A Pirâmide Vermelha

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E estou relendo As Crônicas dos KaneAgora em edição física! E vocês não imaginam o quanto eu estou feliz folheando essas páginas… ❤

Porque, afinal, só tem um jeito de ler os livros mitológicos do Tio Troll Rick: em ordem cronológica.

Depois de Percy Jackson e os Olimpianos e antes de Heróis do Olimpo, nós somos deliciosamente lançados para dentro da mitologia egípcia. E eu só tenho uma coisa a dizer: YES!

Para quem leu Percy Jackson e os Olimpianos – e provavelmente os outros livros sobre serial killers que o Tio Rick escreveu – sabe o cuidado e a pesquisa com que o tio Rick faz o seu trabalho. Não sei dizer se as coisas que ele escreve aqui são exatamente da forma como ele diz, MAS é nítido que ele pesquisa bastante sobre o que escreve.

E se não sobre a mitologia, ao menos sobre os lugares em que se passam as peripécias de Carter e Sadie. Seriously guys! Eu quero ser como o tio Rick quando eu crescer! ❤

Momento fangirl à parte, vamos à resenha.

O livro se divide entre a narrativa de Carter Kane, o filho mais velho e com características afro-descendentes semelhante ao pai, e Sadie Kane, a filha mais nova e com características caucasianas como a mãe. E já há uma diferença óbvia entre os irmãos que vai além de suas características físicas: Carter cresceu com o pai e Sadie cresceu com os avós maternos.

Só daí já podemos perceber que a forma como eles são, como eles agem e como eles narram são muito diferentes entre si.

Devo dizer que senti uma pequena dificuldade ao começar a releitura desse livro, talvez porque eu ainda estivesse ligada emocionalmente ao Melodia Feroz, ou talvez porque estivesse esperando uma narrativa ao estilo Percy Jackson – mesmo já tendo lido o livro uma vez, acredite, esqueço muitos detalhes. E, ainda assim, quando me dediquei realmente à leitura, li em três dias o livro.

A narrativa é envolvente, como em todos os outros livros do tio Rick – devo dizer que a minha vontade de ler os livros de serial killer dele só aumenta – e os personagens são muito profundos, crescendo de acordo com o decorrer da narrativa, mostrando tantas nuances e detalhes que só mesmo um grande autor consegue passar com sua escrita.

A história tem um início semelhante ao de Percy em seus livros, já que nem Sadie nem Carter sabem o que está acontecendo e que são descendentes de uma linhagem sanguínea importante do Egito antigo. Não fazem ideia dos poderes que têm e muito menos como usá-los. E, falando a verdade, a história se parece um pouco mais do que eu queira admitir.

Tanto Percy quanto os Kane começam sua jornada com o objetivo de salvarem os pais, mas no decorrer da história percebem que mais importante do que salvar a família é salvar o mundo. Aquele pequeno detalhe, sabe?

Mas as semelhanças morrem aí.

Enquanto em PJO, HOO e Magnus Chase os semi-deuses são filhos dos deuses, em CK eles são descendentes dos faraós e por isso com uma grande aptidão para aceitarem os deuses egípcios em seus corpos, como um tipo de “possessão”.

A forma como eles atuam para salvar o mundo tem relação com a magia egípcia – com vários ramos a serem explorados – e suas aptidões baseados no deus que vive dentro deles.

CERTO… Que parágrafos mais confusos… -q

De qualquer forma, eles precisam parar o deus Set que deseja transformar-se em faraó de todo o mundo, para isso destruindo toda a humanidade.

Há muita enganação, traição, morte e destruição, tudo aquilo que realmente importa em um bom livro. -q

Agora, sem exageros, gostei muito da forma como o tio Rick trata sobre o Egito, como ele caracteriza cada deus, cada poder, cada área do universo da mitologia egípcia. O Egito sempre foi um tema que eu gostei, então é só jogar uns “semi-deuses”, um deus mau, um apocalipse… E temos uma Alessandra feliz!

4/5 estrelas.

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Estantismo

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Hoje eu venho falar um pouco com vocês sobre a Mistery Box Estantismo!

Conheci a Estantismo de alguma forma bizarra em que o meu instagram, com toda a nova técnica de propaganda instagramística, um dia me indicou para seguir.

Como eu fiquei muito triste em começar a assinar o Turista Literário depois de quase um ano da existência dele, resolvi que seria uma boa ideia começar a assinar uma caixinha de livros surpresa quando ela começasse. Primeiro porque ajuda na divulgação e manutenção das caixinhas e, segundo, porque é tão divertido fazer parte de uma comunidade desde a sua criação…

E, é claro, que eu resolvi dar o benefit of the doubt sendo que o conteúdo é focado apenas em um tipo de livro: romance. Não é exatamente o meu estilo de vida literário favorito, mas eu leio praticamente tudo o que para na minha frente por tempo o suficiente, então… Vamos lá!

E a caixinha veio cheia de surpresas! ❤

Primeiramente, pelo que eu entendi, serão sempre dois livros por caixa e, por isso, haverá menos lembrancinhas. Acho que farão um sorteio entre os assinantes para ver quem é que vai receber as lembranças no mês – algo que não é de todo justo, mas que não é o enfoque da caixa. A caixa se torna acessível a partir do momento em que consideramos que são dois livros em uma caixa de R$ 80,00, os livros serão lançamentos do mês e, convenhamos, livros lançamentos não são baratos, então… Vale a pena mesmo sem a possibilidade da lembrança em toda caixa.

Em segundo lugar porque segundamente é muito feio, para os assinantes a caixinha vem com um MONTE de marca páginas. Eu, realmente, não esperava essa quantidade deles. Para quem coleciona – não é bem o meu caso, eu já tentei colecionar, mas… acabo sendo a desastrada de sempre e os perdendo, então… não é pra mim – é uma ótima pedida. Só para o livro Roleta Russa – btw, o primeiro dos dois livros que recebi que estou lendo, esperem resenha em algum momento desse mês – vieram dois marca páginas retangulares e dois quadrados, sendo que um deles com citações dos personagens principais.

Achei a propaganda do livro Momento Errado bem chamativa e fiquei muito curiosa para ler o livro e de certa forma chateada de não vir uma amostra dele na amazon, falhou aí, dona autora! O que me remete ao fato de que a ideia do Estantismo é divulgar o trabalho d@s autor@s parceiros, ou seja, aqueles autores que desejarem, mandarão divulgação do seu trabalho na caixinha! Preparem-se para receber aquela quantidade absurda de informações de outros livros além daqueles que vêm na caixa todo mês!

All in all, achei a caixinha muito bem feita e organizada. Eu, que sou uma péssima pessoa para tirar fotos quando recebo e faço o unboxing das minhas encomendas, não pude mostrar o pacotinho em que os livros vieram ou o cuidado como a caixa foi montada – o Oliver e o Thor adoraram o papel crepom -, mas acreditem-me, ela é muito bem feitinha.

E EU ADOREI O MIMO QUE VEIO NESSA PRIMEIRA CAIXA!

Gente… Essa coisinha estampada de flores brancas é uma capinha para livros! ❤ Tão bonitinha! E pequena, não acho que poderei usar com os livros que eu leio normalmente, mas ela é tão fofinha que eu quero morrer!

Para quem tem um pezinho mais no romance do que essa brutamontes que vos escreve, sugiro darem uma olhadinha no Estantismo! Vocês vão gostar!

Kill Command

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Porque, afinal, nem tudo é culpa da minha mãe. Meu pai também tem culpa no cartório.

Acho que o maior ponto negativo de se morar fora de casa e passar muito tempo longe é que acabamos fazendo coisas para agradar nossos pais, mais do que o normal.

Só pelo título do filme e da pouca sinopse que tinha no Netflix eu já tinha quase certeza que o filme seria ruim.

Guess what!

Era ruim.

A história do filme é bem batida. Uma empresa começou a desenvolver robôs para substituir os soldados do exército americano e colocou uma inteligência artificial nesses robôs que era capaz de se desenvolver a partir do contato com humanos.

Então eles colocavam os soldados para treinar com os robôs e assim os robôs aprendiam a forma como os soldados combatiam e, em tese, poderiam ser usados em situações de guerra em que agiriam da forma a impedir a maior quantidade de perdas humanas.

Acontece que, obviamente, eles não leram Asimov e os robôs acabaram se desenvolvendo muito além do esperado e começaram a matar todo mundo.

Yay.

Se parece muito com a temática de Exterminador do Futuro e, a bem da verdade, todo filme que envolve inteligência artificial capaz de aprender.

No final da história, além de repetitivo, achei o filme fraco, com atuações ruins por parte dos atores e muita burrice por parte de todos os personagens.

E alguém poderia me explicar como 18 alvos eliminados pode ser considerado como algo ruim para um capitão? Eu achei que o capitão ter matado só 18 pessoas em sua carreira muito pouco para alguém que está no exército.

De qualquer forma, 2/5 estrelas.

Filha de Deus

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E mais drama. E mais escolhas da minha mãe.

Tudo porque ela tem um crush no Keanu Reeves.

Gente, lidar com crushes dos pais é uma coisa um tanto quanto tensa, viu… MAS tudo bem.

O filme me deixou um pouco irritada com o fato de que a narrativa não foi nem um pouco linear. Tendo dois narradores principais, o Scott (Keanu) e a Isabel (Ana), acabamos vendo a história por dois pontos de vista completamente diferentes, ele sendo um policial que investiga a morte do seu parceiro e ela uma mulher de origem hispânica que tem uma certa ligação com criminosos.

Isabel começa o filme vendo situações estranhas, como um homem albino flutuando na linha do metrô, ou uma mulher que parece uma alienígena em diversos momentos do filme. Então perde-se um pouco a linha temporal com esses fatos.

Tirando suas visões, Isabel é noiva de um soldado americano que se encontra no Iraque, talvez, mora com a família dele, trabalha em uma creche cuidando de crianças e é muito devota.

Do outro lado, Scott é um policial bom e direito, mas seu falecido parceiro era sujo. E, tinha uma história com o cunhado de Isabel.

O filme inteiro revolve no mistério de quem matou o parceiro de Scott e nas visões de Isabel. O final do filme foi simplesmente fantástico e um pouco surpreendente, mas do momento que o filme começa até chegar em seu clímax é maçante. Muito maçante.

1,5/5 estrelas.

Pastoral Americana

Pastoral americana

Um filme com a Dakota Fanning e o Ewan McGregor não pode ser ruim, certo?

Errado.

Depois de chegar em casa com o objetivo apenas de relaxar por uma semana bem merecida de folga, vamos ao padrão da família: assistir filmes/seriados juntos.

E foi assim que minha mãe escolheu Pastoral Americana para que a gente assistisse.

Pela sinopse do Netflix, parecia ser um daqueles filmes que abordaria o tema de lavagem cerebral que acontece nos grandes cultos que pregam o apocalipse, mas… não foi exatamente esse o enfoque do filme.

Seguindo a história de Seymour Levov, vemos como ele foi um grande jogador na época da escola, como lutou na guerra, como casou-se com a garota mais bonita e como deu início à uma família perfeita. Isto é, até o momento em que sua filha, Mery, começa a falar e percebem que ela era gaga.

Quando levam a garota, ainda pequena, a uma psicóloga já comecei a ter problemas com o filme. Um filme que coloca uma personagem negando todos os conceitos biológicos para o problema de Mery e ainda julgar a situação em que a criança se encontra como justificativa para esse distúrbio me fez ter muita, mas muita raiva.

Além disso, é óbvio que o filme nos quer contra os movimentos contra a guerra do Vietnã, contra os flower power e contra as diferentes formas com que cada pessoa consegue se redimir – por mais estranhas que elas sejam.

Sim! Eu não concordo com o uso da força para conseguir encontrar a paz, isso é no mínimo irônico e hipócrita. Ataques terroristas são ataques terroristas, não importa o quanto as pessoas tentem defendê-los. E eu acredito que qualquer tipo de religião extremista seja, bem, extremista.

Nada do que seja extremo é bom, pessoinhas. Lembrem-se disso.

De qualquer forma, Mery cresce para se tornar uma jovem anarquista. Ela busca o fim pelo fim. E, enquanto acompanhamos a história pelo irmão de Seymour, narrando como foi a busca de Seymour pela filha desaparecida e terrorista, vemos o sofrimento de um pai, a forma como ele e sua família buscam soluções para o problema.

Foi um filme pesado e que não me apeteceu tanto assim.

2/5 estrelas.

A Melodia Feroz

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Wow. Simplesmente wow.

Talvez eu deva começar repetindo um pouco do que eu disse na postagem sobre o Turista Literárioquando abri minha primeira malinha de viagem, realmente não era o livro que eu estava esperando. Não havia escutado ou lido nada a respeito de A Melodia Feroz, enquanto já havia lido a sinopse de Crueldade e, enfim…

Decepções à primeira vista pode ser um tanto quanto exageradas e preconceituosas.

A leitura deste livro – interrompida apenas quando lia Percy Jackson – foi rápida. A autora Victoria Schwab sabe escrever uma história que nos prende de forma que não fique chata e que as personagens sejam bem apresentadas, tenham um crescimento constante e se desenvolvam até o final do livro.

Além disso, é uma história que tem tudo! Monstros, conspirações, traições, sangue – muito sangue o que foi de certa forma um grande turn on e, ao mesmo tempo, turn off – amizade, família, confiança.

Vocês percebem a ausência do romance? POIS EU PERCEBI!

Talvez seja apenas eu querendo ler pouco frente aos óbvios sinais de que August e Kate iriam se aproximar, por favor, os sinais estão lá! Não podem ser – realmente – ignorados, mas eu posso entendê-los como eu quiser.

De qualquer forma, acompanhamos a história de Kate, uma garota humana, e August, um rapaz monstro. Em um mundo em que a violência gera monstros de verdade, nada é normal entre a relação dos dois. Vivendo em mundos nem tão completamente separados assim, August e Kate acabam se unindo contra um inimigo comum.

Acho que o que mais me encantou com toda essa história foi o fato de que a imersão proposta pelo Turista Literário realmente me ajudou a gostar mais do livro.

Em alguns momentos achei a história boba, banal. Violência já gera monstros em nosso mundo, só que não monstros com garras, dentes e que se alimentam de almas. Nós os chamamos de humanos.

Sendo uma realidade pós-apocalíptica, achei que o livro deixou um pouco a desejar. Afinal, ao contrário de Jogos Vorazes, Divergente Maze Runner, não há uma explicação real para o que aconteceu. Não houveram guerras, não houve uma explosão solar seguida de um vírus mutante. Só houve um “evento” que não é explicado, não é realmente citado.

Além disso, sendo um livro de monstros que derivam da violência em si, achei que faltou muita violência para eu realmente me importar com a criação deles. Os monstros em si mal são parte da trama – pelo menos até a metade do livro.

Então, ao mesmo tempo que fiquei empolgada em ver um pouco de sangue nas páginas do livro – sim, eu gosto dos meus livros pingando uma quantidade satisfatória de sangue -, não foi de uma forma que eu tenha me sentido compelida a continuar lendo. Não havia mortes descritas, não houveram batalhas o suficiente descritas.

De qualquer forma, nem preciso dizer que crushei no August, né? O guri é violinista. Meu calcanhar de Aquiles depois dos arqueiros.

4/5 estrelas e muito ansiosa para ler a continuação. E muito agradecida por ser “só” uma duologia.

O Último Olimpiano

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Como já avisei na resenha passada, preparem-se para as lágrimas. Quem precisa de Rio Estige? Rio Lete? Basta ficar ao meu lado e será banhado em um rio de água salgada.

Por um brevíssimo momento houve Perchel! Sim, eu realmente gosto da química dos dois, de certa forma uma mortal e um semideus me intriga, ainda mais quando a mortal tem os mesmos poderes de ver através da Névoa que Sally, a mãe de Percy – e uma das melhores personagens da série, podem ter certeza.

Mas, como eu disse, brevíssimo momento.

Começamos o livro bem: com um ataque às forças de Cronos que se encontram no navio Princesa Shun Andrômeda. Claro que as coisas nunca podem dar certo para o nosso semideus favorito. O que me deixou realmente triste foi a primeira baixa que realmente significou algo para mim. É claro que eu sabia que ia acontecer – é, afinal, a segunda vez que leio o livro -, mas eu não me lembrava de todos os detalhes do que acontecia.

Então, sim, as lágrimas começaram no segundo capítulo. Way to go, Uncle Rick.

A cada capítulo lido você se entrega e submerge mais na história, enfrenta os mesmos problemas que Percy e a galera. Tenta desvendar o que demonhos está acontecendo e descobrir quem é o espião.

Eu, pelo menos, sempre me pego mergulhando de cabeça e vivendo as histórias que realmente gosto. O Senhor dos Anéis, Harry Potter, Percy Jackson… São histórias que me encantam de tal forma que realmente gostaria de viver em suas realidades, em seus mundos.

E não é pra menos que escolhi o universo de Percy Jackson para o item 17 do Desafio de Leitura 2017 – mas essa é uma outra postagem… Afinal, mesmo amando os gregos, sou muito mais romana, então… Acampamento Júpiter! ❤

Mesmo já tendo lido o livro uma vez, me bateu o desespero enquanto lia, com as escolhas que Percy deveria tomar, com as traições, com as batalhas e com as visões que ele tinha que enfrentar.

Foi uma forma maravilhosa de se encerrar uma série, isso é uma certeza que tenho dentro do meu coração. Cresci ao lado de magos, guerreiros e semideuses, humanos, elfos, anões, sátiros e meio-sangues. Minha vida só pode ser dita como abençoada.

Por todos os deuses.

E que venha mais Rick Riordan! ❤

5/5 estrelas.