Ouija: Origem do Mal

Ouija a Origem

Obrigada pelos momentos de terror enquanto sua terceira companheira de casa abria a porta, Aline. Não vou superar esse fato tão cedo…

Sinopse: O filme é novamente inspirado no antigo tabuleiro Ouija – superfície plana feita em madeira que possibilita a comunicação com espíritos. De volta aos anos 1960, uma jovem menina se encontra com forças sobrenaturais que se apossam do tabuleiro Ouija usado pela família.

Em Ouija (2014) descobrimos que todo o problema que acometeu Debie foi culpa da família que morava anteriormente em sua casa. Essa família, composta por uma mãe e duas filhas, era conhecida por seus “poderes sobrenaturais”, ou seja, a mãe era uma charlatã que usava suas filhas para conseguir dinheiro de pessoas que queriam falar com seus entes queridos que já faleceram.

Por que eu trago isso à tona? Porque, you guessed itOuija: Origem do Mal vai contar exatamente essa história! A história de como essa família foi se meter com os poderes do tabuleiro de Ouija.

No começo, a mãe era exatamente isso, uma charlatã. Buscava uma forma de conseguir dinheiro relativamente fácil e tinha vários mecanismos muito bem bolados e inteligentes para conseguir convencer seus clientes de que estavam realmente contactando o mundo dos mortos.

Até que a filha mais velha, Lina, tem a brilhante ideia de falar para a mãe comprar um tabuleiro Ouija para incrementar o teatro.

Problema 1: a filha mais nova, Doris, é suscetível aos poderes obscuros do sobrenatural.

Problema 2: A PORCARIA DA CASA É UM CEMITÉRIO!

Eu juro, JURO, que um dia quero ver/ler uma história de terror que as pessoas realmente seguem as regras e que as coisas dão errado no final. Provavelmente terei que escrever essa história…

Então vamos às regras: Nunca jogue sozinho, Nunca jogue em um cemitério, Sempre diga adeus.

No primeiro momento em que vemos a mãe mexendo com o tabuleiro? Ela sozinha começa a fazer perguntas para o tabuleiro. Certo, ela não tinha feito o ritual para começar a brincadeira, MAS OS ESPÍRITOS OBVIAMENTE NÃO LIGAM PARA ESSA REGRA, e sim estava testando para ver se os ímãs funcionavam, só que ela abriu o portal.

E coisas passam por portais. Principalmente quando eles estão abertos.

Claro que ela não se despediu, porque não estava brincando, então só nesse primeiro momento há quebra das 3 regras. Tudo bem que elas não sabiam que a casa era um cemitério, mas quem liga.

Long story short, a pequena Doris se torna possuída pelos fantasmas dos coitados que foram torturados e mortos dentro da sua casa e começa a matar todo mundo.

O que por si só seria uma história relativamente boa, mas que, tendo sido criada como um prequel para o filme de 2014, deixa e muito a desejar.

Por exemplo, no Ouija, Lina diz para Lanie que sua mãe costurou a boca de Doris e que ela usava os poderes desta para ganhar dinheiro, mesmo que Doris não quisesse participar. Em Ouija Origem, Doris pede para participar, pede para ajudar a mãe com suas sessões.

Vêem? Falta de nexo.

Parece que a produção e direção do Origem resolveu ignorar o filme de 2014. Mesmo que seja a mesma história.

Não gostei do filme e não me assustei realmente.

Tirando quando a guria chegou no meio do filme. Eu não estava esperando, ninguém estava esperando, MAS EU NÃO SABIA DA EXISTÊNCIA DELA. Foi tenso.

1,5 estrelas.

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Rua Cloverfield, 10

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 O filme se inicia com Michelle saindo de casa, aparentemente tendo terminado o noivado, e seguindo viagem para o seu futuro. Ela sofre um acidente de carro e acorda no porão da casa de um desconhecido.

Temendo ter sido sequestrada, Michelle planeja de várias formas sua fuga, incluindo no seu plano Emmett, um outro refugiado de Howard. Howard é um desses alucinados pelo apocalipse, tendo construído um bunker preparando-se para o fim dos tempos.

O que eu achei mais divertido em relação ao filme é que existe uma tênue linha separando realidade de fantasia.

Meses se passam com Michelle e Emmett vivendo na paranoia de Howard, tendo comprado a ideia dele e tornando-se próximos. Quando são obrigados a perceber que Howard talvez seja apenas um velho paranoico, não sabemos exatamente se é Howard o problema ou se Michelle e Emmett que estão perdendo-se em meio à paranóias próprias.

O filme em si é fantástico. Tendo sido filmado praticamente em apenas um local diminuto, o bunker, a atuação entre os atores é muito bem caracterizada e os personagens tornam-se cada vez mais próximos, mais unidos e confiantes entre si. Tornam-se uma família.

O final, entretanto, deixou a desejar. E aqui caímos naquele velho lema meu: na MINHA opinião. Não é que eu não goste do que aconteceu no final, mas acho que foi um exagero. Terror/suspense psicológico é uma forma muito mais consistente e tensa de se fazer um filme. Então… É.

Brochei com o final. O que justifica as 3,5/5 estrelas. Eu juro que tento ser consistente e não dar notas “quebradas”, mas tem filme que merece.

A Sétima Alma

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Em A Sétima Alma somos apresentados, na primeira cena, a um assassino em série conhecido como o Estripador de Riverton. Vemos, então, um casal em sua casa, a mulher grávida assistindo à TV e o homem no porão construindo um cavalo de madeira. No decorrer da cena, descobrimos que o homem tem múltiplas personalidades e que existe a chance de ele ser o assassino. Várias coisas acontecem e o homem morre, seu corpo nunca sendo encontrado. No instante em que ele morre, 7 crianças nascem prematuras na cidade.

E este é o tom do filme.

Há uma teoria de que as personalidades do homem encarnaram em cada uma das crianças, inclusive a do assassino – que jurou se livrar de cada uma dessas personalidades antes de morrer.

O filme em si possui uma coisa que me agrada muito – e que é, basicamente, um must have para que eu goste de uma mídia – a narrativa dele é não-linear. Cada uma das crianças se torna narrador em algum ponto do filme, sendo que Adam/Bug é a personagem principal do filme.

Outra coisa que me fez gostar muito do filme é que o suspense dele é tão bem feito que em momento algum sabemos quem é a criança/assassino, ao menos não até o final do filme. O suspense foi feito em doses homeopáticas então os sustos que recebemos não são nem excessivos nem poucos e muito menos forçados.

Mereceu suas 4/5 estrelas.