O Refúgio

Mini 11 - A Mansão Hollow

E depois de dois livros seguidos que não estavam nos planos para o mês, resolvi deixar de vez de me programar para as leituras e simplesmente seguir o fluxo do que me envolve.

O livro da vez é do Mini Desafio de Leitura, agora para o mês de Novembro – Uma peça de teatro. E creio que devo deixar aqui uma explicação.

Há muitos e muitos anos, uma pequena Alessandra foi com sua família ao sebo Páginas Antigas e convenceu os pais a comprar a coleção completa dos livros da Agatha Christie. Os referidos livros – em capa dura e contando com duas histórias por livro – eram as adaptações das histórias para o teatro, mas quando pediu para comprarem a coleção, a pequena Alessandra não sabia disso e, assim sendo, acabou não gostando da forma como o livro estava escrito e não leu nenhum.

Sim, muito errado, concordo. Só que é uma história verídica e eu não faço ideia de quantos anos tinha na época e, provavelmente, fiquei confusa por não haver uma narrativa “comum”.

E adiantando para os dias atuais, resolvi que livro parado juntando traça não é legal e que Agatha Christie merece minha atenção Doctor Who may or may not have rekindled my curiosity about her… e assim resolvi colocar os livros dessa maravilhosa senhorita, verdadeira Rainha do Crime, nas listas dos desafios.

Assim comecei a leitura de Encontro com a Morte e agora encerrei o primeiro livro lido com a leitura de O Refúgio.

Devo dizer que achei muito difícil encontrar o livro tanto no Skoob quanto no Goodreads, pelo simples motivo de que há um novo título para essa história. Hoje em dia você encontra O Refúgio com o título de A Mansão Hollow.

Tirando esse primeiro percalço inicial, a história em si é ótima, deixando a resolução do caso bem complexa, tendo-se em vista que é uma família inteira envolvida com o crime. Muito parecido com a história de Encontro com a Morte se for pensar por esse lado.

Só que, ao contrário de Encontro com a Morte, achei mais instigante e confusa a história d’O Refúgio. Todos eram altamente suspeitos e tudo se torna ainda mais complexo quando uma das personagens não fala coisa com coisa.

De qualquer forma, foi maravilhoso acompanhar a forma como cada personagem trabalhou o luto e como cada um se mostrou suspeito até o fim.

Como é uma peça de teatro, senti falta de uma profundidade maior ou talvez de mais explicações frente a algumas atitudes de algumas personagens, mas nada que altere ou atrapalhe a narrativa.

Honestamente, estou me descobrindo apaixonada por Christie e realmente quero ler mais coisas dela. Provavelmente até renovar a coleção com os romances e não roteiros, minha alergia resolveu me dar um oi.

4/5 estrelas.

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Morte Súbita

Morte súbita.jpg

 Sinopse: Quando Barry Fairbrother morre inesperadamente aos 40 anos, a pequena cidade de Pagford fica em choque.

Pagford é uma pequena cidade inglesa, aparentemente, pacata e idílica, com uma praça de mercado, ruas de paralelepípedos e uma antiga abadia. Tudo o que de mais comum e organizado possa haver numa cidadezinha. Contudo, por detrás das belas fachadas, encontra-se uma cidade em guerra…

Ricos contra pobres, jovens contra seus pais, esposas contra seus maridos, professores contra seus alunos…

Pagford não é o que parece. E o assento vago deixado por Barry no Conselho da paróquia logo se torna o catalisador da maior guerra que essa cidade já viu. Quem vai triunfar numa eleição carregada de paixão, duplicidade e revelações inesperadas?

Um grande romance sobre uma pequena cidade, “Morte Súbita” é o primeiro romance adulto de J.K. Rowling.

Devo dizer que a primeira coisa que me chamou a atenção neste livro foi, obviamente, a autora. A tia Rowling fez parte da minha infância e adolescência – e continuará fazendo parte da minha vida adulta – através de Harry Potter, então é óbvio que fiquei curiosa para ler seu primeiro romance para adultos. Não, eu não li o livro que ela escreveu sob um pseudônimo.

Inicialmente achei que seria uma história batida, afinal, temos muitos livros, filmes e seriados que se desenvolvem entorno da morte de alguma personagem importante de uma comunidade afastada. Então quando o Caio-senpai me contou por alto sobre o que era o livro, fiquei com um pé atrás.

Estou em um momento da minha vida que gosto de ser surpreendida com o que quer que eu faça então já me preparei para um pouco mais do mesmo e dei início à esta leitura.

E como eu poderia estar mais errada! ❤

Inicialmente demorei um pouco para descobrir o ritmo do livro porque estou estudando e trabalhando e porque este livro eu li apenas quando não estava em casa. Sou dessas que lê mais de um livro ao mesmo tempo e de acordo com a localização, um livro para casa e um livro pra rua.

Quando finalmente encontrei meu ritmo, devorei o livro em poucos dias – e teria lido mais rápido se quebrasse a regra e lesse ele exclusivamente.

Agradou-me muito o fato de que a morte de Barry Fairbrother não ser – precisamente – o centro da história. É o pano de fundo, é o que faz a história se iniciar, mas não é o que a perpetua.

O livro é, na realidade, sobre o relacionamento das personagens com aquela comunidade, com Barry e vai além de como eles lidam com a morte dele. Há discussão sobre desigualdade social, status quo, relacionamentos abusivos, bullying, e tantas outras coisas! E é um livro que traz algo que eu simplesmente adoro: ele conta a história das personagens secundárias! De certa forma, praticamente toda personagem apresentada na história é personagem principal, então a história delas é exposta à fundo.

O que eu – realmente – mais gostei no livro foi ter a certeza de que a tia Rowling é uma autora excepcional e não de um livro só, não de um estilo só. Ela não é só Harry Potter. Aguardo ansiosamente por mais trabalhos dela! ❤

Este foi meu primeiro encontro com a Editora Nova Fronteira e acredito que o trabalho que fizeram foi muito bom, prestarei mais atenção quanto a suas publicações a partir de agora.

4/5 estrelas.