Asylum

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Sinopse: Para Dan Crawford, 16 anos, o New Hampshire College Prep é mais do que um programa de verão – é uma tábua de salvação. Um pária em sua escola, Dan está animado para finalmente fazer alguns amigos em seu último verão antes da faculdade. Mas, quando ele chega no programa, Dan descobre que seu dormitório para o verão costumava ser um sanatório, mais comumente conhecido como um asilo. E não apenas qualquer asilo — um último recurso para criminosos insanos.

À medida que Dan e seus novos amigos, Abby e Jordan, exploram os recantos escondidos de sua casa de verão assustadora, eles logo descobrem que não é coincidência que os três acabaram ali. Porque o asilo é a chave para um passado terrível. E existem alguns segredos que se recusam a ficar enterrados.

Muitas coisas me chamaram a atenção para este livro. Uma delas foi o seu título – Asylum – que a editora manteve como no original. Pode parecer bobeira, mas ver Asylum e não Asilo ou Manicômio me incentivou muito mais a comprar o livro. E não é porque eu prefiro títulos em inglês ou nada do tipo.

É só porque eu acabara de jogar um jogo em estilo point-and-click que se chamava Escape the AsylumLembram que eu comentei em algum lugar do blog que eu sou uma pessoa aleatória, né..?

Jogos de fuga estilo point-and-click me deliciam desde a época do meu ensino médio com o jogo The Crimson Roome daí em diante não, não vamos falar sobre tempo só fui me embrenhando mais e mais nos Escape games. Um dos últimos que joguei foi Escape the Asylum, também de uma franquia como The Crimson Room, criado por Takagism, ou Submachine, criado por Mateusz Skutnik.

De qualquer forma, é preciso entender porque estes jogos é assustador, mesmo sendo absurdamente divertidos!

Como a sua personagem está presa, sentimos um pouco do medo da situação. Não é de todo uma situação agradável não conseguir sair de um ambiente conhecido – imaginem quando ficamos trancados em um banheiro ou um elevador, é claustrofóbico e incômodo, mas sabemos que alguém pode nos ajudar. Agora, quando nos encontramos em um ambiente completamente diferente e sem nenhum meio de comunicação com o meio externo? É algo que beira a insanidade. Pensem nos filmes dos Jogos Mortais!

Juntando isso a um ambiente desolado como um manicômio, onde sabemos que antigamente aconteciam diversos experimentos durante a busca para a cura de doenças mentais e voilà! uma dose de terror na sua vida.

De qualquer forma, me interessei pelo livro – sim a capa ajudou – e resolvi que seria uma boa guinada para encerrar outubro com livros de terror.

[INÍCIO DOS SPOILERS]

Asylum começa de uma forma que não é exatamente a que eu gosto. As personagens parecem ser jogadas na sua cara, sem muita introdução ou história, simplesmente a situação está lá e você precisa aceitá-la, entretanto, é uma situação corriqueira, então sua aceitação é plausível e fácil de ser realizada. A personagem principal, por outro lado…

O fato de que o livro é narrado em primeira pessoa ajuda a montar o clima de paranoia e ansiedade, mas deixa a desejar com o fato de que a personagem principal – Dan – aparentemente sofre de distúrbios psiquiátricos que não são elucidados durante a leitura. Ou seja, é uma coincidência muito grande um garoto com distúrbios psiquiátricos ir passar suas férias de verão em um manicômio desativado.

O livro se baseia em coincidências difíceis de serem engolidas. Achei, de certa forma, muito forçado colocar relacionamentos 100% baseados na descoberta de informações antigas sobre o manicômio. E, como o Dan é uma pessoa extremamente fechada, paranóica e ansiosa, acabamos não conhecendo muito bem nenhum dos três protagonistas do livro.

E, honestamente, não conhecer os protagonistas de uma série de livros me deixa no mínimo frustrada.

A narrativa do livro, em si, me deixou irritada no começo dele. Achei de uma infantilidade extrema, narrando os desafios de se manter uma amizade, os primeiros passos de uma vida amorosa. Foi cansativo e extremamente piegas, beirando o abismo do clichê – mesmo que os três amigos sejam inteligentes, nerds, geeks.

E ainda assim, quando a história deixou de lado esse lado adolescente de ser e focou no problema de se morar em um manicômio desativado, devorei o livro em poucas horas.

O livro também é recheado de fotos antigas, tal como O Orfanato da Senhorita Peregrine para Crianças Peculiares desculpa, Intrínseca, será sempre o Orfanato para mim, só que, ao contrário d’O Orfanato, as imagens em Asylum foram modificadas digitalmente, muito provavelmente para auxiliar em deixar o clima do livro mais tenso.

O que me deixou um pouco frustrada é que há mais fotos do que é mencionado no texto, então não é tão bem ilustrado assim. Tiveram alguns momentos em que eu me pegava observando uma imagem e não havia descrição dela no texto e eu me perguntava qual a lógica de ela estar ali.

E, sejamos honestos, essas fotos não precisam ser modificadas digitalmente. Fotos antigas são assustadoras por si só.

Enfim…

[FIM DOS SPOILERS]

Foi o meu primeiro livro da Editora V&R e gostei do trabalho dela, mas não sei se a distribuição do texto e as capas dos capítulos é um traço herdado do livro original ou não. Eu, sendo sincera, não gostei da forma como o livro é distribuído, achei que ficou pesado visualmente, mas, como eu disse, não sei se é um traço do livro original ou preferência da editora. Não tenho conhecimento o suficiente sobre isso… Hmmm…

Foi um livro que o classifiquei com 3 estrelas relutantemente. Foi bom, mas não a coca-cola toda que eu esperava. E com certeza não foi tão assustador quanto minha expectativa.

3/5 estrelas. E não, não sei se continuarei com a saga de Dan, afinal, a história do Asylum se encerra muito bem ao final do livro.