A Última Batalha

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Sinopse: À luz de uma enorme fogueira crepitante, a última batalha de Nárnia está prestes a acontecer. O rei Tirian, ajudado corajosamente por Jill e Eustáquio, terá de enfrentar os cruéis calormanos, num combate que decidirá, finalmente, a luta entre as forças do bem e do mal. Mas, com tantas dúvidas e confusão ao redor, conseguirá o rei Tirian manter-se firme na hora mais negra de Nárnia?

Centenas de anos se passaram entre A Cadeira de Prata e A Última Batalha, tempo esse que colocou um descendente de Rilian no trono, Tilian – olha, eu achei que eu tinha problemas para nomes… – e novamente Eustáquio e Jill voltam a Nárnia.

Ainda não sei se o que eu mais odiei no livro foi o apocalipse narniano – absolutamente infantilizado – ou se foi a colocação de Susana como uma garota metida e fútil – como se ela já não o fosse quando chegaram a Nárnia pela primeira vez – e que por se preocupar em crescer deixou para trás as brincadeiras de criança. Trocando em miúdos, segundo Lewis, se uma pessoa se interessar mais por “lingeries, maquilagens e compromissos sociais”, ela deixa de ir pra Nárnia.

O QUE SIGNIFICA QUE SE ALGUÉM SE INTERESSAR EM SER BONITO NÃO É SALVO POR DEUS. Porfa.

Como crônica, achei que foi relativamente simples e não tão chata quanto as outras, isto é, até o momento em que Aslam diz que estão todos mortos mesmo partiu gostar de maquilagem, assim a gente vive pra sempre.

Como bíblia lúdica foi ridículo. Absoluta e completamente ridículo. Fico imaginando o que esse tipo de livro faz na cabeça de uma menina: todas as garotas tiveram papéis secundários, chorões, que causavam mais problemas que ajuda, e a única menina mais feminina, que tinha um pouquinho mais de independência quanto aos meninos não é salva, não vai para o Paraíso.

Está de parabéns, Lewis.

Não posso dizer que teria gostado deste livro mais nova, afinal, quando o li pela primeira vez – e abandonei porque não havia gostado – já tinha 13/14 anos. Hoje, com 27, posso dizer que não é o tipo de livro que eu lerei para o meu sobrinho. Não sou militante do feminismo por vários motivos, assim como não sou muito religiosa, porém este livro peca por tantas formas diferentes que se depender de mim ele cairá no esquecimento.

3/5 estrelas para esta crônica. Overall, 2/5 estrelas para a compilação do livro.

E pelo menos um dos meus desafios pessoais eu terminei, hora de terminar de ler A Divina Comédia

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