A Música do Silêncio

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SinopseDebaixo da Universidade, bem lá no fundo, há um lugar escuro. Poucas pessoas sabem de sua existência, uma rede descontínua de antigas passagens e cômodos abandonados. Ali, bem no meio desse local esquecido, situado no coração dos Subterrâneos, vive uma jovem.
Seu nome é Auri, e ela é cheia de mistérios.
A música do silêncio é um recorte breve e agridoce de sua vida, uma pequena aventura só dela. Ao mesmo tempo alegre e inquietante, esta história nos oferece a oportunidade de enxergar o mundo pelos olhos de Auri. E nos dá a chance de conhecer algumas coisas que só ela sabe…
Neste livro, Patrick Rothfuss nos leva ao mundo de uma das personagens mais enigmáticas da série As Crônicas do Matador do Rei. Repleto de segredos e mistérios, A música do silêncio é uma narrativa sobre uma jovem ferida em um mundo devastado.

Livro escolhido para o item 26. Um livro do fundo da sua pilha de não lidos. Este livro, em específico, foi resultado de uma troca pelo Skoob e que me deixou das mais satisfeitas, porque é um livro fino e sempre que eu o procurei para comprar ele estava por preços abusivos. A troca foi realizada sem nenhum problema e o livro veio super bem conservado. Tenho muita sorte com as trocas que realizo. 🙂

O universo que o tio Pat criou me deixou muito curiosa para saber mais e uma das minhas personagens favoritas é a Auri. Mesmo a participação dela no livro sendo pequena e ela sendo uma personagem das mais diferentes.

Quando eu finalmente li O Nome do VentoO Temor do Sábio só posso dizer que estou esperando muito ansiosamente pelo terceiro livro só que o tio Pat só quer saber de fazer hidromel então fica difícil. Então… Estou satisfeita de pelo menos ter mais esse gostinho do universo do Matador de Reis e poder conhecer um pouco mais sobre a Auri.

Tendo dito isso, é importante salientar que o livro trata apenas da Auri, é narrado por ela e mostra como ela vê o mundo. Então não comece a ler o livro esperando saber o que tem acontecido com o Kothe.

E, mesmo assim, é um livro delicioso de ser lido. Ele tem uma narrativa completamente diferente, porque a Auri vê o mundo de forma diferente. Não há diálogos, porque a Auri vive sozinha nos Subterrâneos. Foi um livro completamente diferente de tudo o que eu já li e exatamente por isso foi tão delicioso para ler.

5/5 estrelas e favoritado. Agora é esperar a boa vontade do tio Pat… ❤

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O Sol Também É Uma Estrela

36. O Sol Também É Uma Estrela

Sinopse: Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história.
Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois.
O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?

Livro escolhido para o item 36. Um livro da América Latina, para o favor do Rei de Galtero – um livro de um autor que não seja americano ou brasileiro -, para o favor da Rainha de Galtero – um livro indicado por booktuber -, e para o desafio de Tresâmia – um livro comprado em uma promoção.

No final de 2017 – não me lembro exatamente quando – houve a batalha dos booktubers na Amazon. Lá 5 livros escolhidos por cada booktuber estava com um desconto bem bacana, então acabei pegando alguns livros que estava interessada em ler. E, como sempre, resolvi comprar alguns livros de autores que não conheço para que eu consiga abranger um pouco mais o meu estilo literário.

O Sol Também É Uma Estrela é um livro de romance, não sei exatamente se seria Young Adult ou New Adult – não sei exatamente a diferença entre eles -, mas o que importa é que é um livro de romance em que o romance em si não é o que realmente importa. -q

Somos apresentados à Natasha, uma garota jamaicana que, junto com a família, é imigrante ilegal nos EUA. Ela e a família foram descobertos e foram deportados. Certo, não exatamente deportados, mas convidados a se retirar por livre e espontânea pressão. Acontece que ela tem uma última chance de conseguir ficar nos EUA, justo no último dia do prazo para voltarem para a Jamaica. Ela tenta não deixar suas esperanças surgirem, porque é uma pessoa completamente racional.

Simultaneamente, somos apresentados ao Daniel, o segundo filho de uma família coreana – só que Daniel é americano (nasceu nos EUA). Ele precisa ir para uma entrevista para ser admitido em Yale e seguir os planos dos pais de se tornar médico e ter uma vida respeitável. Só que não é exatamente isso que ele quer. Daniel é poeta, gosta de ver um plano maior no universo, é apaixonado pela vida.

Os caminhos de Natasha e Daniel se cruzam e eles acabam passando juntos esse dia tão importante na vida de ambos.

E é a partir daí que a história se desenrola.

Esse dia que eles passam juntos determinará toda a vida dos dois – ou talvez nem tanto assim -, mas é o que parece.

A leitura desse livro é tão ridiculamente fluida que o li inteiro em algumas horas, em apenas um dia. Foi um amorzinho acompanhar a história dos dois, com tantas ramificações, tantos parênteses. É simplesmente impressionante como eles conseguem se aproximar, se conhecer e ter a vida mudada em tão pouco tempo.

Foi uma das melhores leituras do ano. Bem, o ano só está começando, não é mesmo?

4/5 estrelas.

O Temor do Sábio

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E o primeiro livro do mês foi lido! YES! E que mágico começar por um livro tão fantástico que em dois dias devorei suas 720 páginas restantes… – O livro tem 960 páginas ao total.

Sinopse: “Lembre-se de que há três coisas que todo sábio teme: o mar na tormenta, uma noite sem luar e a ira de um homem gentil.”

O Temor do Sábio dá continuidade à impressionante história de Kvothe, o Arcano, o Sem-Sangue, o Matador do Rei.

Quando é aconselhado a abandonar seus estudos na Universidade por um período, por causa de sua rivalidade com um membro da nobreza local, Kvothe é obrigado a tentar a vida em outras paragens.

Em busca de um patrocinador para sua música, viaja mais de mil quilômetros até Vintas. Lá, é rapidamente envolvido na política da corte. Enquanto tenta cair nas graças de um nobre poderoso, Kvothe usa sua habilidade de arcanista para impedir que ele seja envenenado e lidera um grupo de mercenários pela floresta, a fim de combater um bando de ladrões perigosos.

Ao longo do caminho, tem um encontro fantástico com Feluriana, uma criatura encantada à qual nenhum homem jamais pôde resistir ou sobreviver – até agora. Kvothe também conhece um guerreiro ademriano que o leva a sua terra, um lugar de costumes muito diferentes, onde vai aprender a lutar como poucos.

Enquanto persiste em sua busca de respostas sobre o Chandriano, o grupo de criaturas demoníacas responsável pela morte de seus pais, Kvothe percebe como a vida pode ser difícil quando um homem se torna uma lenda de seu próprio tempo.

Sinceramente, mal consegui perceber as 960 páginas do livro. Sim, é um livro grande, mas ele é tão maravilhosamente bem escrito e com uma história tão gostosa de ler que você flui pelas páginas. Só mesmo a exaustão total por conta de horas tentando convencer minha internet funcionar enquanto jogava World of Warcraft e meu atendimento no hospital que me impediram de o ler todo de uma sentada só.

Continuamos a história de Kvothe de uma maneira mais rápida que no primeiro livro, no que eu quero dizer que acontecem mais coisas do que no primeiro livro.

Não, isso não está certo. Não é que acontecem mais coisas que no primeiro livro, é só que… Em um curto espaço de tempo acontece tanta coisa que quase é preciso de um instante para recuperar o fôlego enquanto se lê.

Ou algo nesse sentido…

Acompanhamos a ascensão e o aumento da fama de Kvothe, sua ida ao reino dos encantados, o salvamento de um nobre mais rico que um rei, o treinamento dele com mercenários. O julgamento de bruxaria a que ele foi submetido.

Devo dizer que Kvothe é o personagem anti-herói mais ferrado que eu conheço. Parece que tudo – eu disse tudo – dá errado pra ele.

E, simultaneamente, tudo acaba dando certo de tal forma que ele não se ferra tão lindamente assim. Sua fama aumenta, seus conhecimentos, sua força.

Acho que é por isso que eu me simpatizo tanto com Bast. Ele já deixou claro que precisa que seu Reshi volte a ser o que era e que fará tudo – ou quase – para conseguir isso. Então eu consigo entender.

Quando alguém se perde de si mesmo é um processo lento, desgastante e triste de se acompanhar. Ainda mais quando esse alguém é importante para você.

A parte triste do final desse livro é que o tio Pat não terminou de escrever o terceiro livro. Então… é. Lá vamos sofrer a espera. Mas pelo menos tem um livro 2.5 enquanto a gente espera o 3… Não resolve, mas ajuda.

Não entendo bem porque a editora da vez é a Arqueiro – não é uma reclamação, eu gosto da Arqueiro -, mas não sei dizer se foi a nova editora ou o que, não gostei tanto da edição desse livro. A última página do texto é a última página do livro, o que fez meu olho tremer um pouco de irritação, e os capítulos não são divididos por quebra de página, o que tornou o texto muito contínuo para o meu gosto. Como posso parar de ler no próximo capítulo se o próximo capítulo começa no meio da página? Meu TOC não me permite.

Afora isso, foi um livro divertido e emocionante. Daqueles que eu me peguei gargalhando e xingando e tendo que parar de ler por uns instantes cheia de vergonha alheia. Valeu as horas de sono depositadas nele – porque, afinal, quando se vira a noite lendo um livro elas não foram realmente perdidas – e ele com certeza mereceu suas 4/5 estrelas.

Tio Pat, nunca te pedi nada, por favor, termina o livro, vai…

O Nome do Vento

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Sinopse: Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.

Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.

Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade.

Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade – notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame.

Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.

Mais do que a trama bem construída e os personagens cativantes, o que torna O nome do vento uma obra tão especial – que levou Patrick Rothfuss ao topo da lista de mais vendidos do The New York Times – é sua capacidade de encantar leitores de todas as idades.

Devo dizer que não sei o que se passou pela minha mente insana quando comecei a ler este livro pela primeira vez – faz muito tempo – e o deixei de lado. Espero, honestamente, que tenha sido um problema de conciliar horários – assim como hoje as coisas voltam a ser caóticas, já que temos, filmes, seriados, jogos obrigada Nath por me trazer de volta ao WOW, animes, mangás, and the list goes on – e não porque eu não tenha gostado do livro. Eu me conheço muito bem, é impossível que não tenha gostado do livro.

Esse livro é muito foda!

Tão PHOODDA – ph de pharmácia, dois os de cooperativa e dois ds de toddy – que eu comecei a ler a sequência O Temor do Sábio antes de terminar todos os livros de novembro! E precisei de toda a minha força de vontade pra não terminar de lê-lo antes dos outros livros.

But I digress…

É importante dizer que somos apresentados a muitos personagens estranhos e muito bem construídos, a um mundo com problemas e a demônios. Kote é mais do que apenas um taberneiro, seu ajudante não é apenas um garoto e o Cronista não é apenas um contador de histórias.

Nada é, na realidade, o que parece.

Sem entrar demais em spoilers, achei fantástica a forma como o tio Pat mistura passado com presente. A narrativa de Kote é tão bem detalhada, tão cheia de emoção que nem mesmo seus companheiros esperavam por ela. Eles foram tocados pelas palavras de Kote, por seus problemas, por suas tristezas, por suas alegrias.

A história de Kvothe não é a história de um herói propriamente dita. Ele não é aquela personagem que tem tudo e sabe de tudo o que precisa para sair das enrascadas da vida. Pelo contrário, ele vai aprendendo com seus erros, com seus problemas. Existem poucas soluções e ele descobre que precisa aprender a contar consigo mesmo.

E ainda assim há estranhos que o ajudam mais do que ele realmente perceba.

Em resumo, foi um livro que – caso eu pegasse para ler sem pausas – teria devorado em algumas horas. Valeu cada segundo que desprendi o lendo e não me arrependo de nada.

Mereceu suas 5/5 estrelas.