A Chegada

A Chegada

Sinopse: Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade.

Inicialmente você acha que é um filme triste sobre uma mãe que perde sua filha, que antes da filha morrer, conta toda a história de como conheceu o pai, os planos que tinham, essas coisas. Só que… não é bem assim que funciona.

Louise é a narradora do filme, então podemos esperar que a narrativa não seja assim tão confiável, mas, ainda mais interessante que a não confiabilidade das informações, existe uma não linearidade à narrativa que você só percebe realmente ao final do filme.

Adorei ver como o Hawkeye Ian – a parte científica da operação para descobrir o que os alienígenas querem com a Terra – é um daqueles cientistas fofinhos e idiotas – bem no estilo de Big Bang Theory -, mas fiquei um pouco irritada com o clichê de “apenas a ciência salva”.

Louise, como já disse, é a personagem principal e a narradora do filme, então acabamos vendo tudo pelos olhos dela. E, como ela é a linguista, as maiores descobertas são feitas por ela.

Pela narrativa não linear cheia de memórias que não são exatamente memórias pulsando através da história, fiquei muito confusa em relação a quem seria o pai da Hannah – e quem escolhe o nome do filho por ser um palíndromo?! -, e adorei descobrir, ao final, que na verdade as memórias eram flashes do futuro, porque os alienígenas não tem uma percepção linear do tempo.

Só não consegui comprar a ideia de que as coisas que ela vê sobre o futuro tem uma ligação tão direta com o passado. Eu tenho certeza de que não é exatamente assim que funciona o tempo, não importa quão não linear a pessoa o perceba.

Anywho, foi um filme bem divertido – e um pouco tenso. 4 estrelas.

Advertisements

Olhos da Justiça

olhos-da-justic%cc%a7a

Filme que trata sobre os EUA pós 9/11. Acompanhamos como os counter-terrorists alguém aqui jogou CS? agiam aguardando receber notícias sobre possíveis novos ataques às terras norte americanas. Mostra também o que estão dispostos a deixar passar porque o trabalho anti-terrorismo “é mais importante do que tudo”.

A trama revolve o assassinato da filha de uma das agentes anti-terrorismo. A vítima é deixada ao lado de uma mesquita que está sendo vigiada 24 horas por ser uma possível célula terrorista dormente.

A narrativa do filme inicia-se de forma não linear e interessante, explicando, por meio de flashbacks, o que aconteceu durante essa ação anti-terrorista. O problema, por outro lado, é que não existia cena alguma que não era precedida pela narrativa em formato de flashback, o que tornou o filme excessivamente cansativo, mesmo pra mim que amo narrativas não lineares. Não precisavam abusar, coleguinhas.

O que mais me chamou atenção no filme foram, na verdade, duas coisas. A primeira é até que ponto o terrorismo é mais importante que um assassinato. E em segundo lugar, até onde uma pessoa pode ir pela busca da justiça/vingança.

All in all, 3/5 estrelas.

Rua Cloverfield, 10

cloverfield-lane

 O filme se inicia com Michelle saindo de casa, aparentemente tendo terminado o noivado, e seguindo viagem para o seu futuro. Ela sofre um acidente de carro e acorda no porão da casa de um desconhecido.

Temendo ter sido sequestrada, Michelle planeja de várias formas sua fuga, incluindo no seu plano Emmett, um outro refugiado de Howard. Howard é um desses alucinados pelo apocalipse, tendo construído um bunker preparando-se para o fim dos tempos.

O que eu achei mais divertido em relação ao filme é que existe uma tênue linha separando realidade de fantasia.

Meses se passam com Michelle e Emmett vivendo na paranoia de Howard, tendo comprado a ideia dele e tornando-se próximos. Quando são obrigados a perceber que Howard talvez seja apenas um velho paranoico, não sabemos exatamente se é Howard o problema ou se Michelle e Emmett que estão perdendo-se em meio à paranóias próprias.

O filme em si é fantástico. Tendo sido filmado praticamente em apenas um local diminuto, o bunker, a atuação entre os atores é muito bem caracterizada e os personagens tornam-se cada vez mais próximos, mais unidos e confiantes entre si. Tornam-se uma família.

O final, entretanto, deixou a desejar. E aqui caímos naquele velho lema meu: na MINHA opinião. Não é que eu não goste do que aconteceu no final, mas acho que foi um exagero. Terror/suspense psicológico é uma forma muito mais consistente e tensa de se fazer um filme. Então… É.

Brochei com o final. O que justifica as 3,5/5 estrelas. Eu juro que tento ser consistente e não dar notas “quebradas”, mas tem filme que merece.

O Presente

o-presente

Esse filme começa de uma forma bem única. só que não

Um casal se muda para a cidade natal do homem da relação. Os personagens são apresentados, porém apenas superficialmente, então a cada nova cena do filme temos mais informações e um pouco mais da trama é revelada.

O enredo se baseia em uma situação que aconteceu durante o ensino médio entre Simon e Gordo. Robyn, esposa de Simon, não sabe o que aconteceu entre os dois e não consegue entender o ódio do esposo frente às tentativas de Gordo para se tornarem amigos.

Tanto Simon quanto Gordo mentem em relação a praticamente tudo durante o filme.

Em suma, o filme mostra o resultado de uma obsessão que, como toda obsessão, não acaba bem.

Gostei bastante da forma como a trama se desenrola. Até o último instante há novos fatos sendo abordados, novas descobertas pela parte do telespectador.

Mereceu suas 4/5 estrelas.