Outlander

Outlander

Quero começar essa postagem dizendo de antemão que eu não conheço a história dos livros de Outlander, tendo sido sugada para esse universo graças à minha mãe que ama filmes e seriados românticos.

Tendo dito isso, preciso tirar do meu coração que depois do seriado eu não tive A MENOR vontade de procurar os livros. Pelo amor de todos os deuses! Que historiazinha piegas e clichê.

Em primeiro lugar, eu nem preciso dizer que voltar 200 anos no tempo e utilizar de todo o conhecimento adquirido através de anos participando da Segunda Guerra Mundial como enfermeira é ao mesmo tempo brilhante e completamente idiota, né? Ela volta para 1700! It goes without saying que é CLARO que em algum momento ela iria ser tratada como bruxa! O que me impressionou foi que demorou tanto para acontecer. De bom dessa cena só houve a confirmação de que a outra personagem que eu achei que também era do futuro no primeiro momento em que ela apareceu, realmente o era.

Em segundo lugar, o seriado é tão clichê, mas tão clichê, com uma história tão linear, piegas e boba que assim que o segundo episódio começou – assumo que quando comecei a assistir ao seriado não fazia ideia sobre o que ele era – era possível prever o que iria acontecer. Se não com previsões de cenas, pelo menos em uma linha geral o que aconteceria.

Em menos de 3 cenas em que Jamie – na minha opinião a única coisa que realmente valeu a pena no seriado e APENAS porque ele é muito bonito e meio que o meu sonho de consumo em um homem – eu tinha a total e absoluta certeza que era ele com quem Claire teria um relacionamento no passado e que, não importava quantas vezes ela tinha tentado engravidar com seu primeiro marido, eles teriam um filho juntos.

Esse é o nível de previsibilidade da história.

Juntando-se a isso o fato de que eu não sou das mais chegadas em romance – ao menos não da forma como ele é mostrado nesse seriado – e que não suporto coisas previsíveis, bem… Minha reação a essa primeira temporada não foi das melhores.

E será a única temporada que vou assistir. Chega de erros de tentar engolir coisas que eu não gostei na primeira temporada. Estou olhando para você, Shadowhunters.

1/5 estrelas.

Siga por sua própria conta e risco.

Passageiros

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Sinopse: Uma nave espacial transporta milhares de pessoas para um planeta colônia, que tem uma avaria em uma de suas câmaras de sono. Como resultado, um único passageiro é despertado 90 anos antes de qualquer outra pessoa. Diante da perspectiva de envelhecer e morrer sozinho, ele finalmente decide acordar um segundo passageiro, marcando o início do que se torna uma história de amor única.

Olha só! Guardiões da Galáxia 2! … Não, calma…

Sinopse linda essa do Filmow, dando spoilers maravilhosos em apenas algumas palavras.

O que você faria se estivesse preso em uma nave espacial, há 90 anos do seu destino, e tendo a certeza de que você morrerá sozinho?

É essa a pergunta que atormenta a vida de Jim.

Tendo entrado no programa de colonização de um novo planeta a 120 anos da Terra, Jim acorda após apenas 30 anos de viagem. Todos os outros 5000 passageiros estão em suas câmaras de animação suspensa e acordarão apenas 4 meses antes de chegar ao seu novo lar.

Sozinho. Por 90 anos.

Na minha opinião, ele durou até bastante tempo sem surtar. 1 ano e 3 semanas, apenas com a companhia de robôs.

Não que isso justifique condenar outra pessoa à morte.

Se A Bela e A Fera traz – com algum esforço – o tema da Síndrome de Estocolmo, posso dizer que esse filme é o ápice da concretização da Síndrome. Claro que Aurora não sabia que havia sido “sequestrada”, passando por um bom tempo apaixonada por Jim por ele ser a pessoa amável que é, MAS! A partir do momento em que ela descobre que foi escolhida para fazer companhia para ele, é basicamente isso que acontece, não?

Ela ainda o ama, ainda está disposta a morrer ao lado dele. Se isso não é Síndrome de Estocolmo, não sei o que é.

Tirando esse pequeno detalhe que me deixou levemente desconfortável e quebrou um pouco a parte romântica do filme, o filme foi até divertido.

Acompanhar como a solidão e a certeza da morte mexe com cada pessoa, o que cada um está disposto a sacrificar pela felicidade e pela vida do outro… Quase, e eu digo QUASE, me fez sentir falta de ter alguém com quem compartilhar a minha vida.

Aí eu me lembrei de todo o trabalho que relacionamentos precisam para funcionar, tudo aquilo que temos que abrir mão pelo outro, e que, afinal, o Oliver e o Thor suprem muito bem a minha carência afetiva são os gatos mais maravilhosos do mundo! ❤ e a vontade passou BEM rapidamente.

Brincadeiras à parte, devo dizer que esse filme é muito maravilhoso. O visual, a fotografia desse filme é de cair o queixo. E realmente gostaria de saber se a física do filme funciona mesmo sabendo que o problema que eles têm que resolver e a forma como é resolvida, obviamente não funciona.

4 estrelas.