Diablo, a Ordem

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Para quem já me acompanha a algum tempo, sabe o quanto eu sou perdidamente apaixonada pelo universo criado pela Blizzard em Diablo.

A saga que acompanhamos durante todos os jogos, a invasão de Santuário pelo Diablo, a luta incessante, a destruição de Tristram, a perseguição e destruição de Diablo, Mephisto e Baal, e, finalmente, à luta contra Malthael…

A história é tão bem construída que não consigo deixar de querer mais, de adentrar mais no universo do Inferno Ardente, Santuário e Paraíso Celestial. Cada personagem tem seu lugar no meu coração, mas dentre todos os personagens há um que é mais especial que os outros.

Deckard Cain.

Deckard Cain, o último dos Horadrim, é presença cativa em todos os jogos da série, nos ajudando desde o primeiro jogo. Então é claro que ele é um personagem de certa forma mais importante que os outros.

Sim, eu chorei muito no final do primeiro ato do Diablo III. Foi uma situação que eu NUNCA esperei que acontecesse.

Então descobrir que neste livro a narrativa é feita quase que exclusivamente por Deckard Cain, que descobrimos um pouco mais de como foi a vida dele após Tristram… Foi simplesmente maravilhoso.

A narrativa em si é bem feita e me deliciei com as palavras, com os problemas e com as soluções deles. Fui surpreendida de várias formas no decorrer do livro, em relação aos personagens, às formas como eles lutavam, como conseguiam bolar estratégias, como foram enganados repetidas vezes.

Adorei. Foi um livro que eu simplesmente adorei.

E fiquei chocada em saber como foi o primeiro encontro entre Deckard Cain e Leah. Sobre o passado e os relacionamentos que Deckard possuía.

Céus… Foram muitas informações recebidas, muito de um passado que eu não imaginava que queria tanto conhecer.

Foi, então, um livro que eu não imaginava que precisava na minha vida. Agora é a busca pela versão física do livro e, além disso, completar a coleção com os outros livros que contem a história do universo de Diablo. Principalmente os livros em capa dura e comemorativos do Tyrael e dos Horadrim.

4/5 estrelas.

Turista Literário

A POSTAGEM DE HOJE CONTÉM SPOILER DA MALA DE MAIO DO TURISTA LITERÁRIO!!

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Hoje (05/06) consegui pegar a minha primeira malinha do Turista Literário.

Depois de meses sem saber da existência dessa mistery book box e depois de babar nos livros e brindes que foram enviados nas outras malas e ter a certeza de que os livros são de um estilo que eu gosto Young Adult, resolvi que dar uma chance ao Turista seria interessante.

Ainda mais que é o 12º mês do projeto. O que significa que em junho o Turista Literário completa um ano de vida! Olha que gracinha!

Vamos ao que eu achei da minha primeira malinha e ao meu veredicto pessoal se vale ou não a pena assiná-lo.

Achei a própria caixinha uma graça, realmente parece uma daquelas malas vintage – que eu amo tanto – então o cuidado e o carinho com que a caixa é feita já mostra que há uma qualidade inerente ao produto. Devo dizer que fiquei com raiva dos Correios, a minha mala veio com um furo. A sorte é que não estragou nada do que vinha nela.

Em relação aos itens que acompanham o livro, achei fantástica a ideia de serem itens pertinentes à história, ou seja, tudo o que vem na mala é selecionado para que você consiga ter uma imersão ainda maior na história. Adorei o álcool em gel, será bastante útil para mim. A capa de travesseiro, mesmo sendo muito bem feita e com um desenho fantástico, não me apeteceu tanto assim, não sei se a usarei para viajar, muito provavelmente colocarei no travesseiro que uso de decoração na cama. E o “medalhão” de proteção… Vamos conversar aqui eu e você, Turista, um medalhão não é um chaveiro, ok? Mesmo assim gostei, tenho coleção de chaveiros e um que ainda me garante proteção de monstros? É uma situação win-win.

Considerando-se que ainda temos acesso a uma playlist exclusiva do livro e a conteúdo extra on-line, eu posso dizer que ADOREI a ideia da caixa.

O livro A Melodia Feroz eu não conheço. Ao contrário do livro divulgado do outro lado do marca-página que eu li a sinopse e fiquei interessadíssima em ler. Entretanto, já saber que A Melodia Feroz é  uma duologia me deixou ao mesmo tempo feliz e triste. Pelo menos só tem mais um livro…

Agora vamos falar da parte, de certa forma, chata sobre o Turista Literário. Sim, falaremos de preços.

Pagar R$79,90 por um livro – mesmo com brindes exclusivos – é caro. Não há como negar. Agora que houve reajuste do preço e, por mais que não tenha sido um reajuste tão grande assim – “apenas” 7 reais, a partir de junho as malas do Turista custam R$ 86,90, não sei se compensa tanto assim assinar.

A chave da questão é a surpresa. Sim, é maravilhoso ser surpreendido com um livro de um autor novo, uma história nova, e ao mesmo tempo é tenso. Afinal, mesmo sendo YA não tenho tanta certeza assim se é algo que eu me interesse a ler. Vejam meus problemas com Rainha Vermelha e tantos outros YA que eu me convenço a ler.

Mesmo assim, para mim, acho que vale a pena. Fui tão surpreendida positivamente que quero continuar com a assinatura pelo tempo que eu conseguir. ❤

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Não fui a única de casa a ficar empolgada com a malinha… ❤

Wonder Woman

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Assistir a esse filme com meu pai foi maravilhoso! Tirando os comentários feitos em voz excessivamente alta que ele soltava nos piores momentos possíveis e as piadinhas de extremo mal gosto.

É claro que o fato de eu não conhecer nada sobre a Mulher Maravilha, também ajudou para que eu gostasse do filme.

E, mesmo assim… Me decepcionei um pouco.

Sim, é o melhor filme da DC. Sim, me deixou numa pilhazinha pra assistir a Liga da Justiça quando ele for lançado.

Ainda assim, achei muito boba a forma como eles colocaram o relacionamento Diana e Trevor.

No auge do feminismo, imaginei que eles colocariam a Diana como uma mulher que não precisa da presença de um homem ao seu lado para decidir seu caminho.

E na maior parte do filme isso é verdade.

Consigo entender a curiosidade inicial, afinal, Diana cresceu em uma ilha povoada de mulheres, sem a presença de nenhum homem. Então uma curiosidade inicial perante um homem é compreensível. – E, convenhamos, as melhores piadas do filme inteiro foram exatamente por conta disso.

Só que a forma como eles colocaram a Diana sendo sensível e o relacionamento com o Trevor eu achei forçado.

Sensibilidade frente as perdas de uma família na guerra? Perfeito. Resolver ajudar aqueles que não conseguem enfrentar a situação? MARAVILHOSO.

Ficar impressionada com a neve e acabar nos braços do Trevor? Chato. Forçado. Bobo.

Eu entendo a importância que esse relacionamento em específico teve para a história do filme, e eu consigo entender que a Diana nunca tinha vivido essas coisas antes, mas achei meh.

All in all. O filme é bom, muito bom, até.

Mas não o achei essa coca-cola toda que o pessoal está falando.

4/5 estrelas.

O Ladrão de Raios

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Reler Percy Jackson e os Olimpianos está sendo uma experiência das mais interessantes. Eu havia me esquecido o quanto amo o burro do Percy (e já disse um pouco sobre isso nas resenhas do Magnus Chase e do Apolo) e, de certa forma, quando você é louco e retardado desesperado como eu e acaba lendo todos os livros de Percy, Heróis do Olimpo, Kane, Magnus Chase e Apolo, existe uma possibilidade muito real de acabar confundindo um pouco as histórias.

E foi o que aconteceu um pouco comigo -q.

Não que eu não me lembrasse dos marcos principais do livro. Um raio foi roubado, o Percy é acusado e uma guerra está quase para eclodir entre Zeus, Poseidon e Hades. Mas os detalhes estavam um pouco nublados.

Então sim, eu estou adorando reler essa saga.

Ainda mais sabendo que é uma das minhas sagas favoritas. ❤

Daquelas que já jogou RPG no universo de Percy Jackson e é alucinada pelo acampamento Júpiter.

Reencontrar um Percy com 12 anos, aprendendo o que realmente tem de errado consigo mesmo, descobrindo os monstros e como lutar com eles, aprendendo sobre sua ascendência divina… A busca por uma missão que não queria, a saudade de sua casa, de sua mãe… Tudo, TUDO foi muito maravilhoso. Muito mágico.

Eu vibrei com cada luta, com cada batalha vencida, com cada deus desafiado, com cada situação esdrúxula que o Percy se metia. E graças aos deuses por Annabeth e Grover. Percy não teria durado um segundo sem eles.

E para resumir toda a série em que o Percy aparece…

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A Prisão do Rei

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Bom, talvez tenham percebido pelo Goodreads ali do lado ou mesmo pela quantidade de postagens de livros que voltei à leitura. Mesmo com faculdade, jogos e seriados, voltei a ler.

Não sei se isso acontece só comigo, mas quanto mais ansiosa estou, mais leio. É algo mais do que natural para mim. É a minha válvula de escape. O que significa que cheguei ao nível de ler 4 livros simultaneamente essa semana. Basicamente estou engatando uma leitura na outra porque minha formatura se aproxima e eu estou devidamente apavorada em relação ao futuro.

E tudo isso só para introduzir o motivo de ler esse livro. Sem or… Eu falo demais. Outro sinal claro da minha ansiedade.

Comecei a ler esse livro com o intuito de trocar um livro que estou travada em uma das categorias do DDL. Como sou daquelas doidas que define tudo antes de começar o desafio, me ferrei, de certa forma, com o livro da categoria de 500 páginas.

Estava desanimada para começar, porque Espada de Vidro deixou muito a desejar e eu estava muito cansada da Mare. Só que na pilha de me soterrar de livros, acabei pegando A Prisão do Rei e fiquei dividida se devia ou não fazer uma das minhas três trocas por direito.

E EIS QUE DESCUBRO NÃO UMA, MAS DUAS PERSONAGENS LGBT NO LIVRO!

Foi mais forte do que eu. E é por isso que este livro se enquadra na categoria 19. Um livro com personagens LGBT.

E são essas pequenas revelações que me fazem ter uma relação de amor e ódio por essa saga…

Encontramos uma outra situação que me deixou, em um primeiro momento, ansiosa. Como o primeiro capítulo tinha o nome de Mare, ficou claro que haveria vários narradores e meu maior medo foi que em algum momento Maven fosse narrar e que a autora iria nos fazer engolir uma saga de redenção para um dos maiores filhos da puta que já tive o desprazer de encontrar.

Só que isso não acontece! Palmas para a senhorita Victoria Aveyard por não se enveredar por esse caminho sem volta.

A narrativa é dividida entre Mare, presa nas garras de Maven e sua corte prateada, Cameron, “presa” nas garras da Guarda Escarlate, e Evangeline, completamente soterrada por todas as maquinações prateadas de sua família.

E nada mais do que isso.

Claro que, enquanto Mare e Maven interagiam, houve uma luz sobre a personalidade do monstrinho rapaz, só que não retira as decisões, a responsabilidade dos atos dele. Então não é bem uma tentativa de redenção, mas sim uma des-demonização(?) do personagem. Não que realmente faça algum efeito, tendo em vista que ele ainda termina o livro como o pior dos piores.

Ah, sim… Os personagens LGBT. Bom, em consideração aos queridos e queridas que ainda não leram o livro e que talvez tenham vontade de ler, vou deixar em branco. Aí lê quem ficar com vontade.

Maven era apaixonado pelo rapaz que morreu e que ele usa a imagem para entrar na Guarda Escarlate como espião. E A EVANGELINE TEM UMA NAMORADA! Me chocou muito mais do que descobrir a possível bissexualidade de Maven. De todos os personagens, Evangeline tem sido a que mais me surpreendeu durante todo o livro, se pá de toda a série.

Ok… Não tanto quanto o Maven me surpreendeu no primeiro livro. MAS QUASE.

De qualquer forma, foi um livro divertido e rápido de ler. Finalmente teve uma batalha real e com tanta repercussão. E eu me senti tão representada pela Cameron no começo desse livro… Foi lindo!

Recebe 4/5 estrelas com muita facilidade. Se não apostasse tanto no romance entre a Mare e o Cal, talvez chegasse a 5 estrelas.

Morte dos Reis

18. Morte dos Reis

Ah! Tio Bernard, só você mesmo pra ser o coringa na categoria de número 18. Um livro baseado em fatos reais ou uma biografia. Como amo poder colocar seus livros mais do que maravilhosos no Desafio de Leitura e, devo dizer, quão grande é a surpresa de relembrar o quanto amo seus livros. ❤

Morte dos Reis continua com a história de Uhtred de Bebbanburg, um guerreiro saxão criado por dinamarqueses e que acredita nos deuses antigos, que luta a favor do reino de Alfredo e do seu sonho de unir todas as terras que falam inglês sob uma única bandeira.

Acontece que, por ser pagão, Uhtred nunca está nas boas graças do reino de Alfredo, muitas vezes tendo que mendigar – de certa forma – para poder cuidar de suas terras – arrendadas – e do pequeno exército particular que possui. É inegável que a coroa menospreza Uhtred nos períodos de paz, mas depende demais de sua espada nos tempos de guerra.

E há, também, a questão da proximidade de Alfredo com a morte. Cheio de doenças, Alfredo está a cada dia mais próximo da morte, os dinamarqueses apenas a aguardam para poder pilhar e matar todos os saxões. E mesmo assim, mesmo após a morte de Alfredo, nada acontece.

Por muitas vezes o livro é confuso frente o que está acontecendo – não porque a narrativa torna-se lenta ou porque não sabe como seguir adiante -, simplesmente porque Uhtred, o narrador, não sabe o que pensar das atitudes de seu rei e dos dinamarqueses. E essa inquietação perpassa todas as páginas do livro.

Não que o livro seja parado, veja bem, estamos falando de Uhtred de Bebbanburg, o escudo dos saxões. Ele não consegue simplesmente aguardar o destino alcançá-lo. Não senhor. Uhtred, mesmo seguindo seu lema de que o destino é inexorável, não fica contando suas cabeças de gado – ou ovelha – e descansando à espera do que quer que venha na sua direção. Ele é um guerreiro nato e por assim ser, sempre espera pela guerra, por problemas.

O que se mostra acertado time and time again.

Ler esse livro, reencontrar Uhtred, foi mágico demais. Havia me esquecido do quanto Uhtred pode ser apaixonante e do quanto a criação da Inglaterra é mágica. E, a quem quero enganar?, sou completa e absolutamente apaixonada pela narrativa do Tio Cornwell. ❤

Valeu a pena ler loucamente esse livro e espero que não vá aguardar um ano inteiro para ler o próximo.

5/5 estrelas.

Lynn e a Irmandade do Esmeralda

Lynn e a Irmandade do Esmeralda

Como disse em alguma postagem anterior não sei lembro exatamente qual meu amigo, o Brunin me emprestou o livro publicado pelo seu primo para que eu pudesse lê-lo. Devo dizer que literatura nacional não é algo que eu realmente conheça, então aceitei de bom grado o desafio.

Só não imaginava que realmente fosse um desafio tão grande.

Esse livro, que se passa em um mundo alternativo ao nosso, porém com os mesmos marcos históricos, se mostrou um estilo de livro que eu não gosto muito. Quando o narrador conversa com o leitor.

Ao maior estilo Raphael Draccon, fiquei em um misto de tédio e irritação a cada vez que o narrador falava com seu sobrinho, ou seja, com o leitor. Fora que achei um tanto quanto confuso o que acontece na história.

Acho muito válido adaptar o nosso mundo – que possui tantas histórias incríveis e talvez nem tão bem explicadas assim – para um mundo de fantasia, entretanto o livro não tem um foco explícito. Pincela sobre as mais diversas culturas e religiões como se não fosse nada demais ter colocado todas em um liquidificador. Fora que os fatos e marcos temporais se misturaram de tal forma que não sei exatamente quão fidedigno o que é narrado no livro pode ser.

De qualquer forma…

O livro conta a história mais de Morgan, o mago, do que de Lynn, de certa forma. Afinal é graças a Morgan que Lynn se torna importante para a história do mundo. Existe um inimigo da humanidade, chamado Devon, que possui poderes inimagináveis e que trará a extinção, do que exatamente não ficou muito claro, até porque ele não passa de uma sombra no futuro da narrativa. Morgan então salva Lynn da morte certa quando este ainda era um bebê e bola os planos mais mirabolantes para testar o garoto e ver se ele seria capaz de se mostrar páreo para lutar contra Devon.

Acontece que Lynn não sabe de suas raízes nobres e por qual objetivo é agraciado pelos deuses, ele passa uma imagem de ser absolutamente idiota e prepotente. Acaba entrando na maior furada possível, a de encontrar o tesouro mítico enterrado na ilha próxima a sua vila.

E é mais um alvo da minha sina de odiar o personagem principal.

Deixando esse detalhe de lado, gostei bastante da forma como os cinco personagens da irmandade são retratados e amadurecem no decorrer do livro. Eles enfrentam muitos percalços para se mostrarem vitoriosos. Entretanto são esses mesmos percalços que tornam a leitura um tanto quanto enfadonha.

Ao mesmo tempo que eles procuram um tesouro que os tornará ricos além da conta, descobrem que a ilha é amaldiçoada por um deus da morte, que existem dragões e vulcões em plena atividade.

O que acontece é que a cada momento em que algo está acontecendo, eles conseguem, através da mais pura sorte, escapar incólumes e com relativa facilidade dos mais variados desafios que são obrigados a enfrentar.

Talvez tenha sido a narrativa errática mudando o tempo todo de tempo e personagem a narrar o capítulo misturado com o narrador-personagem – que por algum motivo me parece muito ser o Morgan, ou talvez algum dos integrantes da Irmandade -, mas fiquei com a impressão de que não havia realmente um objetivo com o livro. Ou talvez seja pelo fato de a programação da história se estender por mais 3 livros.

Fiquei curiosa para saber o que diabos aconteceu com Ralph, um cachorro que é mais do que aparenta, e fiquei triste com a escolha de casal com que o primeiro livro acaba. Hellen é muito mais interessante do que qualquer outra personagem, mesmo eu tendo simplesmente adorado Vera.

All in all, gostaria de saber como a história acaba.

3/5 estrelas.