Doutor Estranho

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Assisti este filme já há algum tempo e duas vezes em um mesmo fim de semana, mas continuo o levando dentro do meu coração.

Meu primeiro contato com Doutor Estranho não foi com os quadrinhos á vá e, incrivelmente, também não foi com este filme. Em algum momento deste ano, em um dos fins de semana que passei em Goiânia, meu sobrinho me chamou para assistir uma animação na Netflix. E nela havia um discípulo do Doutor. Se não me engano, o Doutor Estranho até aparece por alguns segundos na animação. E não, eu não me lembro do nome da animação.

MAS ME LEMBRO DO DOUTOR!

De qualquer forma, já sabia que no universo do Doutor Estranho havia manipulação da realidade, magia e essas coisas. Então não fui esperando ver super poderes ao estilo Vingadores.

Outra coisa que posso dizer – além da minha falta óbvia de conhecimento sobre a personagem – é que eu sou uma Cumberbitch. O que significa que eu adoro o Benedict Cumberbatch como ator, como pessoa, como delícia. O que significa que fui ao cinema já esperando mais uma atuação maravilhosa dele. Ask and you shall receive.

Eu adorei tudo nesse filme, absolutamente tudo. Ele com certeza entrou no meu Top 10 Filmes MARVEL. ❤

A única coisa que eu não curti muito e preparem as pedras para jogar em mim foram os efeitos especiais. Não é que eles foram ruins, muito pelo contrário, mas eu passei mal. Fiquei tonta e embrulhou meu estômago aquela quantidade absurda de caleidoscópios, ainda mais durante a passagem dos créditos.

Tirando esse pequeno detalhe, AMAY TUDO NESSE FILME. E nem preciso dizer que Loki (Tom Hiddleston)  e Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) vão se encontrar em Thor Ragnarok e meus ovários não vão resistir, né? Que bom…

Recebeu suas 5/5 estrelas com muito orgulho!

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Maze Runner – O Código da Febre

 

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Sinopse: Era uma vez o fim do mundo.

Florestas foram queimadas, lagos e rios secaram, oceanos transbordaram.

Uma peste febril se espalhou pela Terra, dizimando famílias inteiras. Homem matou homem. A violência reinou. Não havia mais lugares seguros.

Então, surgiu o CRUEL. Pesquisa após pesquisa, essa organização não mediu esforços para encontrar respostas… para encontrar a cura.

O CRUEL fez testes em crianças. Algumas delas, além de imunes, eram especiais… como Thomas e Teresa.

Juntos eles foram designados a trabalhar em um experimento: o Labirinto.

Mas, ao que parece, nem tudo foi dito. Segredos e mentiras irão perturbar Thomas. Quais relações de lealdade são realmente verdadeiras?

O código da febre é a aguardada prequel da saga Maze Runner. Prepare-se, porque nada será como antes. Todas as respostas serão reveladas.

Honestamente eu não sei de onde surgiu esse “aguardada prequel da saga Maze Runner“, eu fiquei muito surpresa em ver mais um livro ser lançado, na realidade. Por mim, ele não era uma necessidade e eu estava mais do que satisfeita com A Ordem de Extermínio ser a tão aguardada prequel pra saga.

Não quero dizer que esse livro foi ruim só que foi, mas acho que foi uma coisa não muito necessária. Desconsiderando O Código da Febre, se pegarmos apenas os outros quatro livros (ainda não li os arquivos), existe uma narrativa coesa, coerente e fechada ali. A Ordem de Extermínio mostra o mundo exatamente após as chamas solares, a criação da CRUEL, a propagação do fulgor. Enquanto Correr ou Morrer, Prova de Fogo e A Cura Mortal contam a história dos testes criados pela CRUEL para encontrar a cura para o fulgor. E daí que não vimos a criação do labirinto? Já temos todas as informações pertinentes na saga original.

A verdade é que este livro… me incomodou.

E não de um jeito bom.

Das três distopias mais famosas – Jogos Vorazes, Divergente e Maze Runner – a minha favorita foi é Maze Runner. Claro que, assim como qualquer saga, tem seus pequenos problemas, discrepâncias e tudo o mais. Vide Harry Potter e A Ordem da Fênix não tem como um masterpiece ser perfeito e sem NENHUM erro. Mas quando li Ordem de Extermínio tive a certeza de que Maze Runner era a distopia perfeita. Havia um começo, um meio e um fim muito bem feitos.

Aí veio O Código da Febre.

É claro que esta é apenas a minha opinião e ninguém precisa concordar com ela, mas… Honestamente, este livro é tão discrepante do resto da história, com erros crassos sobre a linearidade da história que quase tirou a saga do pedestal. Ênfase no quase.

Mesmo com toda a narrativa fantástica do tio Dashner, mesmo eu tendo lido metade do livro em 2 horas, mesmo tendo AMADO rever Thomas e todos os clareanos NEWT ❤ , foi um livro que deixou muito a desejar.

Não conhecia a Editora Plataforma 21, mas adorei o trabalho dela, só não gostei muito do tamanho da orelha do livro. Não sou fã de orelhas do tamanho da página.

Minha nota para esse livro foi 3/5 estrelas. Ainda não vejo necessidade para ele ter sido escrito e fico imaginando se não foi apenas um golpe de marketing/pressão dos fãs que o tornou real.

Fiquei triste.

Alerta de Risco

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Sinopse: É com palavras assim que Neil Gaiman apresenta Alerta de risco, uma rica coletânea de histórias de terror e de fantasmas, ficção científica e conto de fadas, fábula e poesia que exploram o poder da imaginação.

Em “História de aventura”, Gaiman pondera sobre a morte e sobre como, ao morrer, as pessoas levam consigo suas histórias. No suspense “Caso de morte e mel”, ele nos presenteia com sua versão do mundo de Sherlock Holmes. Em “A Bela e a Adormecida”, duas conhecidas personagens de contos de fadas têm suas histórias entrelaçadas em uma releitura bastante original. “Hora nenhuma” é um conto muito especial sobre Doctor Who, escrita para o quinquagésimo aniversário da série de tevê, em 2013. E há também um conto escrito exclusivamente para esta coletânea: “Cão negro”, que revisita o mundo de Deuses americanos ao narrar um episódio que envolve Shadow Moon em um bar durante seu retorno aos Estados Unidos.

Um escritor sofisticado cujo gênio criativo não tem paralelos, Gaiman hipnotiza com sua alquimia literária e nos transporta para as profundezas de uma terra desconhecida em que o fantástico se torna real e o cotidiano resplandece. Repleto de estranheza e terror, surpresa e diversão, Alerta de risco é um tesouro que conquista a mente e agita o coração do leitor.

“A mente de Gaiman é um oceano obscuro e insondável, e sempre que mergulhamos nela, o mundo real desaparece, substituído por outro muito mais terrível e belo, no qual nos afogamos com alegria.”The New York Times

Alerta de Risco (Trigger Warning em inglês) é mais uma coletânea de contos do grande gênio Neil Gaiman. Sou apaixonada por ele e seus trabalhos desde que tropecei em Sandman, muitos anos atrás. A partir daí foi só ladeira abaixo.

Até hoje não encontrei trabalho dele que não tenha me tocado de uma forma ou de outra, que eu não tenha me apaixonado e amado. Então, sim, é difícil resenhar Gaiman.

Enfim… Vamos lá.

Já na introdução, Gaiman vai explicando porque escolheu o título e faz um resumo do que inspirou cada um dos contos e poesias no livro e eu quase chorei quando li sobre o casamento dele com a Amanda Palmer… ❤ o que achei muito interessante porque nos ajuda a ficar mais e mais preparados para o que vamos ler. Ele deixa claro, entretanto, que estas introduções aos contos podem (ou não) ser lidas em qualquer ordem, de acordo com o estilo do leitor.

Adorei cada conto, mas tiveram algumas poesias que não gostei tanto assim.

De qualquer forma, é um livro rápido, gostoso de ler. Dei 4/5 estrelas.

O Nome do Vento

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Sinopse: Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.

Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.

Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade.

Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade – notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame.

Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.

Mais do que a trama bem construída e os personagens cativantes, o que torna O nome do vento uma obra tão especial – que levou Patrick Rothfuss ao topo da lista de mais vendidos do The New York Times – é sua capacidade de encantar leitores de todas as idades.

Devo dizer que não sei o que se passou pela minha mente insana quando comecei a ler este livro pela primeira vez – faz muito tempo – e o deixei de lado. Espero, honestamente, que tenha sido um problema de conciliar horários – assim como hoje as coisas voltam a ser caóticas, já que temos, filmes, seriados, jogos obrigada Nath por me trazer de volta ao WOW, animes, mangás, and the list goes on – e não porque eu não tenha gostado do livro. Eu me conheço muito bem, é impossível que não tenha gostado do livro.

Esse livro é muito foda!

Tão PHOODDA – ph de pharmácia, dois os de cooperativa e dois ds de toddy – que eu comecei a ler a sequência O Temor do Sábio antes de terminar todos os livros de novembro! E precisei de toda a minha força de vontade pra não terminar de lê-lo antes dos outros livros.

But I digress…

É importante dizer que somos apresentados a muitos personagens estranhos e muito bem construídos, a um mundo com problemas e a demônios. Kote é mais do que apenas um taberneiro, seu ajudante não é apenas um garoto e o Cronista não é apenas um contador de histórias.

Nada é, na realidade, o que parece.

Sem entrar demais em spoilers, achei fantástica a forma como o tio Pat mistura passado com presente. A narrativa de Kote é tão bem detalhada, tão cheia de emoção que nem mesmo seus companheiros esperavam por ela. Eles foram tocados pelas palavras de Kote, por seus problemas, por suas tristezas, por suas alegrias.

A história de Kvothe não é a história de um herói propriamente dita. Ele não é aquela personagem que tem tudo e sabe de tudo o que precisa para sair das enrascadas da vida. Pelo contrário, ele vai aprendendo com seus erros, com seus problemas. Existem poucas soluções e ele descobre que precisa aprender a contar consigo mesmo.

E ainda assim há estranhos que o ajudam mais do que ele realmente perceba.

Em resumo, foi um livro que – caso eu pegasse para ler sem pausas – teria devorado em algumas horas. Valeu cada segundo que desprendi o lendo e não me arrependo de nada.

Mereceu suas 5/5 estrelas.

As Crônicas de Nárnia 05

ai meu deus não estou sabendo como lidar sabendo que estamos chegando ao fim d’As Crônicas de Nárnia! É pra glorificar de pé, irmãos!

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Terminei de ler hoje (e por hoje eu quero dizer no dia 06/11) a crônica A Viagem do Peregrino da Alvorada, e devo dizer que toda a minha animação quando terminei Príncipe Caspian – que nem achei tão ruim assim – foi por água abaixo.

Começamos conhecendo o personagem mais imbecil até então apresentado em TODAS as crônicas, Eustáquio. Adivinha se ele não foi criado para ser odiado. Lewis não deu nem chance para o coitado. E acompanhamos a sua viagem não desejada juntamente com seus primos Edmundo e Lúcia para Nárnia.

Tendo se passado mais um ano no mundo real, em Nárnia que tem uma passagem de tempo das mais aleatórias só se passaram três anos, os garotos aparecem no meio do oceano, convenientemente ao lado do navio de Caspian, o Peregrino da Alvorada.

Foi, honestamente, a crônica mais sem sentido que eu li até agora. Espero que as próximas duas façam mais sentido. Cada capítulo praticamente sem a menor continuidade com o anterior e as coisas que descobrem absolutamente aleatórias.

A única coisa que tem me feito continuar lendo é saber que depois de mais duas crônicas poderei realmente dizer que li tudo e realmente não gosto do Lewis. Devo dizer que até então o julgava mais pelas adaptações ao cinema (que só assisti à primeira) e da primeira crônica.

De qualquer forma, 2/5 estrelas. E agora Nárnia só mês que vem. Ufa.

As Crônicas de Nárnia 04

E estranhamente, não sofri tanto com a leitura da quarta Crônica de Nárnia. Honestamente foi uma mudança e tanto em relação ao que senti com as outras três. E me deu um pouco de esperança quanto as próximas três…

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Príncipe Caspian inicia-se com os quatro irmãos na estação de trem, prontos para se dirigirem a mais um ano letivo e nem um pouco animados com essa perspectiva. Até que uma força mágica os transporta de volta a Nárnia.

O que eles demoram pra caramba para entender é que um ano no mundo real equivale a centenas de anos em Nárnia, então tudo o que conheciam tornou-se pó. E em uma pegada mais macabra, todos que conheciam também tornaram-se pó.

Acho que o que me deixou ligeiramente satisfeita com esta crônica foi o fato de que é possível ver uma mudança nas personagens. Aparentemente eles cresceram e se desenvolveram como personagens! É pra glorificar em pé irmãos!

E o que quero dizer com isso é: Edmundo mostra-se mais sábio, assumindo o seu erro – que vimos em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa -, Susana não é mais aquela menina que acredita em tudo e em todos, temendo até mesmo por sua própria segurança em um mundo em que antes era Rainha, Pedro mostra-se mais royal, cavalheiro, mesmo ainda levando seus irmãos para lugares errados, e Lúcia… bem, Lúcia permanece sendo estupidamente Lúcia. Não se pode ter tudo, não é mesmo.

A história não se foca precisamente nos quatro irmãos, mas sim em Caspian á vá, e em como ele acredita piamente em Aslam e na antiga Nárnia dos Quatro Grandes Reis e Rainhas.

Os irmãos retornam a Nárnia para ajudarem Caspian a assumir o seu trono de direito. Mesmo em tese não sendo o seu trono de direito, já que os reis e rainhas de Nárnia eram os quatro irmãos e eles – OBVIAMENTE – não deixaram herdeiros. E honestamente Aslam, essa história de piratas encontrando um portal convenientemente colocado na ilha deles não engana ninguém.

Enfim. Foi uma crônica que li rapidamente e que não me irritou com tanta força assim. Dou 3/5 estrelas para ela.

E vamos em frente que ainda faltam três crônicas até o fim desse ano!

Em Algum Lugar nas Estrelas

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Querida Editora DarkSide, puqe fais içu? Olha essa capa! Olhem pra esse livro tão lindo e maravilhoso! Como acreditar que uma pessoa obsessiva por coisas bonitas eu não compraria ele só pra deixar a estante mais bonita?

E a história ainda é magicamente maravilhosa!

Isso já é jogar sujo… Ainda não descobri um livro publicado por vocês que eu não queira ler. Hunf… Só falta a verba pra conseguir comprar…

Anywho… Vamos adiante com essa resenha.

Sinopse: EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai… bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.

Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor.

Obsessivo, Early Auden tem regras específicas sobre que músicas deve ouvir em cada dia da semana: Louis Armstrong às segundas; Sinatra às quartas; Glenn Miller às sextas; Mozart aos domingos e Billie Holiday sempre que estiver chovendo. Seu comportamento é um dos muitos indícios da síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo que só seria descoberta muito tempo depois da Segunda Guerra, e que inspirou personagens já clássicos como o Sr. Spock (Star Trek), o Dr. House e Sheldon Cooper (The Big Bang Theory).

Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam paracasa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.

EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS é uma daquelas grandes histórias que permanecem com você por muito tempo, perfeita para ler entre amigos ou passar de pai para filho. Tudo que é real pode ser uma grande fantasia ou uma coincidência inevitável. Somos muito mais que um simples desejo do acaso. Nossos caminhos vão se cruzar no primeiro semestre de 2016 nesta obra premiada com o Printz Honow Award em 2016, indicada a outra dezena de prêmios e eleita o livro do ano em dezenas de listas preparadas pelos leitores.

Comecei a ler o livro sem fazer ideia do que seria sobre, literalmente tendo me apaixonado pela capa e tendo a total e absoluta certeza de que precisava lê-lo. Então, inicialmente, me deparei com Jack Baker terceiro e sua repentina mudança do Kansas para o Maine. Senti seus medos, sua vergonha e seu desejo de voltar para casa – mesmo não tendo exatamente uma casa para voltar.

É o clássico problema que uma criança tem que enfrentar. A mudança. Começar uma nova vida em outro lugar, descobrir novos amigos, novos hobbies. Uma nova vida que nem sempre queremos dar início.

Acontece com todos, em algum momento acabamos nos encontrando nessa situação e, convenhamos, não é das melhores. Mesmo empolgados para dar um novo passo em nossas vidas, temos receio em deixar para trás aquela outra, aquela que nos acompanhou por tanto tempo. E temos que aprender a viver em harmonia entre essas duas situações. O novo e o velho.

Mas estou me adiantando… E fugindo um pouco da resenha.

[INÍCIO DOS SPOILERS]

Quando começa suas aulas no colégio interno, Jack encontra-se à deriva. Não (re)conhece o pai que voltou da guerra, não tem ao seu lado a presença reconfortante da mãe e deixou para trás tudo o que era conhecido e familiar, entrando em águas desconhecidas e sem meio de se encontrar.

Suas tentativas desafiadoras e orgulhosas de se encontrar em um mundo do qual não faz parte e que é completamente desconhecido para ele, acabam em falhas vergonhosas, tornando-o como um náufrago.

Isto é, até encontrar Early Auden.

Early é uma criança diferente. Não assiste a aulas que não concorda com o que está sendo ministrado, tem músicas específicas para escutar durante os dias da semana e não gosta de ser desafiado quanto ao que tem como verdade.

E, é claro, consegue ver nos números que compõem o pi uma história assim como nós conseguimos ler um livro.

Não sei exatamente o que foi que me chamou mais a atenção em Early, se sua forma diferente de lidar com o mundo ou a história maravilhosa de Pi. Talvez mesmo a sua cruzada pessoal para encontrar o irmão.

O interessante é ver como Jack e Early conseguem se comunicar, como eles precisam um do outro para continuar seguindo adiante, como eles contam um com o outro para alcançar seus objetivos.

E mesmo que Early seja diferente, que ele veja o mundo de uma forma diferente, isso não significa que ele esteja errado, que a forma como ele vive é errada. Ou que a nossa forma de viver seja a certa. São apenas… pontos de vista diferentes.

[FIM DOS SPOILERS]

Este livro trata sobre superação, amizade, companheirismo e família de uma forma tão genial e simples que tocou meu coração e chorei com o final do livro. Mereceu suas 4/5 estrelas.

Um livro que aconselho a leitura a todos. Um amorzinho! ❤