A Bela e a Fera (2017)

A Bela e a Fera.jpg

Sinopse: Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera (Dan Stevens) e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

Passei o final de semana em Goiânia e assisti ao remake em live action da animação da Disney, A Bela e a Fera.

Por mais incrível que isso possa parecer, essa resenha contém SPOILERS, então prossigam por sua conta e risco, certo?

Ok, então vamos lá!

Adorei ver que esse filme é mais historicamente correto que a animação, mostrando como era na corte francesa de 1700(..?), com as danças, roupas e localidades bem adaptadas ao período temporal, o que não acontecia na animação – a clássica cena em que Lumiére canta a música Be our Guest aparece a Torre Eiffel, sendo que ela ainda não havia sido construída.

Fiquei encantada em ver a delicada forma que deram para os objetos animados. Cada um tinha características humanas, mas eram notavelmente objetos. Assim como na animação original.

O filme também está de parabéns por sua diversidade de gênero e de raças! Adorei ver que o LeFou é nitidamente gay e com um óbvio crush no Gaston e, a não ser que eu esteja muito enganada, a Disney muito espertamente colocou seu primeiro personagem Drag Queen no filme!

Conseguiram fazer um Gaston ainda mais odioso que na animação, beirando a loucura mesmo. Talvez tentaram colocar algum problema decorrido da guerra que ele participou – Síndrome do Estresse Pós-Traumático, talvez? -, mas não consegui ter o mínimo de empatia por ele, e olha que eu adorei a participação dele n’O Hobbit!

Como história em si, não há muitas diferenças entre os dois filmes, mas há novas nuances, novos personagens. Somos apresentados à mãe da Bela – mesmo que muito rapidamente – e ao motivo pelo qual Maurice se mudou com a filha para a pequena vila do interior. Vemos também um pouco mais sobre o passado do príncipe Adam, o que me deixou muito feliz, e ao mesmo tempo muito frustrada.

Por mais incrível que isso possa parecer só que não, bati o olho em uma personagem e cantei a pedra de que ela era a feiticeira que transformou o príncipe e seu castelo. E falando em castelo, MEU DEUS QUE CASTELO! Me senti assistindo outro filme do Harry Potter com todas aquelas escadas e passagens secretas… Emma Watson sai da Hermione, mas a Hermione não sai dela.

Acho que foi a primeira vez em que assisti um musical e não gostei. As músicas originais estavam ali, salpicadas com algumas outras novas músicas, mas não foi exatamente isso que me incomodou. Fiquei verdadeiramente incomodada com a forma como as pessoas se ignoram enquanto cantam. Principalmente na música de abertura e quando a Bela e a Fera começam a notar sentimentos mútuos.

As pessoas cantavam como se não estivessem rodeadas por todas aquelas outras pessoas! Na animação podemos dizer que a Bela está tão entretida com o livro que realmente não percebe que estão cantando sobre ela e seus hábitos “estranhos”, mas no filme, a Emma nem está lendo o livro quando as pessoas cantam sobre ela! Está simplesmente caminhando no meio da multidão. E durante o jantar com a Fera, ele canta uma parte da música falando que vê como a Bela o olha diferente ENQUANTO SE APROXIMA DELA COM UM PRATO DE COMIDA E ELA NÃO ESCUTA NADA! Fiquei um pouco tensa com essas cenas.

E as músicas novas não ajudaram também… Não que eu não tenha gostado delas, são muito boas e tudo o mais, mas me impediram de chorar quando eu realmente comecei a me emocionar. Tudo se dirigia para aquele ápice de emoção e… vinha uma música do nada e que cortava minha emoção.

O vestido? Não vou nem falar sobre o vestido. Me decepcionei muito com ele e isso é tudo o que tenho a dizer, mesmo tendo amado de paixão o colar e os brincos que ela usa no filme.

Como um todo, adorei o filme, fiquei feliz por ter ido assisti-lo e tudo o mais, mas não deixo de sentir que algo faltou, ou passou… não sei.

Espero ver mais filmes remakes – esse foi, na verdade, o primeiro que eu assisti – e tenho esperanças que eles continuem tão magicamente bem feitos como esse. Só, por favor, deixem a Ariel fora dessa, está bem?

4/5 estrelas.

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