A Prisão do Rei

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Bom, talvez tenham percebido pelo Goodreads ali do lado ou mesmo pela quantidade de postagens de livros que voltei à leitura. Mesmo com faculdade, jogos e seriados, voltei a ler.

Não sei se isso acontece só comigo, mas quanto mais ansiosa estou, mais leio. É algo mais do que natural para mim. É a minha válvula de escape. O que significa que cheguei ao nível de ler 4 livros simultaneamente essa semana. Basicamente estou engatando uma leitura na outra porque minha formatura se aproxima e eu estou devidamente apavorada em relação ao futuro.

E tudo isso só para introduzir o motivo de ler esse livro. Sem or… Eu falo demais. Outro sinal claro da minha ansiedade.

Comecei a ler esse livro com o intuito de trocar um livro que estou travada em uma das categorias do DDL. Como sou daquelas doidas que define tudo antes de começar o desafio, me ferrei, de certa forma, com o livro da categoria de 500 páginas.

Estava desanimada para começar, porque Espada de Vidro deixou muito a desejar e eu estava muito cansada da Mare. Só que na pilha de me soterrar de livros, acabei pegando A Prisão do Rei e fiquei dividida se devia ou não fazer uma das minhas três trocas por direito.

E EIS QUE DESCUBRO NÃO UMA, MAS DUAS PERSONAGENS LGBT NO LIVRO!

Foi mais forte do que eu. E é por isso que este livro se enquadra na categoria 19. Um livro com personagens LGBT.

E são essas pequenas revelações que me fazem ter uma relação de amor e ódio por essa saga…

Encontramos uma outra situação que me deixou, em um primeiro momento, ansiosa. Como o primeiro capítulo tinha o nome de Mare, ficou claro que haveria vários narradores e meu maior medo foi que em algum momento Maven fosse narrar e que a autora iria nos fazer engolir uma saga de redenção para um dos maiores filhos da puta que já tive o desprazer de encontrar.

Só que isso não acontece! Palmas para a senhorita Victoria Aveyard por não se enveredar por esse caminho sem volta.

A narrativa é dividida entre Mare, presa nas garras de Maven e sua corte prateada, Cameron, “presa” nas garras da Guarda Escarlate, e Evangeline, completamente soterrada por todas as maquinações prateadas de sua família.

E nada mais do que isso.

Claro que, enquanto Mare e Maven interagiam, houve uma luz sobre a personalidade do monstrinho rapaz, só que não retira as decisões, a responsabilidade dos atos dele. Então não é bem uma tentativa de redenção, mas sim uma des-demonização(?) do personagem. Não que realmente faça algum efeito, tendo em vista que ele ainda termina o livro como o pior dos piores.

Ah, sim… Os personagens LGBT. Bom, em consideração aos queridos e queridas que ainda não leram o livro e que talvez tenham vontade de ler, vou deixar em branco. Aí lê quem ficar com vontade.

Maven era apaixonado pelo rapaz que morreu e que ele usa a imagem para entrar na Guarda Escarlate como espião. E A EVANGELINE TEM UMA NAMORADA! Me chocou muito mais do que descobrir a possível bissexualidade de Maven. De todos os personagens, Evangeline tem sido a que mais me surpreendeu durante todo o livro, se pá de toda a série.

Ok… Não tanto quanto o Maven me surpreendeu no primeiro livro. MAS QUASE.

De qualquer forma, foi um livro divertido e rápido de ler. Finalmente teve uma batalha real e com tanta repercussão. E eu me senti tão representada pela Cameron no começo desse livro… Foi lindo!

Recebe 4/5 estrelas com muita facilidade. Se não apostasse tanto no romance entre a Mare e o Cal, talvez chegasse a 5 estrelas.

Morte dos Reis

18. Morte dos Reis

Ah! Tio Bernard, só você mesmo pra ser o coringa na categoria de número 18. Um livro baseado em fatos reais ou uma biografia. Como amo poder colocar seus livros mais do que maravilhosos no Desafio de Leitura e, devo dizer, quão grande é a surpresa de relembrar o quanto amo seus livros. ❤

Morte dos Reis continua com a história de Uhtred de Bebbanburg, um guerreiro saxão criado por dinamarqueses e que acredita nos deuses antigos, que luta a favor do reino de Alfredo e do seu sonho de unir todas as terras que falam inglês sob uma única bandeira.

Acontece que, por ser pagão, Uhtred nunca está nas boas graças do reino de Alfredo, muitas vezes tendo que mendigar – de certa forma – para poder cuidar de suas terras – arrendadas – e do pequeno exército particular que possui. É inegável que a coroa menospreza Uhtred nos períodos de paz, mas depende demais de sua espada nos tempos de guerra.

E há, também, a questão da proximidade de Alfredo com a morte. Cheio de doenças, Alfredo está a cada dia mais próximo da morte, os dinamarqueses apenas a aguardam para poder pilhar e matar todos os saxões. E mesmo assim, mesmo após a morte de Alfredo, nada acontece.

Por muitas vezes o livro é confuso frente o que está acontecendo – não porque a narrativa torna-se lenta ou porque não sabe como seguir adiante -, simplesmente porque Uhtred, o narrador, não sabe o que pensar das atitudes de seu rei e dos dinamarqueses. E essa inquietação perpassa todas as páginas do livro.

Não que o livro seja parado, veja bem, estamos falando de Uhtred de Bebbanburg, o escudo dos saxões. Ele não consegue simplesmente aguardar o destino alcançá-lo. Não senhor. Uhtred, mesmo seguindo seu lema de que o destino é inexorável, não fica contando suas cabeças de gado – ou ovelha – e descansando à espera do que quer que venha na sua direção. Ele é um guerreiro nato e por assim ser, sempre espera pela guerra, por problemas.

O que se mostra acertado time and time again.

Ler esse livro, reencontrar Uhtred, foi mágico demais. Havia me esquecido do quanto Uhtred pode ser apaixonante e do quanto a criação da Inglaterra é mágica. E, a quem quero enganar?, sou completa e absolutamente apaixonada pela narrativa do Tio Cornwell. ❤

Valeu a pena ler loucamente esse livro e espero que não vá aguardar um ano inteiro para ler o próximo.

5/5 estrelas.

Lynn e a Irmandade do Esmeralda

Lynn e a Irmandade do Esmeralda

Como disse em alguma postagem anterior não sei lembro exatamente qual meu amigo, o Brunin me emprestou o livro publicado pelo seu primo para que eu pudesse lê-lo. Devo dizer que literatura nacional não é algo que eu realmente conheça, então aceitei de bom grado o desafio.

Só não imaginava que realmente fosse um desafio tão grande.

Esse livro, que se passa em um mundo alternativo ao nosso, porém com os mesmos marcos históricos, se mostrou um estilo de livro que eu não gosto muito. Quando o narrador conversa com o leitor.

Ao maior estilo Raphael Draccon, fiquei em um misto de tédio e irritação a cada vez que o narrador falava com seu sobrinho, ou seja, com o leitor. Fora que achei um tanto quanto confuso o que acontece na história.

Acho muito válido adaptar o nosso mundo – que possui tantas histórias incríveis e talvez nem tão bem explicadas assim – para um mundo de fantasia, entretanto o livro não tem um foco explícito. Pincela sobre as mais diversas culturas e religiões como se não fosse nada demais ter colocado todas em um liquidificador. Fora que os fatos e marcos temporais se misturaram de tal forma que não sei exatamente quão fidedigno o que é narrado no livro pode ser.

De qualquer forma…

O livro conta a história mais de Morgan, o mago, do que de Lynn, de certa forma. Afinal é graças a Morgan que Lynn se torna importante para a história do mundo. Existe um inimigo da humanidade, chamado Devon, que possui poderes inimagináveis e que trará a extinção, do que exatamente não ficou muito claro, até porque ele não passa de uma sombra no futuro da narrativa. Morgan então salva Lynn da morte certa quando este ainda era um bebê e bola os planos mais mirabolantes para testar o garoto e ver se ele seria capaz de se mostrar páreo para lutar contra Devon.

Acontece que Lynn não sabe de suas raízes nobres e por qual objetivo é agraciado pelos deuses, ele passa uma imagem de ser absolutamente idiota e prepotente. Acaba entrando na maior furada possível, a de encontrar o tesouro mítico enterrado na ilha próxima a sua vila.

E é mais um alvo da minha sina de odiar o personagem principal.

Deixando esse detalhe de lado, gostei bastante da forma como os cinco personagens da irmandade são retratados e amadurecem no decorrer do livro. Eles enfrentam muitos percalços para se mostrarem vitoriosos. Entretanto são esses mesmos percalços que tornam a leitura um tanto quanto enfadonha.

Ao mesmo tempo que eles procuram um tesouro que os tornará ricos além da conta, descobrem que a ilha é amaldiçoada por um deus da morte, que existem dragões e vulcões em plena atividade.

O que acontece é que a cada momento em que algo está acontecendo, eles conseguem, através da mais pura sorte, escapar incólumes e com relativa facilidade dos mais variados desafios que são obrigados a enfrentar.

Talvez tenha sido a narrativa errática mudando o tempo todo de tempo e personagem a narrar o capítulo misturado com o narrador-personagem – que por algum motivo me parece muito ser o Morgan, ou talvez algum dos integrantes da Irmandade -, mas fiquei com a impressão de que não havia realmente um objetivo com o livro. Ou talvez seja pelo fato de a programação da história se estender por mais 3 livros.

Fiquei curiosa para saber o que diabos aconteceu com Ralph, um cachorro que é mais do que aparenta, e fiquei triste com a escolha de casal com que o primeiro livro acaba. Hellen é muito mais interessante do que qualquer outra personagem, mesmo eu tendo simplesmente adorado Vera.

All in all, gostaria de saber como a história acaba.

3/5 estrelas.

O Refúgio

Mini 11 - A Mansão Hollow

E depois de dois livros seguidos que não estavam nos planos para o mês, resolvi deixar de vez de me programar para as leituras e simplesmente seguir o fluxo do que me envolve.

O livro da vez é do Mini Desafio de Leitura, agora para o mês de Novembro – Uma peça de teatro. E creio que devo deixar aqui uma explicação.

Há muitos e muitos anos, uma pequena Alessandra foi com sua família ao sebo Páginas Antigas e convenceu os pais a comprar a coleção completa dos livros da Agatha Christie. Os referidos livros – em capa dura e contando com duas histórias por livro – eram as adaptações das histórias para o teatro, mas quando pediu para comprarem a coleção, a pequena Alessandra não sabia disso e, assim sendo, acabou não gostando da forma como o livro estava escrito e não leu nenhum.

Sim, muito errado, concordo. Só que é uma história verídica e eu não faço ideia de quantos anos tinha na época e, provavelmente, fiquei confusa por não haver uma narrativa “comum”.

E adiantando para os dias atuais, resolvi que livro parado juntando traça não é legal e que Agatha Christie merece minha atenção Doctor Who may or may not have rekindled my curiosity about her… e assim resolvi colocar os livros dessa maravilhosa senhorita, verdadeira Rainha do Crime, nas listas dos desafios.

Assim comecei a leitura de Encontro com a Morte e agora encerrei o primeiro livro lido com a leitura de O Refúgio.

Devo dizer que achei muito difícil encontrar o livro tanto no Skoob quanto no Goodreads, pelo simples motivo de que há um novo título para essa história. Hoje em dia você encontra O Refúgio com o título de A Mansão Hollow.

Tirando esse primeiro percalço inicial, a história em si é ótima, deixando a resolução do caso bem complexa, tendo-se em vista que é uma família inteira envolvida com o crime. Muito parecido com a história de Encontro com a Morte se for pensar por esse lado.

Só que, ao contrário de Encontro com a Morte, achei mais instigante e confusa a história d’O Refúgio. Todos eram altamente suspeitos e tudo se torna ainda mais complexo quando uma das personagens não fala coisa com coisa.

De qualquer forma, foi maravilhoso acompanhar a forma como cada personagem trabalhou o luto e como cada um se mostrou suspeito até o fim.

Como é uma peça de teatro, senti falta de uma profundidade maior ou talvez de mais explicações frente a algumas atitudes de algumas personagens, mas nada que altere ou atrapalhe a narrativa.

Honestamente, estou me descobrindo apaixonada por Christie e realmente quero ler mais coisas dela. Provavelmente até renovar a coleção com os romances e não roteiros, minha alergia resolveu me dar um oi.

4/5 estrelas.

The Well of Eternity

War of the Ancients 01

Sinopse: Many months have passed since the cataclysmic Battle of Mount Hyjal, where the demonic Burning Legion was banished from Azeroth forever. But now, a mysterious energy rift within the mountains of Kalimdor propels three former warriors into the distant past — a time long before orcs, humans or even high elves roamed the land. A time when the Dark Titan Sargeras, and his demon pawns persuaded Queen Azshara and her Highborne to cleanse Azeroth of its lesser races. A time when the Dragon Aspects were at the height of their power — unaware that one of their own would soon usher in an age of darkness that would engulf the world of…WarCraft.
In the first chapter of this epic trilogy, the outcome of the historic War of the Ancients is forever altered by the arrival of three time-lost heroes: Krasus, the dragon mage whose great power and memories of the ancient conflict have inexplicably diminished; the human wizard Rhonin, whose thoughts are divided between his family and the seductive source of his now-growing power; and Broxigar, a weathered orc veteran who seeks a glorious death in combat. But unless these unlikely allies can convince the demigod, Cenarius, and the untrusting night elves of their queen’s treachery, the burning Legion’s gateway into Azeroth will open anew. And this time — the struggles of the past may well spill over into the future…

E adivinhem quem foi sugada para o maravilhoso universo da lore de WarCraft?

Depois de muita insistência da Nath, comecei – finalmente – a ler os livros que contam a “história por trás da história” do jogo. Bem… Talvez não exatamente a história por trás da história. Talvez o correto seria dizer que é a expansão da história que vemos no jogo?

Acho que já deu pra perceber que eu não sou uma conhecedora da gigantesca lore do jogo, não é mesmo?

Mas o que eu posso fazer? Cada raça e cada classe tem um viés sobre a história e a linha temporal que se segue enquanto joga não é exatamente fixa e linear. Cada jogador pode jogar como bem entender e, convenhamos, são muitos anos de história pra aprender de uma sentada só.

E eis que então temos os livros!

Acho que agora – sim, só agora – vou conseguir entender melhor as coisas que acontecem no jogo. Ou pelo menos assim espero…

E já posso dizer de antemão que esse livro deu um nó na minha cabeça.

Primeiro porque estou na penúltima expansão do jogo – Warlords of Draenor – então é um pouco difícil de dissociar o que está acontecendo agora com a minha personagem para o que estava sendo contado no livro.

E segundo porque a história do livro tem dois momentos. Ela começa depois do encerramento da terceira expansão – Cataclysm – e volta no tempo, para o momento da abertura do portal para as terras demoníacas pela primeira vez. Antes de ler o livro, achei que era a abertura do Dark Portal, acontecimento que se passa na primeira expansão – Burning Crusade -, mas agora que terminei, não tenho tanta certeza assim de que é nesse momento que se passa… -q

Confuso? Com certeza.

Se eu entendi direito a linha do tempo? Não. Talvez eu nunca entenda. Ainda mais com expansões meio que negando as coisas que acontecem no passado.

Argh! Viagens no tempo sempre complicam as coisas!

DE QUALQUER FORMA!

Encontramos Rhonin, Krasus e Broxigar sendo catapultados a um passado longínquo e conhecendo Malfurion, Illidan e Tyrande quando eles ainda são jovens. Malfurion está iniciando seus treinamentos com Cenarius, Illidan começa a forjar um caminho que o levará à glória e Tyrande está se iniciando no caminho de Elune.

E, é claro, Sargeras está fazendo sua primeira incursão ao mundo de Azeroth.

Muitas coisas que acontecem no livro me fizeram perder o fôlego, principalmente perceber que a loucura do Deathwing já estava muito adiantada mesmo tantos anos antes de ele abandonar seu papel de protetor da Terra. Saber que a loucura que toma Neltherion é tão profunda e arraigada a seu ser mesmo num passado longínquo me fez tremer um pouco, para dizer a verdade.

De resto… Muitos personagens fazendo escolhas erradas de vida, provavelmente alterando o futuro de formas impossíveis de serem consertadas.

Estou muito ansiosa para ler o próximo livro, tão ansiosa que talvez exista uma chance de eu abandonar as leituras dos desafios até terminar essa saga. Só tenho medo de acabar sendo completamente tragada pelo universo de Warcraft e não conseguir ler outra coisa enquanto não terminar de ler todos os livros… que são quase infinitos nessa altura do campeonato.

Ah! Devo dizer que o Illidan ainda é uma incógnita pra mim. Gosto dele e realmente espero que ele consiga se redimir de todas as merdas que ele fez em toda a história de Warcraft nessa última expansão – Legion –, mas… Ainda não tenho tanta certeza assim se ele algum dia realmente foi inocente. Consigo entender o que o motiva, mas não concordo nem um pouco com sua teoria de “os fins justificam os meios”.

All in all, foi um livro apaixonante. 4/5 estrelas e que venha o próximo!

PS: Eu sei que falhei dois dias no esquema geral de postagens, mas… a faculdade está fechando o cerco quanto mais me aproximo da data de formar. Então… Tenham paciência comigo, ok? ❤

Gigantes Adormecidos

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Sinopse: Rose passeia de bicicleta pelo bosque perto de casa, quando de repente é engolida por uma cratera no chão. A cena intriga os bombeiros que chegam ao local para resgatá-la: uma menina de onze anos caída na palma de uma gigantesca mão de ferro. Dezessete anos depois, Rose é ph.D em física e a nova responsável por estudar o artefato que encontrou ainda criança. O objeto permanece um mistério, assim como os painéis que cercavam a câmara onde foi deixado. A datação por carbono desafia todas as convenções da ciência e da antropologia, e qualquer teoria razoável é rapidamente descartada. Quando outras partes do enorme corpo começam a surgir em diversos lugares do mundo, a dra. Rose Franklin reúne uma equipe para recuperá-las e montar o que parece ser um robô alienígena gigante quase tão antigo quanto a raça humana. Mas, uma vez montado o quebra-cabeças, ele se transformará em um instrumento para promover a paz ou causar destruição em massa? Parte ficção científica, parte thriller, Gigantes adormecidos é uma história viciante sobre a disputa pelo controle de um poder capaz de engolir todos nós.

Costumo ser uma pessoa que segue com um plano, isto é, quando eu crio um plano. O plano para esse mês era ler 6 livros específicos – Laranja Mecânica, A Divina Comédia, O Ladrão de Raios, As Terras Devastadas, Battle Royale e Harry Potter e a Câmara Secreta -, claro que eu não pude dizer não ao Bruninho quando ele me trouxe o livro que seu primo publicou, então já adicionei mais um livro a lista e estou lendo Lynn e a Irmandade do Esmeralda.

Só que eu achei que ficaria por isso mesmo. Sete livros, cinco dos quais aqui comigo em Lost. E, mesmo assim, acontecem acidentes de percurso. Como esse livro.

Fah leu Gigantes Adormecidos e ficou tão impactada pelo livro que me deu uma vontade louca de ler. Alguns instantes de aquisição por meios indevidos de uma cópia do livro cof cof pirataria cof cof e comecei a ler o livro hoje (dia 12/05).

O que eu REALMENTE não esperava – e que na verdade não acontecia há algum tempo – era ficar tão fascinada com a história que não conseguisse parar de ler enquanto não terminasse o livro! O que implica que agora a minha biblioteca crescerá um pouco mais, ainda mais que o segundo livro foi anunciado pela Editora Suma de Letras.

Sou dessas que lê uma cópia pirata antes de comprar os livros físicos porque já quebrei muito a minha cara com a impulsividade de comprar livros que eu não conhecia…

A história começa com Rose, uma menina comum do interior dos EUA, caindo em uma cratera no chão e encontrando uma mão metálica gigantesca. Ninguém sabe precisar quem ou o que criou a tal mão e muito menos para o que ela serviria.

O tempo passa, Rose cresce e se torna uma cientista e é contratada para estudar exatamente a mão que descobrira quando criança. E a partir daí consegue encontrar mais pedaços desse gigantesco quebra-cabeças e evidencia o que já era esperado: não estamos sozinhos no universo.

A grande questão do livro é que as pessoas são burras.

Ok, talvez não exatamente isso, mas… Olha, quando você encontra algo estranho, que você não entenda e que tem algum potencial de se voltar contra você, o ideal é não querer montar o que quer que seja e muito menos fazer com que ele funcione.

Fica a dica da tia Tifa, ok?

Era óbvio que as coisas não correriam tão bem quanto o esperado, ainda mais quando todas as partes do gigante de metal não estavam em solo americano e que havia uma grande chance – esperada até – de que esse gigante fosse uma arma.

Nem preciso dizer que um “experimento científico” tornou-se rapidamente uma nova corrida armamentista e a possibilidade de uma nova guerra mundial surgiu no horizonte, não é mesmo?

E, mesmo assim, foi tão satisfatório ver a porcaria do robô funcionar! ❤

Uma coisa que devo dizer é que a narrativa do livro em forma de entrevistas, entradas de diário e reportagens me agradou muito! Estou descobrindo que realmente gosto desse estilo de narração.

Enfim… 4/5 estrelas e mal posso esperar para conseguir colocar minhas mãos na continuação!

Laranja Mecânica

Mini 10 - Laranja Mecânica

Quando a Amazon recebeu um ultimato do Dória no começo do ano e decidiu liberar o download de um livro de sua biblioteca gratuitamente, consegui o livro Laranja Mecânica, de Anthony Burgess em versão digital.

Já queria ler esse livro, então, foi uma ótima aquisição, mas devo dizer que agora quero o livro físico for reasons e nada melhor que incluí-lo no Mini Desafio de Leitura para o mês de outubro – Um livro escrito antes de você nascerLaranja Mecânica foi publicado pela primeira vez em 1962, encaixando-se com folga nessa categoria.

Sinopse: Clássico eterno da ficção científica, Laranja Mecânica é um verdadeiro marco na história da cultura pop e da literatura distópica. Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma resposta igualmente agressiva de um governo totalitário.
A estranha linguagem utilizada por Alex, conhecida como Nadsat, merece destaque na obra, criada pelo próprio Burgess, fornece ao romance uma dimensão quase lírica.
A trama, que conta a história da violenta gangue de adolescentes que sai às ruas buscando divertimento de uma maneira um tanto controversa, incita profundas reflexões sobre temas atemporais, como o conceito de liberdade, a violência – seja ela social física ou psicológica – e os limites da relação entre o Estado e o Indivíduo.
Ao lado de 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, Laranja Mecânica é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século 20. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.

A primeira coisa que me chamou atenção nesse livro é que quando foi publicado nos EUA os editores americanos acharam por bem deixar de fora o 21º e último capítulo do livro – o que não fez muito sentido na minha cabeça – e que, portanto, o filme de Kubrick tem um final diferente do livro.

Outra coisa que me assustou foi a linguagem. A tal da linguagem NadSat que as gangues utilizam para se comunicar é extremamente… complexa pra não dizer impossível e chata e precisei ir ao glossário no final do livro mais vezes do que gostaria de assumir.

No geral a história é muito interessante, narrada em primeira pessoa por Alex, vemos o que o motivava a causar tanta ultraviolência, às formas como tratava as outras pessoas, temos a percepção de que para ele, o que era alheio a si próprio não era importante.

Fiquei um pouco indignada com as conclusões a que o livro chega.

Calma, eu explico.

É importante lembrar que o livro é narrado em primeira pessoa, então o narrador não é nem um pouco confiável. Além disso, Alex passa todo o livro tentando convencer o leitor de que ele não era assim o culpado por suas ações. Ah, sim, ele sabe que está cometendo atos horrendos e descreve com muito prazer toda a ultraviolência, os estupros, os ataques, as brigas, tudo muito gráfico – ou o mais gráfico que a linguagem NadSat permite. Então não há como negar que Alex é um personagem mau.

O que também não significa que ele não tem possibilidade de redenção. A esperança de que a sociedade que sofre nas mãos das gangues, dos governos totalitários, das forças policiais extremamente agressivas possui chance de redenção e salvação é o ponto chave do livro.

Só não concordo com a forma como Burgess descreve esse arco da redenção de Alex. Principalmente o último capítulo.

O livro se divide em 3 arcos, cada qual com seu tema e cada um com sete capítulos. No 21º capítulo, o último capítulo do arco da redenção de Alex, é mostrada uma realidade tão discrepante do restante do livro – não em questão temporal, mas em questão interna ao próprio Alex – que me deixou inquieta.

A impressão que eu tive é que Alex não compreende que existe uma necessidade de mudar, ele simplesmente percebe que está velho demais para continuar com sua vida de gangue e que não possui família, que o sentimento de vazio que sente é a falta de compartilhar a vida com alguém. E, por mais que ele conclua que não conseguirá salvar o filho hipotético de uma vida de gangues, não é algo que ele veja como totalmente ruim. Ele toma como a realidade, como o ciclo da vida.

A mensagem do livro, para mim, é que não há uma forma de quebrar o ciclo vicioso da violência e isso me deixou muito triste.

Ainda assim é um livro fantástico.

4/5 estrelas.