O Temor do Sábio

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E o primeiro livro do mês foi lido! YES! E que mágico começar por um livro tão fantástico que em dois dias devorei suas 720 páginas restantes… – O livro tem 960 páginas ao total.

Sinopse: “Lembre-se de que há três coisas que todo sábio teme: o mar na tormenta, uma noite sem luar e a ira de um homem gentil.”

O Temor do Sábio dá continuidade à impressionante história de Kvothe, o Arcano, o Sem-Sangue, o Matador do Rei.

Quando é aconselhado a abandonar seus estudos na Universidade por um período, por causa de sua rivalidade com um membro da nobreza local, Kvothe é obrigado a tentar a vida em outras paragens.

Em busca de um patrocinador para sua música, viaja mais de mil quilômetros até Vintas. Lá, é rapidamente envolvido na política da corte. Enquanto tenta cair nas graças de um nobre poderoso, Kvothe usa sua habilidade de arcanista para impedir que ele seja envenenado e lidera um grupo de mercenários pela floresta, a fim de combater um bando de ladrões perigosos.

Ao longo do caminho, tem um encontro fantástico com Feluriana, uma criatura encantada à qual nenhum homem jamais pôde resistir ou sobreviver – até agora. Kvothe também conhece um guerreiro ademriano que o leva a sua terra, um lugar de costumes muito diferentes, onde vai aprender a lutar como poucos.

Enquanto persiste em sua busca de respostas sobre o Chandriano, o grupo de criaturas demoníacas responsável pela morte de seus pais, Kvothe percebe como a vida pode ser difícil quando um homem se torna uma lenda de seu próprio tempo.

Sinceramente, mal consegui perceber as 960 páginas do livro. Sim, é um livro grande, mas ele é tão maravilhosamente bem escrito e com uma história tão gostosa de ler que você flui pelas páginas. Só mesmo a exaustão total por conta de horas tentando convencer minha internet funcionar enquanto jogava World of Warcraft e meu atendimento no hospital que me impediram de o ler todo de uma sentada só.

Continuamos a história de Kvothe de uma maneira mais rápida que no primeiro livro, no que eu quero dizer que acontecem mais coisas do que no primeiro livro.

Não, isso não está certo. Não é que acontecem mais coisas que no primeiro livro, é só que… Em um curto espaço de tempo acontece tanta coisa que quase é preciso de um instante para recuperar o fôlego enquanto se lê.

Ou algo nesse sentido…

Acompanhamos a ascensão e o aumento da fama de Kvothe, sua ida ao reino dos encantados, o salvamento de um nobre mais rico que um rei, o treinamento dele com mercenários. O julgamento de bruxaria a que ele foi submetido.

Devo dizer que Kvothe é o personagem anti-herói mais ferrado que eu conheço. Parece que tudo – eu disse tudo – dá errado pra ele.

E, simultaneamente, tudo acaba dando certo de tal forma que ele não se ferra tão lindamente assim. Sua fama aumenta, seus conhecimentos, sua força.

Acho que é por isso que eu me simpatizo tanto com Bast. Ele já deixou claro que precisa que seu Reshi volte a ser o que era e que fará tudo – ou quase – para conseguir isso. Então eu consigo entender.

Quando alguém se perde de si mesmo é um processo lento, desgastante e triste de se acompanhar. Ainda mais quando esse alguém é importante para você.

A parte triste do final desse livro é que o tio Pat não terminou de escrever o terceiro livro. Então… é. Lá vamos sofrer a espera. Mas pelo menos tem um livro 2.5 enquanto a gente espera o 3… Não resolve, mas ajuda.

Não entendo bem porque a editora da vez é a Arqueiro – não é uma reclamação, eu gosto da Arqueiro -, mas não sei dizer se foi a nova editora ou o que, não gostei tanto da edição desse livro. A última página do texto é a última página do livro, o que fez meu olho tremer um pouco de irritação, e os capítulos não são divididos por quebra de página, o que tornou o texto muito contínuo para o meu gosto. Como posso parar de ler no próximo capítulo se o próximo capítulo começa no meio da página? Meu TOC não me permite.

Afora isso, foi um livro divertido e emocionante. Daqueles que eu me peguei gargalhando e xingando e tendo que parar de ler por uns instantes cheia de vergonha alheia. Valeu as horas de sono depositadas nele – porque, afinal, quando se vira a noite lendo um livro elas não foram realmente perdidas – e ele com certeza mereceu suas 4/5 estrelas.

Tio Pat, nunca te pedi nada, por favor, termina o livro, vai…

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