Jackie

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Mais uma vez lá vamos nós embarcar num filme apenas porque eu gosto da atriz principal. Natalie Portman é, na minha opinião, uma atriz fantástica e costumo gostar dos seus papéis. Dessa vez foi diferente.

Sinopse: Jacqueline Kennedy (Natalie Portman), inesperadamente viúva, lida com o trauma nos quatro dias posteriores ao assassinato de seu marido, o então presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy.

Esse filme foi parado, extremamente superficial e, para mim, desnecessário.

Calma, eu explico.

Jackie conta a história de como a viúva de JFK passa os 4 dias seguintes ao assassinato do marido durante uma carreata. Eu, geralmente, gosto de biografias, costumam estar entre meus estilos favoritos de leitura e filmes. Só que geralmente eu conheço a pessoa sobre quem estou lendo/assistindo.

Acontece que eu, sendo uma brasileira muito apolitizada, não conheço a história do JFK além de que ele foi assassinato em uma carreata na presença da esposa e que seu nome é o nome de um dos aeroportos dos Estados Unidos – que eu nem sei dizer onde exatamente fica, mas acho que é em Nova York (quando a Rachel vai se mudar pra França no final de FRIENDS, a Phoebe leva o Ross para o aeroporto errado e, se não me engano, é o JFK -q não, eu não vou olhar na internet porque eu estou com preguiça de abrir outra aba no navegador E porque eu nem deveria estar escrevendo essa review, deveria estar estudando) – o que implica em um total desconhecimento sobre o assunto que foi narrado no filme.

Há, ainda, três linhas temporais no filme. A entrevista que Jackie dá para o jornalista, o momento da morte do JFK e de como ela superou os 4 dias seguintes, e uma conversa com o padre. O filme ficou confuso.

Mesmo com todos os flashbacks com que o filme conta sua história, ainda assim não consegui me conectar com ele. Só achei o filme chato, grande e sem sentido.

Claro que entendi que queriam contar a história pelo ponto de vista da Jackie, do que a levou a tomar as decisões que tomou em relação à procissão funerária e sobre o próprio enterro do marido; só que achei que ao mesmo tempo em que tentam explicar o que a levou a tomar essas decisões, a colocaram como uma vilã, de certa forma.

E é exatamente por isso que achei o filme superficial.

Jackie, a personagem principal e narradora do filme, é construída como uma pessoa – porque vale lembrar que estamos falando sobre uma pessoa de verdade – que não se importava com nada além do poder, do status que possuía por ser a primeira dama dos Estados Unidos. Que não se importava em gastar o quanto gastou (aparentemente muito) com as reformas na Casa Branca (uma coisa comum a todas as primeiras damas) e o quanto usou de seus filhos e da morte do marido para fazer uma auto-promoção, para se tornar um símbolo, para nunca ser esquecida.

Não sei dizer se esse era o objetivo do filme, não sei nem ao menos se o filme é relevante por dizer isso, por contar essa história. Só sei dizer que me joguei numa furada por não dar atenção a sinopses e trailers antes de me apaixonar por um banner de filme e decidir que devo assistí-lo.

3/5 estrelas.

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