escura com olhos de espelho, capaz de tornar as pessoas que encaram seu olhar em máquinas de violência, que não param enquanto não matarem todos os humanos da redondeza e que se espalha como um vírus. Todos que entram em contato com ele se tornam contagiosos.

Não há um segundo de calma nesse livro. A leitura é intensa e tudo o que poderia acontecer e dar errado acontece. Há muita intriga, muita luta e muitas mortes.

Devo dizer que chorei nos últimos capítulos do livro e só tenho a agradecer o fato de que estava sozinha enquanto lia, não conseguiria explicar todas as lágrimas e soluços…, mas o livro permanece apaixonante.

Honestamente tiveram alguns momentos que duvidei que a tia Vic conseguiria realmente acabar essa história nesse livro, pensei que talvez se tornasse uma trilogia, mas… Essa diva conseguiu a proeza de acabar a história de forma maravilhosa, algo que beira a perfeição! Só não digo que foi completamente perfeito porque Prosperidade como um todo ficou em aberto ao final…

5/5 estrelas e série favorita da minha vida! ❤ ou pelo menos uma das…

Magic Bitter, Magic Sweet

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Sinopse: Maire is a baker with an extraordinary gift: she can infuse her treats with emotions and abilities, which are then passed on to those who eat them. She doesnt know why she can do this and remembers nothing of who she is or where she came from.
When marauders raid her town, Maire is captured and sold to the eccentric Allemas, who enslaves her and demands that she produce sinister confections, including a witchs gingerbread cottage, a living cookie boy, and size-altering cakes.
During her captivity, Maire is visited by Fyel, a ghostly being who is reluctant to reveal his connection to her. The more often they meet, the more her memories return, and she begins to piece together who and what she really is as well as past mistakes that yield cosmic consequences.

Livro escolhido para o item 17. Um livro de um autor que use iniciais.

Nem preciso dizer como sou grata ao Kindle Unlimited, não é mesmo? De verdade, acho que nunca tomarei uma decisão mais acertada do que a de assinar este programa… But I digress.

Tenho uma tendência de escolher livros que quero ler baseado em capas e temas, ou seja, se a capa é bonita e o livro tem um tema que eu acho interessante – como magia, ou steampunk, ou ficção científica, etc – fico doida para ler o digníssimo livro.

E foi isso o que aconteceu com Magic Bitter, Magic Sweet. Achei a capa uma fofura e fiquei realmente curiosa em ver uma história em que a magia é sutil, delicada e quase imperceptível, uma magia relacionada ao cozinhar. Fiquei realmente intrigada com a história.

O que não significa que tudo foram flores.

A história começa com Maire sem lembranças, apenas com o conhecimento de que consegue influenciar o que cozinha dependendo do que está sentindo no momento em que está fazendo seus bolos – literalmente temperando com amor. Maire não sabe de onde vem, nem como seus poderes funcionam, só sabe que funcionam assim.

By the way, adorei acompanhar como a Maire fazia cada um de seus doces. Achei uma forma fantástica de descrever o funcionamento da magia, mesmo que tenha se tornado extremamente repetitivo depois das primeiras páginas.

A vila de Maire é atacada por um grupo de mercenários – ou seria de caçadores de escravos? – e ela e outros habitantes da vila são levados para uma outra cidade e vendidos como escravos.

Allemas, ao comprar Maire, sabe do poder que ela tem e a usa para criar diferentes doces. Um bolo para crescer e diminuir – Alice no País das Maravilhas -, uma casa feita inteiramente de doces – João e Maria – e até mesmo um garoto de biscoito – The Gingerbread Man. Achei uma forma muito interessante de misturar a nossa realidade com a realidade mágica de Raea, e também de dar uma certa explicação de como essas coisas surgiram em cada um dos contos de fada.

Acontece que a história não é apenas isso. Maire conhece Fyel, um ser de luz que tenta fazê-la se lembrar do seu passado. Ele é bastante misterioso e estranho. Na verdade a história entre Maire, Fyel e Allemas é bastante confusa, mas que remete a Frankenstein.

Demorei um pouco para conseguir encontrar um sentido e uma velocidade de leitura, mas achei a narrativa e a forma como a autora escreve muito gostosa de ler.

4/5 estrelas.

Solaris

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Sinopse: Quando o psicólogo Kris Kelvin chega em Solaris para estudar o oceano vivo – e possivelmente inteligente – que cobre a superfície do planeta, ele encontra colegas de trabalho hostis e amedrontados. Logo Kelvin descobre que esses respeitados cientistas estão sendo perturbados por estranhas aparições, que também começam a afetar sua própria percepção. O que ele vê são suas memórias mais obscuras e reprimidas, materializadas por obra de alguma misteriosa força atuante no planeta. Publicado pela primeira vez em 1961, este clássico da ficção científica, aqui traduzido diretamente do polonês, ganhou três adaptações cinematográficas, sendo que a versão dirigida por Andrei Tarkovsky em 1972, recebeu o Grand Prix no Festival de Cannes.

Livro escolhido para o item 28. Um livro que se passa em outro planeta.

Solaris é mais do que um livro de ficção científica, é quase um tratado sobre o desenvolvimento da psiquê humana e como ela se relaciona com outros seres – humanos ou não.

Solaris é um planeta que possui apenas um “ser vivo”, um mar que consegue alterar a órbita do planeta ao redor de seus dois sóis, que possui uma capacidade de interação com os objetos e exploradores que vão estudá-lo, mas que nunca fez um Contato efetivo, ou seja, os seres humanos nunca conseguiram conversar e entender o oceano.

Kelvin é o último enviado à Estação de Solaris. Um psicólogo que é recebido com desconfiança e paranoia por parte da equipe que já se encontra na Estação. E, além disso, descobre que o seu mentor está morto.

Acontece que, mesmo não tendo sido possível um Contato propriamente dito, o oceano tem uma forma completamente única de interagir com aqueles que estão na superfície de seu planeta.

O desenrolar da história e da forma como essa interação se dá é muito interessante, porém tive problemas com a leitura deste livro. Imagino que 85% do meu problema com a leitura tenha derivado do fato de que o meu livro é em inglês e que o autor criou muitos termos novos para tratar sobre o oceano de Solaris, o que implicou em uma necessidade excessiva de atenção – e releitura – para conseguir compreender exatamente o que estava acontecendo.

Os outros 25%, entretanto, deriva do fato de que o livro se torna denso no momento em que reconta tudo o que foi descoberto acerca de Solaris desde o seu descobrimento até o presente momento com Kelvin. A leitura se tornou maçante de fato quando Kelvin se entrincheirou na biblioteca da Estação e começou a ler todos os livros com as especulações, teorias e ideais relacionados ao oceano, ao contato.

Mesmo assim, gostei muito do livro e das discussões criadas por ele. Sobre a necessidade do ser humano antropomorfizar novos seres, sobre a religião, sobre o próprio medo. Foi uma leitura bastante interessante, mesmo sendo um pouco cansativa.

3,5 estrelas/5 estrelas.

Nevernight

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Sinopse: Há histórias sobre Mia Corvere, nem todas verdadeiras. Alguns a chamam de Moça Branca. Ou a Faz-Rei. Ou o Corvo. A matadora de matadores. Mas, uma coisa é certa, você deveria temê-la.
Quando ela era criança, Darius Corvere – seu pai – foi acusado de insurreição contra a República de Itreya. Mia estava presente quando o carrasco puxou a alavanca, viu o rosto do pai se arroxeando e seus pés dançando à procura do chão, enquanto os cidadãos de Godsgrave gritavam “traidor, traidor, traidor”…
No mesmo dia, viu a mãe e o irmão caçula serem presos em nome de Aa, o Deus da Luz. E, embora os três sóis daquela terra não permitam que anoiteça por completo, uma escuridão digna de trevas tomou conta da menina. As sombras nunca mais a largaram.
Mia, agora com dezesseis anos, não se esqueceu daqueles que destruíram sua família. Deseja tirar a vida de todos eles. É por isso que ela quer se tornar uma serva da Igreja Vermelha – o mais mortal rebanho de assassinos de toda a República. O treinamento será árduo. Os professores não terão misericórdia. Não há espaço para amor ou amizade. Seus colegas e as provas poderão matá-la. Mas, se sobreviver até a iniciação, se for escolhida por Nossa Senhora do Bendito Assassinato… O maior massacre do qual se terá notícia poderá acontecer. Mia vai se vingar.

Livro escolhido para o item 39. Um livro da Oceania. Tendo em vista que o tio Jay nasceu na Austrália, foi uma ótima sacada para este item!

Este é, também, um outro livro que estou fazendo a leitura em conjunta. Há, no instagram, um perfil chamado The Buddy Readers, um projeto criado pela linda Nick Mafra e pelo fofo Rique Reads, no qual um livro é escolhido para ser lido em um mês. Como eu sou afobada e incapaz de ler devagar, já terminei o livro… Paciência. q

Existem alguns pontos nesse livro que me deixaram muito satisfeita com ele como um todo.

E é claro que a personagem principal estar disposta a se tornar realmente uma assassina – e não apenas ganhar a fama, mas não fazer nada estou olhando para você Trono de Vidro – é simplesmente o melhor presente que eu poderia receber! Entendam, estou cansada desses livros que têm premissas maravilhosas, em que as personagens principais devem encontrar o seu lugar e se tornar a melhor no que fazem – o que quer que seja – é uma sacada muito interessante, mas que geralmente não é adequadamente tratada. Elas não lutam pelo seu objetivo, basicamente nasceram perfeitas naquilo e não precisam se esforçar em nada.

E a Mia não é assim.

Ela tem uma vantagem, a de ser sombria e assim conseguir se camuflar, só que ela é uma personagem viva, com defeitos além de qualidades, com pontos que precisam ser afiados para que ela se torne uma boa assassina, uma Lâmina. Então durante todo o livro nós acompanhamos o crescimento dela como pessoa e como assassina. Ela é uma personagem real, que consegue te convencer.

O outro ponto interessante desse livro é que todos os personagens são multifacetados. O tio Jay conseguiu criar personagens cativantes e fantásticos, com toda uma história por trás que os torna o que são. E eles são independentes da Mia, o que os torna ainda mais maravilhosos! A louca que ama os personagens secundários.

Outro ponto interessante é que o livro é narrado por uma terceira pessoa, por um narrador mesmo. E que entra em contato com o leitor, mas que me ganhou de uma forma bem simples: ele se apresenta nas primeiras páginas e passa a “dialogar” com o leitor através de notas de rodapés, ou seja, ele não interrompe a narrativa para mudar o ponto de vista ou influenciar o leitor, ele apenas acrescenta fatos à história, ampliando o conhecimento do mundo de Nevernight do leitor. ❤ Foi uma sacada simplesmente fantástica do tio Jay!

Por outro lado, devo dizer que os primeiros capítulos – principalmente o primeiro capítulo – apresentou uma narrativa cansativa, pois era espelhada. Havia um flashback seguido pela narrativa no presente. E no primeiro capítulo era literalmente um espelho, ou seja, eram basicamente as mesmas palavras nas duas narrativas. Como o livro usa muito do flashback – mas nada exagerado -, fiquei com receio de que ele fosse todo em espelho. Não é o caso, lá pelo capítulo 4 ou 5 os capítulos se tornam mais precisos, sem muita repetição.

All in all, foi um livro que não me arrependo de ter devorado em poucos dias, muito menos de ter comprado. Se existe arrependimento foi o de não o ter lido antes.

5/5 estrelas, favoritado e ansiando pela continuação.

A Rainha de Tearling

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Sinopse: Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear – uma joia de imenso poder –, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda… ou uma tragédia.

Livro escolhido para o item. 22. Um livro com substantivo próprio no título.

Para dizer bem a verdade, este livro em específico foi o que me deu vontade de começar a participar do Turista Literário, porque ele foi um dos destinos escolhidos em 2016. Além do livro, o Turista enviou uma book sleeve maravilhosa com a imagem da Rainha Kelsea.

Preciso dizer que esse livro foi uma leitura interessante. Gostei bastante de conhecer Kelsea, Clava, Pen e outras personagens importantes para o crescimento e desenvolvimento de Kelsea como pessoa e como rainha. Gostei bastante de Carlin e Bartolomew, e achei bastante interessante como a dinâmica entre a Guarda da Rainha e a própria rainha acontecia.

Adorei conhecer a história de Tearling juntamente com Kelsea e achei que foi uma sacada muito criativa da autora de colocar um impedimento para os estudos de Kelsea, assim ela não sabia exatamente o que acontecia em seu próprio reino, o que sua mãe havia tomado de decisões e muito menos dos tratados com os países vizinhos.

O maior ponto negativo para essa história é um combo entre diagramação do livro e estilo de narrativa. Creio que já mencionei aqui que tenho problemas muito grandes com o Kindle porque sua diagramação é diferente de um livro normal e com todo o seu aumentar/diminuir tamanho de letra e espaçamento em alguns momentos parece que leio infinitas páginas, mas na realidade li apenas 5-10 páginas.

Isso também acontece com A Rainha de Tearling. A diagramação do livro é com letras pequenas e espaçamento pequeno, o que implica em muito conteúdo por página. Somado a isso o estilo de narração extremamente detalhado e explicativo da autora e temos um livro que é lento.

Não estou dizendo que o livro é ruim, veja bem, mas simplesmente lento. Denso. Eu estou acostumada a ler 50-100 páginas em um tempo que varia de 30-60 minutos. Lendo A Rainha de Tearling demoro uma hora para ler uma média de 20-30 páginas, simplesmente porque existe muita informação em cada página.

O que torna o livro um pouco difícil de ser lido. Não pela história, afinal, gostei bastante dela.

Ah, uma coisa que devo falar em relação a esta história, é uma história violenta. Há muita violência, principalmente contra a mulher. Já perdi a conta de quantas vezes é citado que estupro é uma arma de guerra. Cenas de estupro são descritas, não com todos os seus detalhes sórdidos, mas são descritas. E já fui avisada que no segundo livro existem cenas explícitas de estupro.

Ou seja: Se você tem o estupro como trigger de ansiedade, não acho que esse seja um livro indicado.

3,5/5 estrelas.

A Canção das Águas

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Sinopse: Caroline Oresteia está prometida ao rio. Por gerações, sua família ouviu o chamado do deus do rio, que guiou suas embarcações em incontáveis viagens pelas terras fluviais. Aos dezessete anos, Caroline está preparada para conhecer seu destino, após anos ouvindo a voz das águas. Mas o deus do rio ainda não falou o seu nome – e se ele não o fez até agora, existe uma chance de que nunca o fará. Ela decide tomar as rédeas de seu próprio destino quando seu pai é preso por se recusar a transportar um caixote misterioso. Ao concordar em fazer a entrega em troca de sua liberdade, Caroline é pega em uma rede de políticas e mentiras, sem a ajuda do deus do rio e com perigosos piratas atrás da carga. Com tanta coisa em jogo, ela precisa escolher entre a vida que sempre quis e a que nunca imaginou para si.

Livro escolhido para o item 19. Um livro que se passa no mar.

Inicialmente eu achei que não seria esse o livro para este item e que eu nem conseguiria enquadrá-lo no Desafio de Leitura, até porque ele foi publicado no ano passado e a história se passa praticamente apenas nos rios. Mas, como eu sou doidinha e não quero atrasar com as minhas leituras do Turista Literário, decidi que leria o livro antes de chegar a caixinha de fevereiro. E eis que descubro que a história se passa também no mar!

Felicidade instantânea!

Devo dizer que a narrativa do livro é muito boa de ler, mas que há um excesso de sexualidade na história que me deixou levemente incomodada. Só que aí eu me lembrei que o livro conta a história de piratas e tudo ficou bem ao final.

Mas continuei incomodada com o apelido de Caroline – Carô…

A Caroline é uma personagem interessante, mas o que realmente me chamou a atenção na história é a forma como ela se relaciona com as outras personagens – principalmente Bee – e com a Cormorant. A ideia de que os deuses possuem seus favoritos e que os ajudam também me deixou satisfeita e mais curiosa com a história em si. Caroline foi, até o final ou no meu caso o meio um ponto fora da curva em relação a sua família pela falta de dotes de comunicação com o deus do rio.

Ah, e como eu não podia deixar de falar, o livro se encerra de uma forma tão maravilhosa que senti como se não precisasse de continuação, mas como essa história será uma duologia, não poderia ficar mais satisfeita, afinal, Caroline está apenas começando sua aventura solo…

Claro que a malinha do Turista foi uma surpresa e tanto, muito satisfatória, ainda mais porque ela veio em janeiro, o mês do meu aniversário, com um livro que eu queria muito! ❤ E a história foi uma delícia de ler! A li em apenas 8 horas.

4/5 estrelas.