Carros 3

Carros 3

Sinopse: Surpreendido por uma nova geração de corredores incrivelmente rápidos, o lendário Relâmpago McQueen é repentinamente afastado do esporte que ama. Para voltar com tudo às corridas, ele precisará da ajuda da jovem treinadora de corridas, Cruz Ramirez. Com o seu plano para vencer, mais a inspiração do Fabuloso Doc Hudson e alguns acontecimentos inesperados, eles partem para a maior aventura de suas vidas. O teste final do campeão será na maior prova da Copa Pistão!

Devo dizer que eu não esperava gostar deste filme.

Carros não é exatamente a franquia que eu mais gosto da Disney/Pixar, ainda mais com o que foi Carros 2, então eu realmente não esperava sentir tudo o que senti com a nova história do Relâmpago McQueen.

Fui com minha prima ao cinema, algo que temos feito com alguma frequência sempre que podemos. E, como vou assistir Homem-Aranha com meus pais, sobrou Carros 3.

Se eu adorei o fato de que nós, a Disney e a Pixar estamos ignorando a existência de Carros 2, é claro que adorei! Gente… Nós não falamos sobre Carros 2 tanto quanto não falamos dos filmes de Percy Jackson.

De qualquer forma, lá vamos para mais um filme sobre corrida.

E o McQueen encontrou amigos entre os competidores! Gente… Foi lindo demais ver essa amizade, os três sempre brincando entre si, se divertindo mesmo em um ambiente de alta competitividade. ❤

E eis que surge a nova geração de carros de corrida.

Depois de assistir aos vídeos do SuperCarlinBrothers discutindo as possibilidades de como os novos carros seriam, quais as diferenças e tudo o mais, devo dizer que não entendi exatamente de qual que é a dos novos competidores.

O que importa é que eles são mais eficientes na pista e estão tirando os corredores antigos da jogada.

É claro que o McQueen não quer aceitar isso. Tudo bem se ele terminasse seus dias de corrida por falta de condição, por não conseguir ganhar em uma corrida justa entre os competidores, mas ser forçado a sair? Não. Isso não.

E é assim que ele sofre um acidente durante uma de suas corridas e passa meses longe das pistas.

A grande questão é que o McQueen quer voltar a correr, então ele faz de tudo para voltar às pistas, inclusive se submeter a uma treinadora nem um pouco convencional. Cruz Ramirez, melhor personagem. ❤

Fiquei muito emocionada com todas as cenas em que o Doc Hudson apareceu, e em como o McQueen percebeu que existe mais na vida do que apenas corridas.

Honestamente, foi um filme muito mais emocionante do que eu esperava.

Torço, apenas, para que Disney/Pixar não me inventem um Carros 4, pois foi uma forma maravilhosa de se encerrar uma saga.

4/5 estrelas.

A Bela e a Fera (2017)

A Bela e a Fera.jpg

Sinopse: Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera (Dan Stevens) e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

Passei o final de semana em Goiânia e assisti ao remake em live action da animação da Disney, A Bela e a Fera.

Por mais incrível que isso possa parecer, essa resenha contém SPOILERS, então prossigam por sua conta e risco, certo?

Ok, então vamos lá!

Adorei ver que esse filme é mais historicamente correto que a animação, mostrando como era na corte francesa de 1700(..?), com as danças, roupas e localidades bem adaptadas ao período temporal, o que não acontecia na animação – a clássica cena em que Lumiére canta a música Be our Guest aparece a Torre Eiffel, sendo que ela ainda não havia sido construída.

Fiquei encantada em ver a delicada forma que deram para os objetos animados. Cada um tinha características humanas, mas eram notavelmente objetos. Assim como na animação original.

O filme também está de parabéns por sua diversidade de gênero e de raças! Adorei ver que o LeFou é nitidamente gay e com um óbvio crush no Gaston e, a não ser que eu esteja muito enganada, a Disney muito espertamente colocou seu primeiro personagem Drag Queen no filme!

Conseguiram fazer um Gaston ainda mais odioso que na animação, beirando a loucura mesmo. Talvez tentaram colocar algum problema decorrido da guerra que ele participou – Síndrome do Estresse Pós-Traumático, talvez? -, mas não consegui ter o mínimo de empatia por ele, e olha que eu adorei a participação dele n’O Hobbit!

Como história em si, não há muitas diferenças entre os dois filmes, mas há novas nuances, novos personagens. Somos apresentados à mãe da Bela – mesmo que muito rapidamente – e ao motivo pelo qual Maurice se mudou com a filha para a pequena vila do interior. Vemos também um pouco mais sobre o passado do príncipe Adam, o que me deixou muito feliz, e ao mesmo tempo muito frustrada.

Por mais incrível que isso possa parecer só que não, bati o olho em uma personagem e cantei a pedra de que ela era a feiticeira que transformou o príncipe e seu castelo. E falando em castelo, MEU DEUS QUE CASTELO! Me senti assistindo outro filme do Harry Potter com todas aquelas escadas e passagens secretas… Emma Watson sai da Hermione, mas a Hermione não sai dela.

Acho que foi a primeira vez em que assisti um musical e não gostei. As músicas originais estavam ali, salpicadas com algumas outras novas músicas, mas não foi exatamente isso que me incomodou. Fiquei verdadeiramente incomodada com a forma como as pessoas se ignoram enquanto cantam. Principalmente na música de abertura e quando a Bela e a Fera começam a notar sentimentos mútuos.

As pessoas cantavam como se não estivessem rodeadas por todas aquelas outras pessoas! Na animação podemos dizer que a Bela está tão entretida com o livro que realmente não percebe que estão cantando sobre ela e seus hábitos “estranhos”, mas no filme, a Emma nem está lendo o livro quando as pessoas cantam sobre ela! Está simplesmente caminhando no meio da multidão. E durante o jantar com a Fera, ele canta uma parte da música falando que vê como a Bela o olha diferente ENQUANTO SE APROXIMA DELA COM UM PRATO DE COMIDA E ELA NÃO ESCUTA NADA! Fiquei um pouco tensa com essas cenas.

E as músicas novas não ajudaram também… Não que eu não tenha gostado delas, são muito boas e tudo o mais, mas me impediram de chorar quando eu realmente comecei a me emocionar. Tudo se dirigia para aquele ápice de emoção e… vinha uma música do nada e que cortava minha emoção.

O vestido? Não vou nem falar sobre o vestido. Me decepcionei muito com ele e isso é tudo o que tenho a dizer, mesmo tendo amado de paixão o colar e os brincos que ela usa no filme.

Como um todo, adorei o filme, fiquei feliz por ter ido assisti-lo e tudo o mais, mas não deixo de sentir que algo faltou, ou passou… não sei.

Espero ver mais filmes remakes – esse foi, na verdade, o primeiro que eu assisti – e tenho esperanças que eles continuem tão magicamente bem feitos como esse. Só, por favor, deixem a Ariel fora dessa, está bem?

4/5 estrelas.

Moana

moana

Sinopse: Moana Waialiki é uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores. Querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família, ela resolve partir em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é. Acompanhada pelo lendário semideus Maui, Moana começa sua jornada em mar aberto, onde enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo.

Esse foi o primeiro filme que assisti nesse ano. E que filme!

Já imaginava que iria adorar, sabem como é, Disney e tudo o mais. Adoro praticamente tudo o que é da Disney.

Achei genial o fato de que a Moana não precisa de ninguém dizendo pra ela o que ela deve ou não fazer, ela é um espírito livre, que quer ajudar a sua ilha e cumprir o seu destino. Ela tem a coragem para lutar contra a realidade em que vive, buscando uma forma de encontrar o seu caminho.

E é um musical!! ❤

Ainda quero muito assistir o filme em inglês, porque o Maui é dublado por ninguém menos que Dwaine the Rock Jhonson! ❤

Foi um filme maravilhoso que ensina muitas coisas para a criançada e os adultos.

Mereceu suas 5/5 estrelas! ❤

Alice Através do Espelho

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Alice Através do Espelho foi tudo o que eu esperava que fosse. Um filme lúdico, divertido, e visualmente bonito. Adorei a forma como colocaram a viagem temporal, e simplesmente AMAY o Tempo. Ele foi tudo o que eu esperava também mesmo que pelo trailer eu tivesse achado que ele seria bem mais cruel.

Uma das coisas que posso falar abertamente sobre o filme é que, assim como Alice no País das Maravilhas, o foco principal do filme é o Chapeleiro Maluco. Eu adoro o Chapeleiro e o Johnny Depp, então fiquei muito feliz de vê-lo novamente, assim como todos os outros personagens talvez não a Rainha Vermelha. Só que, claro, não é lá uma adaptação tão fidedigna do livro de mesmo nome.

Em vista que é uma continuação do filme do tio Burton, já esperava que o foco não fosse muito a Alice. Helena e Johnny atuaram bem, assim como a Anne. Ênfase para a atuação magnífica da Mia, não consigo imaginar outra atriz como Alice.

A história do filme por si só é simples, linear e clichê. O Chapeleiro está novamente em apuros e para salvá-lo, Alice precisa viajar no tempo. As regras de viagens no tempo também se aplicam ao universo fantasioso do país das Maravilhas. Uma pessoa não pode se ver no passado/futuro, existem situações que não podem ser mudadas, e assim sucessivamente.

Alice inicia sua jornada em busca do castelo do Tempo e lá consegue a CronoEsfera para viajar pelo oceano do tempo. E daí pra frente é só problema em cima de problema.

Achei interessante a forma como muitas coisas do universo de Alice foram explicadas neste filme, como por exemplo o motivo de sempre e nunca ser a hora do chá para o Chapeleiro, Lebre de Março e o Ratinho.

Agora, o momento em que eu quase chorei foi ao final do filme. Alan Rickman faleceu no início deste ano, mas participou do filme dublando o personagem Absolem (Lagarta/Borboleta azul). Ao final dos créditos havia um In Memoriam a ele, e toda aquela emoção de ter descoberto sua morte voltou como um tiro. Precisei de todo o auto-controle que eu tinha pra não me acabar em lágrimas. Sua voz foi marcante no trailer e seu personagem essencial para dar início à segunda viagem de Alice. Sempre marcante, tio Alan. Sempre.

4/5 estrelas.

Zootopia

Zootopia

Zootopia foi um filme de animação da Disney lançado em algum momento neste ano. Só o fui assistir esta semana, então, perdoem-me pela demora em dar minha opinião.

Achei de certa forma interessante que a Disney conseguiu usar animais para lidar com temas preconceituosos. E que nem sempre a pessoa com aparência de mais inocente é realmente inocente.

Como animação em si, amei. Achei muito bem animado, bem feito e com aquele toque Disney de magia. Ver a interação entre os mais diversos animais foi muito interessante.

Agora como história? Achei lugar comum. A Disney tem tentado diversificar suas histórias, seus filmes e tem conseguido tal feito com primor, entretanto, foi como assistir a qualquer outro filme de superação adolescente. Não que isso tenha diminuído o valor do filme, é claro.

Ao contrário do que vi por aí antes de ver o filme, não achei nem um pouco exagerado ou ruim ter conhecido o passado do Nick. Primeiro porque eu amo flashbacks e segundo porque adoro conhecer a história dos personagens secundários. Foi lindo.

Valeu as 4/5 estrelas.