Um Limite entre Nós

Fences

Sinopse: Baseado na aclamada e premiada peça teatral homônima, um jogador de beisebol aposentado (Denzel Washington), que sonhava em se tornar um grande jogador durante sua infância, agora trabalha como coletor de lixo para sobreviver. Ele terá de navegar pelas complicadas águas de seu relacionamento com a esposa (Viola Davis), o filho e os amigos.

Mais um filme indicado ao Oscar 2017 e não, eu não estou nem aí que o Oscar já passou, tendo vencido na categoria Melhor Atriz Coadjuvante com a grande Viola Davis. Sim, eu o assisti basicamente porque foi um filme indicado ao Oscar tenham esperança, em algum momento teremos mais resenhas sobre os outros filmes, afinal, mesmo tendo uma grande quantidade de dramas na minha lista no Filmow, drama não é meu estilo favorito de filme.

Devo dizer que a história em si do filme não é uma que realmente me chame a atenção. Certo, temos ótimos atores e uma brilhante atriz, a atuação no filme é impecável, MAS… O filme conta o dia a dia de uma família, se passa basicamente na casa dos Maxson e não há tantos personagens assim para se mostrar a interação dos Maxson com outras pessoas.

Uma das coisas que mais me chamou a atenção nesse filme é o fato de ele mostrar o dia a dia, a realidade de uma família com todos os seus pontos positivos e negativos. A forma como a amizade pode ajudar a pessoa a superar as adversidades, o carinho que impulsiona as pessoas a seguir adiante. E, também, como cada escolha que fazemos influencia em nossas vidas.

Uma personagem que eu gostaria muito de conhecer melhor – e que não é muito explorado no filme – é Gabe, o irmão de Troy. Pelo pouco que conseguimos aprender no filme, ele é irmão mais novo de Troy, foi para o exército, lutou em uma guerra, foi ferido na cabeça e, depois de tudo isso, voltou para casa com um certo transtorno de personalidade.

Acontece que eu não acredito que foi a guerra e o seu ferimento que mudou Gabe. Posso estar enganada, mas a forma como Gabe age, as coisas que ele fala, parecem muito com o que Troy passa no filme. Troy insiste em dizer que seu pai era o Diabo e que lutou contra a Morte e que tem um combinado com ela. Enquanto Gabe diz que é amigo de São Pedro e que precisa avisar ao santo quando chegar o momento de abrir os portões do céu. E também luta contra os cães do inferno que tentam levar as pessoas da Terra.

A temática muda um pouco, mas os dois irmãos, criados pelo pai abusivo, sofrem de algum tipo de delírio. Infelizmente, só temos a minha imaginação fértil para seguir adiante por aqui, já que tudo isso não é explicado no filme, apenas citado.

De qualquer forma, mesmo sendo um filme excessivamente parado, foi um bom filme, tendo uma citação fantástica do Bono.

3/5 Estrelas.

Some people build fences to keep people out, and other people build fences to keep people in.” – Bono

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Beleza Oculta

Beleza Oculta

Sinopse: Após uma tragédia pessoal, Howard (Will Smith) entra em depressão e passa a escrever cartas para a Morte, o Tempo e o Amor – algo que preocupa seus amigos. Mas o que parece impossível, se torna realidade quando essas três partes do universo decidem responder. Morte (Helen Mirren), Tempo (Jacob Latimore) e Amor (Keira Knightley) vão tentar ensinar o valor da vida para o protagonista

Muito a dizer sobre esse filme, nem tudo positivo.

Sou uma fã de carteirinha do Will Smith, então já fiquei interessada em assistir ao filme Sete Vidas é um dos meus filmes favoritos de todos os tempos… Achei, também, interessante o fato de que eles antropomorficaram a Morte, o Tempo e o Amor. Meu lado louco por Sandman do Neil Gaiman deu pulinhos de alegria quando vi isso no trailer.

E foi então que o filme começou e… muita coisa acontece fora das telas. Certo, sabemos que algo muito ruim aconteceu com o Howard e que por isso ele está em depressão e não conversa – literalmente – com ninguém, isso é, até quando ele manda cartas para a Morte, o Tempo e o Amor.

Falar dessa forma pode ser ofensivo, mas achei simplesmente lindo a forma como o filme mostra o que acontece com aquelas pessoas ao redor de um doente. Depressão não é brincadeira, é uma doença e isso é muito bem descrito pelo filme inteiro, mas ver o quanto o que acontece com Howard afeta aqueles mais próximos a ele quebrou meu coração em mil pedacinhos.

Não acho certo o que eles fazem, não acho que foi uma coisa legal, mas o sofrimento de cada um deles é tão palpável que consigo entender que eles não viam outra saída.

Voltando à antropomorficação (?) dos três aspectos… Bem. Não é exatamente o que eu esperava.

Não esperava atores, não esperava um espetáculo. Realmente queria ver uma conversa séria entre uma pessoa que sofria e aqueles aspectos a quem ele culpava. Fiquei triste com a forma como eles levam a interação entre Howard e aspectos. Mesmo tendo sido lúdico e exatamente o que ele precisava no momento.

Não preciso dizer que consegui sacar o plot twist do filme na primeira vez que Howard foi na reunião de pais que perderam seus filhos, né? Juro que tem hora que só queria assistir a algo e ser surpreendida de verdade…

Enfim… 4/5 estrelas.

A Chegada

A Chegada

Sinopse: Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade.

Inicialmente você acha que é um filme triste sobre uma mãe que perde sua filha, que antes da filha morrer, conta toda a história de como conheceu o pai, os planos que tinham, essas coisas. Só que… não é bem assim que funciona.

Louise é a narradora do filme, então podemos esperar que a narrativa não seja assim tão confiável, mas, ainda mais interessante que a não confiabilidade das informações, existe uma não linearidade à narrativa que você só percebe realmente ao final do filme.

Adorei ver como o Hawkeye Ian – a parte científica da operação para descobrir o que os alienígenas querem com a Terra – é um daqueles cientistas fofinhos e idiotas – bem no estilo de Big Bang Theory -, mas fiquei um pouco irritada com o clichê de “apenas a ciência salva”.

Louise, como já disse, é a personagem principal e a narradora do filme, então acabamos vendo tudo pelos olhos dela. E, como ela é a linguista, as maiores descobertas são feitas por ela.

Pela narrativa não linear cheia de memórias que não são exatamente memórias pulsando através da história, fiquei muito confusa em relação a quem seria o pai da Hannah – e quem escolhe o nome do filho por ser um palíndromo?! -, e adorei descobrir, ao final, que na verdade as memórias eram flashes do futuro, porque os alienígenas não tem uma percepção linear do tempo.

Só não consegui comprar a ideia de que as coisas que ela vê sobre o futuro tem uma ligação tão direta com o passado. Eu tenho certeza de que não é exatamente assim que funciona o tempo, não importa quão não linear a pessoa o perceba.

Anywho, foi um filme bem divertido – e um pouco tenso. 4 estrelas.

Estrelas Além do Tempo

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Sinopse: A história é centrada em Katherine Goble (Henson), uma brilhante matemática afroamericana que, ao lado das colegas Dorothy Vaughn e Mary Jackson, foi peça fundamental numa das maiores operações da história dos Estados Unidos: o lançamento do astronauta John Glenn para a órbita da Terra e seu retorno em segurança. Junto, o trio ultrapassou todos os limites de gênero, raça e profissionais para embarcar e serem muito bem-sucedidas nessa missão pioneira.

A história se passa durante a corrida espacial, quando os Estados Unidos estavam bem atrás da União Soviética. Nessa época a segregação entre brancos e negros ainda estava em voga em muitos estados e ainda havia a luta pelos direitos iguais. Ver a realidade que essas mulheres enfrentaram para conseguirem ter voz em um local tão importante quanto a NASA, foi muito emocionante.

Katherine Goble foi uma mulher fantástica e crucial para que os Estados Unidos conseguisse colocar um homem na órbita da terra e trazê-lo de volta em segurança. Dorothy Vaughn lutou pelos seus direitos e pelos direitos de suas companheiras de forma tão sistemática e justa que fiquei arrepiada. Mary Jackson conseguiu, com muito esforço pessoal e apoio, estudar e se tornar a primeira mulher negra a se tornar engenheira.

Foi um filme que eu chorei, ri, torci e amei.

4,5 estrelas.

Até o Último Homem

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Não costumo gostar de filmes com temática de guerra, os acho muito fortes para mim, mas devo dizer que fiquei com muita vontade de assistir Até o Último Homem (Hacksaw Ridge no original) quando vi o trailer.

Acho o Andrew Garfield um ótimo ator e nem preciso dizer nada sobre o Hugo Weaving, não é mesmo? ❤ E achei muito interessante ver a guerra pelos olhos de um médico.

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, o médico do exército Desmond T. Doss se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas, porém, durante a Batalha de Okinawa ele trabalha na ala médica e salva mais de 75 homens, sendo condecorado. O que faz de Doss o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso.

Esse filme foi tão maravilhoso, tão cheio de discussões sobre a realidade da guerra, sobre como as pessoas sentiram-se compelidas a alistar-se para defender seu país, o mundo e, principalmente, seus ideais.

Ver a atitude de Desmond durante todo o período de treinamento e da batalha foi de uma forma tão genial e, por que não, carinhosa que me impressionou, me tocou muito profundamente. Uma pessoa que se recusa a pegar em armas, mas que mesmo assim foi tão crucial para a sobrevivência e para a tomada de um dos principais campos do Japão.

Foi simplesmente mágico.

Chorei demais com o filme, ainda mais quando vi que era baseado em fatos reais e que Desmond Doss foi o primeiro Opositor Consciente a receber a Medalha de Honra do Congresso, a maior honraria que valoriza a coragem em campo de batalha nos Estados Unidos.

Um Opositor Consciente é o nome dado a qualquer pessoa que por motivos de consciência, religião ou ideais se recusa a alistar nas forças armadas. O mais interessante do filme é que Desmond quis se alistar, foi voluntário e apenas desejava ser médico do exército. Tecnicamente não havendo lugar para ele no campo de batalha, tendo em vista a sua recusa em pegar armas.

É um filme que vale a pena assistir, mesmo com o plano de fundo religioso e da guerra, ele traz muitas reflexões para nós.

5/5 estrelas e torcendo por ele no Oscar!

Memórias Secretas

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PUTA QUE PARIU QUE FILME FODA!

Ok, ok… Se controla, molier. Vamos tentar fazer uma resenha decente.

O filme se inicia em uma casa de repouso de idosos. O personagem principal, Zev, tem demência senil e seu amigo, Max, sofreu um AVC. Sim, é essa a situação a que somos apresentados.

Max é um caçador de nazistas, tanto ele quanto Zev estiveram em Auschwitz e sobreviveram – são judeus -, e juraram que teriam vingança daqueles que mataram suas famílias. Max, então, escreve uma carta explicando para Zev o que ele precisava fazer enquanto procurava por Otto Wallisch, o führer do bloco em que eles viviam em Auschwitz e que está nos EUA sob o nome de Rudy Kurlander.

Até aí, tudo bem, mas Zev sofre de demência! Ele não consegue se lembrar das coisas direito. Então todos os dias ele revive a morte da esposa, revive Auschwitz, revive sua missão – tudo isso lembrado através da carta de Max.

Toda a missão dele, todas as viagens e os planos são absolutamente trágicos. Fiquei esperando o pior o filme todo e fiquei com aquela vontade absurda de adotar o Zev. Queria trazer ele pra casa, servi-lo café e dizer que ia ficar tudo bem.

O final é completamente inesperado, chocante, maravilhoso. Não sou uma pessoa que gosta TANTO assim de drama, mas esse é um que vale a pena. Só se preparem para assistir cenas bastante… insanas.

5/5 estrelas com gosto e daria mais se tivesse como.