J.R.R. Tolkien, o Senhor da Fantasia

E, mesmo dizendo que tento ao máximo limpar a lista de livros pra ler – preferencialmente sem comprar livros novos -, devo admitir a minha felicidade quando a Taki leu a biografia do Tolkien para o item de livro baseado em fatos reais. Assim, pude acrescentar esse livro para o item 29. Um livro que conheceu por causa do desafioJ.R.R. Tolkien, o Senhor da Fantasia por Michael White.

29-tolkien

Fazia tanto tempo que queria ler essa biografia. E ela é simplesmente maravilhosa! Mais uma vez a Editora Darkside fez um ótimo trabalho em lançar um livro edição especial dessa vez de verdade, foi um parto encontrar esse livro à venda, comemorando os 125 anos do Tolkien – com direito a pôster dupla face! O mapa da Terra Média de um lado e uma foto clássica do Tolkien do outro. ❤ Um amorzinho.

Sinopse: Para comemorar os 125 anos de nascimento de Tolkien, a DarkSide® Books publica esta edição comemorativa de J.R.R. Tolkien, o Senhor da Fantasia, com nova capa e um mapa pôster exclusivo da Terra Média. A biografia reconta a vida do autor de clássicos como a trilogia O Senhor dos Anéis e O Hobbit, e considerado um dos maiores autores de fantasia de todos os tempos, que em breve vai ganhar uma adaptação para o cinema.

A obra de Michael White acompanha a vida e a trajetória do escritor, começando por sua infância na África do Sul, seguida do retorno da família para a Inglaterra, onde os Tolkien estabeleceram-se em Birmingham, cidade que passava por uma rápida industrialização nos anos 1890, mas ainda era cercada por uma paisagem de tirar o fôlego. Este cenário que reunia e mesclava o coração industrial do Império britânico próximo a bosques e montanhas idílicas e selvagens foi determinante para as ideias e a escrita de Tolkien.

Já é clássico o momento inspirador quando era professor em Oxford e um dia, corrigindo exames, ao se deparar com uma página em branco que um aluno havia deixado no caderno de exercícios, Tolkien escreve de repente: “Em uma toca no chão vivia um Hobbit”. Bem à sua maneira, ele fica intrigado com aquilo e decide descobrir mais a respeito dos hobbits. Escrito para os seus filhos, O Hobbit tornou-se um sucesso imediato quando foi publicado em 1937. Vendeu milhões de exemplares mundo afora desde então e estabeleceu-se como “um dos livros mais influentes de nossa geração”. Influência e paixão que só aumentaram com as adaptações para o cinema da trilogia de O Senhor dos Anéis, por Peter Jackson, e que voltam a atrair a atenção de todos novamente com o começo da nova trilogia de O Hobbit.

Assumo que, mesmo com toda a vontade louca de ler esse livro, tive receio. Senti muito medo de saber mais sobre a vida de Tolkien. Meu amor pelos escritos dele vem de muito tempo e, sim, eu o idolatro. A saga da Terra Média é minha saga favorita, O Senhor dos Anéis é meu livro favorito e eu o leio ao menos uma vez por ano.

Então, sim… Tive medo de ler sobre Tolkien e destruir um pouco da imagem que tinha dele em minha mente, de me decepcionar e de acabar quebrando o encanto que tenho pelo seu trabalho.

E é com um imenso alívio que digo que não. Isso não aconteceu. Ufa.

De certo modo, fiquei ainda mais apaixonada por seu trabalho. E me reconheci muito na forma como ele criava, ou melhor, subcriava. Seu modo perfeccionista de ser, seu alto nível de exigência e, porque não, sua forma “superior” de ser – talvez beirando a mesquinhez(?) – acertou em cheio no meu processo criativo. Então… é.

Não estou dizendo que meus trabalhos – poucos, falhos e ínfimos – sejam equiparáveis aos do mestre, mas que passo pelo mesmo caminho no processo criativo. Vocês não fazem ideia de quantas vezes eu escrevi, reescrevi e acabei por deletar contos que postaria aqui…

Suspiro.

De qualquer forma, essa resenha obviamente não é sobre mim, então que voltemos ao assunto principal.

A biografia me mostrou um lado humano de Tolkien, a forma como ele se relacionava com sua esposa, seus filhos, seus amigos e seu trabalho. Como ele sofria para pagar as contas, como se esforçava para ser um bom pai e um bom marido, e como ele realmente se importava com o seu épico.

Descobrir a face humana, frágil, quebradiça e cheia de defeitos do mestre só serviu para me inspirar e para dar um ar mais palpável sobre ele. Posso reafirmar com toda a certeza, adoraria ter o conhecido – mesmo que ele não conseguisse compreender a necessidade dos fãs de sua obra de conhecê-lo.

4/5 estrelas.

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