Outlander

Outlander

Quero começar essa postagem dizendo de antemão que eu não conheço a história dos livros de Outlander, tendo sido sugada para esse universo graças à minha mãe que ama filmes e seriados românticos.

Tendo dito isso, preciso tirar do meu coração que depois do seriado eu não tive A MENOR vontade de procurar os livros. Pelo amor de todos os deuses! Que historiazinha piegas e clichê.

Em primeiro lugar, eu nem preciso dizer que voltar 200 anos no tempo e utilizar de todo o conhecimento adquirido através de anos participando da Segunda Guerra Mundial como enfermeira é ao mesmo tempo brilhante e completamente idiota, né? Ela volta para 1700! It goes without saying que é CLARO que em algum momento ela iria ser tratada como bruxa! O que me impressionou foi que demorou tanto para acontecer. De bom dessa cena só houve a confirmação de que a outra personagem que eu achei que também era do futuro no primeiro momento em que ela apareceu, realmente o era.

Em segundo lugar, o seriado é tão clichê, mas tão clichê, com uma história tão linear, piegas e boba que assim que o segundo episódio começou – assumo que quando comecei a assistir ao seriado não fazia ideia sobre o que ele era – era possível prever o que iria acontecer. Se não com previsões de cenas, pelo menos em uma linha geral o que aconteceria.

Em menos de 3 cenas em que Jamie – na minha opinião a única coisa que realmente valeu a pena no seriado e APENAS porque ele é muito bonito e meio que o meu sonho de consumo em um homem – eu tinha a total e absoluta certeza que era ele com quem Claire teria um relacionamento no passado e que, não importava quantas vezes ela tinha tentado engravidar com seu primeiro marido, eles teriam um filho juntos.

Esse é o nível de previsibilidade da história.

Juntando-se a isso o fato de que eu não sou das mais chegadas em romance – ao menos não da forma como ele é mostrado nesse seriado – e que não suporto coisas previsíveis, bem… Minha reação a essa primeira temporada não foi das melhores.

E será a única temporada que vou assistir. Chega de erros de tentar engolir coisas que eu não gostei na primeira temporada. Estou olhando para você, Shadowhunters.

1/5 estrelas.

Siga por sua própria conta e risco.

Happy New Year!

Muito atrasado, mas quem liga?

ano-novo

Hoje, último dia do primeiro mês de um novo ano.

Passou da hora de voltar a ativa.

Muito aconteceu do final do ano para cá, e prometo que não farei piadinhas bestas sobre o ano passado viajei, comecei um novo desafio de leitura, comecei o cursinho preparatório para residência e recebi notícias insanas sobre a minha faculdade.

Há, também, muitas boas notícias!

Reencontrei primos que não via há muito tempo e percebi que muito do que não nos dávamos era coisa de criança, problemas irrisórios que não merecem atenção. Redescobri a minha força – e talvez um pouco de paciência – para estudar, aprender coisas novas.

E, principalmente, percebi que não sou ninguém sem meus amigos e família.

Esse primeiro mês veio com tudo, não deu trégua. Trouxe consigo uma ressaca de 2016, mas nada que a gente não consiga sobreviver.

Que ele traga cada vez mais surpresas, que consigamos nos aproximar cada dia mais de nossos sonhos e objetivos.

E feliz ano novo!

PS: O blog fez um ano em janeiro e quero fazer alguma coisa comemorando esse fato, ainda não pensei o que, mas veremos.

PPS: Pretendo retomar as postagens 4 vezes na semana, mas não garanto nada. Tenham paciência com a tia aqui… xD

Contagem Regressiva

contagem-regressiva

E agora que o término desse ano finalmente se aproxima, acho justo fazer uma retrospectiva dos melhores e piores livros que li.

#1 Sangue na Neve – Jo Nesbø

Foi um livro que me surpreendeu pela sua forma de narrativa inusitada e seu narrador nem um pouco confiável, além de ser o primeiro livro que li do tio Nesbø – e que me causou um amor pelos livros dele.

#2 Alice – Christina Henry

Versão mais insana/steampunk de Alice no País das Maravilhas e que me deixou insanamente pun intended feliz, me lembrando o amor que tenho por esse maravilhoso universo criado pelo gênio Lewis Carroll.

#3 The Lunar Chronicles – Marissa Meyer

Preciso dizer que foi um achado? Desbancou meu preconceito com as releituras dos Contos Grimm/Disney e com o sobrenome Meyer. Já estou mais do que feliz em ter colocado Winter para um dos tópicos do Desafio de Leitura 2017.

#4 A Noiva Fantasma – Yangsze Choo MELHOR LIVRO DO ANO

Ler um livro maravilhosamente bem escrito que abordou o tema dos casamentos fantasma logo após ter jogado Fatal Frame V – que tem, basicamente, esse tema – foi uma diversão sem tamanho e ligeiramente – quase imperceptivelmente – assustador.

#5 Dois Garotos se Beijando – David Levithan

Meu primeiro livro LGBT. Adorei a forma como o Levithan abordou o assunto, sem deixar de todo piegas – ou clichê.

#6 O Orfanato da Senhorita Peregrine para Crianças Peculiares – Ransom Riggs

Fotos antigas, poderes mágicos peculiaridades, monstros e personagens crianças. Tio Riggs tinha tudo para fazer uma saga absolutamente fantástica, absorvente e cativante. E foi o que ele fez! Não importa o que a Editora Intrínseca diga, Orfanato é muito mais chocante que Lar.

#7 As Crônicas do Matador de Rei – Patrick Rothfuss

Tio Pat tem um jeito de usar as palavras que simplesmente te prende ao livro, te impedindo de desviar o olhar – não que eu quisesse fazer isso – e te deixa curioso para saber como Kvothe tornou-se o taberneiro Kote. Nem preciso dizer que NECESSITO do último livro, não é?

#8 O Colecionador de Ossos – Jeffery Deaver

Não imaginei que fosse gostar tanto assim desse livro mesmo tendo adorado o filme, porque geralmente é tanta alteração que a história sofre que muito se perde. Foi um livro dos mais interessantes e que, com certeza, comprova a regra de que o livro é BEM MELHOR que o filme.

#9 Labirinto – A. C. H. Smith

Foi o primeiro livro que li que foi a adaptação para romance do roteiro de um filme. Gostei de ver que há mais cenas do que aquelas mostradas no filme e gostei ainda mais das personagens. Não é exatamente o tipo de livro que gosto, mas a história é maravilhosa e muito concisa, então mereceu suas 5 estrelas.


Pensei seriamente em deixar aqui a lista dos piores livros do ano, mas acho isso, de certa forma, uma injustiça e uma maldade. Tudo bem que é a minha opinião pessoal e que não espero que elas tenham alguma repercussão, mas não há necessidade disso.

Encerro este post com o coração alegre e leve, feliz em ver que, mesmo não intencionalmente, muitas pessoas acharam relevante o que escrevo por aqui. Agradeço de coração a cada um de vocês que seguem o blog e que comentam nas postagens. ❤

E vamos para mais um ano!

Castle

Castle 02

Hoje eu preciso falar sobre a Series Finale de um dos meus seriados favoritos: Castle.

O seriado se inicia com o Departamento de Polícia de New York (NYPD) tentando desvendar uma série de homicídios que se parecem muito com os homicídios descritos nos livros de Richard Castle, um famoso escritor de romances policiais. Conhecemos, então, a detetive Kate Beckett, e os seus companheiros de equipe, Javier Esposito, Kevin Ryan e a legista Lanie Parish, e acompanhamos o desenrolar da investigação com Castle auxiliando na mesma.

Castle 03

Quando os crimes são, enfim, desvendados, descobrimos que Castle – com seus contatos com o prefeito – conseguiu permissão para acompanhar o 12º Distrito da NYPD para conseguir inspiração para sua próxima série de livros Niki Heat, uma detetive baseada em Kate Beckett.

Durante oito longas temporadas acompanhamos o desenrolar do romance entre Castle e Beckett, entre Ryan e Jeny, entre Esposito e Lanie. Acompanhamos o crescimento dos personagens, como Martha e Alexis tornam-se mulheres ainda mais independentes de Castle – e ao mesmo tempo tão importantes para que ele seja quem ele é.

Sofremos com cada sequestro, cada tentativa de assassinato, cada plot twist que mais parecia querer nos infartar do que dar continuidade à história.

E ainda assim foi um seriado policial cômico simplesmente sensacional.

Isto é… Ao menos até estas últimas duas temporadas.

[SPOILER ALERT]

Ao final da sexta temporada, Castle está dirigindo para o seu casamento com Beckett, quando é jogado para fora da pista e permanece 8 semanas desaparecido. E, honestamente, acho que foi exatamente neste momento da sétima temporada que as coisas começaram a degringolar.

O fato de Castle ter amnésia deixava um gostinho de quero mais, uma vontade de descobrir o que diabos aconteceu com ele durante essas 8 semanas. Nós, assim como os personagens do seriado, não sabíamos o que estava acontecendo e, parafraseando o próprio Castle no episódio 21 da oitava temporada, era basicamente um problema de Schrödinger. Não saber o que havia acontecido durante este tempo nos deixava instigados, deixava nossa imaginação correr solta, mas explicar o que aconteceu? Poderia – e foi o que aconteceu – nos decepcionar.

Durante a sétima temporada somos apresentados a um nome: LokSat, um suposto agente da CIA que se tornou rogue e vendia suas informações e forças para quem pagasse mais caro. E, ao meu ver, foi um repeteco das outras temporadas. Beckett queria desvendar quem havia matado sua mãe e, ao seguir por esse caminho, quase morreu e quase perdeu todos aqueles a quem amava. Idem quando Castle tentou encontrar o assassino triplo X. E poderia dar muito mais exemplos, mas a repetição não é algo que realmente me incomoda, vide House, Supernatural e muitos outros seriados.

O que realmente me incomoda é que a cada vez que uma situação de vida ou morte apareceu em Castle, tanto Beckett quanto Castle mentiam um para o outro “para sua proteção”. Chegou a um ponto em que era visível que a produção estava apenas usando o mesmo roteiro, simplesmente mudando o alvo principal (Beckett ou Castle) e o nome do bandido.

Ao terminar de bingewatch a oitava temporada, devo dizer que, mesmo eu, louca alucinada por Castle me enjoei de em quase todos os episódios o Castle ser sequestrado, que me cansei de sempre ver a mesma palhaçada em que eles procuram proteger sua alma gêmea, às situações de quase morte.

O final deixou muito a desejar – é claro que houve toda a polêmica da saída da Stana Katic (Beckett) e dos problemas entre ela e Nathan Fillion (Castle), e que, muito provavelmente, a oitava não seria a última temporada -, mas me entristeci. Até mesmo o penúltimo episódio meio filler foi melhor do que a series finale. Tornaram LokSat duas pessoas que nem fazem tanto sentido assim em serem o vilão, mataram e ressuscitaram Castle e Beckett sem a menor explicação E AINDA fizeram um epílogo digno de Jogos Vorazes mostrando o futuro dos dois.

Eu concordo que Castle sem Beckett não faz o menor sentido, então que bom que ao menos tiveram a brilhante ideia de terminarem a série com os dois atuando junto e tudo o mais, mas poxa… Que final bosta. Se ao menos eles tivessem morrido de verdade. Eu teria ficado com raiva, mas aceitava. Agora ressuscitarem sem a menor explicação? Isso vai ficar entalado na minha garganta por muito tempo. Assim como o fato de não terem dado um final decente para NENHUM dos personagens secundários. As in ninguém morreu, mas também não fazemos ideia do que aconteceu com eles. Como eles puderam deixar Alexis, Hayley, Ryan, Esposito e Lanie sem um final? Isso foi um absurdo.

Honestamente, tem horas que eu me frustro demais com esses seriados. Pode parecer bobeira, mas foram quase nove anos acompanhando semanalmente o desenrolar de toda essa história, são personagens que amo, que conquistaram – e muito bem conquistado – um lugar no meu coraçãozinho. Foi um longo tempo de investimento afetivo para sofrer esta decepção ao final. Quando acontecem coisas assim, até tenho vontade de largar tudo pra lá e parar com seriados. Quem disse que eu consigo..?

Anywho… É com muita tristeza que dou adeus para os brilhantes personagens de Castle. Levarei vocês para sempre na memória, menin@s.

#CaskettForLife #NoBeckettNoCastle

Pelo menos um ship da minha armada ainda terminou canon lindamente! ❤