Estrelas Além do Tempo

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Sinopse: A história é centrada em Katherine Goble (Henson), uma brilhante matemática afroamericana que, ao lado das colegas Dorothy Vaughn e Mary Jackson, foi peça fundamental numa das maiores operações da história dos Estados Unidos: o lançamento do astronauta John Glenn para a órbita da Terra e seu retorno em segurança. Junto, o trio ultrapassou todos os limites de gênero, raça e profissionais para embarcar e serem muito bem-sucedidas nessa missão pioneira.

A história se passa durante a corrida espacial, quando os Estados Unidos estavam bem atrás da União Soviética. Nessa época a segregação entre brancos e negros ainda estava em voga em muitos estados e ainda havia a luta pelos direitos iguais. Ver a realidade que essas mulheres enfrentaram para conseguirem ter voz em um local tão importante quanto a NASA, foi muito emocionante.

Katherine Goble foi uma mulher fantástica e crucial para que os Estados Unidos conseguisse colocar um homem na órbita da terra e trazê-lo de volta em segurança. Dorothy Vaughn lutou pelos seus direitos e pelos direitos de suas companheiras de forma tão sistemática e justa que fiquei arrepiada. Mary Jackson conseguiu, com muito esforço pessoal e apoio, estudar e se tornar a primeira mulher negra a se tornar engenheira.

Foi um filme que eu chorei, ri, torci e amei.

4,5 estrelas.

Até o Último Homem

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Não costumo gostar de filmes com temática de guerra, os acho muito fortes para mim, mas devo dizer que fiquei com muita vontade de assistir Até o Último Homem (Hacksaw Ridge no original) quando vi o trailer.

Acho o Andrew Garfield um ótimo ator e nem preciso dizer nada sobre o Hugo Weaving, não é mesmo? ❤ E achei muito interessante ver a guerra pelos olhos de um médico.

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, o médico do exército Desmond T. Doss se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas, porém, durante a Batalha de Okinawa ele trabalha na ala médica e salva mais de 75 homens, sendo condecorado. O que faz de Doss o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso.

Esse filme foi tão maravilhoso, tão cheio de discussões sobre a realidade da guerra, sobre como as pessoas sentiram-se compelidas a alistar-se para defender seu país, o mundo e, principalmente, seus ideais.

Ver a atitude de Desmond durante todo o período de treinamento e da batalha foi de uma forma tão genial e, por que não, carinhosa que me impressionou, me tocou muito profundamente. Uma pessoa que se recusa a pegar em armas, mas que mesmo assim foi tão crucial para a sobrevivência e para a tomada de um dos principais campos do Japão.

Foi simplesmente mágico.

Chorei demais com o filme, ainda mais quando vi que era baseado em fatos reais e que Desmond Doss foi o primeiro Opositor Consciente a receber a Medalha de Honra do Congresso, a maior honraria que valoriza a coragem em campo de batalha nos Estados Unidos.

Um Opositor Consciente é o nome dado a qualquer pessoa que por motivos de consciência, religião ou ideais se recusa a alistar nas forças armadas. O mais interessante do filme é que Desmond quis se alistar, foi voluntário e apenas desejava ser médico do exército. Tecnicamente não havendo lugar para ele no campo de batalha, tendo em vista a sua recusa em pegar armas.

É um filme que vale a pena assistir, mesmo com o plano de fundo religioso e da guerra, ele traz muitas reflexões para nós.

5/5 estrelas e torcendo por ele no Oscar!

Memórias Secretas

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PUTA QUE PARIU QUE FILME FODA!

Ok, ok… Se controla, molier. Vamos tentar fazer uma resenha decente.

O filme se inicia em uma casa de repouso de idosos. O personagem principal, Zev, tem demência senil e seu amigo, Max, sofreu um AVC. Sim, é essa a situação a que somos apresentados.

Max é um caçador de nazistas, tanto ele quanto Zev estiveram em Auschwitz e sobreviveram – são judeus -, e juraram que teriam vingança daqueles que mataram suas famílias. Max, então, escreve uma carta explicando para Zev o que ele precisava fazer enquanto procurava por Otto Wallisch, o führer do bloco em que eles viviam em Auschwitz e que está nos EUA sob o nome de Rudy Kurlander.

Até aí, tudo bem, mas Zev sofre de demência! Ele não consegue se lembrar das coisas direito. Então todos os dias ele revive a morte da esposa, revive Auschwitz, revive sua missão – tudo isso lembrado através da carta de Max.

Toda a missão dele, todas as viagens e os planos são absolutamente trágicos. Fiquei esperando o pior o filme todo e fiquei com aquela vontade absurda de adotar o Zev. Queria trazer ele pra casa, servi-lo café e dizer que ia ficar tudo bem.

O final é completamente inesperado, chocante, maravilhoso. Não sou uma pessoa que gosta TANTO assim de drama, mas esse é um que vale a pena. Só se preparem para assistir cenas bastante… insanas.

5/5 estrelas com gosto e daria mais se tivesse como.