Aurora Rising

Sinopse: The year is 2380, and the graduating cadets of Aurora Academy are being assigned their first missions. Star pupil Tyler Jones is ready to recruit the squad of his dreams, but his own boneheaded heroism sees him stuck with the dregs nobody else in the Academy would touch…
A cocky diplomat with a black belt in sarcasm
A sociopath scientist with a fondness for shooting her bunkmates
A smart-ass techwiz with the galaxy’s biggest chip on his shoulder
An alien warrior with anger management issues
A tomboy pilot who’s totally not into him, in case you were wondering
And Ty’s squad isn’t even his biggest problem—that’d be Aurora Jie-Lin O’Malley, the girl he’s just rescued from interdimensional space. Trapped in cryo-sleep for two centuries, Auri is a girl out of time and out of her depth. But she could be the catalyst that starts a war millions of years in the making, and Tyler’s squad of losers, discipline-cases and misfits might just be the last hope for the entire galaxy.
They’re not the heroes we deserve. They’re just the ones we could find. Nobody panic

Que JayJay é um dos meus autores autobuy acho que já deu para perceber, não é mesmo? Mas quando eu fiquei sabendo que o combo Amie e JayJay iriam lançar um novo livro juntos e de ficção-científica, eu nem preciso dizer que surtei, não é mesmo? Ainda mais que tinha a novella de Illuminae Files junto…

Aurora Rising nos introduz a um novo(?) universo, cheio de alienígenas, um modo de locomoção espacial diferente e um mistério bem complexo e estranho.

Uma coisa que eu achei interessante é que com 7 personagens principais, cada um narra um capítulo, então acabamos conhecendo a fundo cada personagem e vemos como cada um se relaciona com o mundo e com as outras personagens. E isso, para mim, é essencial, porque traz uma profundidade ainda maior para cada personagem. Muito amor por personagens bem construídos… ❤

Mas, é claro, nem tudo são flores, não é mesmo? Mesmo com todas as magníficas descrições que os autores colocam no livro, existiu uma coisa que me deixou bem incomodada – e foi algo completamente esperado, afinal é um livro jovem-adulto – que foi a adolescência/infantilidade das personagens.

O que eu quero dizer com isso é: tiveram muitos momentos que fiquei irritada com a imaturidade das personagens. E com os hormônios à flor da pele. Mas, novamente, não é algo inesperado considerando-se a idade alvo do livro. Eu que sou chata mesmo…

Outra coisa que aconteceu nesse livro é que existe romance. Mas foi feito de uma forma que me deixou realmente feliz em acompanhar, porque foi tão organicamente construído que foi simplesmente lindo. E, ainda assim, estou muito curiosa para saber como as coisas se desenvolverão daqui para frente, porque ficaram muitas pontas soltas.

Só digo uma coisa: LEGOLAS ❤

4,5/5 estrelas.

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Artemis Fowl: O Complexo de Atlântida

Sinopse: Pense em magia. Pense duas vezes.
Algo terrível aconteceu a Artemis Fowl II: ele virou bonzinho. As criaturas diagnosticam o Complexo de Atlântida, uma doença que causa comportamento obsessivo-compulsivo e múltiplas personalidades, causada por ter mexido tanto com magia.
Agora, a cidade subaquática de Atlântida está sob o ataque de robôs malignos e o novo Artemis bonzinho não consegue lutar contra eles. Será que sua aliada, a capitã Holly Short, consegue trazer o verdadeiro Artemis de volta – antes que esses robôs misteriosos destruam a cidade e todas as criaturas que vivem lá?

E agora entramos na reta final dos livro do querido Artemis Fowl! Finalmente peguei os últimos dois volumes da série para terminar de ler uma das melhores histórias de anti-herói que eu já vi.

Isto é… Até pegar o livro para ler, não é mesmo?

Artemis Fowl continua sendo um dos meus personagens favoritos de todos os tempos, mas, se eu for bem honesta, essa história já deu o que tinha que dar… E aqui é a prova que nem sempre é tão bom assim para uma saga ser estendida eternamente.

E na verdade isso é algo que eu venho sentindo desde O Paradoxo do Tempo: a narrativa dos livros tem se repetido. O enredo é o mesmo, mesmo que os personagens mudem… O que, honestamente, é um tanto quanto frustrante.

Ainda assim, a velocidade da narrativa, a forma como o tio Eoin desenvolve a história, é muito gostosa de ler. O que me impeliu pela leitura assim que eu passei por aquelas primeiras 20 páginas um pouco enroladas.

Não nego que foi interessante ver o Artemis perder um pouco a cabeça, mas realmente não vi tanta necessidade assim dessa história para a construção e desenvolvimento de todos os personagens.

Dito isso, 3/5 estrelas e pronta para dizer adeus a esse universo com o último livro.

Coroa da Meia-Noite

Sinopse: Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão das Minas de Sal de Endovier. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre — e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Enquanto a amizade entre ela e o capitão Westfall cresce cada vez mais, o príncipe Dorian se afasta, imerso em seus próprios dilemas e descobertas.
A princesa Nehemia acaba se tornando uma conselheira e confidente, mas sua atenção está mais voltada para outros assuntos. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar. Mas o tempo é curto, e as ameaças ao redor castelo de vidro estão cada vez mais próximas. Quando menos se espera, uma trágica noite mudará a vida de todos no reino, e mais do que nunca Celaena quer descobrir a verdade para fazer justiça.

Leitura coletiva que realizei com a maravilhosa da Nicole – a Nic inclusive tem uma loja de marcadores e coisas de decoração maravilhosa – e que iniciei durante a maratona SegueSoterrada de maio. Uma pena que não consegui terminar durante a maratona.

Nesse segundo livro continuamos a acompanhar a vida de Celaena após se tornar a campeã do rei e já posso dizer de antemão que aqui temos mais da intriga política de Erilea e um pouco mais de ação do que no primeiro livro, o que foi ótimo!

Uma pena que a senhorita Sarah insiste em colocar romance desnecessário com triângulo amoroso, e que destrói suas personagens em questão de segundos.

No geral, o livro mais me incomodou do que agradou, pelo simples fato de que tem tanto romance e tanta enrolação desnecessária que a história interessante – a magia, o reino, as tretas – é relegada a terceiro plano. Quando a Celaena resolve colocar as garrinhas de fora, entretanto, o livro é simplesmente uma delícia! Por que então essas cenas são tão poucas e tão espaçadas durante a narrativa?

Para colocar um ponto final sobre Sarah J. Maas: ela é uma boa autora, mas definitivamente não é pra mim.

3/5 estrelas e a alma tranquila de quem realmente tentou.

Artemis

Sinopse: Jazz Bashara is a criminal.
Well, sort of. Life on Artemis, the first and only city on the moon, is tough if you’re not a rich tourist or an eccentric billionaire. So smuggling in the occasional harmless bit of contraband barely counts, right? Not when you’ve got debts to pay and your job as a porter barely covers the rent.
Everything changes when Jazz sees the chance to commit the perfect crime, with a reward too lucrative to turn down. But pulling off the impossible is just the start of her problems, as she learns that she’s stepped square into a conspiracy for control of Artemis itself – and that now her only chance at survival lies in a gambit even riskier than the first.

Fui influenciada digitalmente por muita gente para ler esse livro. A verdade é que sendo a louca da ficção-científica, acabei adorando a capa do livro que a galera têm recebido e fiquei curiosa. Simples assim.

Não conhecia a escrita do Andy, porque não li Perdido em Marte, mas assisti ao filme e adorei, então resolvi que seria uma ótima pedida.

Acompanhamos Jazz durante seu dia a dia em Artemis, a primeira – e única – cidade humana na Lua. A narrativa já se inicia frenética, com Jazz correndo pela superfície lunar com um traje defeituoso, correndo para salvar sua vida. E daí pra frente não há muita diminuição na velocidade do livro.

Jazz passa por maus bocados com seu plano para conseguir dinheiro e se tornar rica. Em grande parte esses problemas são criados pela própria Jazz. Na verdade… Todos os problemas são causados por ela mesma. O que torna as situações pelas quais ela passa um tanto engraçadas e ao mesmo tempo irritantes.

O interessante é que a personagem é realmente inteligente, o que implica em ela conseguir aprender sobre coisas teoricamente complexas com uma facilidade impressionante. É o clássico problema de alguém ser inteligente, porém não ser sábio. É cada merda que ela se enfia porque ela deixa de perceber nuances nos planos que cria.

No geral o livro é muito bom, com uma narrativa rápida, personagens cativantes e desenvolvimento contínuo. Só teve um aspecto do livro que realmente me incomodou: tudo acontece com ou para Jazz. Tudo bem que Jazz é a personagem principal do livro, mas parece que as coisas só acontecem com ela. Então… fica um pouco chato e repetitivo.

Ainda assim, 4/5 estrelas e fiquei interessada em pegar Perdido em Marte para ler.

Medo Clássico: Edgar Allan Poe

Sinopse: Seguindo o padrão quase psicopata de qualidade que os leitores já esperam da DarkSide® Books, o livro é uma homenagem a Poe em todos os detalhes: da capa dura à nova tradução feita por Marcia Heloisa, pesquisadora e tradutora do gênero, além das belíssimas ilustrações em xilogravura feitas pelo artista gráfico Ramon Rodrigues. E o mais importante: o conteúdo selecionado que recheia as 384 páginas deste primeiro volume de Edgar Allan Poe: Medo Clássico. E que conteúdo!
Pela primeira vez numa edição nacional, os contos estão divididos em blocos temáticos que ajudam a visualizar a enorme abrangência da obra. A morte, narradores homicidas, mulheres imortais, aventuras, as histórias do detetive Auguste Dupin, personagem que serviu de inspiração para Sherlock Holmes.

Demorei 6 meses para terminar de ler esse livro e não foi porque o livro é ruim, muito pelo contrário, eu ADORO Poe, mas é impossível não dizer que é uma leitura densa.

Os temas são pesados – melancolia, morte – e tudo é tão bem detalhado que você sente o preço das palavras que lê, percebe sua alma se tornando um tanto mais negra…

Aprendi muito com esse livro, o que me deixou bem interessada em conseguir o segundo volume fikdik, principalmente porque não imaginava que foi Poe quem criou o primeiro detetive incrível e que serviu de inspiração para o grande Sherlock Holmes.

Outra coisa que existe nesse livro e que me deixou completamente encantada foi a explicação do próprio autor sobre como ele fazia a construção de suas obras, dissecando seu poema mais conhecido O Corvo. Acho fantástico quando os autores explicam sua forma de escrever e fiquei deslumbrada. ❤

5/5 estrelas e favoritado!

Lady Killers

Sinopse: As mulheres mais letais da história em uma edição igualmente matadora.
Quando pensamos em assassinos em série, pensamos em homens. Mais precisamente, em homens matando mulheres inocentes, vítimas de um apetite atroz por sangue e uma vontade irrefreável de carnificina. As mulheres podem ser tão letais quanto os homens e deixar um rastro de corpos por onde passam — então o que acontece quando as pessoas são confrontadas com uma assassina em série? Quando as ideias de “sexo frágil” se quebram e fitamos os desconcertantes olhos de uma mulher com sangue seco sob as unhas?
Prepare-se para realizar mais uma investigação criminal ao lado da DarkSide® Books e sua divisão Crime Scene®. Esqueça tudo aquilo que você achava que sabia sobre assassinos letais — perto de Mary Ann Cotton e Elizabeth Báthory, para citar apenas algumas, Jack, o Estripador ainda era um aprendiz.

Este é o segundo presente pra linda Kyun, e sim, também foi adquirido graças a uma publicação dela.

A leitura desse livro foi mais arrastada do que eu imaginava que seria e um tanto mais interessante do que eu achei que seria com as primeiras páginas dele.

Adorei aprender um pouco mais sobre a história de assassinas em série, mesmo que tenha me cansado muito a pegada extremamente feminista da autora.

Veja bem, não me importo que a autora seja feminista, mas daí colocar que todas as mulheres desse livro assassinavam para lutar contra o patriarcado foi, no mínimo, exagero. Entendo que existe a necessidade de retirar o misticismo que engloba a história dessas mulheres, não é bruxaria, não é pacto com o demônio, é um desvio psiquiátrico e de conduta, não é a tentativa de desconstruir o patriarcado.

Tirando isso, uma outra coisa que me incomodou um pouco – mas daí é mais porque achei confuso do que por qualquer outro motivo – foi a falta de cronologia na disposição das histórias. Fiquei com a impressão de que se a progressão dos crimes tivesse sido feita de forma cronológica eu teria ficado mais imersa no livro, porque acabei ficando algum tempo, sempre que começava outra narrativa, tentando entender como saímos de uma mulher sendo noticiada na televisão para uma perseguição inquisitória…

No geral, gostei do livro, mas tenho ressalvas.

4/5 estrelas.

The Wicked King

Sinopse: The enchanting and bloodthirsty sequel to the New York Times best-selling novel The Cruel Prince. You must be strong enough to strike and strike and strike again without tiring. The first lesson is to make yourself strong. After the jaw-dropping revelation that Oak is the heir to Faerie, Jude must keep her younger brother safe. To do so, she has bound the wicked King Cardan to her and made herself the power behind the throne. Navigating the constantly shifting political alliances of Faerie would be difficult enough if Cardan were easy to control. But he does everything in his power to humiliate and undermine her even as his fascination with her remains undiminished. When it becomes all too clear that someone close to Jude means to betray her, threatening her own life and the lives of everyone she loves, Jude must uncover the traitor and fight her own complicated feelings for Cardan to maintain control as a mortal in a Faerie world.

É difícil fazer essa resenha, ainda mais depois que gostei tanto do primeiro livro, porém… A realidade é que este livro me entediou por mais tempo do que eu esperava.

Ele continua exatamente do final de O Príncipe Cruel e continuamos acompanhando a Jude em suas maquinações e tentativas de manter o trono de Faerie para o seu irmão. E, por mais que a Jude seja sagaz o suficiente pra não confiar nas pessoas ao seu redor, ela acaba tomando as decisões mais imbecis possíveis.

Entendam, não é que a personagem não saiba o que está acontecendo e os perigos que ela está passando, ela só é burra mesmo.

No primeiro livro acompanhamos a Jude ser traída por todas as pessoas ao seu redor, ali ela consegue bolar planos incríveis para poder salvar seu irmão, para poder conseguir algum resquício de poder sendo mortal no mundo das fadas, e agora parece que ela esqueceu tudo isso.

Ela sofre por querer fazer tudo sozinha e, no desespero para pertencer a algum lugar, acaba depositando uma fé cega nas pessoas que ela convive. Nem preciso dizer que ela acaba sendo traída over and over again, certo?

E, o que é pior, é tão nítido as cagadas que ela está escolhendo fazer que passei mais tempo sofrendo de vergonha alheia do que realmente curtindo o livro.

Não sei dizer o que a tia Holly quis fazer com esse rumo na narrativa, mas me decepcionei com ele. Não sei se foi porque esperava mais do livro, com todas as reviravoltas que aconteceram durante o primeiro, ou se só estou crescendo e evoluindo no meu gosto literário. O jeito para dar o veredito final dessa série será aguardar o próximo livro…

3/5 estrelas e decepção.