Altered Carbon

Altered Carbon

Sinopse: Baseado no romance clássico de cyberpunk de Richard K. Morgan, “Altered Carbon” é uma intrigante história de assassinato, amor, sexo e traição, que se passa a mais de 300 anos no futuro. A sociedade foi transformada por uma nova tecnologia: a consciência pode ser digitalizada; os corpos humanos são intercambiáveis; a morte não é mais permanente.

Eu sei, eu sei… Faz muito tempo que não venho com resenha de algo que não seja literatura por aqui. E, acreditem, estava sentindo falta disso. Só que como sou uma pessoa que se dedica 100% ao que está fazendo, acabei deixando tudo de lado para ler. Prometo tentar não fazer mais isso… q

Descobri Altered Carbon exatamente como e quando precisava dessa série. Meu pai – melhor companhia para assistir seriados – estava estressado e como precisávamos de um tempo de Ultimate BeastMaster, acabei aceitando a sugestão da Netflix e começamos a assistir.

Afinal, não tem como errar com série de ficção científica, não é mesmo?

Nessa série, as pessoas possuem um chip em sua coluna – bem ali próximo as vértebras C2-C3 -, em que sua memória é preservada. Como cada pessoa é basicamente composta de memórias e, com esses chips, é possível trocar de corpo quando quiser, a morte deixa de ser um problema. A não ser que o chip seja destruído.

Acompanhamos várias narrativas através do seriado. A narrativa do Kovacs quando é reiniciado em um novo corpo, a narrativa do assassinato que ele precisa solucionar e, por último, a narrativa da revolução que Kovacs participou muito antes de ser desativado.

Cada ponto da trama é desvendado de tal forma que sempre que parecia que as coisas estavam simples, elas se tornavam insanas e vinha aquele cliff hanger pra destruir a vida – até o próximo episódio pelo menos.

Me apaixonei perdidamente por um dos personagens e pela trama em si. Cada pedaço que se desvendava me dava mais e mais vontade de assistir. E foi assim que eu e meu pai assistimos um seriado inteiro em 4 dias (ele precisou viajar e eu sou fiel aos meus companheiros de série).

Um seriado que tem tudo o que eu gosto. Super indico para quem gosta de um thriller policial, ficção científica e, como o que tem sido de praxe na atualidade, uma dose considerável de nudez e sexo.

5/5 estrelas e PELO AMOR DE DEUS EU PRECISO LER ESSE LIVRO!!1!!!UM!!

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Piano Vermelho

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Sinopse: Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação — ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição.
Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração.
Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir.
Com uma narrativa tensa e surpreendente, Josh Malerman combina em Piano Vermelho o comum e o inusitado numa escalada de acontecimentos que se desdobra nas mais improváveis direções sem jamais deixar de proporcionar aquilo pelo qual o leitor mais espera: o medo.

Livro escolhido para o item 20. Um livro do seu tópico favorito de desafios anteriores DDL 2016 – 13. Um livro com uma cor no título.

Senhor Josh, poderia, por favor, parar de me fazer não conseguir largar seus livros enquanto não os termino? Caramba! Foi a mesma coisa com Caixa de Pássaros! Dois dias de leituras intensas em que mal parava para comer/estudar/dormir/existir.

Novamente temos o estilo de narrativa que eu amo. A história se passa tanto no presente – narrada por Phillip e Ellen -, quanto no passado – narrado por Phillip. Então ao mesmo tempo que vemos o que aconteceu com o Phillip após a exposição ao estranho som africano, acompanhamos as descobertas feitas por ele e os Danes enquanto buscam o som.

Adorei ver a crítica nem um pouco velada ao estilo estadunidense de lidar com novas descobertas: VAMOS TRANSFORMAR EM ARMA! Sério, eu ainda me impressiono com o fato de que essa ainda é a visão das pessoas no geral. Ou você destrói o desconhecido, ou você o transforma em arma. Gente… Deu. De verdade.

Enfim… Momento filosófico à parte, voltemos à história.

Mesmo eu tendo amado a narrativa e amado Phillip e Ellen, devo dizer que a origem do som não foi algo que eu realmente comprei – até porque ela não é bem explicada. Pelo menos não comprei a versão que foi colocada no livro.

De ponto negativo, acho que só posso dizer que queria ter visto mais dos outros Danes. Gostei bastante da descrição deles, e do Stein. Acho que tenho uma certa queda pelos personagens secundários com papel específico e que não têm falas. -q

De qualquer forma, foi uma leitura fantástica e que eu simplesmente adorei fazer. Se me arrependo de alguma coisa é de não ter lido esse livro antes.

4/5 estrelas.

Todas As Garotas Desaparecidas

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Sinopse: Faz dez anos que Nicolette Farrell deixou Cooley Ridge, sua cidadezinha natal, depois que sua melhor amiga, Corinne, desapareceu sem deixar rastros. De volta para resolver assuntos pendentes, Nic logo se vê imersa em um drama chocante que faz o caso de Corinne ser reaberto e remexe em antigas feridas.
Logo ao chegar, Nic descobre que seu namorado da época está envolvido com Annaleise Carter, a jovem vizinha que foi o álibi do grupo de suspeitos para a noite do sumiço de Corinne. E então, poucos dias após a volta de Nic, Annaleise desaparece.
Agora Nic precisa desvendar o desaparecimento de sua vizinha e, no processo, vai descobrir verdades chocantes sobre seus amigos, sua família e o que realmente aconteceu com Corinne naquela noite, dez anos atrás.
Todas as Garotas Desaparecidas é um suspense psicológico impactante — contado de trás para frente. Quando você pensa que está seguindo por um caminho conhecido, Megan Miranda — autora revelação no gênero do suspense — vira tudo de cabeça para baixo e nos faz questionar até onde estaríamos dispostos a ir para proteger aqueles que amamos.

Conheci este livro através do canal Redatora de Merda e que eu gostei bastante da premissa, porque eu sou uma pessoa que consegue prever o que vai acontecer nas histórias em geral que eu acompanho, então quando me deparei com um thriller – atualmente um dos meus gêneros favoritos – com a narrativa reversa, tive esperanças de que acabaria, como a Adriana mesmo fala, com um desgraçamento da cabeça.

E foi mais ou menos o que aconteceu.

É claro que, começando a história pelo final, espera-se que tenhamos mais dicas sobre o caso do que se estivéssemos seguindo a história cronologicamente, não é mesmo? Acontece que, para conseguir realmente escrever uma história assim, é preciso deixar de fora algumas informações.

Acompanhamos o retorno de Nicolette à sua cidade natal em decorrência do pai dela estar em um asilo – ele parece ter algum tipo de demência, provavelmente devido à bebida – e o fato de que ela e o irmão precisam convencê-lo a vender a casa para pagar uma série de dívidas.

Quando Nic volta pra casa, começamos a perceber que há muito mais por trás da história do que apenas uma garota que saiu de casa para poder fazer carreira numa cidade grande. E todo esse por trás envolve o desaparecimento de sua melhor amiga, que aconteceu 10 anos antes do primeiro capítulo.

Assim, vamos acompanhando a história girando ao redor do desaparecimento de uma outra garota, e o retorno desse desaparecimento de 10 anos antes. E como Nic está envolvida com tudo isso.

Achei uma narrativa um pouco confusa nos primeiros capítulos, mas que é muito fácil de acompanhar, mesmo assim. Adorei os personagens, as reviravoltas que iam acontecendo com cada virar de página, com cada dia anterior.

Meio que no terço final do livro eu supus que algo ia acontecer e, por mais que não foi exatamente como eu tinha imaginado, aconteceu. Ou seja, mesmo nas narrativas reversas parece que minha mente já consegue traçar os padrões da história.

Adorei a edição, achei que foi um trabalho muito bem feito pela Editora Verus e estou disposta a ler mais livros dela.

Fiquei mais do que feliz com a indicação da Adriana! Quero ler mais livros que ela indica! ❤

4 estrelas.

Memórias Secretas

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PUTA QUE PARIU QUE FILME FODA!

Ok, ok… Se controla, molier. Vamos tentar fazer uma resenha decente.

O filme se inicia em uma casa de repouso de idosos. O personagem principal, Zev, tem demência senil e seu amigo, Max, sofreu um AVC. Sim, é essa a situação a que somos apresentados.

Max é um caçador de nazistas, tanto ele quanto Zev estiveram em Auschwitz e sobreviveram – são judeus -, e juraram que teriam vingança daqueles que mataram suas famílias. Max, então, escreve uma carta explicando para Zev o que ele precisava fazer enquanto procurava por Otto Wallisch, o führer do bloco em que eles viviam em Auschwitz e que está nos EUA sob o nome de Rudy Kurlander.

Até aí, tudo bem, mas Zev sofre de demência! Ele não consegue se lembrar das coisas direito. Então todos os dias ele revive a morte da esposa, revive Auschwitz, revive sua missão – tudo isso lembrado através da carta de Max.

Toda a missão dele, todas as viagens e os planos são absolutamente trágicos. Fiquei esperando o pior o filme todo e fiquei com aquela vontade absurda de adotar o Zev. Queria trazer ele pra casa, servi-lo café e dizer que ia ficar tudo bem.

O final é completamente inesperado, chocante, maravilhoso. Não sou uma pessoa que gosta TANTO assim de drama, mas esse é um que vale a pena. Só se preparem para assistir cenas bastante… insanas.

5/5 estrelas com gosto e daria mais se tivesse como.

ARQ

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Conheci ARQ através do facebook do meu amado, idolatrado, salve-salve, Oliver Queen Stephen Amell. Sim, eu sou crushada no Stephen e eu sigo ele no facebook e é uma das únicas coisas que realmente me dá notícias pelo facebook.

ARQ é um filme original do Netflix a vá e que conta com um enredo e narrativa completamente diferentes. Ok, talvez isso seja uma pequena forçada de barra, MAS! eu explico.

ARQ se passa em um mundo pós-apocalíptico, temos duas forças em guerra – Torus e o Bloco – e uma grande falta de energia mundial. ARQ é, também, o nome de uma máquina de sistema fechado, única no mundo, que gera sua própria energia enquanto supre energia para seu criador sobreviver.

O filme se passa inteiramente na casa/laboratório de Renton, o criador da ARQ, e sempre com o tempo reiniciando. Honestamente perdi as contas de quantas vezes ele foi reiniciado e sim eu culpo o Flash e todas as suas mudanças na linha temporal.

Como estamos vendo sempre o mesmo período de tempo, nem preciso falar que a narrativa é louca, né? Que bom… Porque ela é insana!! ❤

Adorei a atuação de cada um no filme, a história em si é um pouco batida, MAS o final surpreendeu e deixou aquele gostinho de quero mais.

5/5 estrelas.

Olhos da Justiça

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Filme que trata sobre os EUA pós 9/11. Acompanhamos como os counter-terrorists alguém aqui jogou CS? agiam aguardando receber notícias sobre possíveis novos ataques às terras norte americanas. Mostra também o que estão dispostos a deixar passar porque o trabalho anti-terrorismo “é mais importante do que tudo”.

A trama revolve o assassinato da filha de uma das agentes anti-terrorismo. A vítima é deixada ao lado de uma mesquita que está sendo vigiada 24 horas por ser uma possível célula terrorista dormente.

A narrativa do filme inicia-se de forma não linear e interessante, explicando, por meio de flashbacks, o que aconteceu durante essa ação anti-terrorista. O problema, por outro lado, é que não existia cena alguma que não era precedida pela narrativa em formato de flashback, o que tornou o filme excessivamente cansativo, mesmo pra mim que amo narrativas não lineares. Não precisavam abusar, coleguinhas.

O que mais me chamou atenção no filme foram, na verdade, duas coisas. A primeira é até que ponto o terrorismo é mais importante que um assassinato. E em segundo lugar, até onde uma pessoa pode ir pela busca da justiça/vingança.

All in all, 3/5 estrelas.

O Presente

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Esse filme começa de uma forma bem única. só que não

Um casal se muda para a cidade natal do homem da relação. Os personagens são apresentados, porém apenas superficialmente, então a cada nova cena do filme temos mais informações e um pouco mais da trama é revelada.

O enredo se baseia em uma situação que aconteceu durante o ensino médio entre Simon e Gordo. Robyn, esposa de Simon, não sabe o que aconteceu entre os dois e não consegue entender o ódio do esposo frente às tentativas de Gordo para se tornarem amigos.

Tanto Simon quanto Gordo mentem em relação a praticamente tudo durante o filme.

Em suma, o filme mostra o resultado de uma obsessão que, como toda obsessão, não acaba bem.

Gostei bastante da forma como a trama se desenrola. Até o último instante há novos fatos sendo abordados, novas descobertas pela parte do telespectador.

Mereceu suas 4/5 estrelas.