A Filha das Trevas

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Sinopse: Lada Dragwlya e o irmão mais novo, Radu, foram arrancados de seu lar em Valáquia e abandonados pelo pai – o famigerado Vlad Dracul – para crescer na corte otomana. Desde então, Lada aprendeu que a chave para a sobrevivência é não seguir as regras. E, com uma espada invisível ameaçando os irmãos a cada passo, eles são obrigados a agir como peças de um jogo: a mesma linhagem que os torna nobres também os torna alvo.
Lada despreza os otomanos. Em silêncio, planeja o retorno a Valáquia para reclamar aquilo que é seu. Radu, por outro lado, quer apenas se sentir seguro, seja onde for. E quando eles conhecem Mehmed, o audacioso e solitário filho do sultão, Radu acredita ter encontrado uma amizade verdadeira – e Lada vislumbra alguém que, por fim, parece merecedor de sua devoção.
Mas Mehmed é herdeiro do mesmo império contra o qual Lada jurou vingança – e que Radu tomou como lar. Juntos, Lada, Radu e Mehmed formam um tóxico e inebriante triângulo que tensiona ao limite os laços do amor e da lealdade.
Sombrio e devastador, este é o primeiro livro da mais nova série de Kiersten White. Cabeças vão rolar, corpos serão empalados… e corações serão partidos.

Esse foi o livro da mala de agosto do Turista Literário e devo dizer que gostei bastante dele.

Mas talvez não tanto quanto o resto da humanidade -q

O que aconteceu foi o seguinte: fui pega pela hype do livro. Todos os booktubersbookstagramers que eu sigo falaram tão bem desse livro, que era um hino, que era algo completamente diferente de tudo o que eles já tinham lido que, obviamente, fui com altas expectativas para ele.

Não que isso tenha de qualquer maneira estragado a minha experiência com o livro! Só que também não ajudou muito… Como posso explicar…

Os personagens foram muito bem trabalhados e eu gostei bastante deles. Cada um tinha um estilo completamente diferente um do outro, mas eles se completavam de uma forma que fazia sentido. Acho que eles estavam mais em sintonia do que o golden trio de Harry Potter. Pelo menos no começo da história.

Gostei bastante também da forma como a autora descreve a religião e o dia a dia no império otomano. A vida dos irmãos Draculesti em um universo completamente oposto ao que foram criados foi muito bem composta e interessante de acompanhar.

Só que lá pela segunda ou terceira parte do livro, quando eles são adolescentes, as coisas começaram a ficar mais… iguais? Reconheci muito de outras histórias que já li, então quebrou um pouco do encanto que eu estava sentindo enquanto lia uma história realmente diferente.

É claro que passei a valorizar mais o Radu exatamente nessa parte, o que talvez não faça tanto sentido assim, mas é a verdade.

De qualquer forma, foi um livro bem divertido e que eu só não devorei como eu queria porque comecei a trabalhar UHULL e esses últimos dias foram bem puxados.

4/5 estrelas e curiosa para o próximo livro.

On another note: Abandonei um dos livros que estava lendo para o mês de outubro, mas como não acho que tenha mencionado ele na TBR do mês, nem conta… 😉

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Maze Runner – O Código da Febre

 

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Sinopse: Era uma vez o fim do mundo.

Florestas foram queimadas, lagos e rios secaram, oceanos transbordaram.

Uma peste febril se espalhou pela Terra, dizimando famílias inteiras. Homem matou homem. A violência reinou. Não havia mais lugares seguros.

Então, surgiu o CRUEL. Pesquisa após pesquisa, essa organização não mediu esforços para encontrar respostas… para encontrar a cura.

O CRUEL fez testes em crianças. Algumas delas, além de imunes, eram especiais… como Thomas e Teresa.

Juntos eles foram designados a trabalhar em um experimento: o Labirinto.

Mas, ao que parece, nem tudo foi dito. Segredos e mentiras irão perturbar Thomas. Quais relações de lealdade são realmente verdadeiras?

O código da febre é a aguardada prequel da saga Maze Runner. Prepare-se, porque nada será como antes. Todas as respostas serão reveladas.

Honestamente eu não sei de onde surgiu esse “aguardada prequel da saga Maze Runner“, eu fiquei muito surpresa em ver mais um livro ser lançado, na realidade. Por mim, ele não era uma necessidade e eu estava mais do que satisfeita com A Ordem de Extermínio ser a tão aguardada prequel pra saga.

Não quero dizer que esse livro foi ruim só que foi, mas acho que foi uma coisa não muito necessária. Desconsiderando O Código da Febre, se pegarmos apenas os outros quatro livros (ainda não li os arquivos), existe uma narrativa coesa, coerente e fechada ali. A Ordem de Extermínio mostra o mundo exatamente após as chamas solares, a criação da CRUEL, a propagação do fulgor. Enquanto Correr ou Morrer, Prova de Fogo e A Cura Mortal contam a história dos testes criados pela CRUEL para encontrar a cura para o fulgor. E daí que não vimos a criação do labirinto? Já temos todas as informações pertinentes na saga original.

A verdade é que este livro… me incomodou.

E não de um jeito bom.

Das três distopias mais famosas – Jogos Vorazes, Divergente e Maze Runner – a minha favorita foi é Maze Runner. Claro que, assim como qualquer saga, tem seus pequenos problemas, discrepâncias e tudo o mais. Vide Harry Potter e A Ordem da Fênix não tem como um masterpiece ser perfeito e sem NENHUM erro. Mas quando li Ordem de Extermínio tive a certeza de que Maze Runner era a distopia perfeita. Havia um começo, um meio e um fim muito bem feitos.

Aí veio O Código da Febre.

É claro que esta é apenas a minha opinião e ninguém precisa concordar com ela, mas… Honestamente, este livro é tão discrepante do resto da história, com erros crassos sobre a linearidade da história que quase tirou a saga do pedestal. Ênfase no quase.

Mesmo com toda a narrativa fantástica do tio Dashner, mesmo eu tendo lido metade do livro em 2 horas, mesmo tendo AMADO rever Thomas e todos os clareanos NEWT ❤ , foi um livro que deixou muito a desejar.

Não conhecia a Editora Plataforma 21, mas adorei o trabalho dela, só não gostei muito do tamanho da orelha do livro. Não sou fã de orelhas do tamanho da página.

Minha nota para esse livro foi 3/5 estrelas. Ainda não vejo necessidade para ele ter sido escrito e fico imaginando se não foi apenas um golpe de marketing/pressão dos fãs que o tornou real.

Fiquei triste.