Carbono Alterado

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Sinopse: Um eletrizante thriller noir de ficção científica em adaptação para série da Netflix.
No século XXV, a consciência de uma pessoa pode ser armazenada em um cartucho na base do cérebro e baixada para um novo corpo quando o atual para de funcionar. A morte, agora, nada mais é que um contratempo inconveniente, uma falha no programa. Takeshi Kovacs, um ex-militar de elite, após sua última morte, tem sua consciência transportada a Bay City, a antiga São Francisco, e é trazido de volta à vida para solucionar o assassinato de um magnata. Isso só para descobrir que seu contratante é a própria vítima, que voltou à vida em um novo corpo, mas sem as memórias do crime. Mal sabe Kovacs, porém, que essa investigação irá lançá-lo no centro de uma conspiração perversa até para os padrões de uma sociedade que trata a existência humana como um produto a ser comercializado.

Como disse anteriormente, Carbono Alterado foi uma das últimas séries que realmente me empolgaram. Afinal, Grey’s Anatomy Gilmore Girls eu tenho assistido simplesmente por preguiça de pensar, pra derreter o cérebro mesmo… -q

Então, quando vi que a série foi baseado em um livro, nem preciso dizer que já enlouqueci pra ler, não é mesmo?

E devo dizer que estou impressionada com a qualidade da adaptação e como os ajustes na série, ao mesmo tempo que mudaram muitas coisas em relação ao livro, foram feitos com tal maestria que não foi ruim. Pelo contrário, cheguei a ter saudades de algumas coisas que acontecem no seriado e que é diferente do livro.

A premissa das duas histórias é a mesma: um assassinato de um Matusa faz com que Takeshi Kovacs acabe sendo encapado na Terra para desvendar este mistério. Kovacs ainda é um Emissário, porém, ao contrário da série, o Corpo de Emissários seria uma especialização das Forças Armadas, e não um exército rebelde.

Mesmo assim, as mudanças não foram muito grandes e a linha de raciocínio para o desvendar do mistério da morte de Laurens Bancroft segue o mesmo caminho que no seriado. Apenas algumas personagens diferentes lá e cá.

Uma coisa que realmente me pegou desprevenida foi a quantidade de sexo presente no livro. Sim, o seriado também é fiel neste aspecto, talvez tenha sido até mais puritano do que o livro. O que me chocou um pouco porque, afinal, geralmente é na adaptação para a mídia audiovisual que se costuma abusar do sexo…

Enfim…

Talvez porque eu tenha me apaixonado pelo seriado e talvez pela forma como ele é narrado – com vários pontos de vista, vários narradores – achei que o livro foi bem confuso em alguns momentos. Tiveram algumas partes da leitura que eu simplesmente lia e relia e não conseguia sair do lugar de tão confuso que ficava; coisa que não aconteceu no seriado.

All in all, foi um bom livro e que me diverti bastante lendo, mas não foi tudo o que eu esperava que fosse, ainda mais porque acertei na minha previsão de que a melhor personagem do seriado inteiro não apareceria no livro. O que se pode fazer, não é mesmo?

4/5 estrelas.

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A Guardiã de Histórias

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Sinopse: Imagine um lugar onde, como livros, os mortos repousam em prateleiras. Cada corpo tem uma história para contar, uma vida disposta em imagens que apenas os Bibliotecários podem ler. Aqui, os mortos são chamados de Histórias, e o vasto domínio em que eles descansam é o Arquivo. Mackenzie Bishop é uma implacável Guardiã, cuja tarefa é impedir Histórias geralmente violentas de acordar e fugir do Arquivo. Naqueles domínios, os mortos jamais devem ser perturbados, mas alguém parece estar, deliberadamente, alterando Histórias e apagando seus trechos essenciais. A menos que Mac consiga juntar as peças restantes, o próprio Arquivo sofrerá as consequências.

Livro escolhido para o item 18. Um livro com morte.

Somos apresentados a uma garota, Mackenzie, que consegue perceber o que as pessoas estão sentindo ao tocar nelas sem o anel do Arquivo, assim como consegue usar esse “poder” para descobrir a história por trás de objetos deixados para trás. Mac é uma Guardiã, o que significa que ela precisa sair do Exterior – que é o nosso mundo – e caçar Histórias que acordaram e fugiram do Arquivo para os Estreitos.

A ideia de que após a morte as pessoas se tornam Histórias e que assim tudo o que elas foram está guardado em uma “réplica” em um local seguro é, de certa forma, calmante. É como Wes – outro Guardião – diz, meio que nos dá uma sensação de que tudo o que fizermos conta.

Muita coisa acontece nesse livro e nem tudo é tão preto no branco como Mac quer que seja. Sua vida está entremeada pelo Arquivo e seu trabalho como Guardiã, mesmo que ela não possa revelar esse aspecto dela para sua família e amigos. E, mesmo que não saiba, há muitos mistérios que a envolvem, principalmente relacionados ao Arquivo.

A leitura desse livro foi rápida e intensa, não conseguia deixá-lo de lado por muito tempo, mesmo querendo continuar jogando com meu necromante em Diablo 3. Fui completamente envolvida pela história e ela se tornou mais um amorzinho no meu coração. E mais um avanço para a tia Vic se tornar a minha autora favorita – junto com tantos outros “tios”. ❤

Meu único problema com o livro foi, na verdade, a edição. Havia muitos erros de tradução e revisão no livro e fiquei realmente triste por ver uma editora grande como a Bertrand Brasil deixar escapar tantos erros para sua edição final.

Ainda assim, foram erros que não atrapalharam de todo a história. E não me arrependo de maneira nenhuma por ter pedido esse livro por troca no Skoob.

5/5 estrelas e favoritado!

Aguardem por mais tia Vic por aqui! Minha próxima leitura (depois que terminar O Livro dos Espelhos) será a saga de Um Tom Mais Escuro de Magia.

 

Ramsés – O Filho da Luz

E como já disse antes, tento ao máximo dar uma limpada na pilha dos livros que quero ler sempre que começo um novo DDL. Assim sendo, escolhi para o item 27. Um livro com nobreza o livro Ramsés – O Filho da Luz de Christian Jacq.

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A parte interessante deste tópico é o fato de “nobreza” ser um termo amplo, praticamente toda cultura tem sua concepção de nobreza e nada mais justo do que trazer a nobreza egípcia para o desafio!

Sinopse: Primeiro volume da saga em cinco partes sobre a vida do faraó Ramsés. Ele é um jovem que anseia secretamente substituir o pai no trono do Egito, mas o direito à sucessão pertence a seu irmão, Chemar. Mas quem realmente sucederá o faraó Sethi?

Esse livro parte da premissa de que Ramsés é uma pessoa justa e sábia para governar o Egito após a morte de seu pai, Sethi. O que é de certa forma desconcertante é que a todo tempo o autor nos mostra o quanto Ramsés é melhor que todos os outros personagens juntos. Talvez apenas igualado por Nefertari e seu grupo de amigos, além, é claro, por seus pais.

Por mais que sejamos apresentados a uma versão diferente do normal de Ramsés II – aquele mesmo Ramsés que tenta impedir os hebreus de saírem do Egito – e que ele seja, obviamente, o herói do livro, não é uma narrativa que você compra com tanta facilidade assim.

A narrativa de Jacq é fantástica, muito bem feita, pesquisada e tudo o mais, colocando toques da mitologia egípcia e de, por que não, magia. O livro tem uma velocidade e uma leitura muito gostosa.

A história em si, entretanto, não é tão facilmente comprada… Ainda assim gostei do primeiro volume. Agora é esperar voltar pra Goiânia e ir lendo lentamente a coleção da minha avó.

3/5 estrelas.

Livro dos Sith

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Para o item 07. Um livro que você termina em um dia escolhi o Livro dos Sith de Daniel Wallace. O livro contém 160 páginas, enquadrando-se na exigência de um mínimo de 100 páginas.

Sinopse: Ao longo dos séculos, à medida que os Lordes Sith ascendiam ao poder, alguns deles registravam sua filosofia e seus esquemas para assumir o controle da galáxia. Ao serem derrotados, esse conhecimento desapareceu. Ou, pelo menos, era o que parecia.
Seus escritos foram passados entre Sith selecionados – e até mesmo Jedi -, que acrescentaram suas reflexões a essas raras páginas. Na busca por domínio, Darth Sidious foi atrás do que sobrou dos cinco textos mais lendários do lado negro. A partir desse conhecimento, ele escreveu um sexto texto – seu próprio manifesto. Reunidos, esses documentos formam o Livro dos Sith.

Nele são apresentados os maiores mestres, o surgimento do clã, os armamentos, o vestuário, os segredos obscuros, entre outros.

Editora Bertrand Brasil publicou vários “guias” sobre o universo do Star Wars aqui no Brasil e, por mais que este não seja o último, será o último que eu comprarei.

Veja bem, eu sou uma garotinha do lado negro da Força, torço pelo Império e, no máximo, seria uma Caçadora de Recompensas. O lado brilhante da Força that’s a thing não me chama a atenção e não acho a Aliança Rebelde lá tão grandes coisa.

De qualquer forma, adorei conhecer mais sobre os Sith, sobre como os Jedi basicamente os criaram – não a escolha mais inteligente, se quiserem a minha opinião – e como seus lemas e ideais foram construídos através dos tempos.

Interessante ver também que apenas Luke Skywalker conseguia debater as características do Livro dos Sith – para quem não conhece a teoria desses “guias”, todos eles foram capturados pela Aliança Rebelde e vem com anotações nas páginas que as “personagens” fizeram.

Foi um livro rápido e divertido de ler. 4/5 estrelas.