Harry Potter e a Câmara Secreta

Harry Potter 02

Sinopse: Os Dursley estavam tão anti-sociais naquele verão, que tudo o que Harry queria era voltar às aulas da Escola de Bruxarias de Hogwarts. No entanto, quando já terminava de fazer suas malas, Harry recebe um aviso de um estranho chamado Dobby, que diz que um desastre acontecerá caso Potter decida voltar à Hogwarts. Harry não liga para aquela mensagem e o desastre realmente acontece. Naquele segundo ano estudando em Hogwarts, novos horrores surgem para atormentar Harry, incluindo o novo professor Gilderoy Lockhart e um espírito chamado Moaning Myrtle, que assombra o banheiro feminino, além de olhares indesejados da irmã mais nova de Ron Weasley, Ginny. Todos esses problemas, no entanto, parecem menores quando o verdadeiro problema começa e algo transforma os alunos de Hogwarts em pedra. Dentre os suspeitos: o próprio Harry. Descubra o fim desta aventura emocionante.

Haary Potter e a Câmara Secreta foi o livro escolhido para Agosto – Um livro best seller. Tenho total e absoluta certeza que ele foi um best seller na época em que foi lançado, em qualquer que seja o país em questão. É Harry Potter! Também o escolhi para o Mini-Desafio de Leitura porque esse ano coloquei o quarto livro no Desafio de Leitura 2017… Aí, já viram, né? Releitura em cima de releitura!

Mas tudo bem… Eu já tinha me esquecido bastante da história desse livro.

O livro começa muito devagar, muito chato. Os primeiros capítulos foram um sofrimento para conseguir ler, mas depois que as coisas começam a acontecer no castelo, até que o livro fica mais divertido e consegui lê-lo mais tranquilamente.

Acontece que muitos personagens são chatos nesse livro. Gilderoy Lockhart é simplesmente insuportável, os primeiranistas são bocós – estou olhando para você, Colin – e não há realmente nenhuma ação que faça você buscar a próxima página, o próximo capítulo. Estava tão entediada que larguei o livro por dois dias enquanto lia A Lógica Inexplicável da Minha Vida.

Quando os ataques aos estudantes com sangue trouxa começam a acontecer, praticamente estamos na metade do livro. Mesmo assim, é depois que eles começam que o livro fica realmente interessante e é só a partir daí que consegui ler sem parar até acabar.

Mesmo com todo o marasmo inicial, é um livro muito bom. É impressionante ver como a Rowling descreve as batalhas e faz com que 30-50 páginas valham para terminar muito bem o livro.

4/5 estrelas.

O Refúgio

Mini 11 - A Mansão Hollow

E depois de dois livros seguidos que não estavam nos planos para o mês, resolvi deixar de vez de me programar para as leituras e simplesmente seguir o fluxo do que me envolve.

O livro da vez é do Mini Desafio de Leitura, agora para o mês de Novembro – Uma peça de teatro. E creio que devo deixar aqui uma explicação.

Há muitos e muitos anos, uma pequena Alessandra foi com sua família ao sebo Páginas Antigas e convenceu os pais a comprar a coleção completa dos livros da Agatha Christie. Os referidos livros – em capa dura e contando com duas histórias por livro – eram as adaptações das histórias para o teatro, mas quando pediu para comprarem a coleção, a pequena Alessandra não sabia disso e, assim sendo, acabou não gostando da forma como o livro estava escrito e não leu nenhum.

Sim, muito errado, concordo. Só que é uma história verídica e eu não faço ideia de quantos anos tinha na época e, provavelmente, fiquei confusa por não haver uma narrativa “comum”.

E adiantando para os dias atuais, resolvi que livro parado juntando traça não é legal e que Agatha Christie merece minha atenção Doctor Who may or may not have rekindled my curiosity about her… e assim resolvi colocar os livros dessa maravilhosa senhorita, verdadeira Rainha do Crime, nas listas dos desafios.

Assim comecei a leitura de Encontro com a Morte e agora encerrei o primeiro livro lido com a leitura de O Refúgio.

Devo dizer que achei muito difícil encontrar o livro tanto no Skoob quanto no Goodreads, pelo simples motivo de que há um novo título para essa história. Hoje em dia você encontra O Refúgio com o título de A Mansão Hollow.

Tirando esse primeiro percalço inicial, a história em si é ótima, deixando a resolução do caso bem complexa, tendo-se em vista que é uma família inteira envolvida com o crime. Muito parecido com a história de Encontro com a Morte se for pensar por esse lado.

Só que, ao contrário de Encontro com a Morte, achei mais instigante e confusa a história d’O Refúgio. Todos eram altamente suspeitos e tudo se torna ainda mais complexo quando uma das personagens não fala coisa com coisa.

De qualquer forma, foi maravilhoso acompanhar a forma como cada personagem trabalhou o luto e como cada um se mostrou suspeito até o fim.

Como é uma peça de teatro, senti falta de uma profundidade maior ou talvez de mais explicações frente a algumas atitudes de algumas personagens, mas nada que altere ou atrapalhe a narrativa.

Honestamente, estou me descobrindo apaixonada por Christie e realmente quero ler mais coisas dela. Provavelmente até renovar a coleção com os romances e não roteiros, minha alergia resolveu me dar um oi.

4/5 estrelas.

Laranja Mecânica

Mini 10 - Laranja Mecânica

Quando a Amazon recebeu um ultimato do Dória no começo do ano e decidiu liberar o download de um livro de sua biblioteca gratuitamente, consegui o livro Laranja Mecânica, de Anthony Burgess em versão digital.

Já queria ler esse livro, então, foi uma ótima aquisição, mas devo dizer que agora quero o livro físico for reasons e nada melhor que incluí-lo no Mini Desafio de Leitura para o mês de outubro – Um livro escrito antes de você nascerLaranja Mecânica foi publicado pela primeira vez em 1962, encaixando-se com folga nessa categoria.

Sinopse: Clássico eterno da ficção científica, Laranja Mecânica é um verdadeiro marco na história da cultura pop e da literatura distópica. Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma resposta igualmente agressiva de um governo totalitário.
A estranha linguagem utilizada por Alex, conhecida como Nadsat, merece destaque na obra, criada pelo próprio Burgess, fornece ao romance uma dimensão quase lírica.
A trama, que conta a história da violenta gangue de adolescentes que sai às ruas buscando divertimento de uma maneira um tanto controversa, incita profundas reflexões sobre temas atemporais, como o conceito de liberdade, a violência – seja ela social física ou psicológica – e os limites da relação entre o Estado e o Indivíduo.
Ao lado de 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, Laranja Mecânica é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século 20. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.

A primeira coisa que me chamou atenção nesse livro é que quando foi publicado nos EUA os editores americanos acharam por bem deixar de fora o 21º e último capítulo do livro – o que não fez muito sentido na minha cabeça – e que, portanto, o filme de Kubrick tem um final diferente do livro.

Outra coisa que me assustou foi a linguagem. A tal da linguagem NadSat que as gangues utilizam para se comunicar é extremamente… complexa pra não dizer impossível e chata e precisei ir ao glossário no final do livro mais vezes do que gostaria de assumir.

No geral a história é muito interessante, narrada em primeira pessoa por Alex, vemos o que o motivava a causar tanta ultraviolência, às formas como tratava as outras pessoas, temos a percepção de que para ele, o que era alheio a si próprio não era importante.

Fiquei um pouco indignada com as conclusões a que o livro chega.

Calma, eu explico.

É importante lembrar que o livro é narrado em primeira pessoa, então o narrador não é nem um pouco confiável. Além disso, Alex passa todo o livro tentando convencer o leitor de que ele não era assim o culpado por suas ações. Ah, sim, ele sabe que está cometendo atos horrendos e descreve com muito prazer toda a ultraviolência, os estupros, os ataques, as brigas, tudo muito gráfico – ou o mais gráfico que a linguagem NadSat permite. Então não há como negar que Alex é um personagem mau.

O que também não significa que ele não tem possibilidade de redenção. A esperança de que a sociedade que sofre nas mãos das gangues, dos governos totalitários, das forças policiais extremamente agressivas possui chance de redenção e salvação é o ponto chave do livro.

Só não concordo com a forma como Burgess descreve esse arco da redenção de Alex. Principalmente o último capítulo.

O livro se divide em 3 arcos, cada qual com seu tema e cada um com sete capítulos. No 21º capítulo, o último capítulo do arco da redenção de Alex, é mostrada uma realidade tão discrepante do restante do livro – não em questão temporal, mas em questão interna ao próprio Alex – que me deixou inquieta.

A impressão que eu tive é que Alex não compreende que existe uma necessidade de mudar, ele simplesmente percebe que está velho demais para continuar com sua vida de gangue e que não possui família, que o sentimento de vazio que sente é a falta de compartilhar a vida com alguém. E, por mais que ele conclua que não conseguirá salvar o filho hipotético de uma vida de gangues, não é algo que ele veja como totalmente ruim. Ele toma como a realidade, como o ciclo da vida.

A mensagem do livro, para mim, é que não há uma forma de quebrar o ciclo vicioso da violência e isso me deixou muito triste.

Ainda assim é um livro fantástico.

4/5 estrelas.

Doze Contos Peregrinos

Mini 04 - Doze Contos Peregrinos

Para o mês de Abril – Um livro de um autor vencedor do Nobel li o livro Doze Contos Peregrinos de Gabriel García Márquez, vencedor do Nobel de Literatura em 1982.

Sem sinopse, porque no Skoob não havia uma sinopse decente para colocar aqui, sorry.

Esse é mais um daqueles livros que eu deveria ter lido para o pré-vestibular – há muitos e muitos anos – e passei batido. Novamente às custas do meu preconceito e preguiça de ler o livro.

Acontece que esse ano está sendo o ano. O ano para quebrar preconceitos literários – e para comprovar minhas escolhas em relação aos tipos literários que leio. E, somando-se a isso o fato de que este ano a verba está contada, acabei escolhendo livros que tinha para poder enquadrar em ambos os desafios.

E foi assim que comecei a minha peregrinação pela biblioteca de casa atrás de um livro de um autor que ganhou o Nobel de Literatura. Após uma rápida pesquisa na internet, eis que descubro que Gabriel García Márquez é um representante desta categoria.

Li os doze contos de maneira até relativamente lenta – para um livro de 200 e poucas páginas, demorei três dias – e aproveitei cada momento, cada página, cada conto. Adorei a introdução que ele fez, explicando o processo de criação, de escolha e de produção desse livro.

E tiveram contos que eu adorei! Mas a grande maioria deles? Não fez tanto sentido assim para mim.

All in all, é um livro bem gostoso de ler, rápido e divertido. Fiquei com mais vontade de ler mais coisas do autor.

3/5 estrelas.

Espumas Flutuantes

Mini 02 - Espumas Flutuantes

Para Fevereiro – Um livro de um autor nacional, li Espumas Flutuantes de Castro Alves. A parte mais interessante da leitura desse livro é que eu nunca o havia lido antes, não o li para o vestibular ou para a escola, devo ter pego apenas a resenha dele na internet ou simplesmente deixado pra lá. Pelo simples motivo de que eu achava um saco os livros nacionais escolhidos pro vestibular.

Mas enfim… I digress.

Sinopse: Em ‘Espumas flutuantes’, Castro Alves retoma o tema do amor em sua sensualidade e em sua realização. Transformando o sentimento amoroso em pleno sentido de prazer e sofrimento, descreve cenas oportunas da paixão humana. Em ‘O adeus de Teresa’, em ‘Onde estás?’ e em ‘É tarde!’, por exemplo, percebemos a plenitude do lirismo de Castro Alves.
A presente edição é realmente preparada com vistas a um entendimento integral e eficiente do livro de Castro Alves. Nele, o professor José De Paula Ramos Jr. apresenta um estudo sobre os recursos estilísticos e uma biografia completa do poeta, com notas detalhadas que não deixam nenhuma dúvida a resolver.

Sendo um livro de poesias, se não me engano o único livro de poesias que foi montado pelo autor antes de sua morte, devo dizer que não é meu estilo de leitura favorito. Só que foi um livro que serviu para quebrar meus paradigmas de muitas formas diferentes.

Já disse anteriormente que não sou muito fã da literatura brasileira clássica. E mesmo dentro do período do romantismo há alguns autores que eu não gosto, então é difícil eu começar a ler um livro nacional sem muitos preconceitos.

E é assim que comecei a ler sobre Castro Alves na introdução de seu livro. A sua história de vida já é interessante, é conhecido como o poeta dos escravos, lutava pelo abolicionismo, tinha ideais fortes sobre a vida e, ao contrário de outros autores do período, não tinha uma fixação pela morte.

As poesias que fazem parte desta obra são fantásticas por si só e trazem um novo sabor ao que eu já conhecia. Adorei declamar porque só ler poesia me dá sono cada poesia contida no livro e posso dizer que encontrei uma poesia que me descreve. Vou deixá-la na íntegra aqui.

Hino ao Sono

Ó sono! ó noivo pálido
Das noites perfumosas,
Que um chão de nebulosas
Trilhas pela amplidão!
Em vez de verdes pâmpanos,
Na branca fronte enrolas
As lânguidas papoulas,
Que agita a viração.

Nas horas solitárias,
Em que vagueia a lua,
E lava a planta nua
Na onda azul do mar,
Com um dedo sobre os lábios
No vôo silencioso,
Vejo-te cauteloso
No espaço viajar!

Deus do infeliz, do mísero!
Consolação do aflito!
Descanso do precito,
Que sonha a vida em ti!
Quando a cidade tétrica
De angústias e dor não geme…
É tua mão que espreme
A dormideira ali.

Em tua branca túnica
Envolves meio mundo…
É teu seio fecundo.
De sonhos e visões,
Dos templos aos prostíbulos,
Desde o tugúrio ao Paço,
Tu lanças lá do espaço
Punhados de ilusões!…

Da vida o sumo rúbido,
Do hatchiz a essência
O ópio, que a indolência
Derrama em nosso ser,
Não valem, gênio mágico,
Teu seio, onde repousa
A placidez da lousa
E o gozo do viver…

Ó sono! Unge-me as pálpebras…
Entorna o esquecimento
Na luz do pensamento,
Que abrasa o crânio meu.
Como o pastor da Arcádia,
Que uma ave errante aninha…
Minh’alma é uma andorinha…
Abre-lhe o seio teu.

Tu, que fechaste as pétalas
Do lírio, que pendia,
Chorando a luz do dia
E os raios do arrebol,
Também fecha-me as pálpebras…
Sem Ela o que é a vida?…
Eu sou a flor pendida
Que espera a luz do sol.

O leite das eufórbias
Pra mim não é veneno…
Ouve-me, ó Deus sereno!
Ó Deus consolador!
Com teu divino bálsamo
Cala-me a ansiedade!
Mata-me esta saudade.
Apaga-me esta dor.

Mas quando, ao brilho rútilo
Do dia deslumbrante,
Vires a minha amante
Que volve para mim,
Então ergue-me súbito…
É minha aurora linda…
Meu anjo… mais ainda…
É minha amante enfim!

Ó sono! Ó Deus noctívago!
Doce influência amiga!
Gênio que a Grécia antiga
Chamava de Morfeu
Ouve!… E se minha súplicas
Em breve realizares…
Voto nos teus altares
Minha lira de Orfeu!…

Castro Alves

São Paulo, 12 de julho de 1868

E com ela encerro o post de hoje.

4/5 estrelas.

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Mini 07. Harry Potter e a Pedra Filosofal

Continuando com o samba do crioulo doido que é o Mini-Desafio de Leitura, li para Julho – Um livro que o protagonista seja criança a versão ilustrada de Harry Potter e a Pedra Filosofal.

Harry Potter é uma das sagas que eu mais gosto, de forma que fiquei mais do que feliz quando o Éder me deu de aniversário este livro. Foi simplesmente mágico revisitar Hogwarts através dos desenhos de Jim Kay. E, o mais importante, agora tenho o primeiro livro da saga com a tradução correta dos nomes dos personagens – sim, comprei a primeira edição de Harry Potter e a Pedra Filosofal assim que foi lançado no Brasil e, por mais que a Editora Rocco faça seus trabalhos com muito primor, havia muitos erros de tradução.

De qualquer forma, fiquei feliz por poder (re)ler essa obra prima e ainda conhecer os desenhos. Senti como se estivesse indo para Hogwarts como da primeira vez que li os livros. E foi fantástico poder ler esse livro para o desafio.

5/5 estrelas.

#MeuCrushPeloDracoAumentou

Sete Minutos Depois da Meia-Noite

Mini 06. Sete Minutos Depois da Meia Noite

E continuando na loucura da falta de ordem do Mini Desafio de Leitura 2017, temos o livro Sete Minutos Depois da Meia-Noite de Patrick Ness para o mês de Junho – Um livro que virou filme.

Já deu para perceber que esse desafio será lido na ordem do “samba do crioulo doido”, né?

Sinopse: Conor é um garoto de 13 anos e está com muitos problemas na vida.

A mãe dele está muito doente, passando por tratamentos rigorosos. Os colegas da escola agem como se ele fosse invisível, exceto por Harry e seus amigos que o provocam diariamente. A avó de Conor, que não é como as outras avós, está chegando para uma longa estadia. E, além do pesadelo terrível que o faz acordar em desespero todas as noites, às 00h07 ele recebe a visita de um monstro que conta histórias sem sentido.

O monstro vive na Terra há muito tempo, é grandioso e selvagem, mas Conor não teme a aparência dele. Na verdade, ele teme o que o monstro quer, uma coisa muito frágil e perigosa. O monstro quer a verdade.

Baseado na ideia de Siobhan Dowd, Sete minutos depois da meia-noite é um livro em que fantasia e realidade se misturam. Ele nos fala dos sentimentos de perda, medo e solidão e também da coragem e da compaixão necessárias para ultrapassá-los.

Eu, particularmente, nunca ouvi falar de Siobhan Dowd, então não sei dizer se esse livro realmente segue o estilo dela de escrever ou não. Só sei que, sendo um livro infantil, foi uma história e tanto. E não exatamente o que eu imaginava.

Conor é uma criança que tem que enfrentar muitos problemas. Bullying, pais separados, incompreensão familiar, uma doença muito complicada e (auto)exclusão na escola. Pode-se dizer que para um garoto de 13 anos é muito o que se enfrentar…

Calma aí… 13 anos!? *vai ler o livro de novo* Ok… Isso muda um pouco de figura a impressão que inicialmente tive do livro. Mas não muito. A bem da verdade, essa informação não é muito relevante para a história, se muito, apenas serve para mostrar que ele não era tão pequeno a ponto de não entender o que acontecia ao seu redor e nem tão grande para ter deixado para trás a inocência e infantilidade da infância.

Como já disse antes, Conor precisa enfrentar muita coisa, mas não está se saindo muito bem nesse papel, e é então que o monstro aparece. O monstro conta histórias para Conor, inicialmente, sem sentido, mas que a todo momento se entremeiam com a realidade e o ajudam a entender melhor a situação em que se encontra.

Ao final do livro, o monstro faz com que Conor assuma a verdade sobre o pesadelo que tem e sobre o que isso significa em relação à doença de sua mãe. O monstro, na verdade, age um pouco como o Grilo Falante de Pinóquio, servindo de consciência e ensinando Conor a como agir e como superar seus problemas.

Mais do que um livro fantástico, esse livro mostra o luto pelo olhar de uma criança, em como as crianças entendem a realidade em que habitam e que compreendem sim as situações que vivem.

Foi uma leitura leve e rápida que me lembrou o livro Ponte para Terabítia e que me fez chorar tanto quanto. Não esperava que o livro falasse sobre essa temática, mas não fazia ideia sobre o que era a história, então I brought this on myself…

Em relação à edição, só devo dizer que não sou muito fã de livros com a imagem do filme, mas até que essa capa ficou bem bonitinha. A editora Novo Conceito está de parabéns com o livro muito bem feito. Hora de apostar em mais livros dela!

4/5 estrelas.