A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil

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Sinopse: Você nem imagina os mistérios que existem do outro lado do universo. Se tiver coragem de desbravá-los, é melhor se preparar. Essa não será uma jornada rápida e os perigos podem surgir a cada momento, de onde menos se espera. A boa notícia é que você não estará sozinho. Milhares de leitores em todo o mundo já embarcaram nas páginas dessa que é A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil. O livro de Becky Chambers é um marco recente no universo da ficção científica. Lançado originalmente através de financiamento coletivo pela plataforma Kickstarter, ele conquistou a crítica especializada e os ainda mais exigentes fãs do gênero, sendo indicado para prêmios respeitados, como o Arthur C. Clarke Award e o Hugo Award. Um dos motivos do sucesso de A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil é a abordagem da história. Elementos essenciais em qualquer narrativa sci-fi estão muito bem representados, como a precisão científica e suas possíveis implicações políticas. O gatilho principal é a construção de um túnel espacial que permitirá ao pequeno planeta do título participar de uma aliança galáctica. Mas o que realmente torna único esse romance on the road futurístico e muito divertido são seus personagens. Instigantes, complexos, tridimensionais. A autora optou por contar a história de gente como a gente, ainda que nem todos sejam terráqueos, ou mesmo humanos. A tripulação da nave espacial Andarilha é composta por indivíduos de planetas, espécies e gêneros diferentes, incluindo uma piloto reptiliana, uma estagiária nascida nas colônias de Marte e um médico de gênero fluido, que transita entre o masculino e o feminino ao longo da vida. Temas como amizade, força feminina, novos conceitos de família, poliamor e racismo fazem parte do universo do livro, assim como cada vez mais fazem parte do nosso mundo. Becky Chambers segue os passos da pioneira Ursula K. Le Guin e inclusive presta homenagem à inventora do ansible, um dispositivo de comunicação interplanetária, em sua obra. A visão feminina e acurada de autoras como Becky e Ursula permite desconstruir velhos clichês e quem sai ganhando são os amantes da literatura sci-fi, de todas as espécies gêneros. Outras fontes ajudaram a formar a autora de A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil, Carl Sagan e Star Trek, por exemplo. Mas certamente suas influências estavam em casa. Becky é filha de um casal de cientistas espaciais e neta de um dos participantes do Projeto Apollo da Nasa. A ciência é algo importante na família. A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil é o primeiro livro de ficção científica da coleção DarkLove. Livros escritos por autoras com grandes histórias para contar, prontas para desbravar novos mundos. E ele consolida a DarkSide Books no fantástico universo de sci-fi. A editora já lançou Star Wars: A Trilogia, novelização dos três primeiros filmes da saga, e O Homem que Caiu na Terra, de Walter Tevis, romance que deu origem ao primeiro filme de David Bowie como ator, dirigido por Nicolas Roeg em 1976.

A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil foi o primeiro livro que li para a Maratona Leia Scifi criada pelo FOFO do Victor Almeida (Geek Freak) em parceria com a editora… Aleph? Creio que sim, mas posso estar enganada…

Também foi o livro de setembro do Turista Literário, o que significa que estou em dia com as minhas leituras do Turista! Yay! Não tão em dia com as leituras de outubro, mas só faltam 11 cantos de A Divina Comédia para terminar, então… Esse ano acaba, amém!

Sobre o livro…

Eu me apaixonei pela porcaria desse livro! Porcaria com todo o meu amor e carinho, vejam bem.

A história do livro é bem no estilo que eu gosto. Episódico, que explica apenas o suficiente para que você consiga ler sem problemas, mas sem impedir que muita coisa fique à critério da sua imaginação.

Fora que os personagens são tão bem caracterizados que, basicamente, não existem personagens secundários! Sim, temos os tripulantes da Andarilha, que são os personagens principais da história, mas praticamente – se não todos – todos os personagens com quem eles entram em contato durante o decorrer da história são muito bem caracterizados também! ❤

Gente, esse livro foi MUITO amor! 4/5 estrelas e favoritado com toda a certeza.

Já estou desesperada pelo próximo livro da trilogia – e tirei uma estrela porque cansei de trilogias… q

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A Filha das Trevas

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Sinopse: Lada Dragwlya e o irmão mais novo, Radu, foram arrancados de seu lar em Valáquia e abandonados pelo pai – o famigerado Vlad Dracul – para crescer na corte otomana. Desde então, Lada aprendeu que a chave para a sobrevivência é não seguir as regras. E, com uma espada invisível ameaçando os irmãos a cada passo, eles são obrigados a agir como peças de um jogo: a mesma linhagem que os torna nobres também os torna alvo.
Lada despreza os otomanos. Em silêncio, planeja o retorno a Valáquia para reclamar aquilo que é seu. Radu, por outro lado, quer apenas se sentir seguro, seja onde for. E quando eles conhecem Mehmed, o audacioso e solitário filho do sultão, Radu acredita ter encontrado uma amizade verdadeira – e Lada vislumbra alguém que, por fim, parece merecedor de sua devoção.
Mas Mehmed é herdeiro do mesmo império contra o qual Lada jurou vingança – e que Radu tomou como lar. Juntos, Lada, Radu e Mehmed formam um tóxico e inebriante triângulo que tensiona ao limite os laços do amor e da lealdade.
Sombrio e devastador, este é o primeiro livro da mais nova série de Kiersten White. Cabeças vão rolar, corpos serão empalados… e corações serão partidos.

Esse foi o livro da mala de agosto do Turista Literário e devo dizer que gostei bastante dele.

Mas talvez não tanto quanto o resto da humanidade -q

O que aconteceu foi o seguinte: fui pega pela hype do livro. Todos os booktubersbookstagramers que eu sigo falaram tão bem desse livro, que era um hino, que era algo completamente diferente de tudo o que eles já tinham lido que, obviamente, fui com altas expectativas para ele.

Não que isso tenha de qualquer maneira estragado a minha experiência com o livro! Só que também não ajudou muito… Como posso explicar…

Os personagens foram muito bem trabalhados e eu gostei bastante deles. Cada um tinha um estilo completamente diferente um do outro, mas eles se completavam de uma forma que fazia sentido. Acho que eles estavam mais em sintonia do que o golden trio de Harry Potter. Pelo menos no começo da história.

Gostei bastante também da forma como a autora descreve a religião e o dia a dia no império otomano. A vida dos irmãos Draculesti em um universo completamente oposto ao que foram criados foi muito bem composta e interessante de acompanhar.

Só que lá pela segunda ou terceira parte do livro, quando eles são adolescentes, as coisas começaram a ficar mais… iguais? Reconheci muito de outras histórias que já li, então quebrou um pouco do encanto que eu estava sentindo enquanto lia uma história realmente diferente.

É claro que passei a valorizar mais o Radu exatamente nessa parte, o que talvez não faça tanto sentido assim, mas é a verdade.

De qualquer forma, foi um livro bem divertido e que eu só não devorei como eu queria porque comecei a trabalhar UHULL e esses últimos dias foram bem puxados.

4/5 estrelas e curiosa para o próximo livro.

On another note: Abandonei um dos livros que estava lendo para o mês de outubro, mas como não acho que tenha mencionado ele na TBR do mês, nem conta… 😉

TBR Outubro

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Eu sei, gente, eu sei que deveria ter um post no sábado dia 07, mas eu e Emma não estamos conseguindo nos entender. Calma que eu explicarei melhor quando acabar a leitura do livro, ok? 😉 E mesmo assim, não teria como postar a TBR no sábado, porque os correios não colaboram, não é mesmo?

Também sei que tem livro repetido da última TBR, mas fazer o que se não consegui ler os livros pra TBR em Cacos? Vamos seguindo com o plano e colocando os livros pra ler, não é mesmo?

Talvez a próxima TBR seja ainda menor, porque as provas de residência estão se aproximando com muita velocidade e eu ainda tenho que estudar mais pra conseguir seguir o sonho. Então… Tenham paciência, meus amores!

Sem mais delongas, à TBR!

Esse mês pretendo ler os dois últimos livros que recebi pelo Turista Literário, que são A Filha das Trevas – que já foi divulgado a continuação para um futuro bem próximo pela Plataforma 21 – e A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil – QUE EU COMPREI NA BATALHA DOS YOUTUBERS! MEREÇO?

Como pretendo ler os sete livros de Harry Potter esse ano, continuamos com O Cálice de Fogo. Nos próximos meses teremos ainda mais Harry Potter e Percy Jackson. E aí ano que vem eu releio outra coisa… -q

Minha primeira – e talvez única por enquanto – caixinha do Clube Skoob veio com o tema Embarque e recheada de lindezas! Mais sobre isso na quarta, quando farei review sobre ela -q E com dois livros. Sim, DOIS livros. Assassinato no Expresso Oriente, que será a minha leitura do mês pelo simples motivo de que está saindo filme -q, e Morte no Nilo. Este último vai pra TBR Jar!

*Momento pausa: Decidi fazer uma TBR Jar, um pote com o nome dos livros que ainda não li e que tenho aqui em casa, porque descobri uma pequena pilha de 120 livros – entre comprados por mim, pelos meus pais e pelo meu irmão – que ainda não li… E para ter alguma surpresa no mês, a partir do mês que vem sempre terei um livro do pote nas minhas TBRs…*

Mesmo tendo meio que aberto mão do Desafio de Leitura 2017 – não estou lendo livros pra ele já há algum tempo, pelo menos não na mesma velocidade/frequência que antes – continuarei com um livro por mês. Ou seja, ainda teremos 3 livros do DDL. O de outubro é o livro Jovens que Brilham com a Luz Divina, livro que fala sobre a Mahikari – que é como se fosse uma religião, e eu não sou uma das pessoas mais religiosas assim, mesmo tendo a minha crença.

E, para encerrar, A Divina Comédia, mais um livro do Mini Desafio de Leitura, junto com Emma, mas esta é uma outra história e um outro momento, pretendo terminar Emma antes do fim do ano, então tenho até 31/12…

Na verdade, ainda tem um outro livro, o segundo livro que recebi no intercâmbio literário, mas não tirei foto e esqueci o título exato dele. Avisarei na resenha qual é, certo?

E essas serão, com fé nos deuses tudo, minhas leituras de outubro. Gentes… eu preciso conseguir terminar de ler esses livros… Não aguento mais tanto flop

 

Ecos

Ecos

Sinopse: Ecos, da premiada escritora norte-americana Pam Muñoz Ryan, é uma fábula como há muito não se via – ou se ouvia. Um conto de fadas dark, que resgata o melhor da tradição dos irmãos Grimm, combinado com delicados momentos do século XX, como as duas grandes guerras e a Depressão econômica que assolou os Estados Unidos nos anos 1930. O resultado é uma fantasia histórica repleta de perigos e beleza, emoldurada pelo poder da música. A aventura começa cinquenta anos antes da Primeira Guerra Mundial — “a guerra para acabar com todas as guerras” —, quando o pequeno Otto se perde na Floresta Negra e encontra as três irmãs encantadas, prisioneiras de uma velha bruxa, que conhecia apenas das páginas de um livro, e acreditava ser apenas uma lenda. Como em um passe de mágica, as irmãs ajudam o garoto a encontrar o caminho de casa. E Otto promete libertá-las, levando o espírito das três dentro de uma inusitada gaita de boca. Ao longo dos anos, o instrumento chega à mão de novos donos: um menino que vê o sonho de se tornar músico interrompido pela ascensão do nazismo; um jovem pianista prodígio que vive num orfanato e luta para não ser separado do irmão caçula; uma filha de imigrantes mexicanos que cuidam de uma casa de japoneses enviados a um campo de concentração dentro dos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial. Personagens com dramas diferentes, mas um amor transformador pela música. Cada um à sua maneira, eles são afetados pela magia das três irmãs. Assim como os leitores do livro em todos os países em que ECOS foi lançado. Prepare-se para também ser arrebatado e enfeitiçado por essa fábula harmônica.

Ecos de Pam Muñoz Ryan foi o livro que veio no balão do Turista Literário em julho Sim, eu sei que estou atrasada nas minhas leituras do Turista, acreditem, mas não tenho tanto tempo assim mais pra ler tudo o que eu quero/preciso e resolvi que seria ideal lê-lo antes da minha malinha de agosto chegar – o que aparentemente ainda vai demorar um pouco…

Somos apresentados à quatro histórias diferentes, todas elas interligadas pela gaita mágica que Otto encontra na floresta. Pode-se dizer que são cinco histórias, já que existe a história da própria gaita e das irmãs Eis, Zwei e Drei.

De qualquer forma, após a história de Otto, somos levados a Alemanha e aos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Os personagens principais dessas três histórias são crianças com uma aptidão incrível para a música, cada um com sua história triste e complexa e com seu instrumento musical favorito.

Ao final do livro, claro que sem spoilers, você se sente tão apegado a cada um dos personagens, torcendo por eles, esperando que a felicidade finalmente os encontre que eu, particularmente, quase chorei. É um livro pra lá de amorzinho!

5/5 estrelas e favoritado! ❤

TBR – Setembro

E como pudemos acompanhar a minha loucura em agosto, resolvi ser mais realista e colocar apenas 6 livros para a TBR de setembro, afinal, preciso me dedicar ainda mais aos estudos e, assim, poderei me concentrar em ambos – sem que eu deixe de fazer algo que eu amo e que não prejudique o andamento dos estudos.

Ou ao menos é o que espero conseguir.

Enfim! Vamos aos livros!

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A foto hoje teve que ser dupla porque eu sou idiota e larguei O Filho de Netuno no escritório e o restante dos livros estão na minha casa, obviamente…

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  1. Ecos – Pam Muñoz Ryan
  2. O Filho de Netuno – Rick Riordan
  3. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban – J. K. Rowling
  4. Emma – Jane Austen
  5. Morte Edição Definitiva – Neil Gaiman
  6. O Lado Bom da Vida – Matthew Quick

Ecos foi o livro do mês de julho do Turista Literário e eu até queria lê-lo no mês passado, mas foi bem conturbado. Então, fica pra esse mês. Provavelmente vou acabar sempre lendo o livro no mês seguinte…

O Filho de Netuno faz parte do Desafio de Leitura 2017, na categoria de um personagem que eu gostaria de ser. Deixarei para falar mais disso no post da resenha do livro, mas nem preciso dizer que obviamente minha personagem é romana, né?

Harry Potter está na lista por vários motivos, dentre eles, quero terminar de reler os sete livros esse ano, e, o terceiro livro está na lista do DDL2017, na categoria de um livro premiado. Também deixarei para falar mais sobre isso na resenha do livro. Sirius ❤ Lupin

Emma está aqui porque ele está na lista do Mini Desafio de Leitura, como eu meio que já abandonei a premissa que vou terminar o DDL esse ano, pretendo pelo menos ler os 12 do Mini Desafio… Torçam por mim!

Morte, assim como Emma, faz parte do Mini Desafio. Como eu ainda preciso descobrir qual livro de biografia/documentário vou ler até o fim do ano e ainda tem A Divina Comédia – Céu para ler, vou adiantar esse mês e ler DOIS itens do desafio!

E, last but not least, temos o O Lado Bom da Vida, recebido através do intercâmbio literário. O interessante é que mês que vem teremos o outro livro que recebi no intercâmbio de agosto… Foi uma senhora surpresa que me deixou super feliz! Dois livros em um único mês! ❤

E esses são os livros que pretendo ler esse mês! Vamos à leitura!

A Lógica Inexplicável da Minha Vida

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Sinopse: Salvador levava uma vida tranquila e descomplicada ao lado de seu pai adotivo gay e de Sam, sua melhor amiga. Porém, o último ano do ensino médio vem acompanhado de mudanças sobre as quais o garoto não tem nenhum controle, como ímpetos de raiva que ele não costumava sentir. Além disso, Salvador tem que lidar com a iminente morte da avó, com uma tragédia repentina que acontece na vida de Sam e com o fato de seu pai estar se reaproximando de um ex-namorado. Em meio a esse turbilhão de sentimentos, que vão do luto ao amor e da amizade à solidão, Sal passa a questionar sua própria origem e identidade, e tenta encontrar alguma lógica para a sua vida uma tarefa que parece quase impossível.

Mantenho minha opinião que, primeiro, esse não é exatamente o tipo de livro que eu compraria, mesmo sendo YA e, segundo, que surpresa, que hino, que livro maravilhoso!

Sou muito grata ao Turista Literário por expandir minhas fronteiras e minha visão de mundo. Mesmo sendo uma caixa de livros especializada em Young Adult sempre acaba me surpreendendo com suas escolhas, com histórias diferentes, fora do padrão, que nos fazem refletir sobre nossas realidades.

Inicialmente não achei que iria gostar tanto dos personagens desse livro. Já mencionei aqui que drama não é bem um tema que me apeteça com frequência, mas há momentos na vida que precisamos dele. Pode ser apenas o excesso de drama advindo de Grey’s Anatomy – o que é culpa inteiramente da Nath que me convenceu a assistir a diaba da série – ou pode ser apenas eu tentando wrap my head around tudo o que está acontecendo com a minha vida, mas o que importa é que estou num momento favorável ao drama.

E acabei me reconhecendo nesses personagens. Em todos eles, sem excessão.

A nossa vida muda com frequência, muito mais do que estamos confortáveis em aceitar. E mudanças são absolutamente assustadoras. Toda mudança. Mesmo aquelas mudanças que partem de nós mesmos.

E o livro trata sobre isso. Sobre como um adolescente de 17 anos está conseguindo segurar a barra e viver dia após dia mesmo tendo todas as mudanças sendo jogadas em seu colo com pouco mais do que um frio deal with it.

Acho que é normal se sentir acuado, assustado, sem saber o que fazer. Hell if I know o que estou fazendo na maior parte do tempo enquanto sou obrigada a esperar a boa vontade de outras pessoas para conseguir seguir adiante com a minha vida. E acho que o senhor Benjamin consegue demonstrar muito bem essa imensa confusão em que acabamos nos metendo e sentindo.

Foi um livro que ressoou muito com meu atual estado de espírito. Novamente agradeço às irmãs Sigwalt e toda a equipe do Turista Literário por terem feito mais esse belíssimo trabalho de escolha e de ambientação da história. Choray como uma criança em algumas partes do livro e acho que ele ao mesmo tempo acabou comigo e me ajudou a entender melhor meu momento.

5/5 estrelas.

A Melodia Feroz

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Wow. Simplesmente wow.

Talvez eu deva começar repetindo um pouco do que eu disse na postagem sobre o Turista Literárioquando abri minha primeira malinha de viagem, realmente não era o livro que eu estava esperando. Não havia escutado ou lido nada a respeito de A Melodia Feroz, enquanto já havia lido a sinopse de Crueldade e, enfim…

Decepções à primeira vista pode ser um tanto quanto exageradas e preconceituosas.

A leitura deste livro – interrompida apenas quando lia Percy Jackson – foi rápida. A autora Victoria Schwab sabe escrever uma história que nos prende de forma que não fique chata e que as personagens sejam bem apresentadas, tenham um crescimento constante e se desenvolvam até o final do livro.

Além disso, é uma história que tem tudo! Monstros, conspirações, traições, sangue – muito sangue o que foi de certa forma um grande turn on e, ao mesmo tempo, turn off – amizade, família, confiança.

Vocês percebem a ausência do romance? POIS EU PERCEBI!

Talvez seja apenas eu querendo ler pouco frente aos óbvios sinais de que August e Kate iriam se aproximar, por favor, os sinais estão lá! Não podem ser – realmente – ignorados, mas eu posso entendê-los como eu quiser.

De qualquer forma, acompanhamos a história de Kate, uma garota humana, e August, um rapaz monstro. Em um mundo em que a violência gera monstros de verdade, nada é normal entre a relação dos dois. Vivendo em mundos nem tão completamente separados assim, August e Kate acabam se unindo contra um inimigo comum.

Acho que o que mais me encantou com toda essa história foi o fato de que a imersão proposta pelo Turista Literário realmente me ajudou a gostar mais do livro.

Em alguns momentos achei a história boba, banal. Violência já gera monstros em nosso mundo, só que não monstros com garras, dentes e que se alimentam de almas. Nós os chamamos de humanos.

Sendo uma realidade pós-apocalíptica, achei que o livro deixou um pouco a desejar. Afinal, ao contrário de Jogos Vorazes, Divergente Maze Runner, não há uma explicação real para o que aconteceu. Não houveram guerras, não houve uma explosão solar seguida de um vírus mutante. Só houve um “evento” que não é explicado, não é realmente citado.

Além disso, sendo um livro de monstros que derivam da violência em si, achei que faltou muita violência para eu realmente me importar com a criação deles. Os monstros em si mal são parte da trama – pelo menos até a metade do livro.

Então, ao mesmo tempo que fiquei empolgada em ver um pouco de sangue nas páginas do livro – sim, eu gosto dos meus livros pingando uma quantidade satisfatória de sangue -, não foi de uma forma que eu tenha me sentido compelida a continuar lendo. Não havia mortes descritas, não houveram batalhas o suficiente descritas.

De qualquer forma, nem preciso dizer que crushei no August, né? O guri é violinista. Meu calcanhar de Aquiles depois dos arqueiros.

4/5 estrelas e muito ansiosa para ler a continuação. E muito agradecida por ser “só” uma duologia.