Labirinto

Eu e minha maravilhosa mania de entender/supor coisas erradas. Honestamente, me senti como Sarah à medida que caí em mim e percebi que, ao contrário do que eu imaginava, Labirinto não é “o livro que deu origem ao filme”, mas sim a romantização do script do filme.

Vê como não devemos supor como as coisas realmente funcionam, Sarah?

Farei essa resenha, então, de uma forma ligeiramente diferente do meu padrão resenha livro-filme. Iniciarei com o filme, para depois falar sobre o livro.

Labirinto – A Magia do Tempo Por que sempre com o subtítulo, Brasil?

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Sinopse: Totalmente frustrada por ter que cuidar do irmão mais novo em mais um final de semana, a adolescente Sarah (Jennifer Connelly), que possui muita imaginação, acaba dando vida aos duendes personagens do seu livro favorito “Labirinto”, para que eles sumam com o bebê. Mas quando o pequeno Toby (Toby Froud) realmente desaparece, Sarah precisa ir atrás dele neste mundo de conto de fadas e tentar resgatá-lo das mãos do maldoso Rei dos Duendes (David Bowie). Protegendo o castelo, encontra-se o labirinto – um emaranhado de armadilhas repleto de estranhos personagens e perigos desconhecidos. Com o intuito de salvar Toby a tempo, Sarah terá que enganar o rei ficando amiga dos duendes que o protegem, na esperança de que a fidelidade deles não passe apenas de uma ilusão num lugar em que nada parece ser o que é!

O filme é de 1986 e devo dizer que me impressionei com ele. A atuação de Jennifer Conelly é uma graça mesmo existindo momentos em que eu quis socar a cara dela…, fora que ver David Bowie como Jareth foi algo grandioso. Meu crush por Bowie foi intensificado e acabei me apaixonando pelo Rei dos Duendes – e ele canta! Oh meu Deus, e como canta!

Existiram momentos em que fiquei curiosa em relação a todo esse relacionamento Sarah-Jareth, pois parecia que o Rei desejava a garota ao mesmo tempo em que não queria que ela conseguisse chegar ao centro do Labirinto. Fiquei com aquela ligeira impressão de que alguma cena tinha sido cortada, que o livro original tola poderia me dar mais informações.

Além da atuação, achei interessante como o labirinto foi criado, a forma como os duendes e todos os outros seres que Sarah encontra eram bem feitos. É claro que há algumas cenas meio trash – o filme tem 30 anos! -, mas nada que impeça uma boa apreciação da obra – que permanece sendo uma obra-prima mesmo após 3 décadas.

Recebeu 4/5 estrelas.

Labirinto

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Peço desculpas pelas fotos desfocadas, mas a minha câmera do celular simplesmente não presta… E não achei na internet foto de tudo pra postar aqui, então…

Sinopse: Trinta anos sem perder a magia. Tudo começou em um pequeno “labirinto” real na cabeça de James Maury, mais conhecido pelo nome de Jim Henson. O cartunista, músico, roteirista, designer e diretor sabia acessar como ninguém o coração das pessoas e o seu maior dom foi dar vida a seres inanimados. A nova geração pode não lembrar do seu nome, mas com certeza tem seus personagens gravados na memória: Os Muppets, Vila Sésamo, Muppets Babies e até a inesquecível Família Dinossauro. Além deste, Henson também criou fábulas como “Labirinto”, em parceria com George Lucas, filme que encantou toda uma geração quando foi lançado, há 30 anos, com David Bowie como Jareth, o Rei dos Duendes, e também responsável pela trilha sonora, e uma jovem Jennifer Connelly no papel de Sarah, a protagonista que deseja que os duendes levem Toby, seu meio irmão e – para seu espanto – é atendida. Arrependida, ela é desafiada pelo Rei dos Duendes a atravessar o sombrio Labirinto, repleto de perigos e seres mágicos.

A novelização de Labirinto finalmente é publicada em português, em uma edição à altura do mestre. Escrita por A.C.H. Smith em parceria com Henson, a edição apresenta pela primeira vez as ilustrações dos duendes feitas por Brian Froud, que trabalhou no filme, além de trechos inéditos e nunca vistos com 50 páginas do seu diário, detalhando a concepção inicial de suas ideias para Labirinto, comemorando os 30 anos do filme em grande estilo.

Como podem ver, o livro é a novelização do script do filme, com conteúdo inteiramente novo – ilustrações e diário de criação – e feito de forma magistral pela Editora DarkSide. A capa do livro é idêntica ao livro de Sarah no filme e achei a imagem de Sarah e Jareth dançando simplesmente divina como mais um detalhe a mais do livro.

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A contracapa já traz alguns dos desenhos dos duendes, o que ajuda na hora de imaginá-los – afinal eles são diferentes daqueles que aparecem no filme – e para dar um gostinho de quero mais na leitura.

Da história em si, não tive dificuldades para identificar as cenas extras, até porque eu assisti o filme tem menos de uma semana e achei que cada uma ajudou a entender e desfrutar ainda mais – e melhor – a história.

Como uma narrativa novelizada não gosto deste verbo agora temos acesso ao que os personagens estão pensando e sentindo de uma forma muito mais precisa do que no filme, então o que eu achei estranho no filme – a relação dicotômica Sarah-Jareth – é muito melhor explicada.

[INÍCIO DOS SPOILERS]

Sarah e Jareth sentem desejo entre si, ambos temendo o poder latente que Sarah demonstra com seus desejos e decisões e, principalmente, com a forma como ela cativa as pessoas ao redor dela. Jareth sente-se ameaçado pelas atitudes dela, ao mesmo tempo em que pensa em como seria tê-la ao seu lado, amando-o, temendo-o.

Eu estou shippando hard os dois! E nada me tira da cabeça que o Rei Duende é na verdade a coruja branca, então ele continua por aí! Possivelmente à espera de um novo desejo por parte da Sarah.

O final do filme é ligeiramente diferente do final dado ao livro, o que achei muito mais sensato. Não fazia o menor sentido ao final do filme todos aqueles monstros que ela viu no labirinto fazerem parte da sua vida, sendo que a teoria era que ela estava deixando esse lado mágico da sua vida para trás.

[FIM DOS SPOILERS]

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Adorei poder ver os desenhos originais, a como eles imaginaram cada personagem, como eles mudaram cada um e, até mesmo, os primeiros esboços de como eles se moveriam. O trabalho de Brian Froud é muito lindo e nos transporta para um mundo mágico.

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Na parte do diário de Jim Henson achei muito interessante ver como era o processo de criação dele. Todos os temas, rascunhos, desenhos… Bem, a forma como ele conseguiu criar este – e tantos outros – universo maravilhoso de Labirinto foi simplesmente fantástico. Sendo uma pessoa que tem um pézinho na escrita, me reconheci em seu diário, com todos os rascunhos e ideias desbaratadas anotadas sem uma forma concisa de leitura…

Foi um livro que mereceu suas 5/5 estrelas.

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2 thoughts on “Labirinto

  1. Caracas!!! Quando você falou desse livro eu nem me toquei muito sobre a ligação entre ele e o filme (que eu quero muito assistir). A uns tempos atrás eu ganhei um mangá que tratava da história do labirinto, mas pela visão do Toby, e não da sua irmã. Eu não lembro muito bem o que fiz com ele (acho que troquei por créditos num sebo perto e casa), mas os desenhos não me atraíram e por isso eu o deixei meio de lado. Mas agora penso se não fiz uma escolha ruim, hauhauahauah… Muito interessante! Quero realmente ver o filme e o livro agora!!

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