Nevernight

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Sinopse: Há histórias sobre Mia Corvere, nem todas verdadeiras. Alguns a chamam de Moça Branca. Ou a Faz-Rei. Ou o Corvo. A matadora de matadores. Mas, uma coisa é certa, você deveria temê-la.
Quando ela era criança, Darius Corvere – seu pai – foi acusado de insurreição contra a República de Itreya. Mia estava presente quando o carrasco puxou a alavanca, viu o rosto do pai se arroxeando e seus pés dançando à procura do chão, enquanto os cidadãos de Godsgrave gritavam “traidor, traidor, traidor”…
No mesmo dia, viu a mãe e o irmão caçula serem presos em nome de Aa, o Deus da Luz. E, embora os três sóis daquela terra não permitam que anoiteça por completo, uma escuridão digna de trevas tomou conta da menina. As sombras nunca mais a largaram.
Mia, agora com dezesseis anos, não se esqueceu daqueles que destruíram sua família. Deseja tirar a vida de todos eles. É por isso que ela quer se tornar uma serva da Igreja Vermelha – o mais mortal rebanho de assassinos de toda a República. O treinamento será árduo. Os professores não terão misericórdia. Não há espaço para amor ou amizade. Seus colegas e as provas poderão matá-la. Mas, se sobreviver até a iniciação, se for escolhida por Nossa Senhora do Bendito Assassinato… O maior massacre do qual se terá notícia poderá acontecer. Mia vai se vingar.

Livro escolhido para o item 39. Um livro da Oceania. Tendo em vista que o tio Jay nasceu na Austrália, foi uma ótima sacada para este item!

Este é, também, um outro livro que estou fazendo a leitura em conjunta. Há, no instagram, um perfil chamado The Buddy Readers, um projeto criado pela linda Nick Mafra e pelo fofo Rique Reads, no qual um livro é escolhido para ser lido em um mês. Como eu sou afobada e incapaz de ler devagar, já terminei o livro… Paciência. q

Existem alguns pontos nesse livro que me deixaram muito satisfeita com ele como um todo.

E é claro que a personagem principal estar disposta a se tornar realmente uma assassina – e não apenas ganhar a fama, mas não fazer nada estou olhando para você Trono de Vidro – é simplesmente o melhor presente que eu poderia receber! Entendam, estou cansada desses livros que têm premissas maravilhosas, em que as personagens principais devem encontrar o seu lugar e se tornar a melhor no que fazem – o que quer que seja – é uma sacada muito interessante, mas que geralmente não é adequadamente tratada. Elas não lutam pelo seu objetivo, basicamente nasceram perfeitas naquilo e não precisam se esforçar em nada.

E a Mia não é assim.

Ela tem uma vantagem, a de ser sombria e assim conseguir se camuflar, só que ela é uma personagem viva, com defeitos além de qualidades, com pontos que precisam ser afiados para que ela se torne uma boa assassina, uma Lâmina. Então durante todo o livro nós acompanhamos o crescimento dela como pessoa e como assassina. Ela é uma personagem real, que consegue te convencer.

O outro ponto interessante desse livro é que todos os personagens são multifacetados. O tio Jay conseguiu criar personagens cativantes e fantásticos, com toda uma história por trás que os torna o que são. E eles são independentes da Mia, o que os torna ainda mais maravilhosos! A louca que ama os personagens secundários.

Outro ponto interessante é que o livro é narrado por uma terceira pessoa, por um narrador mesmo. E que entra em contato com o leitor, mas que me ganhou de uma forma bem simples: ele se apresenta nas primeiras páginas e passa a “dialogar” com o leitor através de notas de rodapés, ou seja, ele não interrompe a narrativa para mudar o ponto de vista ou influenciar o leitor, ele apenas acrescenta fatos à história, ampliando o conhecimento do mundo de Nevernight do leitor. ❤ Foi uma sacada simplesmente fantástica do tio Jay!

Por outro lado, devo dizer que os primeiros capítulos – principalmente o primeiro capítulo – apresentou uma narrativa cansativa, pois era espelhada. Havia um flashback seguido pela narrativa no presente. E no primeiro capítulo era literalmente um espelho, ou seja, eram basicamente as mesmas palavras nas duas narrativas. Como o livro usa muito do flashback – mas nada exagerado -, fiquei com receio de que ele fosse todo em espelho. Não é o caso, lá pelo capítulo 4 ou 5 os capítulos se tornam mais precisos, sem muita repetição.

All in all, foi um livro que não me arrependo de ter devorado em poucos dias, muito menos de ter comprado. Se existe arrependimento foi o de não o ter lido antes.

5/5 estrelas, favoritado e ansiando pela continuação.

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A Canção das Águas

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Sinopse: Caroline Oresteia está prometida ao rio. Por gerações, sua família ouviu o chamado do deus do rio, que guiou suas embarcações em incontáveis viagens pelas terras fluviais. Aos dezessete anos, Caroline está preparada para conhecer seu destino, após anos ouvindo a voz das águas. Mas o deus do rio ainda não falou o seu nome – e se ele não o fez até agora, existe uma chance de que nunca o fará. Ela decide tomar as rédeas de seu próprio destino quando seu pai é preso por se recusar a transportar um caixote misterioso. Ao concordar em fazer a entrega em troca de sua liberdade, Caroline é pega em uma rede de políticas e mentiras, sem a ajuda do deus do rio e com perigosos piratas atrás da carga. Com tanta coisa em jogo, ela precisa escolher entre a vida que sempre quis e a que nunca imaginou para si.

Livro escolhido para o item 19. Um livro que se passa no mar.

Inicialmente eu achei que não seria esse o livro para este item e que eu nem conseguiria enquadrá-lo no Desafio de Leitura, até porque ele foi publicado no ano passado e a história se passa praticamente apenas nos rios. Mas, como eu sou doidinha e não quero atrasar com as minhas leituras do Turista Literário, decidi que leria o livro antes de chegar a caixinha de fevereiro. E eis que descubro que a história se passa também no mar!

Felicidade instantânea!

Devo dizer que a narrativa do livro é muito boa de ler, mas que há um excesso de sexualidade na história que me deixou levemente incomodada. Só que aí eu me lembrei que o livro conta a história de piratas e tudo ficou bem ao final.

Mas continuei incomodada com o apelido de Caroline – Carô…

A Caroline é uma personagem interessante, mas o que realmente me chamou a atenção na história é a forma como ela se relaciona com as outras personagens – principalmente Bee – e com a Cormorant. A ideia de que os deuses possuem seus favoritos e que os ajudam também me deixou satisfeita e mais curiosa com a história em si. Caroline foi, até o final ou no meu caso o meio um ponto fora da curva em relação a sua família pela falta de dotes de comunicação com o deus do rio.

Ah, e como eu não podia deixar de falar, o livro se encerra de uma forma tão maravilhosa que senti como se não precisasse de continuação, mas como essa história será uma duologia, não poderia ficar mais satisfeita, afinal, Caroline está apenas começando sua aventura solo…

Claro que a malinha do Turista foi uma surpresa e tanto, muito satisfatória, ainda mais porque ela veio em janeiro, o mês do meu aniversário, com um livro que eu queria muito! ❤ E a história foi uma delícia de ler! A li em apenas 8 horas.

4/5 estrelas.

A Filha das Trevas

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Sinopse: Lada Dragwlya e o irmão mais novo, Radu, foram arrancados de seu lar em Valáquia e abandonados pelo pai – o famigerado Vlad Dracul – para crescer na corte otomana. Desde então, Lada aprendeu que a chave para a sobrevivência é não seguir as regras. E, com uma espada invisível ameaçando os irmãos a cada passo, eles são obrigados a agir como peças de um jogo: a mesma linhagem que os torna nobres também os torna alvo.
Lada despreza os otomanos. Em silêncio, planeja o retorno a Valáquia para reclamar aquilo que é seu. Radu, por outro lado, quer apenas se sentir seguro, seja onde for. E quando eles conhecem Mehmed, o audacioso e solitário filho do sultão, Radu acredita ter encontrado uma amizade verdadeira – e Lada vislumbra alguém que, por fim, parece merecedor de sua devoção.
Mas Mehmed é herdeiro do mesmo império contra o qual Lada jurou vingança – e que Radu tomou como lar. Juntos, Lada, Radu e Mehmed formam um tóxico e inebriante triângulo que tensiona ao limite os laços do amor e da lealdade.
Sombrio e devastador, este é o primeiro livro da mais nova série de Kiersten White. Cabeças vão rolar, corpos serão empalados… e corações serão partidos.

Esse foi o livro da mala de agosto do Turista Literário e devo dizer que gostei bastante dele.

Mas talvez não tanto quanto o resto da humanidade -q

O que aconteceu foi o seguinte: fui pega pela hype do livro. Todos os booktubersbookstagramers que eu sigo falaram tão bem desse livro, que era um hino, que era algo completamente diferente de tudo o que eles já tinham lido que, obviamente, fui com altas expectativas para ele.

Não que isso tenha de qualquer maneira estragado a minha experiência com o livro! Só que também não ajudou muito… Como posso explicar…

Os personagens foram muito bem trabalhados e eu gostei bastante deles. Cada um tinha um estilo completamente diferente um do outro, mas eles se completavam de uma forma que fazia sentido. Acho que eles estavam mais em sintonia do que o golden trio de Harry Potter. Pelo menos no começo da história.

Gostei bastante também da forma como a autora descreve a religião e o dia a dia no império otomano. A vida dos irmãos Draculesti em um universo completamente oposto ao que foram criados foi muito bem composta e interessante de acompanhar.

Só que lá pela segunda ou terceira parte do livro, quando eles são adolescentes, as coisas começaram a ficar mais… iguais? Reconheci muito de outras histórias que já li, então quebrou um pouco do encanto que eu estava sentindo enquanto lia uma história realmente diferente.

É claro que passei a valorizar mais o Radu exatamente nessa parte, o que talvez não faça tanto sentido assim, mas é a verdade.

De qualquer forma, foi um livro bem divertido e que eu só não devorei como eu queria porque comecei a trabalhar UHULL e esses últimos dias foram bem puxados.

4/5 estrelas e curiosa para o próximo livro.

On another note: Abandonei um dos livros que estava lendo para o mês de outubro, mas como não acho que tenha mencionado ele na TBR do mês, nem conta… 😉

Maze Runner – O Código da Febre

 

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Sinopse: Era uma vez o fim do mundo.

Florestas foram queimadas, lagos e rios secaram, oceanos transbordaram.

Uma peste febril se espalhou pela Terra, dizimando famílias inteiras. Homem matou homem. A violência reinou. Não havia mais lugares seguros.

Então, surgiu o CRUEL. Pesquisa após pesquisa, essa organização não mediu esforços para encontrar respostas… para encontrar a cura.

O CRUEL fez testes em crianças. Algumas delas, além de imunes, eram especiais… como Thomas e Teresa.

Juntos eles foram designados a trabalhar em um experimento: o Labirinto.

Mas, ao que parece, nem tudo foi dito. Segredos e mentiras irão perturbar Thomas. Quais relações de lealdade são realmente verdadeiras?

O código da febre é a aguardada prequel da saga Maze Runner. Prepare-se, porque nada será como antes. Todas as respostas serão reveladas.

Honestamente eu não sei de onde surgiu esse “aguardada prequel da saga Maze Runner“, eu fiquei muito surpresa em ver mais um livro ser lançado, na realidade. Por mim, ele não era uma necessidade e eu estava mais do que satisfeita com A Ordem de Extermínio ser a tão aguardada prequel pra saga.

Não quero dizer que esse livro foi ruim só que foi, mas acho que foi uma coisa não muito necessária. Desconsiderando O Código da Febre, se pegarmos apenas os outros quatro livros (ainda não li os arquivos), existe uma narrativa coesa, coerente e fechada ali. A Ordem de Extermínio mostra o mundo exatamente após as chamas solares, a criação da CRUEL, a propagação do fulgor. Enquanto Correr ou Morrer, Prova de Fogo e A Cura Mortal contam a história dos testes criados pela CRUEL para encontrar a cura para o fulgor. E daí que não vimos a criação do labirinto? Já temos todas as informações pertinentes na saga original.

A verdade é que este livro… me incomodou.

E não de um jeito bom.

Das três distopias mais famosas – Jogos Vorazes, Divergente e Maze Runner – a minha favorita foi é Maze Runner. Claro que, assim como qualquer saga, tem seus pequenos problemas, discrepâncias e tudo o mais. Vide Harry Potter e A Ordem da Fênix não tem como um masterpiece ser perfeito e sem NENHUM erro. Mas quando li Ordem de Extermínio tive a certeza de que Maze Runner era a distopia perfeita. Havia um começo, um meio e um fim muito bem feitos.

Aí veio O Código da Febre.

É claro que esta é apenas a minha opinião e ninguém precisa concordar com ela, mas… Honestamente, este livro é tão discrepante do resto da história, com erros crassos sobre a linearidade da história que quase tirou a saga do pedestal. Ênfase no quase.

Mesmo com toda a narrativa fantástica do tio Dashner, mesmo eu tendo lido metade do livro em 2 horas, mesmo tendo AMADO rever Thomas e todos os clareanos NEWT ❤ , foi um livro que deixou muito a desejar.

Não conhecia a Editora Plataforma 21, mas adorei o trabalho dela, só não gostei muito do tamanho da orelha do livro. Não sou fã de orelhas do tamanho da página.

Minha nota para esse livro foi 3/5 estrelas. Ainda não vejo necessidade para ele ter sido escrito e fico imaginando se não foi apenas um golpe de marketing/pressão dos fãs que o tornou real.

Fiquei triste.