Bom dia, Verônica

MLI 2017 Bom dia, Verônica

Sinopse: Em “Bom dia, Verônica”, acompanhamos a secretária da polícia Verônica Torres, que, na mesma semana, presencia de forma chocante o suicídio de uma jovem e recebe uma ligação anônima de uma mulher desesperada clamando por sua vida. Com sua habilidade e sua determinação, ela vê a oportunidade que sempre quis para mostrar sua competência investigativa e decide mergulhar sozinha nos dois casos. No entanto, essas investigações teoricamente simples se tornam verdadeiros redemoinhos e colocam Verônica diante do lado mais sombrio do homem, em que um mundo perverso e irreal precisa ser confrontado.

Andrea Killmore compõe thrillers como os grandes mestres, e sua experiência de vida confere uma autenticidade que poucas vezes encontramos em suspenses policiais, vibrante e cruel — como a realidade.

Devo dizer que discordo da sinopse. Uma das coisas que mais me irritou nesse livro é o fato de que Verônica não é uma investigadora, ela não sabe o que deve fazer e só faz merda a porra do livro inteiro.

Como concepção, eu gostei bastante da história. Um serial killer brasileiro. Certo, a ideia do serial killer brasileiro foi MUITO legal, até porque eu acho que exista até mais do que a gente imagina. O que eu não gostei foi a forma como a história foi colocada.

De certa forma achei que o livro foi uma afronta às polícias civil e militar de uma forma muito gratuita. Não duvido que há corrupção, há abuso de poder e tudo o mais, mas colocar o serial killer como o policial militar? Tinha mesmo necessidade disso?

O outro caso que Verônica investiga, o do suicídio de Marta Campos, o suspeito também faz parte do serviço da polícia, mas agora é do IML.

Além de tudo isso, temos uma narrativa que aparenta querer empoderar uma mulher, mas que para fazer isso a coloca como a única que pode fazer as coisas erradas na história.

O que eu quero dizer com isso é que além de todo o problema que Verônica enfrenta para investigar muito mal os dois casos que foram apresentados para ela, ainda precisa enfrentar seu relacionamento com o marido se deteriorando. Por escolhas dela.

Fiquei com a impressão durante a leitura deste livro que: justiça pelas próprias mãos é algo aceitável, mulheres traírem seus maridos “só pelo tesão” é válido, mas AI DE QUEM FIZER O MESMO COM ELA!

Como história? Gostei, foi razoavelmente interessante. Agora, como um livro para tirar conclusões para a vida? Para achar que esse deve ser o papel da mulher na sociedade? HELL NO.

3/5 estrelas bem controversas.

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