Sense and Sensibility

02. Sense and Sensibility

Li, para o item 02. Um clássico com mais de 100 anos, o livro Sense and Sensibility de Jane Austen. Foi o primeiro dos romances de Austen a ser publicados, em 1811.

Sinopse: Entre a fortuna e o amor

Após a repentina morte do marido, a sra. Dashwood se vê sozinha com três jovens filhas, Elinor, Marianne e Margaret. Como se a tristeza já não fosse o bastante, elas precisam encontrar um lugar para morar, pois a propriedade da família fora herdada pelo meio-irmão delas. Em meio a este turbilhão, Elinor e Marianne, as irmãs mais velhas, estão às voltas com aquilo que poderia lhes assegurar um futuro melhor: um bom casamento. Elinor, sensatamente, estima e gosta de um homem que só cresce aos seus olhos quando descobre por que ele não pode se casar com ela. Já Marianne, seguindo seu coração, se apaixona perdidamente por um homem de caráter duvidoso.

Razão e sentimento (1811) é o primeiro grande romance de Jane Austen e também seu primeiro livro publicado. Com a obra, a autora rompeu definitivamente com as histórias sentimentais de amor idealizado, revelando um mundo imperfeito, de personagens humanos em seus defeitos, porém não menos apaixonados e encantadores.

Quando digo que li Sense and Sensibility, eu literalmente quero dizer que li o livro em inglês. Ou mais precisamente, o primeiro dos 4 livros reunidos no volume da Canterbury Classics que tenho.

Jane Austen

Já devo ter dito aqui em algum momento a paixão que tenho por livros em capa dura e, ainda mais, quando eles vêm com esse detalhe da lombada colorida, dando um tom mais clássico ao livro. Que o livro está em inglês, é apenas um detalhe e, de certa forma, um ótimo incentivo para continuar treinando o meu inglês.

Isso, é claro, até eu me lembrar de que é um inglês clássico e rebuscado e que tem horas que eu simplesmente tenho que me forçar a continuar a ler. O fato de que as letras são pequenas e o espaçamento é mínimo também não ajuda a leitura. E eu nem preciso dizer que a faculdade não tem permitido tanto tempo livre assim, não é…

De qualquer forma, uma das coisas que me impressiona na narrativa da Austen é a caracterização dos seus personagens. É claro que há muito de impor uma personalidade imutável a eles, de forma que não temos muita escolha a não ser criarmos um preconceito (pun intended) em relação àquele personagem em si, que geralmente é quebrado até o final da história.

Com uma narrativa não tão fixa e linear, conseguimos acompanhar o crescimento das irmãs Dashwood, a forma como a Sra. Jennings, o Coronel Brandon, Willoughby, Edward e todos os outros são mudados no decorrer da história.

Uma das coisas que eu nunca havia pensado sobre Austen e que a introdução desse livro colocou em perspectiva, é a forma irônica como ela trata de um período em que a mulher não tem um futuro que não seja casando-se, em que o auge da vida de uma família é conseguir uma renda com o casamento das filhas. O próprio meio-irmão, John Dashwood, é o perfeito exemplar do período, preocupado apenas em ter contatos com a alta sociedade, renegando pessoas que não podem manter um status quo com ele e, até mesmo, não se preocupando com pessoas, mas sim com suas posses. Claro que tomei alguns spoilers com a introdução – esse é o segundo livro da Austen que leio -, mas tudo bem. Gostei bastante de ter meus olhos abertos para um outro lado dela.

Tirando a dificuldade em conseguir me habituar ao período em que o livro se passa e em como o inglês é um tanto mais complexo para ler, foi um livro que eu gostei. Agora posso dizer que já li algo além de Orgulho e Preconceito e zumbis.

3/5 estrelas.

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