Maze Runner – Ordem de Extermínio

Falar de Maze Runner – Ordem de Extermínio sem falar da trilogia Maze Runner é, ao meu ver, uma impossibilidade.

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10. Um livro que se passa no futuro

James Dashner criou uma distopia através da premissa de chamas solares – uma realidade que não está assim tão distante da nossa, afinal, existem chamas solares que atingem a Terra com uma certa frequência, sendo até responsáveis pela aurora boreal – de uma intensidade tal que devastou nosso planeta, com o calor e a radiação solar, causando o aumento brusco dos níveis do mar e lançando a humanidade e toda fauna e flora em um caos total.

Enquanto a trilogia Maze Runner se passa anos após as chamas solares terem atingido a Terra e acompanhamos a luta entre Thomas e os clareanos contra a CRUEL, Ordem de Extermínio se passa durante os primeiros anos após as chamas solares.

Acompanhamos o assentamento de Mark, Trina, Alex, Lana, Sapo, Sombria e Darnell nas montanhas dos Apalaches. E somos apresentados à Coalizão Pós-Chamas (CPC) e a algo que por muito tempo me deixou intrigada – achando que era um typo – CCP (Centro de Controle da População).

O grupo de Mark está a anos sobrevivendo a todas as calamidades que foram jogadas contra eles. As chamas, a tsunami, a gangues, a fome, enfim, a tudo. Quando mais uma vez eles são desafiados a sobreviver.

Desta vez a um ataque direto de um Berg.

O livro é angustiante do início ao fim. Enquanto acompanhamos Mark e seu grupo tentando sobreviver – e entender – ao ataque, somos mostrados as memórias de Mark de quando as chamas atingiram a Terra. A como ele encontrou seu grupo, como eles fugiram de Manhattan e do que precisaram atravessar para chegarem aos Apalaches.

Eu, particularmente, adoro Flashbacks, então o livro foi uma felicidade do início ao fim.

De certa forma fiquei feliz por finalmente entender o que diabos era o Fulgor, a doença que Thomas e os outros são imunes e que a CPC tentava encontrar a cura através de todos os testes com labirintos. Mas ao mesmo tempo eu fiquei TÃO PUTA!! Principalmente porque acredito que a premissa do livro é válida. A humanidade é, de modo geral, um lixo capaz de tudo.

Obrigada, James Dashner, por criar um universo tão fantástico que conseguiu, sim, desbancar todas as outras distopias e ficar com o prêmio de primeiro lugar no meu coração. Posso dizer que sentirei saudades de todos eles.

Menos da Teresa, porque ela é uma vadia de marca maior e eu a odeio com todas as minhas forças.