Lynn e a Irmandade do Esmeralda

Lynn e a Irmandade do Esmeralda

Como disse em alguma postagem anterior não sei lembro exatamente qual meu amigo, o Brunin me emprestou o livro publicado pelo seu primo para que eu pudesse lê-lo. Devo dizer que literatura nacional não é algo que eu realmente conheça, então aceitei de bom grado o desafio.

Só não imaginava que realmente fosse um desafio tão grande.

Esse livro, que se passa em um mundo alternativo ao nosso, porém com os mesmos marcos históricos, se mostrou um estilo de livro que eu não gosto muito. Quando o narrador conversa com o leitor.

Ao maior estilo Raphael Draccon, fiquei em um misto de tédio e irritação a cada vez que o narrador falava com seu sobrinho, ou seja, com o leitor. Fora que achei um tanto quanto confuso o que acontece na história.

Acho muito válido adaptar o nosso mundo – que possui tantas histórias incríveis e talvez nem tão bem explicadas assim – para um mundo de fantasia, entretanto o livro não tem um foco explícito. Pincela sobre as mais diversas culturas e religiões como se não fosse nada demais ter colocado todas em um liquidificador. Fora que os fatos e marcos temporais se misturaram de tal forma que não sei exatamente quão fidedigno o que é narrado no livro pode ser.

De qualquer forma…

O livro conta a história mais de Morgan, o mago, do que de Lynn, de certa forma. Afinal é graças a Morgan que Lynn se torna importante para a história do mundo. Existe um inimigo da humanidade, chamado Devon, que possui poderes inimagináveis e que trará a extinção, do que exatamente não ficou muito claro, até porque ele não passa de uma sombra no futuro da narrativa. Morgan então salva Lynn da morte certa quando este ainda era um bebê e bola os planos mais mirabolantes para testar o garoto e ver se ele seria capaz de se mostrar páreo para lutar contra Devon.

Acontece que Lynn não sabe de suas raízes nobres e por qual objetivo é agraciado pelos deuses, ele passa uma imagem de ser absolutamente idiota e prepotente. Acaba entrando na maior furada possível, a de encontrar o tesouro mítico enterrado na ilha próxima a sua vila.

E é mais um alvo da minha sina de odiar o personagem principal.

Deixando esse detalhe de lado, gostei bastante da forma como os cinco personagens da irmandade são retratados e amadurecem no decorrer do livro. Eles enfrentam muitos percalços para se mostrarem vitoriosos. Entretanto são esses mesmos percalços que tornam a leitura um tanto quanto enfadonha.

Ao mesmo tempo que eles procuram um tesouro que os tornará ricos além da conta, descobrem que a ilha é amaldiçoada por um deus da morte, que existem dragões e vulcões em plena atividade.

O que acontece é que a cada momento em que algo está acontecendo, eles conseguem, através da mais pura sorte, escapar incólumes e com relativa facilidade dos mais variados desafios que são obrigados a enfrentar.

Talvez tenha sido a narrativa errática mudando o tempo todo de tempo e personagem a narrar o capítulo misturado com o narrador-personagem – que por algum motivo me parece muito ser o Morgan, ou talvez algum dos integrantes da Irmandade -, mas fiquei com a impressão de que não havia realmente um objetivo com o livro. Ou talvez seja pelo fato de a programação da história se estender por mais 3 livros.

Fiquei curiosa para saber o que diabos aconteceu com Ralph, um cachorro que é mais do que aparenta, e fiquei triste com a escolha de casal com que o primeiro livro acaba. Hellen é muito mais interessante do que qualquer outra personagem, mesmo eu tendo simplesmente adorado Vera.

All in all, gostaria de saber como a história acaba.

3/5 estrelas.

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