Rebelde

MLI 2017 Rebelde

Sinopse: Durante o verão de 1861, os exércitos do norte e do sul dos Estados Unidos se preparam para travar o que entraria para a história como a Guerra de Secessão. Rebelde é a fantástica história de como o jovem nortista Nathaniel Starbuck se rebela e luta a favor dos sulistas.

Abandonado pela mulher que julgava amá-lo e afastado da família, Nathaniel chega a Richmond, na Virgínia, capital da Confederação sulista. Lá, depara-se com uma turba acossando nortistas e tenta não se envolver. Porém, quando percebe que seu sobrenome é capaz de gerar uma fúria ainda maior — pois é filho do reverendo Elial Starbuck, grande defensor de ideias antiescravagistas —, é resgatado por Washington Faulconer, um milionário excêntrico que deseja reunir uma companhia de elite para lutar contra os ianques.

Como forma de gratidão, Nathaniel se alista na Legião Faulconer, mesmo sabendo que isso significa ter de lutar contra o próprio povo. Outros cidadãos enfrentam dilemas semelhantes, no entanto, em pouco tempo, todos se renderão ao caos e à violência que dividiu a América em duas.

Mesmo tendo flopado na MLI 2017, terminei de ler esse livro do tio Cornwell. Devo dizer que foi um livro mais difícil do que o esperado para ler, não consegui me convencer sobre o Nathaniel, mesmo gostando muito dele, e achei a história bem arrastada.

O começo do livro trata muito sobre a vida de Nate após ser abandonado pela mulher que o fez perder tudo – seu estudo em Yale, seu estilo de vida, seu país – e se ver no sul dos EUA no exato momento em que a Guerra da Secessão se inicia. Então passamos 60% do livro acompanhando o novo estilo de vida de Nate.

Não que tenha sido ruim, eu particularmente gosto de ver o que acontece com os personagens antes de eles se tornarem importantes, mas o teor religioso é muito carregado nesse livro, então tem alguns momentos que a história se torna excessivamente maçante.

All in all, gostei de conhecer um pouco dessa história, mas não tenho certeza se continuarei a leitura das Crônicas de Starbuck. Pelo menos não no Kindle – e por Kindle eu quero dizer o aplicativo no meu celular e no computador -, porque, pela primeira vez, me causou mal-estar ler o livro digital. A leitura não parecia render nem um pouco.

3/5 estrelas.

Morte dos Reis

18. Morte dos Reis

Ah! Tio Bernard, só você mesmo pra ser o coringa na categoria de número 18. Um livro baseado em fatos reais ou uma biografia. Como amo poder colocar seus livros mais do que maravilhosos no Desafio de Leitura e, devo dizer, quão grande é a surpresa de relembrar o quanto amo seus livros. ❤

Morte dos Reis continua com a história de Uhtred de Bebbanburg, um guerreiro saxão criado por dinamarqueses e que acredita nos deuses antigos, que luta a favor do reino de Alfredo e do seu sonho de unir todas as terras que falam inglês sob uma única bandeira.

Acontece que, por ser pagão, Uhtred nunca está nas boas graças do reino de Alfredo, muitas vezes tendo que mendigar – de certa forma – para poder cuidar de suas terras – arrendadas – e do pequeno exército particular que possui. É inegável que a coroa menospreza Uhtred nos períodos de paz, mas depende demais de sua espada nos tempos de guerra.

E há, também, a questão da proximidade de Alfredo com a morte. Cheio de doenças, Alfredo está a cada dia mais próximo da morte, os dinamarqueses apenas a aguardam para poder pilhar e matar todos os saxões. E mesmo assim, mesmo após a morte de Alfredo, nada acontece.

Por muitas vezes o livro é confuso frente o que está acontecendo – não porque a narrativa torna-se lenta ou porque não sabe como seguir adiante -, simplesmente porque Uhtred, o narrador, não sabe o que pensar das atitudes de seu rei e dos dinamarqueses. E essa inquietação perpassa todas as páginas do livro.

Não que o livro seja parado, veja bem, estamos falando de Uhtred de Bebbanburg, o escudo dos saxões. Ele não consegue simplesmente aguardar o destino alcançá-lo. Não senhor. Uhtred, mesmo seguindo seu lema de que o destino é inexorável, não fica contando suas cabeças de gado – ou ovelha – e descansando à espera do que quer que venha na sua direção. Ele é um guerreiro nato e por assim ser, sempre espera pela guerra, por problemas.

O que se mostra acertado time and time again.

Ler esse livro, reencontrar Uhtred, foi mágico demais. Havia me esquecido do quanto Uhtred pode ser apaixonante e do quanto a criação da Inglaterra é mágica. E, a quem quero enganar?, sou completa e absolutamente apaixonada pela narrativa do Tio Cornwell. ❤

Valeu a pena ler loucamente esse livro e espero que não vá aguardar um ano inteiro para ler o próximo.

5/5 estrelas.

Terra em Chamas

Para o item 23. Um livro baseado em fatos reais ou uma biografia escolhi o quinto livro d’As Crônicas SaxônicasTerra em Chamas do tio Bernard Cornwell.

23. Terra em Chamas

Sinopse: O rei Alfredo está com a saúde debilitada. Seu herdeiro ainda é muito jovem. Seus inimigos, os dinamarqueses, fracassaram em tomar Wessex, mas agora a vitória parece iminente. Lideradas pelo brutal Harald Cabelo de Sangue, as hordas vikings atacam. Mas o rei tem Uhtred, que inflige aos vikings uma de suas maiores derrotas.
No entanto, o gosto da vitória inglesa é ofuscado por uma tragédia que leva Uhtred a jurar jamais servir o reino saxão novamente. Agora o sonho de retomar as terras que lhe são de direito na Nortúmbria parece mais próximo. E para alcançar seu objetivo, o guerreiro se une ao amigo Ragnar e ao antigo inimigo Haesten para tomar Wessex.
Mas o destino tem outros planos. Os dinamarqueses de Ânglia Oriental e os vikings da Nortúmbria pretendem conquistar toda a Inglaterra. A filha de Alfredo então implora pela ajuda de Uhtred e o guerreiro, incapaz de dizer não, toma a frente do exército derrotado da Mércia, rumo a uma batalha inesquecível num campo encharcado de sangue junto ao Tâmisa.
Na série Crônicas Saxônicas, Cornwell narra a história de Alfredo, o Grande, e de seus descendentes, e, nesse quinto volume, apresenta a criação da Inglaterra que conhecemos hoje. Nos Estados Unidos, o livro alcançou o quarto lugar na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times.

Acho interessante a forma como o tio Cornwell mescla realidade com fantasia de uma forma tão fantástica quanto n’As Crônicas Saxônicas. Sou apaixonada pelo Uhtred que por muitas vezes confundo com o Ragnar de Vikings desde a primeira vez que li o primeiro livro da saga, O Último Reino. No decorrer da série vemos o crescimento de Uhtred de Bebbanburg até seus trinta e tantos anos, de como tornou-se um verdadeiro guerreiro, de como seu nome é respeitado e de como ele foi imprescindível para a manutenção de Alfredo em seu trono.

Neste livro vemos coisas muito tensas acontecendo. Uhtred torna-se um pária, planeja invasões à Wessex e acaba lutando no lugar do seu primo pela Mércia. Chorei, torci e amei Uhtred, Ragnar e os outros. E é muito provável que este amor permaneça por mais tempo. Ainda há mais 4 livros no mínimo.

A Editora Record fez um bom trabalho com a tradução deste livro não que eu tenha tido acesso aos livros em inglês, mesmo que tenha alguns pontos de falha de impressão, algo que estou acreditando ser comum entre as editoras.

Mais um livro que ganha 4/5 estrelas. E aguardo ansiosamente pelo próximo!