Grey’s Anatomy

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Sinopse: Grey’s Anatomy é um drama médico norte-americano . O folhetim é protagonizado Dra. Meredith Grey, residente do fictício hospital cirúrgico Seattle Grace, em Seattle, Washington, o mais rígido programa cirúrgico de Harvard. A série é focada nela e seus colegas, também internos: Cristina, Izzie, George e Alex, mostrando suas vidas amorosas e as dificuldades pelas quais passam no trabalho.A terceira temporada de Grey’s Anatomy é estremamente explosiva. É marcada pela morte de Denny, as dificuldades de Preston (Isaiah Washington) e Yang (Sandra OH) pós-cirúrgia, a doença do pai de George (T.R. Knight) e as dificuldades de relacionamento de Derek (Patrick Dempsey).

Eu sei que não faz o menor sentido eu fazer essa postagem hoje, mas acreditem, eu preciso desabafar.

Primeiro, a Nath me convence de assistir Grey’s Anatomy, diz que eu vou sofrer horrores com o season finale da quinta temporada e eu acabo empolgando com minha mãe nas maratonas da porcaria do seriado. Virou nosso ritual: todo dia quando chegamos em casa do escritório, assistimos uns 4~5 episódios de Grey’s.

Segundo, tem essa season finale em que tudo parece que finalmente vai se organizar e TODO MUNDO CAGA EM TUDO! MEU DEUS DO CÉU! COMO PODE UM GRUPO DE AMIGOS CAGAR TANTO ASSIM NA PRÓPRIA VIDA!

Terceiro, acho que esgotei a minha cota de drama do mês.

Grey’s Anatomy não é um seriado médico. É um drama. Um grande drama absurdo, com uma personagem principal insossa, mas que tem personagens secundários fantásticos! Eu amo a Cristina, a Callie e o Mark. Bailey é a melhor personagem do seriado inteiro, com certeza. Só que é um seriado que me sugou.

Não é o meu estilo de seriado, porque mesmo que as partes médicas não estejam assim 100% erradas, mas tem muita coisa que me irrita nas partes médicas. E o drama, god o drama. É muito drama.

season finale não foi um cliffhanger tão grande assim que tenha me feito ansiar pela próxima temporada, foi fraco, na verdade. E como as coisas meio que voltaram ao começo do seriado, me cansei um pouco da repetição.

Essa não é minha opinião final sobre o seriado, afinal, temos mais 11 temporadas para eu sofrer.

Ainda não é um seriado que eu considero bom, como praticamente todo mundo que assiste considera, mas também não é de todo ruim.

Então… Obrigada(?), Nath.

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Filha de Deus

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E mais drama. E mais escolhas da minha mãe.

Tudo porque ela tem um crush no Keanu Reeves.

Gente, lidar com crushes dos pais é uma coisa um tanto quanto tensa, viu… MAS tudo bem.

O filme me deixou um pouco irritada com o fato de que a narrativa não foi nem um pouco linear. Tendo dois narradores principais, o Scott (Keanu) e a Isabel (Ana), acabamos vendo a história por dois pontos de vista completamente diferentes, ele sendo um policial que investiga a morte do seu parceiro e ela uma mulher de origem hispânica que tem uma certa ligação com criminosos.

Isabel começa o filme vendo situações estranhas, como um homem albino flutuando na linha do metrô, ou uma mulher que parece uma alienígena em diversos momentos do filme. Então perde-se um pouco a linha temporal com esses fatos.

Tirando suas visões, Isabel é noiva de um soldado americano que se encontra no Iraque, talvez, mora com a família dele, trabalha em uma creche cuidando de crianças e é muito devota.

Do outro lado, Scott é um policial bom e direito, mas seu falecido parceiro era sujo. E, tinha uma história com o cunhado de Isabel.

O filme inteiro revolve no mistério de quem matou o parceiro de Scott e nas visões de Isabel. O final do filme foi simplesmente fantástico e um pouco surpreendente, mas do momento que o filme começa até chegar em seu clímax é maçante. Muito maçante.

1,5/5 estrelas.

Pastoral Americana

Pastoral americana

Um filme com a Dakota Fanning e o Ewan McGregor não pode ser ruim, certo?

Errado.

Depois de chegar em casa com o objetivo apenas de relaxar por uma semana bem merecida de folga, vamos ao padrão da família: assistir filmes/seriados juntos.

E foi assim que minha mãe escolheu Pastoral Americana para que a gente assistisse.

Pela sinopse do Netflix, parecia ser um daqueles filmes que abordaria o tema de lavagem cerebral que acontece nos grandes cultos que pregam o apocalipse, mas… não foi exatamente esse o enfoque do filme.

Seguindo a história de Seymour Levov, vemos como ele foi um grande jogador na época da escola, como lutou na guerra, como casou-se com a garota mais bonita e como deu início à uma família perfeita. Isto é, até o momento em que sua filha, Mery, começa a falar e percebem que ela era gaga.

Quando levam a garota, ainda pequena, a uma psicóloga já comecei a ter problemas com o filme. Um filme que coloca uma personagem negando todos os conceitos biológicos para o problema de Mery e ainda julgar a situação em que a criança se encontra como justificativa para esse distúrbio me fez ter muita, mas muita raiva.

Além disso, é óbvio que o filme nos quer contra os movimentos contra a guerra do Vietnã, contra os flower power e contra as diferentes formas com que cada pessoa consegue se redimir – por mais estranhas que elas sejam.

Sim! Eu não concordo com o uso da força para conseguir encontrar a paz, isso é no mínimo irônico e hipócrita. Ataques terroristas são ataques terroristas, não importa o quanto as pessoas tentem defendê-los. E eu acredito que qualquer tipo de religião extremista seja, bem, extremista.

Nada do que seja extremo é bom, pessoinhas. Lembrem-se disso.

De qualquer forma, Mery cresce para se tornar uma jovem anarquista. Ela busca o fim pelo fim. E, enquanto acompanhamos a história pelo irmão de Seymour, narrando como foi a busca de Seymour pela filha desaparecida e terrorista, vemos o sofrimento de um pai, a forma como ele e sua família buscam soluções para o problema.

Foi um filme pesado e que não me apeteceu tanto assim.

2/5 estrelas.

Logan

 

Logan

Sinopse: Em um futuro próximo, um cansado Logan cuida do doente Professor Xavier em um esconderijo na fronteira mexicana. Mas as tentativas de Logan de se esconder do mundo e de seu legado são interrompidas com a chegada de uma jovem mutante, perseguida por forças sombrias.

Quando digo que este ano está sendo o ano para quebrar preconceitos e paradigmas, nem eu imaginava que seriam tantos.

Finalmente assisti ao Logan, último filme em que Patrick Stewart e Hugh Jackman atuaram como seus personagens Charles e Logan. E, devo dizer que, me emocionei muito mais do que imaginei que emocionaria com o filme.

Para quem cresceu assistindo aos desenhos e filmes dos X-men, bateu um certo desespero e tristeza em saber que esses atores não mais interpretarão esses personagens, eles são mais do que meros atores – até porque são atores mais do que fantásticos – eles se tornaram seus personagens.

Mas, enfim… Momento tristeza deixado de lado, preciso dizer o motivo pelo qual demorei tanto para assistir ao filme. E voltamos com tudo para o meu problema de ler a HQ.

Quando a Bruna me emprestou a HQ Old Man Logan, que conta a última história sobre o nosso X-men favorito, já imaginei que quando saísse o filme eu não gostaria dele. Afinal, a Fox não tem direitos sobre os outros personagens que aparecem na HQ – Bruce Banner, Hawkeye e outros mutantes – então já esperava que mudassem a história completamente.

E, como já disse e repito, não gosto muito quando os filmes são muito diferentes da história original. E por não gosto muito eu quero dizer que eu odeio essas adaptações.

Então, sim, evitei assistir quando lançou e adiei esse momento o máximo possível, na tentativa de esquecer o suficiente da história original para poder assistir ao filme sem esperar nada.

Acontece que não consegui esquecer, obviamente. Minha mente é simplesmente muito fantástica para guardar os detalhes mais estúpidos das histórias que eu leio agora, medicina que é bom…

E mesmo assim, eu adorei esse filme.

Sim, a história é diferente, não houve a guerra entre os mutantes, não houve divisão dos Estados Unidos entre os mutantes vencedores, não existe um Bruce Banner filho da puta que extorque dinheiro das pessoas que moram no seu lado do país, e não houve assassinato da família do Logan, ou o pedido de ajuda do Hawkeye para encontrar sua filha.

Mas mesmo tendo-se criado uma história completamente nova e diferente da original, ela foi consistente com os personagens, e foi consistente em sua própria narrativa.

No começo achei a ideia de uma filha para o Logan simplesmente demais. Algo muito forçado, ainda mais com o clone e todo o resto, mas… Aí me lembrei que a história inteira de Old Man Logan é baseada na vontade do Wolverine de conseguir dinheiro para salvar sua família das garras dos Banner. E, além disso, há também o desenvolvimento do relacionamento deles.

Afinal, para quem faz experimentos em mutantes colocando adamantium em seu esqueleto, não é muito fora da realidade pensar que poderiam criar mutantes no laboratório, não é mesmo?

All in all, eu ri, eu chorei e eu simplesmente adorei esse filme. 4/5 estrelas.

Moonlight

Moonlight

Sinopse: Black (Trevante Rhodes) trilha uma jornada de autoconhecimento enquanto tenta escapar do caminho fácil da criminalidade e do mundo das drogas de Miami. Encontrando amor em locais surpreendentes, ele sonha com um futuro maravilhoso.

Drama. Tinha que ser drama!

Bom… Mais um filme da lista do Oscar, agora o vencedor de melhor filme.

Acompanhamos a história de Chiron, da sua infância à vida adulta. E é essa a história.

Chiron é uma criança que sofre bullying por ser homossexual – fato que o acompanha até a adolescência -, com uma mãe drogada que se prostitui para conseguir dinheiro para comprar suas drogas. Encontra em Juan a figura paterna que nunca teve, recebe ajuda para lidar com seus problemas e um refúgio para os dias em que a vida se torna demais.

Durante sua adolescência, já sem a figura de Juan para ajudá-lo, continua com as visitas a Theresa, esposa de Juan, para conseguir encontrar um lugar para chamar de seu. O bullying torna-se pior, a dependência de sua mãe também, o que o leva a tomar em suas mãos a sua defesa e acaba agredindo seu agressor e indo parar na cadeia.

Na vida adulta, após anos do incidente na escola, Chiron, agora Black, torna-se exatamente aquilo que temia, que tentava fugir. Agora ele é o líder de um bairro, comandando a venda de drogas.

E no meio disso tudo, uma história de alguém completamente instável psicologicamente graças aos problemas que teve com a mãe e na escola. Tentando se encontrar com sua sexualidade.

Foi um filme demasiado parado e chato. Tiveram momentos que quase dormi pelo simples fato de nada acontecer.

2/5 estrelas.

Passageiros

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Sinopse: Uma nave espacial transporta milhares de pessoas para um planeta colônia, que tem uma avaria em uma de suas câmaras de sono. Como resultado, um único passageiro é despertado 90 anos antes de qualquer outra pessoa. Diante da perspectiva de envelhecer e morrer sozinho, ele finalmente decide acordar um segundo passageiro, marcando o início do que se torna uma história de amor única.

Olha só! Guardiões da Galáxia 2! … Não, calma…

Sinopse linda essa do Filmow, dando spoilers maravilhosos em apenas algumas palavras.

O que você faria se estivesse preso em uma nave espacial, há 90 anos do seu destino, e tendo a certeza de que você morrerá sozinho?

É essa a pergunta que atormenta a vida de Jim.

Tendo entrado no programa de colonização de um novo planeta a 120 anos da Terra, Jim acorda após apenas 30 anos de viagem. Todos os outros 5000 passageiros estão em suas câmaras de animação suspensa e acordarão apenas 4 meses antes de chegar ao seu novo lar.

Sozinho. Por 90 anos.

Na minha opinião, ele durou até bastante tempo sem surtar. 1 ano e 3 semanas, apenas com a companhia de robôs.

Não que isso justifique condenar outra pessoa à morte.

Se A Bela e A Fera traz – com algum esforço – o tema da Síndrome de Estocolmo, posso dizer que esse filme é o ápice da concretização da Síndrome. Claro que Aurora não sabia que havia sido “sequestrada”, passando por um bom tempo apaixonada por Jim por ele ser a pessoa amável que é, MAS! A partir do momento em que ela descobre que foi escolhida para fazer companhia para ele, é basicamente isso que acontece, não?

Ela ainda o ama, ainda está disposta a morrer ao lado dele. Se isso não é Síndrome de Estocolmo, não sei o que é.

Tirando esse pequeno detalhe que me deixou levemente desconfortável e quebrou um pouco a parte romântica do filme, o filme foi até divertido.

Acompanhar como a solidão e a certeza da morte mexe com cada pessoa, o que cada um está disposto a sacrificar pela felicidade e pela vida do outro… Quase, e eu digo QUASE, me fez sentir falta de ter alguém com quem compartilhar a minha vida.

Aí eu me lembrei de todo o trabalho que relacionamentos precisam para funcionar, tudo aquilo que temos que abrir mão pelo outro, e que, afinal, o Oliver e o Thor suprem muito bem a minha carência afetiva são os gatos mais maravilhosos do mundo! ❤ e a vontade passou BEM rapidamente.

Brincadeiras à parte, devo dizer que esse filme é muito maravilhoso. O visual, a fotografia desse filme é de cair o queixo. E realmente gostaria de saber se a física do filme funciona mesmo sabendo que o problema que eles têm que resolver e a forma como é resolvida, obviamente não funciona.

4 estrelas.

Jackie

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Mais uma vez lá vamos nós embarcar num filme apenas porque eu gosto da atriz principal. Natalie Portman é, na minha opinião, uma atriz fantástica e costumo gostar dos seus papéis. Dessa vez foi diferente.

Sinopse: Jacqueline Kennedy (Natalie Portman), inesperadamente viúva, lida com o trauma nos quatro dias posteriores ao assassinato de seu marido, o então presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy.

Esse filme foi parado, extremamente superficial e, para mim, desnecessário.

Calma, eu explico.

Jackie conta a história de como a viúva de JFK passa os 4 dias seguintes ao assassinato do marido durante uma carreata. Eu, geralmente, gosto de biografias, costumam estar entre meus estilos favoritos de leitura e filmes. Só que geralmente eu conheço a pessoa sobre quem estou lendo/assistindo.

Acontece que eu, sendo uma brasileira muito apolitizada, não conheço a história do JFK além de que ele foi assassinato em uma carreata na presença da esposa e que seu nome é o nome de um dos aeroportos dos Estados Unidos – que eu nem sei dizer onde exatamente fica, mas acho que é em Nova York (quando a Rachel vai se mudar pra França no final de FRIENDS, a Phoebe leva o Ross para o aeroporto errado e, se não me engano, é o JFK -q não, eu não vou olhar na internet porque eu estou com preguiça de abrir outra aba no navegador E porque eu nem deveria estar escrevendo essa review, deveria estar estudando) – o que implica em um total desconhecimento sobre o assunto que foi narrado no filme.

Há, ainda, três linhas temporais no filme. A entrevista que Jackie dá para o jornalista, o momento da morte do JFK e de como ela superou os 4 dias seguintes, e uma conversa com o padre. O filme ficou confuso.

Mesmo com todos os flashbacks com que o filme conta sua história, ainda assim não consegui me conectar com ele. Só achei o filme chato, grande e sem sentido.

Claro que entendi que queriam contar a história pelo ponto de vista da Jackie, do que a levou a tomar as decisões que tomou em relação à procissão funerária e sobre o próprio enterro do marido; só que achei que ao mesmo tempo em que tentam explicar o que a levou a tomar essas decisões, a colocaram como uma vilã, de certa forma.

E é exatamente por isso que achei o filme superficial.

Jackie, a personagem principal e narradora do filme, é construída como uma pessoa – porque vale lembrar que estamos falando sobre uma pessoa de verdade – que não se importava com nada além do poder, do status que possuía por ser a primeira dama dos Estados Unidos. Que não se importava em gastar o quanto gastou (aparentemente muito) com as reformas na Casa Branca (uma coisa comum a todas as primeiras damas) e o quanto usou de seus filhos e da morte do marido para fazer uma auto-promoção, para se tornar um símbolo, para nunca ser esquecida.

Não sei dizer se esse era o objetivo do filme, não sei nem ao menos se o filme é relevante por dizer isso, por contar essa história. Só sei dizer que me joguei numa furada por não dar atenção a sinopses e trailers antes de me apaixonar por um banner de filme e decidir que devo assistí-lo.

3/5 estrelas.