Em Algum Lugar nas Estrelas

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Querida Editora DarkSide, puqe fais içu? Olha essa capa! Olhem pra esse livro tão lindo e maravilhoso! Como acreditar que uma pessoa obsessiva por coisas bonitas eu não compraria ele só pra deixar a estante mais bonita?

E a história ainda é magicamente maravilhosa!

Isso já é jogar sujo… Ainda não descobri um livro publicado por vocês que eu não queira ler. Hunf… Só falta a verba pra conseguir comprar…

Anywho… Vamos adiante com essa resenha.

Sinopse: EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai… bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.

Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor.

Obsessivo, Early Auden tem regras específicas sobre que músicas deve ouvir em cada dia da semana: Louis Armstrong às segundas; Sinatra às quartas; Glenn Miller às sextas; Mozart aos domingos e Billie Holiday sempre que estiver chovendo. Seu comportamento é um dos muitos indícios da síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo que só seria descoberta muito tempo depois da Segunda Guerra, e que inspirou personagens já clássicos como o Sr. Spock (Star Trek), o Dr. House e Sheldon Cooper (The Big Bang Theory).

Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam paracasa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.

EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS é uma daquelas grandes histórias que permanecem com você por muito tempo, perfeita para ler entre amigos ou passar de pai para filho. Tudo que é real pode ser uma grande fantasia ou uma coincidência inevitável. Somos muito mais que um simples desejo do acaso. Nossos caminhos vão se cruzar no primeiro semestre de 2016 nesta obra premiada com o Printz Honow Award em 2016, indicada a outra dezena de prêmios e eleita o livro do ano em dezenas de listas preparadas pelos leitores.

Comecei a ler o livro sem fazer ideia do que seria sobre, literalmente tendo me apaixonado pela capa e tendo a total e absoluta certeza de que precisava lê-lo. Então, inicialmente, me deparei com Jack Baker terceiro e sua repentina mudança do Kansas para o Maine. Senti seus medos, sua vergonha e seu desejo de voltar para casa – mesmo não tendo exatamente uma casa para voltar.

É o clássico problema que uma criança tem que enfrentar. A mudança. Começar uma nova vida em outro lugar, descobrir novos amigos, novos hobbies. Uma nova vida que nem sempre queremos dar início.

Acontece com todos, em algum momento acabamos nos encontrando nessa situação e, convenhamos, não é das melhores. Mesmo empolgados para dar um novo passo em nossas vidas, temos receio em deixar para trás aquela outra, aquela que nos acompanhou por tanto tempo. E temos que aprender a viver em harmonia entre essas duas situações. O novo e o velho.

Mas estou me adiantando… E fugindo um pouco da resenha.

[INÍCIO DOS SPOILERS]

Quando começa suas aulas no colégio interno, Jack encontra-se à deriva. Não (re)conhece o pai que voltou da guerra, não tem ao seu lado a presença reconfortante da mãe e deixou para trás tudo o que era conhecido e familiar, entrando em águas desconhecidas e sem meio de se encontrar.

Suas tentativas desafiadoras e orgulhosas de se encontrar em um mundo do qual não faz parte e que é completamente desconhecido para ele, acabam em falhas vergonhosas, tornando-o como um náufrago.

Isto é, até encontrar Early Auden.

Early é uma criança diferente. Não assiste a aulas que não concorda com o que está sendo ministrado, tem músicas específicas para escutar durante os dias da semana e não gosta de ser desafiado quanto ao que tem como verdade.

E, é claro, consegue ver nos números que compõem o pi uma história assim como nós conseguimos ler um livro.

Não sei exatamente o que foi que me chamou mais a atenção em Early, se sua forma diferente de lidar com o mundo ou a história maravilhosa de Pi. Talvez mesmo a sua cruzada pessoal para encontrar o irmão.

O interessante é ver como Jack e Early conseguem se comunicar, como eles precisam um do outro para continuar seguindo adiante, como eles contam um com o outro para alcançar seus objetivos.

E mesmo que Early seja diferente, que ele veja o mundo de uma forma diferente, isso não significa que ele esteja errado, que a forma como ele vive é errada. Ou que a nossa forma de viver seja a certa. São apenas… pontos de vista diferentes.

[FIM DOS SPOILERS]

Este livro trata sobre superação, amizade, companheirismo e família de uma forma tão genial e simples que tocou meu coração e chorei com o final do livro. Mereceu suas 4/5 estrelas.

Um livro que aconselho a leitura a todos. Um amorzinho! ❤

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