Sete Minutos Depois da Meia-Noite

Mini 06. Sete Minutos Depois da Meia Noite

E continuando na loucura da falta de ordem do Mini Desafio de Leitura 2017, temos o livro Sete Minutos Depois da Meia-Noite de Patrick Ness para o mês de Junho – Um livro que virou filme.

Já deu para perceber que esse desafio será lido na ordem do “samba do crioulo doido”, né?

Sinopse: Conor é um garoto de 13 anos e está com muitos problemas na vida.

A mãe dele está muito doente, passando por tratamentos rigorosos. Os colegas da escola agem como se ele fosse invisível, exceto por Harry e seus amigos que o provocam diariamente. A avó de Conor, que não é como as outras avós, está chegando para uma longa estadia. E, além do pesadelo terrível que o faz acordar em desespero todas as noites, às 00h07 ele recebe a visita de um monstro que conta histórias sem sentido.

O monstro vive na Terra há muito tempo, é grandioso e selvagem, mas Conor não teme a aparência dele. Na verdade, ele teme o que o monstro quer, uma coisa muito frágil e perigosa. O monstro quer a verdade.

Baseado na ideia de Siobhan Dowd, Sete minutos depois da meia-noite é um livro em que fantasia e realidade se misturam. Ele nos fala dos sentimentos de perda, medo e solidão e também da coragem e da compaixão necessárias para ultrapassá-los.

Eu, particularmente, nunca ouvi falar de Siobhan Dowd, então não sei dizer se esse livro realmente segue o estilo dela de escrever ou não. Só sei que, sendo um livro infantil, foi uma história e tanto. E não exatamente o que eu imaginava.

Conor é uma criança que tem que enfrentar muitos problemas. Bullying, pais separados, incompreensão familiar, uma doença muito complicada e (auto)exclusão na escola. Pode-se dizer que para um garoto de 13 anos é muito o que se enfrentar…

Calma aí… 13 anos!? *vai ler o livro de novo* Ok… Isso muda um pouco de figura a impressão que inicialmente tive do livro. Mas não muito. A bem da verdade, essa informação não é muito relevante para a história, se muito, apenas serve para mostrar que ele não era tão pequeno a ponto de não entender o que acontecia ao seu redor e nem tão grande para ter deixado para trás a inocência e infantilidade da infância.

Como já disse antes, Conor precisa enfrentar muita coisa, mas não está se saindo muito bem nesse papel, e é então que o monstro aparece. O monstro conta histórias para Conor, inicialmente, sem sentido, mas que a todo momento se entremeiam com a realidade e o ajudam a entender melhor a situação em que se encontra.

Ao final do livro, o monstro faz com que Conor assuma a verdade sobre o pesadelo que tem e sobre o que isso significa em relação à doença de sua mãe. O monstro, na verdade, age um pouco como o Grilo Falante de Pinóquio, servindo de consciência e ensinando Conor a como agir e como superar seus problemas.

Mais do que um livro fantástico, esse livro mostra o luto pelo olhar de uma criança, em como as crianças entendem a realidade em que habitam e que compreendem sim as situações que vivem.

Foi uma leitura leve e rápida que me lembrou o livro Ponte para Terabítia e que me fez chorar tanto quanto. Não esperava que o livro falasse sobre essa temática, mas não fazia ideia sobre o que era a história, então I brought this on myself…

Em relação à edição, só devo dizer que não sou muito fã de livros com a imagem do filme, mas até que essa capa ficou bem bonitinha. A editora Novo Conceito está de parabéns com o livro muito bem feito. Hora de apostar em mais livros dela!

4/5 estrelas.

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