Winter

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Sinopse: Bestseller do The New York Times, a série Crônicas Lunares conquistou os leitores com sua releitura high-tech de contos de fadas tradicionais. Depois de Cinder, Scarlet e Cress, inspirados, respectivamente, nas histórias de Cinderela, Chapeuzinho Vermelho e Rapunzel, Marissa Meyer entrega a eles o último capítulo da série, em que reconta a história de Branca de Neve com tintas distópicas. Na trama, a princesa Winter vive subjugada por sua madrasta, Levana, que inveja sua beleza e não aprova os sentimentos da jovem pelo amigo de infância e belo guarda real Jacin. Mas Winter não é tão frágil quanto parece, e, junto com a ciborgue Cinder e seus aliados, a jovem princesa é capaz de iniciar uma revolução e vencer uma guerra que já está em andamento há muito tempo. Será que Cinder, Scarlet, Cress e Winter podem derrotar Levana e encontrar seus finais felizes?

Winter foi o livro escolhido para o item 28. Um livro com mais de um ponto de vista. Para quem não conhece a saga das Crônicas Lunares da Marissa Meyer, em todos os livros os capítulos vão se alternando de narradores – no estilo de Game of Thrones (Crônicas de Gelo e Fogo, para quem não conhece o nome original da saga de livros) com muito menos mortes.

O livro foi… OMG, foi.

Demorei um bom tempo lendo, pelo simples motivo de estar lendo no meu computador e que de vez em quando eu ter preguiça de ler aqui. A história, em compensação, tirou toda a minha preguiça e, mesmo com todos os filmes que assisti nesse carnaval terminei de ler o livro na quarta feira de cinzas, consegui alcançar minha meta que era ler esse livro.

Muita coisa acontece nesse livro. Cinder começa uma revolução, Kai está a um passo de se casar com Levana, Cress continua o mesmo animalzinho assustadiço de sempre, Thorne volta a enxergar, Scarlet se torna amiga de Winter e Winter é a coisa mais fofa do mundo. São tantos problemas, tantas reviravoltas que não achei que teria um final tão interessante quanto teve. Não achei que Marissa Meyer conseguiria terminar sua saga de uma forma tão primorosa.

Isso é… Até a última página. Caramba, molier! Sério que precisava ter aquela frasezinha que eu odeio tanto encontrar nas coisas que eu leio/assisto!?

E eles viveram felizes para sempre!?

Porfa, né?

Enfim… Tirando que, mesmo com essa frase aí, o final foi de certa forma em aberto, foi um livro divertido. Devorei suas sei lá quantas páginas com prazer, sempre querendo saber o que aconteceria na próxima página, no próximo parágrafo, na próxima linha. Muitas vezes precisei me forçar a fechar o programa e ir dormir, pois sabia que acabaria emendando dias e mais dias se não fizesse isso.

Foi um bom final, um bom livro e fiquei curiosa para ler os spin-offs, aparentemente ela vai lançar/lançou um sobre a Rainha Levana. Já quero.

4/5 estrelas e a certeza de que preciso dessa coleção na minha estante.

Cress

Como mencionei anteriormente, escolhi o livro Cress de Marissa Meyer para o item 01. Um livro com mais de 500 páginas.

01. Cress

Sinopse: Neste terceiro livro da série Crônicas Lunares, Cinder e o capitão Thorne estão foragidos e agora levam Scarlet e Lobo a reboque. Juntos, eles planejam derrubar a rainha Levana e seu exército. Cress talvez possa ajudá-los. A garota vive aprisionada em um satélite desde a infância, com a companhia apenas de telas, o que fez dela uma excelente hacker. Coincidência ou não, infelizmente ela também acabou de receber ordens de Levana para rastrear Cinder e seu bonito cúmplice. Quando um ousado plano de resgatar Cress dá errado, o grupo se separa. Cress enfim conquista a liberdade, mas o preço a se pagar é alto. Enquanto isso, Levana não vai deixar que nada impeça seu casamento com o imperador Kai. Cress, Scarlet e Cinder talvez não tenham a intenção de salvar o mundo, mas muito possivelmente são a última esperança do planeta.

01. Cress - páginas

 Mais pessoas narrando nesse livro, o que realmente me alegra.

Entretanto, devo dizer que a Cress não me agrada. Ela é muito inocente, otimista e sonhadora, chega a irritar. O que muito provavelmente foi intensificado pelo fato de eu odiar Enrolados.

De qualquer forma, temos muitas reviravoltas nesse livro. Reviravoltas que me mantiveram bem acordada durante meu último plantão na GO tá que tinha uma mulher parindo, mas vocês entenderam.

Como a sinopse diz, tudo começa com o plano para resgatar Cress dando errado. Daí em diante o livro passa por uma sucessão de ladeiras, geralmente sempre indo abaixo. Não, é claro, no sentido de que o livro seja ruim, e sim no sentido de “olha como as coisas podem dar certo dessa vez..!” e acabando com Nope, not this time.

Tive pena deles por alguns instantes. Curtos, mas tive. A forma como os personagens se ferram é simplesmente épica! E engraçada. E não tão vergonha alheia como no primeiro livro.

AH!

E tem a princesa Winter! Enteada da louca rainha Levana e que é uma fofura! Já estou amando! Com sua aparição de meio capítulo.

Mais um livrinho pra coleção das 5 estrelas. Estou amando!

Scarlet

Já mencionei que eu tenho um sério problema com horários, prazos, provas e coisas assim? Pois bem, eu tenho. Nem adianta eu tentar me convencer que vou dormir mais cedo “pra poder acordar cedo e estudar/cozinhar, já que tenho aula só as 13:00h”.

Não, não.

O que eu preciso fazer é terminar de ler o segundo livro d’As Crônicas Lunares. E é assim que eu terminei de ler Scarlet e escrevi essa resenha às 02:47h.

Scarlet

Sinopse: Depois de Cinder, estreia de sucesso de Marissa Meyer e primeiro volume da série As Crônicas Lunares, que chegou ao concorrido ranking dos mais vendidos do The New York Times, a autora está de volta com mais um conto de fadas futurista. Scarlet, segundo livro da saga, é inspirado em Chapeuzinho Vermelho e mostra o encontro da heroína ciborgue que dá nome ao romance anterior com uma jovem ruiva que está em busca da avó desaparecida. Em uma trama recheada de ação e aventura, com um toque de sensualidade e ficção científica, Marissa Meyer prende a atenção dos leitores e os deixa ansiosos pelos próximos volumes da série.

Começamos o livro sendo apresentados a Scarlet Benoit, uma garota de 18 anos que trabalha na fazenda com a avó, enquanto busca pistas do paradeiro da mesma que está desaparecida há duas semanas.

Enquanto Cinder é baseada em Cinderela, Scarlet é baseada em Chapeuzinho Vermelho. Então temos muitos paralelos entre a história de Scarlet e a história original.

Acompanhamos, em paralelo, como Cinder está buscando uma saída literalmente para o fato de estar presa, surgem novos personagens ao mesmo tempo cativantes e odiáveis – daqueles que a gente ama odiar. E como um bônus, ainda temos um capítulo narrado pela Rainha Levana, a rainha do Reino Lunar.

Sim, sim, SIM! É um livro cheio de emoções, com muita ação e intriga! Engoli suas 400 e poucas páginas sem parar por um instante e tenho certeza que isso cobrará seu preço amanhã.

De qualquer forma, só posso dizer que nunca estive tão feliz lendo um livro com personagens fortes e tão reais ao mesmo tempo. Estou adorando a cada página virada. E só posso pedir desculpas à tia Marissa e à sociedade por todo o preconceito que tinha em relação ao livro.

5/5 estrelas. E eu vou dormir porque preciso, se pudesse já mergulhava em Cress.

Cinder

Graças ao blog Nerdivinas acabei sendo convencida a ler As Crônicas Lunares de Marissa Meyer.

Cinder

Ser convencida? Sim. Eu explico.

O que acontece na minha vida é uma sucessão de eventos não tão relacionados assim que acabam me levando a fazer/não fazer alguma coisa. Já devo ter mencionado em algum lugar que eu sou altamente influenciada por uma capa bonita e bem feita, então SIM fiquei interessada em ler Cinder, mas quando peguei o livro na Livraria Saraiva momento merchan e vi duas coisas, acabei desistindo da ideia rapidamente.

Primeiro, o sobrenome da coitada da Marissa. Entendam, eu li os quatro livros de Crepúsculo, mais pelo fato de que eu não consigo abandonar nada do que eu começo do que achei o livro interessante. E, adivinhem, a Marissa tem o mesmo sobrenome da Stephanie. Julguei mesmo. Mesmo que isso não signifique nada, acreditem, eu sei. Sou aleatória a esse ponto.

Em segundo lugar, é uma releitura de Cinderela á vá!, e Cinderela sempre foi uma das minhas least favourites princesas Disney, mesmo eu achando a história original muito boa gore, I like itAlém do que, estou supersaturada de releituras. Vide Grimm que eu amoOnce Upon a Time que eu já enjoei e não aguento mais.

Além do mais, com a quantidade absurda de livros que estou lendo esse ano e que a maioria se enquadra na categoria Young Adult, não tinha tanta certeza assim se gostaria de dar início a mais uma saga, a mais um romancezinho. Novamente, estava julgando o que já tinha de conhecimento sobre Cinderela e sobre o conhecimento que tenho dos livros YA.

Acontece que a resenha da Rah me fez ver que eu estava sendo muito preconceituosa e que o livro/saga podem sim ser boas. Já enquadrei Cress (terceiro livro da saga) para um dos itens do Desafio de Leitura, então, cá estou eu lendo todos os livros d’As Crônicas Lunares.

E chega de enrolação, vamos à resenha!

Sinopse: Cinder tem dezesseis anos e é considera uma abominação tecnológica pela maior parte da sociedade e um fardo por sua madrasta. Por outro lado, ser um ciborgue tem suas vantagens: a interface de seu cérebro lhe deu a capacidade sobre-humana de consertar tudo – robôs, aerodeslizadores, os próprios membros cibernéticos quebrados -, tornando-a a melhor mecênica de Nova Pequim. Sua reputação faz com que o herdeiro do império, o príncipe Kai em pessoa, apareça em seu estande na feira, solicitando o conserto de um androide antes do baile anual.
Embora esteja ansiosa para agradar o príncipe, Cinder é impedida de trabalhar no androide quando Peony, sua meia-irmã e única amiga, é infectada por uma peste fatal que tem assolado a Terra por anos. Culpando-a pelo destino da filha, a madrasta de Cinder a entra como voluntária para as pequisas da doença, uma “honra” a qual ninguém sobreviveu até então.
Logo, porém, os pesquisadores descobrem algo de incomum na cobaia recém-adquirida. Algo pelo qual há quem esteja disposto a matar.

 Ok, como fazer essa resenha com o mínimo de spoilers possível?

Cinder tem uma narrativa fantástica, deliciosa de ler e que me deixou em êxtase enquanto lia ao invés de ir dormir, quem precisa dormir um dia antes de uma prova prática?. Cinder é uma personagem muito bem construída e que nos deixa curiosos em relação a sua vida como um todo. Afinal, ela não tem lembranças antes de se tornar uma ciborgue.

Achei interessante o fato do livro lidar com tantas informações conflitantes e que podem fazer paralelo com a nossa realidade. Vejam bem, preconceito, pandemia, guerras… Tem como ser mais real?

Passei alguns momentos tensos com o livro simplesmente porque eu fico com vergonha alheia muito facilmente. E tem muitos momentos vergonha alheia pelo livro inteiro.

Temos muitas histórias dentro do livro. O que tornou a narrativa ainda mais deliciosa, a cada página virada você solucionava um problema e dava de cara com outro, então o livro é recheado de clímax. Não houve um momento durante ele que não fui surpreendida.

Mesmo que o livro tenha um quê de romance, achei bem interessante a forma como tudo foi construído, como Cinder reage a tudo o que acontece à sua volta, até mesmo à forma com que ela lida com a madrasta e as meia-irmãs. Existem personagens fantásticos no livro que deixam um gosto de quero mais.

Além do que, falam sobre o relacionamento entre o príncipe Endymion e a princesa Serenity os “Reinos” terrestres e o Reino Lunar. SIM! Piadas com Sailor Moon à parte, existe um Reino Lunar. Simplesmente fantástico a forma como os lunares são caracterizados e como os terráqueos lidam com eles e vice e versa.

Foi um livro quase divino. Merece as 5/5 estrelas. Minha estante aguarda pela versão física agora.